Terça-feira, 17 de outubro de 2017

ISSN 1983-392X

2012

A comarca de Guariba foi instalada no dia 24 de junho de 1964. O primeiro juiz a assumir o Judiciário local foi o dr.Victor Lombardi.

Atualmente, Guariba conta com uma vara, na qual a dra. Marta Rodrigues Maffeis Moreira é a única juíza do Fórum, e dois promotores de Justiça, dra. Tânia Regina Golmia Camilles e dr. Ricardo Brainer Zampieri.

A 2ª Vara está para ser instalada em meados de maio de 2012.

O município de Guariba foi fundado em 21 de setembro de 1895, coincidentemente com o início da primavera, por isso é conhecida como "cidade primavera".

Seu contexto histórico começa quando o Brasil passava pela ascensão do café e das estradas de ferro, dominando assim, o mercado mundial da cafeicultura.

Nesta época republicana, era de trabalho não-escravo, os fazendeiros usavam da mão-de-obra do imigrante, e o transporte ferroviário avançava paulatinamente.

Com a crescente do café por todo o território brasileiro, o Governo libera concessões para a criação de novas estradas de ferro. A história de Guariba começa exatamente quando concedida à concessão de prolongamento da estrada de ferro entre Araraquara – Jaboticabal. Dessa forma, foram criadas as estações ferroviárias de Rincão, Timbira, Motuca, Joá, Hammond e, finalmente a Estação Guariba, sendo instalada em 1892.

O nome Estação Guariba foi dado devido aos inúmeros macacos da espécie Guariba que havia na região. Com a construção da estação ferroviária, mais colonos chegavam à procura de trabalho nas fazendas. Começa ali, a idéia de formar uma cidade.

Dois anos após a instalação da estação ferroviária, em 17 de setembro de 1894, o Bispado de São Paulo, autoriza a Capela de São Matheus de Guariba. Posteriormente, em 21 de abril de 1895, D. Nenzio Grecco, padre de Jaboticabal lavra a ata de início de obra, sendo inaugurada cinco meses depois. E em 15 de outubro de 1900, foi criada a Paróquia de São Matheus de Guariba. Em seu ano de fundação (1895), Guariba possuía uma estação ferroviária, a capela, a hospedaria, uma casa comercial, cerca de 80 casas residenciais, e um cemitério. Desde então, comemorações cívicas, passagem de circos, sessões de cinematógrafo eram eventos freqüentes.

Dois anos após a fundação da cidade, em 12 de abril de 1897, foi criado o Distrito Policial de Guariba, e, imediatamente, começa a construção da Cadeia Pública, onde atualmente, é a Praça Sylvio Vaz de Arruda. Nesta época, com o aumento de imigrantes italianos e a crise repentina no setor cafeeiro, começava a gerar insatisfação dos produtores e dos trabalhadores rurais, onde o proprietário alegava dificuldade em cumprir os compromissos, o colono (trabalhador rural) temia o não pagamento dos salários ou descumprimento do contrato, com isso, era difícil manter a ordem, que muitas vezes, necessitava a intervenção policial.

Em fase de fundação, Guariba era ligado a Jaboticabal administrativamente, e com a crescente do então povoado, Guariba conquistava a independência, a partir de 1904, criando subprefeitura, representações sociais e econômicas, além de ruas e edificações. A partir disso e outros fatos da época, em 6 de novembro de 1917, Guariba se tornava município, através de Lei n.° 1562. Mais tarde, Guariba criaria o primeiro hospital. Em 10 de janeiro de 1926, foi inaugurada a Casa de Misericórdia, o hospital da cidade. Passaram os anos, e a economia cafeeira que era forte desde a fundação de Guariba, dá espaço para o comércio e as indústrias locais.

Após a Segunda Guerra Mundial, começa a Era da cana-de-açúcar, por volta de 1948, sendo o forte em toda a região, tornando uma cidade mais progressiva depois de sofrer estagnação pela era do café. As usinas chegam a Guariba: Usina Bonfim e São Martinho, sendo que em 1959, a Usina São Martinho passa a pertencer ao município de Pradópolis, já a Usina Bonfim, faz-se efetiva até hoje.

Guariba não fica restrita a história política e econômica. A cidade, buscava a intensificação social ao longo dos anos. O cinema, os bailes agitavam o município. Em maio de 1961, é inaugurado o Guaribinha Clube, com a apresentação da Orquestra Continental de Jaú. Posteriormente, o município de Guariba ficaria conhecido nacionalmente, como palco de importante luta trabalhista, visando o melhor atendimento ao trabalhador rural. Na madrugada de 15 de maio de 1984, acontecia A Greve dos Bóias Frias de Guariba, uma luta onde teve uma vítima fatal: Amaral Vaz de Melone, um recém-aposentado que estava observando o acontecimento, é morto por uma bala perdida. Dois dias depois, após sete horas de reunião, realizada no Sindicato Rural de Jaboticabal, o acordo foi assinado de forma apressada por alguns produtores, o primeiro a assinar foi Roberto Rodrigues, que na época era Diretor da Sociedade Rural Brasileira. As conquistas deste fato foram: transporte gratuito, segurança no transporte, fornecimento de ferramentas, pagamento por dias que não trabalhassem devido algum imprevisto (como por exemplo, a chuva), décimo terceiro salário e carteira assinada, fiscalização do pagamento, conseqüente aumento de salário.

Hoje, com um pouco mais de 100 anos, Guariba que começou como uma estação ferroviária, onde hoje, a antiga estação serve como depósito, bar, rodoviária, entre outras coisas, cresceu. Um vilarejo que possuía um pouco mais de oito mil habitantes, hoje, de acordo com o IBGE sua população estima-se em cerca de 32.200 habitantes.

Este texto foi criado com base nos dados do livro: Guariba 100 anos 1895 – 1995, Coordenação: Ana Luiza Martins.

Fonte: Portal da Prefeitura de Guariba

População

De acordo com o censo de 1950, Guariba contava com uma população de 8.823 habitantes, sendo 4.541 homens e 4.882 mulheres, dos quais 6.533 viviam na zona rural.

Atividades econômicas

A agricultura, a indústria e a pecuária eram fundamentais para a economia do município. Os principais produtos produzidos por Guariba eram o açúcar cristal, cana de açúcar, café, álcool e milho, sendo São Paulo e Jaboticabal os centros consumidores dos produtos agrícolas.

Na década de 50, as fábricas mais importantes de Guariba eram: Usina São Martinho (açúcar cristal e álcool); Fábrica de Serras I.L.V. (engenho horizontal para desdobro de toras); Usina Bonfim (açúcar cristal e álcool) e Oficina Baldan (engenho horizontal para desdobro de toras).

Meios de transporte

O município era servido pela Cia. Paulista de Estradas de Ferro, num totoal de 38 km de extensão dentro de suas divisas e três estações.

Comércio e bancos

O comércio local mantinha transações principalmente com São Paulo, Araraquara e Ribeirão Preto.

Importava alimentos industrializados (conservas, óleos, sal etc), louças, ferragens, produtos farmacêuticos, tecidos etc.

Manifestações folclóricas

Entre as festas religiosas comemoradas pelos guaribenses, destaca-se a de São Mateus, padroeiro da cidade, no dia 21 de setembro.