Quinta-feira, 27 de julho de 2017

ISSN 1983-392X

2012

Araguari foi elevada à comarca no dia 7 de abril de 1892.

De acordo com as divisões territoriais datadas de 1936 e 1937, bem como o quadro anexo ao decreto-lei estadual n°88, de 30 de março de 1938, o município de Araguari compreende o único termo judiciário da comarca de mesmo nome.

Fachada do Fórum "Oswaldo Pieruccetti"

Posicionada em local estratégico e interligada a todo o território nacional por meio de rodovias ou ferrovias, Araguari é considerada a 23ª cidade do estado de Minas Gerais e a 3ª cidade do Triângulo Mineiro. Além de valorizar suas tradições culturais, como o folclore, o artesanato e a culinária típica, Araguari é lar da maior região do café do país.

O município possui mais de 100 cachoeiras naturais, grutas, áreas de mata virgem e reservas ecológicas intactas e parques. Além destas, são inúmeras as opções de lazer nos lagos das hidrelétricas que cercam o município.

O primeiro documento histórico que menciona a região onde está situada Araguari é o Alvará de 4 de Abril de 1816. Desanexam da Capitania de Goiás os julgados e Freguesias do Araxá e Desemboque, os quais passam a pertencer à Comarca de Paracatu, da Capitania de Minas Gerais e, posteriormente, passa a ser o Triângulo Mineiro.

A região foi desbravada, inicialmente, por Bartolomeu Bueno da Silva, "O Anhanguera", que tinha por objetivo chegar a Goiás. O Triângulo era habitado pelos índios Caiapós; estes preparavam constantes emboscadas aos "brancos invasores", prejudicando, assim, a comunicação da província de Goiás com São Paulo.

Para solucionar tal problema, foi organizada, em 1748, uma grande expedição, composta em grande maioria de "índios mansos" para expulsar os caiapós; e foram posteriormente alojados em 18 aldeias, ao longo da estrada de Anhanguera ( cortava toda região, ligando São Paulo a Goiás ).

Neste contexto todo, a história propriamente dita de Araguari data dos princípios do século XIX, época em que Antônio Resende Costa, o "Major do Córrego Fundo", comissário de Sesmarias da região do Triângulo, demarcou, entre outras, a Sesmaria do Serrote ( hoje Fundão) e a da Pedra Preta (hoje Cunhas), início do atual município de Araguari.

O major tomou posse, também, de um terreno de sobra, entre as duas Sesmarias, doando-o, mais tarde, à Igreja, como patrimônio da Freguesia que ali se estabeleceu sob a invocação do Senhor Bom Jesus da Cana Verde do Brejo Alegre ou Ventania. Foi o primeiro passo para a construção do povoado.

A Freguesia do Brejo Alegre foi criada pela Lei Provincial n° 1.847, de 02 de Abril de 1.840. Ao redor da nova sede paroquial, foram - se concentrando os habitantes de Brejo Alegre. As festas religiosas tradicionais da Igreja foram acontecendo e atraindo romeiros das fazendas próximas. A evolução e desenvolvimento urbano da Vila de Brejo Alegre, como de todas as demais da época, foi lenta, natural e assistemática: as primeiras ruas surgiram da iniciativa particular. Aparecem os primeiros estabelecimentos comerciais onde se vendia de tudo, alguns dos quais se tornando mais poderosos. Veio a escola municipal.

A Freguesia de Brejo Alegre só passou à categoria de "Villa" em 31 de Março de 1884. O ideal de emancipação foi, então, crescendo e fermentando no coração dos habitantes da vila. O projeto que recebeu o n° 154, de autoria do Deputado Provincial Padre Lafayette de Godoy, tratava da elevação da Vila do Brejo Alegre à categoria da cidade.

Só em 20 de junho de 1888, dezoito dias depois que Padre Lafayette o apresentou, é que o projeto entre em discussão. E foi logo "torpedeado" pelo deputado Sabino Barroso Júnior que tentou impedir sua passagem.
Contudo, as objeções de Sabino Barroso e outros parlamentares solidários a ele não passaram de animosidades pessoais. Tanto assim que, na sessão de 04 de agosto, em primeira votação, o projeto 154 é aprovado pacificamente pela maioria dos deputados, recebendo a seguinte redação:

"A Assembleia Legislativa Provincial de MG decreta: Artigo único - Fica elevada à categoria de cidade a Vila do brejo Alegre, da Comarca da Bagagem, revogadas as disposições em contrário. Sala das Sessões, 2 de Julho de 1888".

Na sessão de 5 de agosto, por motivos que nos escapam, o deputado Severino de Resende Navarro propôs uma emenda ao decreto, no seguinte teor: "Emenda: onde se diz - à categoria de cidade - Acrescente-se com o nome de cidade de Araguary - e o mais como se acha redigido". É nessa memorável sessão de 5 de Agosto de 1888 que o projeto do Padre Lafayette foi transformado na lei n° 3.591, sancionada pelo Barão de Camargos, no dia 28 do mesmo mês. ( 28 de agosto ). No século passado, as Câmaras Municipais possuíam função executiva e legislativa. O Prefeito que recebia o nome de Agente Executivo era escolhido entre os vereadores eleitos para exercer o duplo cargo.

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Fonte: Portal da Prefeitura de Araguari

População

De acordo com dados do Censo de 1950, Araguari possuía 16.914 habitantes, sendo a densidade demográfica de 17 habitantes por quilômetro quadrado.

Atividades econômicas

A principal atividade econômica do município era a pecuária, com um rebanhos de bovinos, suínos e equinos. A agricultura também era uma atividade de valor para a economia, com considerável produção de arroz, milho e feijão. A indústria ocupava o 3° lugar em importância.

Meios de transporte

Na década de 50, Araguari possuía 301 km de rodovias, sendo 169 km de estradas estaduais e 132 km de estradas municipais. A cidade ainda era servida pelas ferrovias: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro e Estrada de Ferro Goiás.

Em 1955, a prefeitura municipal registrou os seguintes veículos motorizados: 339 automóveis, 50 camionetas, 280 caminhões e 9 ônibus.

Comércio e bancos

O comércio na época era intenso. Havia 25 estabelecimentos comerciais atacadistas e 345 varejistas.

A cidade contava com cinco agências de bancos.

Fotos da época

Rua Rui Barbosa

Praça Manoel Bonito

Escola normal e técnica de Comércio S.C. de Jesus

Agência do Banco de Crédito Real

Praça Manoel Bonito