Sexta-feira, 21 de julho de 2017

ISSN 1983-392X

2006

Ribeirão Bonito é sede da comarca que reúne os municípios de Dourado, Boa Esperança do Sul, Trabijú, além do distrito de Guarapiranga.

Antiga capela de S. B Jesus do Ribeirão Bonito, no município de Brotas. Foi elevada a freguesia em 1882 e ficou pertencendo ao termo de Brotas, comarca de S. Carlos do Pinhal.

Depois, ganhou status de Vila no ano 1890, e continuou a pertencer ao temo de Brotas, comarca de S. Carlos do Pinhal; termo de Ribeirão Bonito, Comarca de São Carlos do Pinhal, pelo decreto nº 38, de 16 de agosto de 1892. E, pela ansiada lei nº 80, de 25 de agosto de 1892, é criada a comarca de Ribeirão Bonito, que foi instalada no mesmo ano, em 13 de outubro. Foi nomeado seu primeiro juiz de Direito o dr. Alberto Júlio Pinto Pacca.

Sucedeu ao dr. Pinto Pacca o dr. José Vieira Barbosa, dr. Antonio Baptista de Carvalho e dr. Benjamin da Luz Novaes. Pela Lei nº 94-A, de 17 de setembro de 1892, regulamentada pelo decreto nº. 123, de 10 de novembro do mesmo ano, criou-se o 2º Oficio de Justiça, sendo provido na serventia vitalícia o sr. Jorge Agapito da Silva Venga, sucedido pelo tenente José Ignácio de Sá Bittencourt e o coronel Amancio de Camargo Neves.

O 1º ofício teve como serventuário o capitão J. Delduque. Os primeiros advogados a constituírem bancas de advocacia foram os drs. Eugênio de Oliveira e Silva, mais tarde nomeado Promotor Público, e Marcilino Mourão, seguindo-lhes os drs. :

  • Manoel Teixeira de Souza
  • Francisco de Paula Felicíssimo
  • Angelo Tourinho de Bittencourt
  • Julio César de Faria
  • Odilon Ribeiro
  • Evaristo de Oliveira
  • João de Cerqueira Mendes
  • Joaquim Duarte Pinto Ferraz
  • Aurélio Neves
  • Orozimbo Neves
  • Orôncio Gil
  • José Alvaro Ferreira Tinoco

Cronologia

Comarca de São Carlos do Pinhal - 1882

Comarca de Ribeirão Bonito - 1892

Pela lei n.º 633, de 18 de Julho de 1899, foi incorporado o município de Dourado

Pela Lei nº 739, de 10 de novembro de 1900, o de Boa Esperança.

Alguns advogados da década de 50:

  • Dr. Milo Cammarosano

Casado com Elida Vicentina Fusco Cammarosano. Pai do também advogado Marcio Cammarosano, inscrito na OAB nº 24.170, subseção de Santo André.

  • Dr. Rubens Libertini

Avô de Rubens Libertini Neto, que também seguiu os passos do avô e atualmente atua em Campinas, inscrito na OAB/SP sob nº 217.413.

Alguns juízes que atuaram na cidade:

  • Dr. Luiz Augusto San Juan França

Nasceu na Capital, São Paulo, a 20/5/44, filho de João Mendes França e Ondina San Juan França. Fez o primário no Externato Ofélia Fonseca, o ginasial no Colégio São Luís e o colegial no Colégio São Bento. Cursou a Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie, formando-se pela Turma de 1968. Ingressou na Magistratura a 4/1/72, quando foi nomeado para o cargo de Juiz Substituto da 8.ª Circunscrição Judiciária, sede em Campinas. A 27/4/73 foi nomeado em caráter vitalício. A 24/7/73 foi promovido, por merecimento, para o cargo de Juiz de Direito da Comarca de Ribeirão Bonito (1ª entrância); a 5/6/75 foi promovido, por merecimento, para a Comarca de Lorena (2ª entrância); a 4/9/79 foi promovido, por antigüidade, para o cargo de 1º Juiz de Direito Auxiliar da Capital (3ª entrância); a 2/7/84 foi promovido, por merecimento, para o cargo de Juiz de Direito da 5.ª Vara Distrital de Santo Amaro (entrância especial); a 21/1/92, por designação do Conselho Superior da Magistratura, assumiu a Vara das Execuções Criminais de São Paulo e a Corregedoria dos Presídios, onde permaneceu até a data de sua promoção ao Tribunal de Alçada Criminal. Por Ato de 6/10/93 foi promovido, por antigüidade, para o cargo de Juiz do Tribunal de Alçada Criminal.

  • Dra. Adriana Alberguetti Albano

Atual Juíza titular

  • Dra. Gabriela Müller Carioba Attanasio

Confira abaixo alguns trechos da entrevista concedida pela juíza a um jornal local da cidade de Ribeirão Bonito, em 8/10/05.

Agosto : Quais as cidades em que trabalhou como juíza de Direito?

Drª Gabriela: Trabalhei como juíza substituta, em São Paulo – Capital, Santa Bárbara d’Oeste e São Carlos e, como Juíza Titular, em Descalvado e agora aqui, em Ribeirão Bonito.

Agosto : O que mais lhe agrada na cidade de Ribeirão Bonito?

Drª Gabriela: O que me agrada na cidade de Ribeirão Bonito são as belezas naturais e a hospitalidade das pessoas.

Agosto : O que lhe desagrada?

Drª Gabriela : O que me desagrada na cidade de Ribeirão Bonito é a poluição sonora, com desrespeito ao sossego alheio.

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Para algum desavisado, pode até estar soando mal a reclamação da Exma. Juíza sobre a poluição sonora. Aliás, frise-se, a dra. foi muito cordial com o dr. Pintassilgo. No entanto, trineta de Antonio Carlos de Arruda Botelho, o Conde do Pinhal,dra. Gabriela tem credencial genética para reclamar do barulho.

1 - Conde do Pinhal - Antonio Carlos de Arruda Botelho

Antonio Carlos de Arruda Botelho nasceu em Piracicaba a 23 de agosto de 1827 e faleceu em sua fazenda do Pinhal, município de São Carlos em 11 de março de 1901. Casado em primeiras núpcias em 1852, com Francisca Theodora Coelho, falecida em 10 de março de 1862, filha de Frutuoso José Coelho, natural de Portugal, casado com Antonia Silva Ferraz, natural de Piracicaba.

Neta materna de Antonio Leme da Silva e Escolástica Pais de Oliveira. Bisneta materna de João da Silva Cerqueira, casado com Maria da Cruz e de Francisco Pais de Oliveira, casado com Antonia Ferraz de Arruda. Casou-se em segundas núpcias, em 23 de abril de 1863, com Anna Carolina de Mello Oliveira, Condessa do Pinhal, filha dos Viscondes de Rio Claro, José Estanislau de Oliveira e da Viscondessa Elisa de Mello Franco, com grande geração (13 filhos), sendo um de seu primeiro casamento.

Terceiro filho do Coronel Carlos José Botelho e segundo Senhor da Fazenda Pinhal, herdada de seu pai. Grande do Império, Barão, Visconde e Conde, Comendador da Ordem da Rosa, chefe do Partido Liberal em São Paulo, Deputado Provincial Geral, Presidente da Assembléia da Província de São Paulo, candidato em lista tríplice senatorial e membro da 1ª Constituinte Republicana Paulista. No período monárquico, foi o Conde do Pinhal, chefe do mais alto prestígio e gozou da absoluta confiança dos governos e da coroa, pois o Imperador D. Pedro II cumulava-o de distinções, não só na intimidade como em publico. Em 1886, o Imperador D. Pedro II, na sua excursão a São Paulo, fez questão de se fazer acompanhar pelo Conde do Pinhal, em plena situação do Partido Conservador, querendo assim demonstrar publicamente a sua estima pelo chefe do Partido Liberal. Foi eleito Deputado em 1882 e tal era o seu prestígio pessoal e político, que o elegeram presidente da Câmara dos Deputados, dirigindo a Assembléia Provincial durante dois anos, em que tomaram parte, Prudente de Morais, Rangel Pestana, Campos Salles, Costa Junior, Martinho Prado Junior, Frederico Abranches, Antônio Prado e outros Conservadores e Republicanos. Em 1885, o então Visconde do Pinhal apresentou um projeto que foi aprovado, destinado ao levantamento de cartas geográficas, topográficas, itinerárias, geológicas e agrícolas da Província de São Paulo. Ao apresentar e fundamentar a proposta, fez o seguinte discurso:

"A Província de São Paulo, aquela que se julga, com razão, a primeira do Império, na senda do progresso material no desenvolvimento da viação férrea e da navegação, que vai sendo explorada do mesmo modo, sente entretanto, uma lacuna para poderem os seus administradores guiar-se nos contratos que tem que celebrar com as diferentes companhias ou empresas, que se propõem a realizar esses melhoramentos. Sabem todos a extensão da Província de São Paulo e quanto de terreno ainda há encoberto, e por assim dizer desconhecido. Devem saber que é justamente nessa parte desconhecida da Província, onde a qualidade das terras se ostenta na maior uberdade, é justamente nessa parte, onde se acha conciliada a uberdade da terra com o clima temperado, primeira condição da nossa principal lavoura, que é a do café. Entretanto, vêem-se os administradores da província embaraçados e embaraçadissímos, porque seus próprios engenheiros também se embaraçam pelo mesmo motivo com a falta de conhecimentos geográficos da província. Há um pedido de privilégio, não se apresenta um mapa, porque não há, e assim vão se contratando, às vezes, serviços, com prejuízo até de direitos adquiridos".

Continuou o discurso com a exposição de motivos claros que justificava o projeto que importava a abertura de um crédito de 50 contos de réis, para serem despendidos inicialmente com o serviço de levantamento de mapas. O projeto foi dispensado de impressão e aprovado em seguida. São Paulo, a província líder do Império era apenas conhecida geograficamente naquele tempo (1880) até Rio Claro e o estado líder da República, 25 anos depois, era apenas geograficamente conhecido, em 1905, até Bauru. Foi preciso um descendente do Conde do Pinhal, o senador Dr. Carlos J. Botelho, na qualidade de Secretário da Agricultura, Viação e Obras Públicas do Estado de São Paulo, com a sua energia férrea, mandar concluir com sacrifícios de vidas, o levantamento geográfico dessa imensa e rica região desconhecida, habitada pelos índios. (Alta Paulista, Noroeste e Alta Sorocabana).

Em 1888, o Conde do Pinhal foi eleito Deputado Geral. Depois de proclamada a República, o Conde do Pinhal afastou-se da atividade política e foi com esforço que seus amigos o trouxeram de novo para vir colaborar na organização do Estado, fazendo parte da Constituinte como Senador, retirando-se definitivamente da política em 1893.

Espírito adiantado e trabalhador incansável, o Conde do Pinhal quis prolongar a Estrada de Ferro Paulista, de Rio Claro, ponto final, até São Carlos e Araraquara e posteriormente até Jaboticabal, criando os ramais de Jaú, Água Vermelha e Ribeirão Bonito. A empreitada era difícil porque demandava grande capital que precisava ser levantado na zona que deveria ser servida pela nova estrada de ferro. Com o auxílio do seu sogro, o Visconde de Rio Claro, conseguiu o Conde do Pinhal com seu prestígio perante amigos e demais parentes que confiavam em sua ação, (três mil contos de reis) totalmente subscrito, cifra elevada para aquela época de 1880, mais tarde elevada para cinco mil contos de réis. Após noventa dias da publicação do decreto da concessão, nº 7338 de 4 de outubro de 1880, concessão essa, que dava apenas o privilégio da zona, sem outros favores e sem garantia de juros do capital empregado.

Dando começo aos trabalhos de exploração, uma turma de engenheiros tendo sempre ao lado o Conde do Pinhal, rompiam o sertão e no dia 15 de outubro de 1881 foi oficialmente batida a primeira estaca, zero (0) no extremo da estação de Rio Claro, início da Estrada de Ferro Rio Claro, vendida em 1889 à Rio Claro Railway Co. companhia inglesa que por sua vez a revendeu à Cia Paulista de Estrada de Ferro. O primeiro trecho de Rio Claro a São Carlos foi atacado com toda a urgência, sem sacrifícios de custo de construção, ficando em 20 contos o quilômetro, e assim foram vencidos os 72 quilômetros. Em 2 de maio de 1883, um ato governamental autorizava a abertura do tráfego provisório e em 15 de outubro de 1884, o tráfego definitivo. No dia 2 de maio de 1885, a cidade de São Carlos festejava a entrada da primeira composição de passageiros da Estrada de Ferro Rio Claro e em 1886 recebia festivamente em trem especial, tendo à frente de sua locomotiva, sentados em bancos sobre o limpa-trilhos, Sua Majestade D.Pedro II Imperador do Brasil, o Marquês de Paranaguá e o Conde do Pinhal. Em 1889, ao ser vendida a Estrada de Ferro de Rio Claro, o Conde do Pinhal resolveu aplicar uma parte do capital apurado em um Banco, com sede na Capital. Para isso convidou alguns amigos dos mais representativos elementos da cidade e fundou o Banco de São Paulo. Foi a assembléia do Banco presidida pelo Marquês de Três Rios, tendo como secretários o Conselheiro Moreira de Barros e o Dr. Joaquim José Vieira de Carvalho. Em 5 de Outubro de 1889, foi autorizado a funcionar, tendo como primeira Diretoria o Conde do Pinhal como Presidente, cargo que ocupou até a data de seu falecimento em 1901. Entre os acionistas figuravam: Marquês de Três Rios, Barão de Araraquara, General Couto de Magalhães, Dr. José Manoel da Fonseca., Barão de Tatuhy, Barão de Piracicaba, Barão de Jaguará e muitos outros. Abriu e formou várias fazendas de café - em São Carlos: a Fazenda Palmital, Serra, Lobo e Santo Antonio; em Jaú: as fazendas Maria Luiza, Carlota, Sant'Ana, Santo Antonio, Sta Sofia, São Carlos, São Joaquim e Salto do Jaú. Adquiriu em Ribeirão Preto a Companhia Agrícola de Ribeirão Preto com 9 Fazendas, num total de dois milhões de cafeeiros com uma produção anual de mais de duzentas mil arrobas de café beneficiado, fazendas essas ligadas todas por uma pequena estrada de ferro particular. Bem antes da Abolição da Escravidão, já era livre o trabalho agrícola na sua Fazenda do Pinhal, um centro de agricultores alemães.

Fundou em 1856, com a colaboração de seus irmãos Carlos José, João Carlos, Paulino Carlos, Bento Carlos, Joaquim de Meira e seus cunhados Major Rodrigues Freire e Major João Baptista de Arruda e Jesuíno de Arruda (lavrador e contribuinte para a fundação da cidade), em terras da Sesmaria do Pinhal, a cidade de São Carlos.

2 - Carlos Amadeu de Arruda Botelho

Filho de Antonio Carlos de Arruda Botelho (1) e Anna Carolina de Mello Oliveira, nasceu em Rio Claro no dia 9 de novembro de 1876 e faleceu em 18 de março de 1953. Fazendeiro em Jaú e São Carlos. Casou-se com Brazilia Whitaker Oliveira de Lacerda, nascida a 24 de maio de 1887 e falecida em julho de 1966. Deixou um diário de sua vida, todo escrito a mão em pequenas cadernetas, o qual foi datilografado por suas netas, impresso e distribuído entre seus filhos. Parece que o gosto pela escrita remonta a tempos passados, incluindo seu pai e outros membros de sua família. Seus pais: Elisa Whitaker de Oliveira e Candido Franco de Lacerda que trabalhou sempre em lavouras de café, principalmente uma em Banharão. (filho de José de Lacerda Guimarães e de sua primeira esposa e prima, Clara Franco de Camargo. Depois de viúvo, José de Lacerda Guimarães, casou-se com sua sobrinha Dalmacia de Lacerda Franco e foram agraciados com o título de Barões de Ararí, em 7/05/1887). Seus avós: Comendador Justiniano de Mello e Oliveira, Visconde de Rio Claro, e Brazilia Urbana de Aguiar Whitaker.

3 - Antonio Carlos de Arruda Botelho


Filho de Carlos Amadeu de Arruda Botelho (2)e Brazilia Whitaker Oliveira de Lacerda. Nasceu em SP a 12/07/1908 e faleceu em 27/10/2005. Estudou no Colégio Militar do Rio de Janeiro, formando-se em Agrimensor. Foi para Cornell, Ithaca, no estado de Nova York, onde freqüentou o curso de um ano de duração para Special Student in Agriculture. Na França fez a Escola Nacional de Agricultura com duração de 1 ano, em Grignon, Seine et Oise. Trabalhou um ano em Santos, na Cia Paulista de Exportação de Café com Dr. Vicente de Almeida Prado. Em 1930 no fim do Governo de Dr. Washington Luis Pereira de Sousa, apresentou-se como reservista para defender o governo. Em 1932, participou da Revolução Constitucionalista. Saindo com o batalhão de voluntários da cidade de Jaú, como soldado raso e retornou como Capitão Comandante, por ter cursado o Colégio Militar. Casou-se em São Paulo no dia 21 de fevereiro de 1938 com Maria Ayres Netto, nascida a 7 de junho de 1917, filha de Cacilda (Dona Cecy) de Moraes Ayres Netto e Dr. José Ayres Netto, famoso médico em São Paulo.

4 - Maria Helena de Arruda Botelho

Filha de Antonio Carlos de Arruda Botelho (3) e Maria Ayres Netto. Nasceu em São Paulo em 23 de novembro de 1939. Casou-se em São Paulo na Igreja Nossa Senhora de Fátima no dia 1 de dezembro de 1964 com Pedro Muller Carioba, nascido em São Paulo a 10 de Dezembro, formado engenheiro agrônomo, pela Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz, em 1964. Filho de Grace Mignon Izabella Muller Carioba e Franz Adolf Muller Carioba.

5 - Dra. Gabriella Müller Carioba

Filha de Maria Helena de Arruda Botelho (4) e Pedro Muller Carioba. Casou-se com Mario Roberto Attanasio Junior, advogado (OAB/SP 147.055), filho de Mario Roberto Attanasio, advogado (OAB/SP 16.310), e Maria Regina Mira Attanasio.

E dando continuidade à família, já há a 6a geração.

6 - Mariana Botelho Carioba Attanasio

Filha de Gabriella Müller Carioba (5), juíza de Direito em Ribeirão Bonito e Mario Roberto Attanasio Junior, advogado em Jaú.

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Atual Promotor de Justiça

  • Dr. Marcel Zanin Bombardi

Pelo que percebeu dr. Pintassilgo, o ilustre membro do parquet é muito atuante na defesa dos direitos do cidadão, apesar da comarca ser um tanto quanto calma, não necessitando de tantos atos promotoriais. Migalhas quer crer que o Promotor de Justiça não é um migalheiro. No belíssimo Fórum da cidade, enquanto a passarinhada estava assanhada com a presença do dr. Pintassilgo na comarca, dr. Marcel não pode nos atender. Provavelmente havia um bombardeio de feitos, o que é perfeitamente compreensível. Por isso, Migalhas quis ao menos procurar algum trabalho do Promotor, para ilustrar o trabalho. E encontrou. Clique aqui para ver uma ação do membro do Parquet de Ribeirão Bonito, exigindo assepsia nos matadouros municipais. No texto, os migalheiros comprovarão o já imaginado : não é um migalheiro. Afinal de contas, no pedido liminar da causa, fala em “INAUDITA ALTERA PARS”. Fosse um ledor deste humilde matutino, teria acompanhado a aula de latim do migalheiro Paulo Penteado de Faria e Silva Junior (clique aqui), ministrada diretamente de Amparo (calma dr., por esses dias o dr. Pintassilgo aí chega...).

Em 1862 instalou-se na região, ao lado do ribeirão que hoje se denomina Ribeirão Bonito, vinda de Minas Gerais, a família Alves Costa.

A região pertencia à cidade de Brotas, e tudo provinha daquela cidade, medicamentos, mantimentos, além dos assuntos administrativos como casamentos, batizados, registros. As viagens eram muito penosas pela distância e pela mata virgem que cobria a região.

Os membros da família Alves Costa cultivavam a idéia da criação de um povoado com capela e necrópole. De fato, Joaquim Alves Costa fizera promessa neste sentido, ainda quando residia em Ouro Fino, motivado por seus irmãos que muito o queriam, obrigando-o a fazer uma promessa de doar ao Bom Jesus alguns alqueires de terra, das primeiras que adquirisse, para a fundação de um povoado e construção de uma capela dedicada ao Bom Jesus da Cana Verde, visando recuperar a saúde gravemente afetada por árvore derribada em trabalho de roçado, serviço feito na data de 6 de agosto, apesar da oposição de seus parentes, lembrando-o a respeitar o dia do Senhor Bom Jesus sobre cuja devoção afirmava ele não se tratar de dia santificado.

Uma árvore derrubada no serviço o apanhara e estava gravemente acidentado. A convivência com a sede de Brotas tornava-se penosa em virtude da distância e dificuldades para atravessar a mata virgem em picada rudimentar. Decorria uma década, tal era o desenvolvimento do local, que no cérebro de seus habitantes começou a germinar a idéia da fundação de uma capela para o culto divino e a abertura de uma necrópole.

A vila de Brotas, a cujo município pertencia o novo bairro, distava cinco léguas e isso dificultava a assistência às missas, batizados, casamentos, enterramentos e a aquisição de muitos artigos indispensáveis ao consumo local. Uma feita, regressavam de Brotas o moço José Venâncio Alves Costa, filho de Joaquim Alves Costa e o velho português, aqui domiciliado, Antonio José de Souza Pinto. Tinham ido àquela vila em busca de medicamentos para pessoas que haviam enfermado no bairro.

Durante a viagem, Antonio José de Souza Pinto, refletindo sobre os incômodos que causavam essas constantes idas e vindas, a que se não podiam furtar, porquanto Brotas, apesar da distância, era o centro obrigado, fez ver ao jovem companheiro a conveniência e necessidade que tinham seus tios de, doando para o respectivo patrimônio certo trato de terras, nele levantarem um povoado e erigirem a necessária capela.

Seria a libertação dos moradores de Ribeirão Bonito das difíceis viagens àquela vila, por caminhos impérvios e, em tempo das águas, medonhamente penosos. José Venancio Alves Costa mencionou a existência de promessa familiar neste sentido, O cumprimento da mesma vinha a favor da necessidade mais que sentida. Deus se louva e se honra no cumprimento de nossos votos!

Ao chegarem ao bairro, os dois viajantes lembraram essa promessa de Joaquim Alves Costa a diversos membros de sua família e. como ela não possuísse ainda terra, chamaram a si a tarefa do cumprimento seus dignos irmãos Antonio Alves Costa, Thomas Alves Costa, Ignácio Alves Costa e seu cunhado Manoel Garcia de Oliveira, que, cotizando-se, fizeram a doação de quinzes alqueires de terra para o patrimônio da Igreja do Senhor Bom Jesus.

Este o motivo de que ainda hoje grande parte da cidade constitui-se de terrenos foreiros. O fato de Joaquim Alves Costa ainda não possuir terras não se coadunaria com a idéia de posse de terras como instrumento de Direito.

A família Alves Costa encontrou um arranjo para a doação de 15 alqueires de terra para a igreja, com a idéia de constituir um povoado. Isso explica porque ainda hoje o centro da cidade de Ribeirão Bonito é constituída de terrenos foreiros.

Em dois de março de 1872, foi contratada com João Leite de Arruda pela quantia de 800$000, a construção da capela, para o que contribuíram todos os moradores do arraial.

Em 1882 o povoado foi promovido a freguesia, e teve o distrito de paz criado. Em 1890 a vila foi elevada a município. Cresceu com as culturas de mandioca, cana de açúcar e café. Em 1894 foi inaugurada a linha da Cia Paulista de Estradas de Ferro.

Essa capela, construída na base do morro denominado Bom Jesus ou do José Pinto, foi a matriz durante muitos anos, até que afinal foi demolida em 8 de janeiro de 1904, para dar lugar à atual Igreja Matriz, verdadeiro monumento da grandeza, fé e denodo do povo de Ribeirão Bonito.

Pouco tempo depois, preparava-se, na parte alta do já então arraial de Ribeirão Bonito, o cemitério que serviu até 1893. Há registro pelo instituto de Pesquisas Municipais, fls. nº 186/187- Tomo II- 1996: "Ribeirão Bonito foi fundada pelos Irmãos Antônio e Ignácio Alves Costa, como resultado de uma doação de terras para a construção de uma capela ao Senhor Bom Jesus.

O Brasil como Império se atarefava com a guerra do Paraguai. O povoado que se originou à volta da capela crescia rapidamente. Prosperando o arraial, a população aumentando, vieram as primeiras casas, as primeiras vendinhas, próprias de beira de estrada, onde os consumidores podiam encontrar sal, fumo, aguardente, rapadura, ferramenta e outros gêneros semelhantes.

O comércio, mesmo que rudimentar, é sempre um serviço prestado à comunidade, que responde rapidamente à demanda. Pelo comércio se conhece e reconhece o verdadeiro alcance social da comunidade. Assim, o comércio foi prosperando com o lugarejo e vieram as casas de negócios de Nicolau Padula, Miguel Cataldi, Manoel Massagão, José Inocêncio de Almeida, Frederico Garms e outros, seguindo-se Leopoldo Castro e Pedro Giudice, para alcançar o apogeu com Francisco Farani.

A imaginação tem seu lugar quando afirmamos que "com muito 'trabalho sendo realizado, os dias passam céleres e mais uma década é passada. À luz das lamparinas, reunem-se os amigos para as conversas do dia a dia com troca de novidades traz idas da sede Brotas além de contar e ouvir as eternas piadas de pescadores do Rio Jacaré."

Sem dúvida, o trabalho duro, a dedicação diuturna e o crescimento rápido atraem as atenções da Administração Pública que, por Lei provincial nº 18, de 8/3/1882, criou a freguesia e distrito de paz de Ribeirão Bonito, divisando, como ainda até hoje, com São Carlos, Araraquara, Boa Esperança do Sul, Dourado e Brotas.

Bula Canônica

A Diocese de São Carlos foi criada a 7 de junho de 1908 pelo Papa Pio X através da bula diocesium nimiam amplitudinem desmembrada integralmente da então Diocese de São Paulo.

Pela mesma bula foram criadas as Dioceses de Campinas, Botucatu, Ribeirão Preto e Taubaté, e ainda elevada a Arquidiocese e Sede Metropolitana a Capital Paulista, vindo assim a construir a primeira Província Eclesiástica de São Paulo, constituída pelas novas dioceses mencionadas, incluindo a Diocese de Curitiba que, em 1908 abrangia os Estados do Paraná e Santa Catarina. Até então a diocese de São Paulo fazia parte da Província Eclesiástica do Rio de Janeiro. Nos anos seguintes, a multiplicação e desmembramentos de novas dioceses gerou a necessidade de novas Províncias Eclesiásticas no ano de 1958, o Papa Pio XII elevou 4 novas sedes Metropolitanas, entre as quais Campinas, e desde então São Carlos tornou-se sua sufragânea.

A Diocese em 1908

Criada a Diocese, esta ficou constituída pelas seguintes paróquias cujo ano de criação segue entre parênteses: Araraquara (1817), Brotas (1843), Jaú (1853), Jaboticabal (1857), São Carlos (1858), Dois Córregos (1866), Barretos (1877), São José do Rio Preto (1882), Ribeirão Bonito e Bariri (1885), Boa Esperança do Sul e Ibitinga (1891), Bocaina e Itirapina (1891), Taquaritinga (1897), Matão, Dourado, Monte Alto e Itápolis (1898), Novo Horizonte e Analândia (1899), Bebedouro e Guariba (1900), Itapuí, monte Azul Paulista, Pitangueiras e Taiaçu (1902), Barra Bonita (1903) e Ibaté (1906).

A Diocese, criada a 7 de junho de 1908, foi instalada aos 22 de novembro do mesmo ano, quando à posse do 1.º Bispo. A Igreja Matriz de São Carlos foi elevada a Catedral Diocesana.


A Estação

A estação de Ribeirão Bonito foi inaugurada como ponto final do ramal do mesmo nome, em 1895. Em 1900, passou a ser também a estação de início da Companhia Douradense, linha que dali saía ligando a estação a Dourado, com bitola de 60 cm. Em 1910, foi inaugurada a linha métrica da E. F. Dourado direta até Trabiju, e o alargamento da bitola da sua continuação, de Trabiju a Ibitinga, foi terminada somente em 1922. Foi mantida, porém, a linha original que ligava Ribeirão Bonito à estação de Dourado, de bitola de 60 cm, até 1933, quando foi erradicada. Antes disso, em 1915, a estação de Ribeirão Bonito ganhou um prédio muito maior, que é o que está lá até hoje.

Com a compra da Douradense pela Paulista, em 1949, tornou-se apenas uma estação intermediária, visto que os trens agora seguiam direto, sem baldeação, pela então linha-tronco do novo ramal de Ribeirão Bonito, agora "esticado" até Novo Horizonte, aonde a E. F. Dourado havia chegado em 1939. Após a incorporação, trens a diesel chegaram a passar por ali, numa coisa rara nos ramais de bitola métrica da Paulista. Em 3/1/1969, o trecho, de 148 quilômetros, entre São Carlos e Ibitinga, foi eliminado. Esse trecho já tinha autorizada a sua desativação por um decreto de novembro de 1966, portanto mais de dois anos antes, mas sobreviveu até 1969. Por sua vez, a linha de Ibitinga até Novo Horizonte havia sido suprimida em 1966 mesmo.

Vicissitudes

Entre os percalços da vida, Ribeirão Bonito conheceu o grave problema da febre amarela. O município vinha crescendo magnificamente com a cafeicultura.

"Em fevereiro de 1.896, surgiu o primeiro caso de febre amarela, trazida não se sabe de onde, alarmando a população e espantando diante da salubridade que oferecia este lugar. Para prevenir o alastramento do mal, logo em princípios de março, a Câmara Municipal resolvia a construção de um Lazareto, onde fossem socorridos os atacados, de vez que outras localidades vizinhas já apresentavam surto epidêmico."

"Em dezembro de 1.897, Ribeirão Bonito passou por quadra angustiosa. Os moradores começaram a abandoná-la, só permanecendo quem dispunha de meios para se libertar da febre amarela que iniciava sua fase destruidora."

"A Câmara Municipal promoveu todos os meios ao alcance para debelar o mal, socorrendo indigentes e aqueles atacados. Para tanto contou com o auxilio do governo estadual que para cá enviou ambulâncias e um inspetor sanitário."

"Inestimáveis serviços à coletividade, quer como médico emérito e caritativo, quer no exercício de sua profissão, prestou o dr. Januário da Costa Baptista, intendente municipal durante o período da febre amarela." Entre mortos e saídos, Ribeirão Bonito saiu ferido! A libertação da escravidão, a participação das fazendas, as duas guerras mundiais, as revoluções nacionais, o processo de industrialização do pais, a crise de vinte e nove, a queima do café, a ditadura e divisão do mundo em esferas de influências, criaram certo marasmo interiorano do que não escaparam pequenas cidades como Ribeirão Bonito.

Foram quase 50 anos nestas circunstâncias. A vida vai passando, mas o progresso não é grande. "Em 1911, foi instalado o sistema de iluminação elétrica e, em 1913, foi inaugurado o sistema de esgoto sanitário. Foram progressos marcantes em todos os sentidos.

Mas "idéia que não vingou foi a criação de uma linha de bonde partindo da Companhia Paulista com o terminal da fazenda do sr. Luis Antonio Machado, na serra de Dourado.

Concedeu-se o privilégio ao coronel Antonio Carlos Ferraz de Salles e Pe. Antônio Alvares Guedes Vaz, em sessão de 14 de fevereiro de 1891, do antigo Conselho de Intendência." "Instalada linha telefônica por Manoel Cabral de Santos, devido à falta de renda suficiente, logo depois desistiu da concessão."

Sinal de vitalidade e a um tempo, contratempo, há este registro: "Luta política abateu-se sobre o burgo, quando elementos governistas, levados por denúncia de membros da corporação municipal, procuraram forjar uma edilidade a seu jeito, tendo em vista que a eleita compunha-se de elementos dissidentes."

"Dia 20 de junho terminava a luta com a posse de nova edilidade, às 10h da manhã, daquele dia de 1903, dava entrada na cidade, sob o espocar de fogos, uma carroça enfeitada, conduzindo o arquivo da Câmara que de há muito encontrava-se desaparecido. Pelas ruas era grande a multidão que olhava o transito do veículo tirado por sete parelhas de muares. Uma banda de música abrilhantava a passeata, que terminou frente ao paço da Câmara, em cuja secretaria novamente era depositado o arquivo.

Ao meio dia, perante o MM. Juiz dr. Benjamin da Luz Novaes, prestaram compromisso os novos vereadores dr. Joaquim Duarte Pinto Ferraz que muito fez em beneficio exclusivo da terra que tomou por adoção, dr. Aurélio Neves, tenente coronel Leopoldo de Arruda Castro, capitão Raphael de Moura, major José Alves de Mira Costa e Salvador Robertí.

Dai para frente, apenas cabe ressaltar a eleição de vereadores a 30 de outubro de 1904, para o triênio 1905 - 1907, a escolha por duas vezes sucessivas do dr. Odilon Ribeiro para intendente municipal, e que já se distinguira nas lides judiciárias." Trabalho anônimo que seguimos passo a passo registra:

"Passando por um estágio de inanição, na era moderna, volta a reagir e vai de conquista em conquista no campo da Educação. A permanência da comarca como de Direito e de Justiça. O impulso por meio de rodovia, ligando-a a São Carlos e Jaú - Araraquara." "Porém, um nome avultou nestes últimos tempos. César Torrezan. Muito se trabalhou nas indústrias Torrezan. Ai está o Morro Bom Jesus e capela N. S. Aparecida, o Jardim Primavera, o Primavera Clube."

Outras indústrias se instalaram na cidade. Há hoje um sistema bancário bem representado. Melhorias foram feitas na área da Saúde, com postos de atendimento e com o Hospital. Construções de prédios públicos e fundação de bairros como Centenário e Malvinas, são fatos que surgiram face ao afluxo de trabalhadores que aqui aportaram com suas famílias engrandecendo a luta de todos para o bem de Ribeirão Bonito.

  • Personagens

Padre Antônio Álvares Guedes Vaz

Segundo relatos, "foi um mito em Ribeirão Bonito, serviços incalculáveis prestou a favor da comuna. Pode-se até afirmar sem medo de erro que foi ele quem fez Ribeirão Bonito. Ocupou cargos seja por nomeação ou seja por eleição, tendo sido pároco, chefe político, tenente coronel, chefe do estado maior do comando supremo da Guarda Nacional da Comarca, presidente da primeira Câmara Municipal, enfim, sempre presente em todos os momentos de Ribeirão Bonito, até sua morte, nesta vila, a 12 de julho de 1896."


Blota Junior (1920–1999)

Filho de José Blota e de Dona Amélia Queiroz Blota, Blota Junior nasceu em Ribeirão Bonito, interior do Estado de São Paulo, em 3 de março de 1920. Teve uma infância tranqüila, ao lado dos irmãos Luizir, Geraldo, Maria, Luiz Gonzaga e Cícero. Foi escoteiro, apóstolo na Semana Santa, fez a 1ª Comunhão e tudo aquilo próprio de uma família católica. Começou a se destacar nos estudos. De família de calabreses, muito apegados entre si, teve, porém, o apoio do pai, cartorário, para estudar longe de sua cidade natal e chegou à São Paulo, onde fez Faculdade de Direito. Sempre se destacou por sua oratória. Foi orador da turma do Centro Acadêmico do Colégio São Bento, no pré-jurídico da Faculdade de Direito. Dono de bela voz, perfeita dicção e português castiço, desejou então entrar para o rádio paulistano. E qual sua surpresa: foi reprovado 5 vezes. Mas não desistiu, acabando por conseguir um lugar de locutor substituto de todos os esportes, na Rádio Bandeirantes. Lia muito, comprava todas as revistas de esportes nacionais e estrangeiras, mas seu autor preferido era Eça de Queiroz. Na verdade começou como jornalista, escrevendo sobre esportes em 1938. Esteve nas emissoras de rádio Cosmos, Cruzeiro do Sul, sempre como locutor e já então apresentador. Foi, porém na Rádio Record que se salientou e ali ficou de 1940 a 1985, em rádio e televisão. Sua inteligência foi sempre reconhecida. Fez programas de muito sucesso, como apresentador e produtor. Entre eles destacam-se: "Sua majestade, o cartaz" , "Aliança para o sucesso", "Rapa Tudo", "Blota Jr. Show" , "Diálogo Nacional", "Gente que brilha", e outros. Tudo o que faz é sucesso. Esteve também na TV Bandeirantes e no SBT.

João Silvério Trevisan :Nascido em 1944, na cidade de Ribeirão Bonito (Estado de São Paulo). É escritor de literatura ficcional e ensaística, dramaturgo, tradutor, jornalista, coordenador de oficinas literárias, roteirista e diretor de cinema. Estudou filosofia. Tem publicadas as obras: "Testamento de Jônatas deixado a David" (contos, 1976); "As incríveis aventuras de El Cóndor" (romance juvenil, 1980/2ª dição: 1984); "Em nome do desejo" (romance, 1983/2ª edição: 1985); "Vagas notícias de Melinha Marchiotti" (romance, 1984); "Devassos no Paraíso" (ensaio histórico-antropológico, 1986); "O Livro do Avesso" (romance, 1992); "Ana em Veneza" (romance, 1994/4ª edição: 1998); "Troços & destroços" (contos, 1997); "Seis balas num buraco só: a crise do masculino" (ensaio, 1998). Traduziu obras de Guillermo Cabrera Infante, Jorge Luis Borges e Melanie Klein, entre outras. Escreveu e realizou os filmes "Contestação" (curta-metragem, 1969) e "Orgia ou o homem que deu cria" (longa-metragem, 1971). Além desses, escreveu os roteiros dos filmes "Doramundo", de João Batista de Andrade (1º tratamento, 1977) e "A mulher que inventou o amor", de Jean Garret (1981). Já teve peças encenadas, dentre as quais: "Heliogábalo & Eu" (Cia. de Teatro de Séraphim, direção de George Moura); "Em nome do desejo" (Cia. Teatro de Séraphim, direção de Antonio Cadengue); e "Troços & Destroços" (Teatro Universitário da U.F.M.G., direção de João das Neves). Recebeu inúmeros prêmios em teatro, cinema e literatura, dentre os quais o Jabuti (três vezes) e o APCA (duas vezes). Tem obras traduzidas para o inglês, o alemão e o espanhol. Escreve para jornais e revistas de todo o país e do exterior.

ANTONINHO MARMO TREVISAN: PRESIDENTE E CONSULTOR;
BDO TREVISAN AUDITORES, TREVISAN CONSULT, TREVISAN SERVICE; TREVISAN ESCOLA DE NEGÓCIOS; TREVISAN EDITORA UNIVERSITÁRIA.

ATIVIDADES PROFISSIONAIS :Auditor e consultor de empresas desde 1970, graduado em Ciências Contábeis pela PUC de São Paulo. Brasileiro, nascido em 30 de março de 1949.

Em 1983, fundou a Trevisan, atualmente BDO Trevisan, empresa com mais de 1.400 clientes e 1000 profissionais distribuídos em 16 escritórios no Brasil. A BDO Trevisan é a única empresa natural do Brasil entre as cinco grandes empresas de auditoria no País.

Em 1998 fundou a Faculdade Trevisan (Trevisan Escola de Negócios), entidade de ensino que se tornou referência nacional pela tecnologia instalada e metodologia diferenciada em cursos de graduação, extensão, pós-graduação e MBA.

Membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República.

Presidente do Conselho do Programa da Qualidade no Serviço Público – Prêmio Nacional da Gestão Pública – PQGF, vinculado ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

Presidente da ABCC – Academia Brasileira de Ciências Contábeis.

Presidente do Conselho Editorial da Revista Razão Contábil.

Membro nato do Conselho Consultivo da Associação Comercial de São Paulo.

Membro da Academia Nacional de Economia - ANE.

Membro do Fórum de Líderes Empresariais Gazeta Mercantil.

Membro do Conselho Consultivo da Associação Brasileira de Analistas de Mercado de Capitais – APIMEC.

Membro do Conselho Consultivo da ADVB - Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil.

Membro do Conselho Consultivo da Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio e Indústria – São Paulo.

Membro do Conselho Consultivo da FBC – Fundação Brasileira de Contabilidade.

Membro do Conselho Consultivo do Tribunal Arbitral do Comércio.

Membro do Conselho Geral da ADVP - Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing de Portugal.

Membro do Corpo de Árbitros da Câmara de Arbitragem do Mercado – BOVESPA.

Membro do Instituto dos Auditores Independentes do Brasil – IBRACON

ATIVIDADES EXERCIDAS: Titular da Secretaria de Controle de Empresas Estatais – SEST do Ministério do Planejamento em 1986/ 87 do governo José Sarney.

Delegado do Brasil no Conselho Empresarial Brasil-Reino Unido do Ministério das Relações Exteriores do governo Fernando Henrique Cardoso.

Coordenador do Grupo de Concessões Públicas e Privatizações no Fórum Paulista de Desenvolvimento do governo Luiz Antonio Fleury.

Colaborador da Assembléia Constituinte defendendo o tema “Estatais e seu Controle pela Sociedade” na Comissão da Ordem Econômica.

Representante do Conselho Federal de Contabilidade no Congresso Nacional sobre a Reforma Tributária e Reforma do Sistema Financeiro Nacional e sobre as alterações na legislação aplicável às empresas brasileiras.

Presidente do Conselho Superior de Estudos Econômicos e Tributários da Federação do Comércio do Estado de São Paulo.

Sócio da PricewaterhouseCoopers.

Professor da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo.

Membro da Comissão de Ética Pública vinculada à Casa Civil da Presidência da República.

Membro da Comissão de Reforma Tributária do Conselho Federal de Contabilidade.

Membro do Conselho de Diretores da Câmara Americana de Comércio – São Paulo.

Membro do Fórum São Paulo – Século XXI.

Membro do G.E.I. – Gruppo Esponenti Italiani.

TRABALHOS PUBLICADOS:Autor do livro Empresários do Futuro – Como os jovens vão conquistar o mundo dos negócios, finalista do Prêmio Jabuti na categoria economia e negócios, publicado pela Editora Gente.

Co-autor do capítulo “Realidade Tributária no Brasil” do livro Princípios de Administração Financeira, de Laurence J. Gitmman.

Autor dos livretos Como participar do mercado de capitais e Como entender balanços, editado pela Trevisan Editora Universitária .

É colaborador, de artigos e entrevistas, em jornais e revistas do Brasil e do exterior. Possui mais de 350 artigos e trabalhos publicados sobre gestão pública e privada, privatização, reforma administrativa e tributária, organização e controle do setor público, gestão contábil e financeira das empresas.Temas esses debatidos em congressos, fóruns universitários, empresariais e políticos, entidades de classe e meios de comunicação.

Participou da coluna semanal Linha de Frente na Rádio Jovem Pan.

Durante 3 anos manteve coluna semanal na Rádio Eldorado de São Paulo e no Jornal da Tarde, abordando temas ligados ao mundo empresarial.

PRÊMIOS E RECONHECIMENTOS FORMAIS:Agraciado com a Ordem de Rio Branco, no grau de Comendador em 2003.

Agraciado com a Medalha Ernani Calbucci da Ordem do Mérito Contábil pelo Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo em 1995.

Agraciado com a Medalha do Pacificador concedido pelo Exército Brasileiro em 2004.

Agraciado com o Diploma de Honra ao Mérito Profissional pela Associação Interamericana de Contabilidade – AIC em 1999.

Prêmio Analista de Valores Mobiliários concedido pela Associação Brasileira dos Analistas do Mercado de Capitais – ABAMEC de 1981 e 1985.

Prêmio Profissional do Ano – 1987, concedido pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade – ANEFAC (NAA).

Prêmio Destaque 1992, concedido pelo Instituto Brasileiro de Executivos Financeiros – IBEF.

Prêmio Líder Empresarial Setorial na categoria Serviços Especializados em 1994, 1996 à 2004 e também Líder Empresarial 2004, na categoria Educação, eleito pelos assinantes da Revista Balanço Anual e do jornal Gazeta Mercantil.

Eleito Contabilista Emérito de 1995 pelo Sindicato dos Contabilistas de São Paulo.

Eleito Personalidade do Ano – 2002 pela Federação dos Contabilistas do Estado de S.Paulo.

Premiado pelas entidades do mercado de capitais e das Bolsas de Valores por representar a melhor empresa do seu ramo de atuação em 1996.

ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR:Membro fundador e Presidente do comitê gestor da Ação Fome Zero.

Membro fundador do Conselho da Associação de Apoio ao Programa Alfabetização Solidária

Membro fundador do Conselho do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social.

Membro do Conselho da Associação de Apoio a Aidéticos – Parceiros da Vida;

Membro do Conselho Consultivo do CIEE – Centro de Integração Empresa-Escola;

Membro do Conselho Consultivo da Fundação Dorina Nowill para Cegos;

Membro do Conselho Consultivo da Fundação Mario Covas;

Membro do Conselho do Instituto Raduan;

Membro do Conselho Consultivo da PlaNet Finance Brasil;

Membro do Conselho Supervisor do Prêmio Bem Eficiente;

Membro do Conselho da REBRAF – Rede Brasileira de Entidades Assistenciais Filantrópicas;

Membro do Conselho Fiscal da Associação de Assistência à Criança Deficiente – AACD;

Membro do Conselho Fiscal do Instituto Verde Escola;

Membro do Grupo Orientador do Programa Itaú Social;

Presidente fundador da AMARRIBO - Amigos Associados de Ribeirão Bonito;

Presidente de Honra da Mesa Administrativa da Santa Casa Misericórdia de Ribeirão Bonito.

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Um caso de repercussão

O município de Ribeirão Bonito ganhou repercussão depois que a população tirou do cargo, por corrupção, o prefeito eleito em 2000, Antonio Sérgio Mello Buzzá, do PMDB, que renunciou para não ser cassado.

Segundo o vice-presidente da Amarribo - Amigos Associados de Ribeirão Bonito, Pedro Sérgio Ronco, quem faz a ponte com os ministros é Antoninho Marmo Trevisan, presidente da Associação de Apoio a Políticas de Segurança Alimentar, Apoio Fome Zero.

Trevisan nasceu na cidade e é presidente de honra da Amarribo, que denunciou a corrupção na gestão do ex-prefeito. Ronco disse que Trevisan é um entusiasta da cidade e sempre fala dela para os colegas do governo e em suas palestras pelo país.

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  • Migalhas 993 – 23/8/04

Santo de Ribeirão Bonito

Indiferente à guerra de Veja e IstoÉ, a revista Época desta semana, em seu encarte Econômico, traz na capa a foto de Antoninho Marmo Trevisan : "O poderoso Trevisan". A revista conta que muitos dos projetos do governo passam pelo seu crivo. De fato, o governo de Lula vê em Antoninho um santo, que pode salvá-lo das críticas que acusam a máquina governamental de inerte e incompetente.

"Santinho"

Para quem não sabe, Antonio Marmo é mesmo considerado um santo. Não este que atualmente brilha pelos ribeirões bonitos. Mas outro, que nasceu em 19 de outubro de 1918. Segundo nos conta a história, Antonio da Rocha Marmo foi consagrado pela devoção do povo como o "santinho Antoninho". Na crença popular, ele trazia consigo, desde o berço, a auréola da santidade e da espiritual beleza. Mas, atacado de virulenta tuberculose, ele sucumbiu aos 12 anos; arrebatado, na flor da idade.

Os que enxergavam nele uma alma angelical, diziam que "os outros anjos seus irmãos vieram buscá-lo, com medo de que ele, tão pequenino e tão puro, se contaminasse com as peçonhas da terra."

Homenageado com o nome do "santinho", Trevisan agora é chamado a realizar milagres no governo petista.

Agricultura

Propr. Agric. Existentes - 266
Propr. Agric. Com menos de 20 alqueires - 98
Propr. Agric. de 20 a 50 alqueires - 90
Propr. Agric. de 50 a 100 alqueires - 28
Propr. Agric. de 100 a 200 alqueires - 20
Propr. Agric. de 200 a 500 alqueires - 20
Propr. Agric. de mais de 500 alqueires - 10

Variedade de culturas praticadas: Café, algodão, arroz, feijão, amendoim, milho, cana de açúcar.

Valor global aproximado das propriedades agrícolas: Cr$ 100.000.000,00.

Comércio

Numero de firmas taxadas no Imposto de Indústrias e Profissões: 103.

Relação das consideradas grandes firmas:

Gêneros alimentícios: Vicente Lucato, Jamil Cury.

Fazendas e Armarinhos: Irmãos Chahfi.

Peças de Automóvel: Caron & Cia.

Indústria

Número de indústrias tachadas no Imposto de Indústrias e Profissões: 26.

Número de operários trabalhando nas indústrias: 52.

Capital invertido na indústria no município: Cr$ 1.513.455,17.

Relação das consideradas grandes indústrias:

Ferraria e Carpintaria: César Torresan, Caetano Grande & Filho.

Aguardente: Vicente Lucatano, Affonso Calestino.

Móveis: Caetano Venuso.

Bancos

Agências ou Filiais de bancos no município: Banco do Brasil S.A e Banco Paulista do Comércio.

Caixa Econômica Estadual

Numero de Depositantes: 3000.
Montante dos Depósitos: Cr$ 9.200.000,00.

Coletoria Estadual

Arrecadação em 1948: Cr$ 1.050.000,00.

Coletoria Federal

Total da arrecadação do Imposto de Renda: 274.157,40.
Idem do Selo de Educação e Saúde: Cr$ 24.104,00.

Correios e Telégrafos

Classe de Agencia: 4a.
Montante da ultima arrecadação: Cr$ 84.441,70
Serviço de Reembolso Postal: Tem
Montante de arrecadação de taxas de Reembolso Postal: Cr$ 1.643,70.
Outras Agencias postais existentes no município: Agencia Postal do Distrito de Guapiranga.

Estradas de Ferro

Estradas de ferro que servem o município: Compainha Paulista de Estradas de Ferro.
Distancia entre o município e a capital: 310 quilômetros.
Tempo médio de viagem: 5,30 horas.
Custo de passagens entre a capital e o município: Cr$ 160,00, ida e volta, 1a classe.
Numero de trens diários entre o município e a capital: 3.

Estradas de Rodagem

Distancia entre o município e a capital: 300 quilômetros.

Tempo médio de viagem: 5,30 horas.

Estradas municipais que cortam o município: 5, para os seguintes municípios: Araraquara, Brotas, Dourados, São Carlos e Boa Esperança do Sul.

Transporte rodoviário: Uma linha de ônibus, ligando Dourados a Araraquara e passando por este município.

Aviação

Localização do campo de pouso: A 2 quilômetros a suleste da cidade.
Capacidade das pistas e tipo: Terra arenosa. Com 600 mts.
Aero Clube: Tem.
Pilotos já brevetados: 4.

Orçamento Municipal

Orçamento Municipal para 1949: Cr$ 614.300,00
Arrecadação em 1948: Cr$ 405,874,40.
Despesa em 1948: Cr$ 378.840,10.

Informações Político - Administrativas

Atual prefeito municipal: Silvio Gomes Camargo.

Vereadores Municipais: Paulino Pastore, Avelino César Grande, Pedro Celestino, João Sales Abreu, Reinaldo Lucato, Elias Paula de Almeida, Alcides Queiroz, João Toledo Carneiro, Nelson Fortes de Freitas, Jorge Narciso Sandoval, Golfido Contin, João Monte e Jorge de Almeida Freitas.

Realizações da atual administração: Início de calçamento, construção do novo matadouro municipal.

Número de eleitores qualificados: 1.250.

Zona eleitoral: 107ª.

Seções eleitorais: 5.

Número de eleitores que compareceram ao último pleito: 1.180.

Educação

Escolas primarias: grupos escolares 1; particulares: 1; número de alunos matriculados: 673.

Escolas urbanas: 2.

Escolas isoladas: 10.

Número de crianças em idade escolar afastadas das escolas: 100.

Alfabetização em adultos: número de cursos: 2; matriculados: 86.

Associações culturais: Ribeirão Bonito Clube.

Associações esportivas e recreativas: Praça de Esporte Ribeirão Bonito Clube.

Saúde

Hospitais existentes no município: Posto de Assistência Médico-Sanitária.

Montante de arrecadação do selo de educação e saúde no último exercício: Cr$ 24.104,00.

Informaçôes Urbanas

Numero de prédios existentes: 473.

Edifícios públicos: Estação de Estradas de Ferro da Cia. Paulista E. E., Prefeitura Municipal, Fórum e Delegacia de Polícia c/ Cadeia, Ribeirão Bonito Clube, Grupo Escolar “Cel. Pinto Ferraz”, Igreja Matriz, Banco do Brasil S. A., Banco Paulista do Comercio e Cine Piratininga.

Número de ruas: 17.

Número de praças: 3.

Número de jardins: 1.

Atrações turísticas: Represa da Prefeitura Municipal e Fazenda São José (Fonte de Águas Radioativas).

Hotéis: Dante e Municipal.

Imprensa: “Correio D’Oeste”, fundado em 6 de janeiro de 1915. Diretor: Sebastião Macedo.

Veículos licenciados: a motor: 45; a tração animal: 100.

Monumentos: Obelisco do Expedicionário da FEB.

Serviços Públicos

Abastecimento de água: Serviço da Prefeitura Municipal com a extensão de 16.000m inclusive a linha adutora.

Rede de esgotos: Serviço da Prefeitura com a extensão de 8.150 metros.

Iluminação e energia elétrica: A cargo da Companhia Paulista de Força e Luz.

Telefones: A cargo da Cia. Telefônica Brasileira, com 113 aparelhos ligados.

Matadouro Municipal: 2, Um na sede do município e outro no distrito de Guarapiranga.

Cemitérios: 2. Um na sede do município e outro no Distrito de Guarapiranga.

Informações Religiosas

Organização da Igreja Católica: Paróquia do Senhor Bom Jesus da Cana Verde de Ribeirão Bonito, subordinada ao Bispado de São Carlos. Mantém as seguintes Associações Religiosas: Apostolado da Oração (2), Congregação Mariana, Vicentinos, Pia União das Filhas de Maria e Cruzada Eucarística Infantil.

Obras assistenciais mantidas pela Igreja Católica: Associação de São Vicente de Paula.

Organização da Igreja Protestante: Igreja Evangélica Brasileira.

Informações Diversas

Médicos: Drs. Américo Fernandes Leão e Eduardo Augusto Pirajá.

Dentistas: Drs. Eliseu Soares Camargo e Dermeval Bastos. Prático licenciado: Eugênio de Sousa.

Farmácias: São Paulo, Central, Bom Jesus.

Instalações de Raios X: Gabinete dentário do Dr. Demeval Bastos.

Cinemas: Cine Piratininga, com capacidade para 259 pessoas.

Corporações musicais: 1.