Terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

ISSN 1983-392X

2006

Antiga capela de N. S. do Belém de Jundiaí, no município de Jundiaí. Sendo elevada à freguesia por decreto de 9.12.1830, ficou pertencendo à comarca da Capital; termo de S. Carlos e Jundiaí, 3a comarca (Campinas) pelo ato do Presidente da Província, em Conselho, de 23 de fevereiro de 1833; termo de Jundiaí 3a comarca, pelo decreto nº 446, de 7 de abril de 1846; idem, da comarca de Campinas, pela lei nº 11, de 17 de julho de 1852; idem, da comarca da Capital, pela lei nº 27, de 6 de maio de 1854.

Elevada à vila com o nome de Belém de Jundiaí, pela Lei nº 2, de 20.2.1857, continuou a pertencer ao termo de Jundiaí, comarca da Capital; idem, da comarca de Campinas, pela lei nº 16, de 30 de março de 1858; termo de Jundiaí, reunido ao de Belém de Jundiaí, criado pelo Ato de 28 de janeiro de 1864, comarca de Campinas; termo reunido de Jundiaí e Belém de Jundiaí, comarca de Campinas, pela lei nº 61, de 20 de abril de 1866; termo de Belém de Jundiaí, comarca de Campinas, pelo decreto nº 5.033, de 1º de agosto de 1872; termo de Belém de Jundiaí comarca de Jundiaí, pela lei nº 29, de 17 de abril de 1875.

Tomando Belém de Jundiaí, em 1876, o nome de Itatiba, foi este termo elevado à comarca pela lei nº 10, de 7 de fevereiro de 1885, sendo instalada em 3 de fevereiro de 1890.

Ficou pertencendo à:

Comarca da Capital – 1830

3a comarca (Campinas) – 1833

Comarca de Campinas – 1852

Comarca da Capital – 1854

Comarca de Campinas – 1858

Comarca de Jundiaí – 1875

Comarca de Itatiba - 1890

Criação da comarca:

Comarca: Lei nº 10, de 7 de fevereiro de 1885

Instalação: 3 de fevereiro de 1890

Fórum Dr. Armando Rodrigues:

No dia 4 de março de 1969 lançava-se a pedra fundamental do Fórum Itatibense.

Através do Decreto Estadual de 2 de fevereiro de 1970, o Fórum recebia a denominação de Dr. Armando Rodrigues.

Em 17 de fevereiro de 1971, Itatiba recebia o Governador Abreu Sodré para a cerimônia de inauguração. Às 14h40 daquele dia, dava-se por entregue o novo edifício do Fórum Itatibense.



Entrâncias:

1.ª - Lei nº 10, de 7.2.1885

2.ª - Lei nº 1.795, art. 12, § 2º, de 17.11.1921

2.ª - Lei nº 2.186, art. 3º, § 2º, de 30.12.1926

2.ª - Decreto-lei nº 11.058, art. 17, § 2º, de 30.12.1926

2.ª - Decreto-lei nº 158, art. 5º. de 28.10.1969

2.ª - Resolução nº 1, art. 6º, de 29.12.1971

2.ª - Resolução nº 2, art. 31, I, de 15.12.1976

Criação de Varas:

2ª Vara: Lei nº 6.166, art. 6º, IX, de 29 de junho de 1988, Assento Regimental nº XX. Com esta Lei a Vara Única passou a ser a Primeira Vara Judicial.

Instalação: 21 de outubro de 1989

3ª Vara: Lei Complementar nº 762, art. 8º, VIII, de 30 de setembro de 1994. Instalada em outubro de 2005.

Advogados de destaque na década de 50:

  • Ovidio Bernardi

    Filho de Placido Bernardi e Filomena G Bernardi. Nascido em 6/07/1922. Inscrição na OAB nº 5453. Formado na Universidade Federal Fluminense. Colou grau no dia 12/12/1946.

  • Luís Batista Cascaldi

Juízes titulares que passaram pela comarca:

  • Dr. Antonio Álvaro Veloso de Castro – 1892 / 1893

Primeiro juiz de Direito nomeado para Itatiba, quando, por decreto, a cidade passou à categoria de comarca de primeira entrância. Passou-lhe o exercício do cargo o juiz municipal Dr. Ferreira Pena. Antes do Dr. Veloso de Castro, ao tempo em que o município pertencia ao termo da Comarca de Jundiaí, exerceram a judicatura na cidade os senhores Drs. Manoel Furquim de Campos, Antonio Martiniano de Oliveira César e Benedito Filadelfo de Castro, este precisamente em 1888.

  • Dr. José Pedro Marcondes Cesar – 1893 / 1896

Bacharel em direito pela faculdade de São Paulo em 1866, ministro do TJ/SP em 1901, casado com Anselmina de Sousa Bueno. Paulista, de Pindamonhangaba. Filho do coronel Antonio de Oliveira Cesar, e nascido a 17 de setembro de 1837. Estatura regular, moreno, “pallido”, olhos grandes, luzentes e cheios de candura; cabelos pretos e repartidos lateralmente; barba toda, bonitos dentes, expressão “sympathica”. Modos e gestos acanhados. Temperamento concentrado. “Caracter” leal, bondoso e modesto. Pronunciado espírito religioso. Era da turma dos mais “edosos”. Intelligente e dado ao estudo, fez na Academia figura regular. Seguiu depois a carreira da magistratura, muito em harmonia com o seu temperamento. Foi “successivamente” promotor “publico” de “Parahybuna”; juiz municipal de Lorena, Guaratinguetá, Cunha e “Paraty”; juiz de direito no Jahú. Depois aposentou-se e ficou advogando nessa comarca. Na nova organização da magistratura do Estado, foi nomeado juiz de direito de Cunha, sendo posteriormente removido para Itatiba. Por decreto de 2 e janeiro de 1896, foi nomeado ministro do Tribunal de Justiça deste Estado. Nesse cargo foi compulsoriamente aposentado em 1902, por ser maior de 65 “annos”, ex-vi do art. 60 parágrafo 1 da Constituição de S. Paulo.

  • Dr. José Pedro e Anselmina são os pais de José Augusto Cesar, nascido em 18 de fevereiro de 1879, em Lorena/SP, e falecido em 20 de fevereiro de 1938. José Augusto fez os primeiros estudos operatórios no Curso Anexo à Faculdade de Direito de São Paulo, na qual se matriculou em 1895. Recebeu o grau de bacharel em 15 de novembro de 1897. Advogou em São Paulo e depois em Brotas/SP, de onde regressou a São Paulo, dedicando-se ao magistério. Em 1908, obteve a cadeira de História Universal do Ginásio de Campinas. Aprovado em concurso, em 1914, foi nomeado professor extraordinário efetivo da terceira secção da Faculdade de Direito de São Paulo. Tomou posse em 16 de novembro, recebendo o grau de doutor. Foi nomeado catedrático, para a cadeira de Direito Civil, cargo que ocupou até a sua morte. Além de Direito e História Universal, em que foi catedrático, lecionou Português, Francês, Alemão, Geografia do Brasil, Aritmética, Álgebra e Geometria. Pediu, então, exoneração de seu cargo de professor do Ginásio de Campinas, fixando-se em São Paulo, onde também exerceu a advocacia.

  • Dr. Antonio Leme da Silva - 1896 / 1917

O respeitável magistrado nasceu em 17 de janeiro de 1848, no Bananal, antigamente uma das mais importantes cidades da Província. Foram seus progenitores os abastados agricultores Dr. Antonio Leme da Silva e sua mulher D. Idalina Thereza da Silva. Formou-se em Direito pela Faculdade de São Paulo na qual recebeu grau de Bacharel no dia 11 de novembro de 1870, e logo depois, foi nomeado promotor interino de Rezende. Por mais de quatro anos foi juiz Municipal em Areias e São José do Barreto. Abandonando a magistratura, advogou por algum tempo e dedicou-se à agricultura em sua terra natal. Proclamada a República, voltou para a magistratura, sendo nomeado em 1890 juiz de Direito de São João Baptista do Rio Verde, hoje Itaporanga; dois anos mais tarde, foi nomeado para igual cargo em Carmo de Franca (Ituverava) e, daí, em 95, removido para Santo Antonio da Cachoeira (Piracaia) de onde por decreto de 12 de junho de 1896, removido para esta Comarca, onde tomou posse de seu elevado cargo e entrou no exercício dela a 19 de junho.

  • Dr. Adriano de Oliveira – 1917 / 1920

  • Dr. Mário Guimarães - 1920 / 1927

Nasceu a 20 de março de 1889, em São Paulo, filho de Felix da Silva Guimarães e de D. Luiza de Queiroz Guimarães. Fez estudos primários no Grupo Escolar do Sul da Sé, que funcionava na Rua Santa Teresa, em São Paulo. Realizou os estudos preparatórios no Colégio João de Deus, ingressando na Faculdade de Direito de São Paulo em 1904. Bacharelou-se em 1909. Foi Professor no Ginásio Hydecroft, de Jundiaí, deixando o cargo para ingressar no Ministério Público. Exerceu, interinamente, as funções de Promotor Público, nas Comarcas de Franca, Tatuí, Sarapuí, Apiaí, Araraquara e Espírito Santo do Pinhal. Em 1916 foi comissionado para servir como Oficial de Gabinete do Secretário de Educação e Saúde, Dr. Oscar Rodrigues Alves. Deixando essa comissão em 1919, foi nomeado Juiz de Direito da Comarca de Jambeiro e promovido, gradativamente, para as comarcas de Itatiba, São José do Rio Preto e 1ª Vara Cível da Comarca da Capital de São Paulo, após a revolução de 1930, substituindo o Ministro Laudo de Camargo. Em 1933, com autorização da Presidência da República, foi comissionado para exercer o cargo de Chefe de Polícia, na primeira fase da interventoria do Dr. Armando Sales de Oliveira, deixando o cargo em 1934, por ter sido nomeado Desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo. No mesmo ano foi designado Membro do Conselho Superior de Magistratura e, em 1936, para Juiz do Tribunal Regional Eleitoral. Dissolvido este, por força do golpe de 10 de novembro de 1937, retornou às suas funções de Desembargador, exclusivamente. Em janeiro de 1944, foi eleito Vice-Presidente, e, em maio do mesmo ano, Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Com a reorganização da Justiça Eleitoral em maio de 1945, passou a exercer, cumulativamente com as funções de Presidente do Tribunal de Justiça, as de Presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. Reeleito para a Presidência do Tribunal de Justiça, permaneceu no cargo até outubro de 1950.

Nomeado Ministro do Supremo Tribunal Federal, por decreto de 26 de maio de 1951, do Presidente Getúlio Vargas, para a vaga decorrente da aposentadoria do Ministro Laudo Ferreira de Camargo, tomou posse em 28 do mesmo mês. Foi aposentado por decreto de 10 de abril de 1956. O Supremo Tribunal prestou-lhe homenagem de despedida, em sessão de 18 seguinte, quando falou em nome da Corte o Ministro Edgard Costa; representando o Ministério Público Federal, o Dr. Plínio de Freitas Travassos; pelo Instituto dos Advogados Brasileiros, o Dr. João de Oliveira Filho e, por fim, o homenageado, agradecendo as manifestações de apreço. Além de inúmeras decisões reproduzidas na Revista dos Tribunais, Revista Forense, Arquivo Judiciário e Boletim do TRE de São Paulo, publicou as seguintes obras: Recurso de Revista (1942); Estudos de Direito Civil (1946) e O Juiz e a Função Jurisdicional (1958). Era casado com D. Laís Marcondes Guimarães.

Faleceu em 25 de setembro de 1976, recebendo homenagem póstuma na sessão de 6 de outubro seguinte, quando falou em nome do Tribunal o Ministro Rodrigues Alckmin, também se manifestando o Prof. Henrique Fonseca de Araújo, Procurador-Geral da República, e o Dr. Leopoldo Cesar de Miranda Lima, pela Ordem dos Advogados do Brasil. O centenário de nascimento foi comemorado na sessão de 12 de abril de 1989, falando, pela Corte, o Ministro Carlos Madeira, pelo Ministério Público Federal, o Dr. Aristides Junqueira de Alvarenga e, pela Ordem dos Advogados do Brasil, o Dr. Célio Silva.

  • Dr. Alberto Pinto de Moraes – 1928 / 1933
  • Dr. Sebastião Soares – 1933 / 1941
  • Dr. João Baptista de Freitas Sampaio – 1942 / 1949
  • Dr. Lincoln de Assis Moura – 1949 / 1954
  • Dr. Octávio Stucchi – 1954 / 1954
  • Dr. Hélio Oscar Moraes Garcia – 1954 / 1954
  • Dr. Fausto Whitaker Machado Alvim – 1955 / 1957

Foi desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Faleceu em 27 de novembro de 1985.

  • Dr. Gilberto Reis Freire – 1957 / 1961
  • Dr. Heliomar Ponte Saraiva - 1961 / 1965
  • Dr. Luiz Guilherme Wertheimer – 1965 / 1967

Foi juiz na comarca de Porto Ferreira - 1963 a 1965

  • Dr. José Arnaldo Andreotti – 1967 / 1969
  • Dr. Ruiter Oliva – 1970 / 1972
  • Dr. Antonio Gonçalves de Carvalho Neto – 1973 / 1973
  • Dr. Acchiles Nivaldo Capusso – 1973 / 1974
  • Dr. Rubens de Andrade Noronha – 1974 / 1977
  • Dr. Rovilson Cleber Sprovieri – 1977 / 1983
  • Dr. Alfredo Pinto Santos – 1983 / 1988
  • Dr. José Wagner de Oliveira Melatto Peixoto – 1988 / 1991

Juiz da 5ª Vara Cível - Foro Central da Comarca de São Paulo

Primeira Vara Judicial

  • Dr. José Wagner de Oliveira Melatto Peixoto – 1988 / 1991
  • Dr. Carlos Augusto Wood Faria – 1991 / 1991
  • Dr. Luiz Antonio Alves Torrano – 1992 / 1999

Professor de Direito Civil na Universidade Paulista. Professor de Direito Civil do Curso Veredicto. Mestre em Língua Portuguesa. Juiz de Direito.

  • Dr. Ezaú Messias dos Santos - 1999
  • Dra. Cristiane Vieira Riveiro - Atualmente

Segunda Vara

Instalada em data de 21/10/1988

  • Dr. Jamil Miguel – 1989 / 1992
  • Dr. Clovis Elias Thamê - 1992

Foi um dos juízes de mais longa permanência na cidade. Tomou posse no cargo em 29 de abril de 1992, permanecendo até 24 de fevereiro de 2005, quando foi promovido à comarca de Jundiaí.

  • Dra. Gláucia Lacerda Mansuti - Atualmente

Terceira Vara

  • Dr. Ezaú Messias dos Santos - Atualmente

Promotores de Justiça

Vara Única

  • Dr. Nereu César

Foi presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Diretor da Escola Paulista da Magistratura de 1992 a 1994.

  • Dr. João Francisco Cuba do Santos

Tendo feito preparatórios do Ginásio de ‘Nogueira da Gama’, de Jacareí, entrou o Dr. João Francisco Cuba dos Santos para a Academia de Direito da Capital, onde bacharelou-se em 1906.

Nomeado Promotor Público de Jacareí, ali esteve algum tempo, permutando depois o seu cargo com o Promotor de São João da Boa Vista, onde o seu espírito reto e lúcido ganhou inúmeros admiradores. De São João foi transferido para São José do Rio Pardo, sendo removido em 19 de outubro de 1911 para Itatiba. É natural de Pindamonhangaba.

  • Dr. João Bosco de Oliveira
  • Dr. Antonio Carlos Bezerra Menezes Souza Pacheco
  • Dr. José Carlos de Freitas
  • Dr. Marcos Antonio Ferreira de Lima
  • Dr. Mário Sergio Sobrinho
  • Dra. Eliana Maria Maluf Sanseverino
  • Dr. Gustavo Médici
  • Dra. Paula de Camargo Ferraz Fisher
  • Dr. Leonardo Liberatti

Primeira Promotoria de Justiça

  • Dr. Ludgero Francisco Sabella
  • Dr. Délcio Gasperotto Storolli
  • Dr. Claudemir Battalini
  • Dra. Claudia Jeck Garcia
  • Dra. Fabíola Sucasas Negrão
  • Dr. José Fernando Vidal - Atualmente

Segunda Promotoria de Justiça

  • Dr. Antonio Carlos Bezerra Menezes Souza Pacheco
  • Dra. Maria da Gloria Villaça Bonin Galvão de Almeida
  • Dr. Francisco Carlos Cardoso Bastos
  • Dr. Carlos Eduardo Ayres de Faria
  • Dra. Márcia Lourenço Monassi
  • Dra. Ana Maria Buoso
  • Dr. Eurico Ferraresi - Atualmente

Terceira Promotoria de Justiça

  • Dra. Flávia Alice Cherubini – Atualmente

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Em Itatiba – Joãozinho*

Ministro Mario Guimarães

Muita gente me tem perguntado se, como promotor ou como Juiz, não teriam aparecido na minha longa carreira, alguns casos interessantes, do ramo criminal.

Alguns efetivamente, com aspectos curiosos passaram pelas minhas mãos. Citarei o seguinte, ocorrido em Itatiba. Era essa uma cidade pacata, povo em regra respeitador da lei. Crimes contra a vida muito poucos. Contra a propriedade ainda mais raros.

Aconteceu, entretanto, que desde o ano de 1918 mais ou menos, até 1924 várias casas comerciais e residenciais haviam sido assaltadas. Um assalto de cada vez. Sempre à noite. O processo era invariavelmente o mesmo: o ladrão, mediante pua, fazia uma série de furos junto à fechadura, ou em redor dela, abrindo assim em orifício por onde metia a mão e abria a porta. Penetrava na casa e roubava o que podia, tão silenciosamente que jamais alguém o percebeu. Dava, porém, preferência às casas comerciais, é claro. Tão hábil se mostrou que nunca errou o golpe. Era artista consumado. Um só ladrão? Vários? Uma quadrilha? Todos conjeturavam as possibilidades. Não devia o ladrão ser homem atrasado. O roubo apresentava aspectos de casos de Arsenio Lupin, ou de Sherlock Holmes. A Polícia não tinha pista alguma.

Certa noite cozinheiras que voltavam de um baile viram uma pessoa à porta da Coletoria Estadual a tentar abri-la.

Uma falou às outras. Notaram que era um preto. Mas o ladrão também as vira. Elas ficaram estáticas de medo. E o arrombador, dando saltos como se fora um sapo gigantesco, foi se afastando e fugiu. Mais céleres ainda, elas fugiram apavoradas, em caminho contrário, pensando que fosse alguma alma do outro mundo ou qualquer outra coisa sobrenatural. Porque homem não era. Homem não salta como sapo.

E continuou o mistério dos roubos. Todo delegado que se sucedia em Itatiba, punha a sua atividade na ânsia de desvendar esse mistério.

Houve um, mais minucioso, que raciocinou: os ladrões devem ser vários. Um homem só não conseguiria realizar com tal perfeição tantos roubos. E se são vários, após o roubo se reunirão provavelmente em algum lugar para repartir o produto. Os ladrões não gostam de deixar essa divisão para mais tarde porque uns não confiam nos outros. Onde se reunirão? Naturalmente próximo das casas assaltadas. O melhor lugar é a praça principal, de iluminação deficiente e muitas árvores.

E então, altas horas, o delegado e o ordenança foram para a praça. Ele trepou numa árvore, para ocultar-se e o ordenança o mesmo, em outra.

Passaram a noite. Não houve roubos. Repetiram a diligência várias vezes. Mas por coincidência em todas as outras noites também não houve assalto algum. Desistiram.

Os assaltos não se realizavam todos os dias. Havia às vezes intervalos de dias e até de meses entre um e outro. Durante a revolução de 24, apesar de não haver policiamento, e estar a cidade superlotada com pessoas de fora, não ocorreu assalto algum.

Pouco depois, quase por acaso, tudo se esclareceu: só havia um ladrão na cidade – o ordenança do Delegado, o soldado mais antigo e mais considerado do destacamento – o Joãozinho. Delegado que saía recomendava a seu substituto a pessoa do Joãozinho. Ele servira sempre, com inteligência, e dedicação à autoridade a quem assistia.

No dia da volta do Governo Estadual ao seu posto, estávamos reunidos na casa do Prefeito, a aguardar notícias, quando foram chegando várias pessoas – entre eles o Joãozinho. Foi recebido por uma estrondosa salva de palmas. Fora a único soldado do destacamento que recusara servir aos revolucionários. Ficara oculto durante a revolta, para evitar a prisão, e neste momento se apresentava. O ato de sua fidelidade de soldado foi louvado por todos. Até eu, por força do cargo, sóbrio em quaisquer manifestações levantei-me da minha cadeira e dirigi-me, solene, ao Joãozinho: - Joãozinho, você cumpriu o seu dever. Parabéns! E apertei-lhe a mão.

Pois o Joãozinho, o soldado perfeito, era o afamado ladrão de Itatiba.

Como se descobriu? Cherchez la forno, dizia aquele arguto chefe de Polícia francês. Joãozinho era casado com uma cabocla não feia, e de aspecto revelador de temperamento ardente. O casal não vivia muito bem. Ela se queixava que ele dava mais atenção a brigas de galo do que a ela. Ele... não tive oportunidade de saber se queixava porque não pude ouvi-lo.

Como quer que fosse, um dia, ao que disseram as testemunhas, ele, tomado de ciúmes, lhe aplicou uma tremenda sova. A mulher o advertiu: olha, Joãozinho, se você novamente me tocar no corpo, com um tapa que seja, pode ficar certo de que eu vou contar todos os seus roubos à Polícia. Ele compreendeu bem o perigo que estava. A sua mulher tinha uma arma poderosa contra ele. Teria de concordar em tudo bem atento que ela fizesse.

Tentou escapar. Terminara a revolução em S. Paulo, mas prosseguia a perseguição aos revoltosos em outros Estados do Brasil. Alguns batalhões da Polícia paulista estavam operando, juntamente com as forças federais, no Norte. Joãozinho pediu reservadamente ao Comando da Força Pública a sua incorporação às tropas combatentes e juntou-se a essas forças, então na Bahia.

A sua mulher ficou em Itatiba, com os filhos. Pouco dinheiro, disse ela. Precisava sustentar os filhos, argumentou. E foi então oferecer à venda a diversas pessoas, uma cautela de um valioso colar de pérolas, depositado em penhor no Monte de Socorro. Ninguém quis o negócio. Como poderia a família de um soldado possuir jóia de tão alto preço? Teve a Polícia conhecimento. Foi dada busca na casa de Joãozinho e encontradas máscaras pretas, de meias, alicates, puas, todo um material preciso para um eficaz arrombamento. A mulher, que poderia se cúmplice, foi presa e confessou tudo com pormenores. Explicou o ocorrido com as cozinheiras que Joãozinho fingindo ser um louco ou um fantasma, com o que afastou as possíveis testemunhas. (Ele não era preto, mas um tipo louro, de olhos azuis.) Certa vez, tendo assaltado a casa de um senhor residente à rua principal da cidade, quando, pela manha, foram examinar a porta da casa, presente o Joãozinho, como aliás, em todas as diligências, pelo buraco aberto na porta, várias pessoas experimentaram meter a mão. Não puderam. Tinham mãos grandes e a abertura fora feita para pessoa de mão pequena. Ele também experimentou. A sua mão passou perfeitamente. Ele voltou-se rindo para todos. Está descoberto o ladrão: Sou eu o ladrão. Todos riram, também.

E onde ele aplicava o dinheiro? Não com a mulher, nem com mulheres. Jogava em apostas de brigas de galo. A cada doido a sua mania.

O réu e a mulher foram denunciados. Ela foi absolvida. Verificou-se que obedecia, de medo, ao marido. Decretei a prisão preventiva do marido e cheguei a pronunciá-lo.

Foi preso na Bahia, onde se achava, mas, em caminho, iludindo a escolta conseguiu fugir para lugar até hoje ignorado.

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*Trecho do livro "Memórias de Portas a Dentro", gentilmente enviado por Laïs Helena Teixeira de Salles Freire (neta do saudoso Ministro)

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No ano de 1804, Itatiba era uma região desabitada coberta de florestas.

Segundo antigas crônicas, alguns fugitivos de Atibaia e Piracaia (antiga Santo Antonio da Cachoeira) adentraram nas matas do atual município descendo o rio Atibaia. De fato, o rio foi o grande responsável pelo povoamento da região.

Segundo artigo, publicado em 1875 no Almanaque Literário Paulista, de autoria do Major Eugênio Joly, alguns criminosos fugindo de Santo Antonio da Cachoeira (atual Piracaia) e de Atibaia desceram pelo rio Atibaia.
Uma escolta comandada pelo Capitão Lourenço Antonio Leme, foi no encalço dos criminosos, descobrindo-os. Descobertos pelas escoltas de Piracaia e Atibaia, os fugitivos se embrenharam ainda mais no sertão, criando uma pequena comunidade.

Os policiais voltando às suas cidades noticiaram a existência de solo rico e fértil banhado por magnífica bacia. A notícia espalhou-se, iniciando-se uma corrente migratória de famílias de lavradores que foram se assentando em Itatiba.

Dentre os pioneiros encontravam-se José Pereira, Joaquim de Moraes, Cabo de Ordenanças João de Assumpção, Salvador Lopes (fundador do bairro dos Lopes) e Antônio Rodrigues da Silva, vulgo “o Sargentão”, que havia trazido consigo uma imagem de Nossa Senhora do Belém e em louvor da qual erigiu, em 1814, uma pequena capela, no atual bairro do Cruzeiro.

Com o aumento da população, o templo tornou-se pequeno.

Assim, em 1827, os moradores decidiram construir uma outra capela e, em 1829, solicitaram que a localidade fosse elevada para a categoria de Freguesia. No entanto, o pedido não foi atendido, sendo necessário se fazer outro.

Por Decreto assinado por D. Pedro I, em 9 de dezembro de 1830, enfim, era criada a freguesia de Nossa Senhora do Belém de Jundiaí.

A introdução da lavoura canavieira, por volta de 1830, marcou o inicio de uma tímida participação no sistema aberto de economia de mercado. Com a cana houve a substituição quase absoluta de todas as lavouras de subsistência.

E, pela lei nº 2, art. 1º, de 20 de fevereiro de 1857, é criada a Vila de Belém de Jundiaí, instalada em 1º de novembro do mesmo ano.

Na década de 1870, eram cada vez maiores no país os clamores pelo fim da Monarquia e pela adoção da República. E a então Villa de Nossa Senhora de Bethlém de Jundiahy não ficava alheia a essa discussão.

Chegou até ser uma das precursoras do movimento republicano. Seus moradores tinham ideais liberais muito fortes, atacavam o escravismo de maneira arrebatadora, tanto que alguns vereadores foram suspensos da Câmara em razão da ferrenha defesa desses ideais.

Em 1873, a iluminação pública chegou às principais ruas de Itatiba. Após aprovação da Câmara Municipal, a Empresa de Iluminação Globe Gaz implantou um sistema a base de nafta.

Belém de Jundiaí é desvilada pela Lei nº 18, de 16 de março de 1876.

Mas, surgia a primeira pedra no caminho do novo município.

O Padre Francisco de Paula Lima e o Maestro Elias Álvares Lobo (figura importantíssima da música erudita nacional, autor da primeira ópera brasileira cantada em língua portuguesa: “A Noite de São João”, com letra de José de Alencar) que, na época, morava em na cidade, propuseram a mudança no nome do recém criado município.

Pelas informações que chegaram a São Paulo, os moradores queriam um nome indígena que traduzisse em português o termo “Pedra Branca”.

No entanto, o nome sugerido pelo vereador Antonio Augusto de Castro foi o de Itatiba, que não significa “Pedra Branca” e sim “Muita Pedra” (Ita = pedra + Tiba = grande quantidade). A discussão foi travada na Assembléia Provincial e alguns deputados chegaram a dizer que teria havido um erro de tradução: se a cidade desejava chamar-se Pedra Branca, o correto seria adotar-se o nome de Itatinga e não Itatiba.

Porém, o ofício da Câmara Municipal da cidade dizia Itatiba (devido talvez a algum lapso, como disseram os deputados) e com este novo nome a cidade foi oficializada pela Lei Nº 36 de 8 de maio de 1877.

E, assim ficou : Itatiba. Que significa “Muita Pedra” em Tupi : “ita”, pedra e “tiba” muita.

A primeira grande riqueza da cidade vieram em migalhas, eram os robustos grãos de café.

Itatiba tem uma história à parte em relação à abolição dos escravos por causa da grande concentração de abolicionistas na cidade. A chegada dos imigrantes a partir de 1880, para trabalhar principalmente nas plantações de café, facilitou a missão dos abolicionistas.

O dia 29 de abril de 1888, que muitos dizem ter sido o dia em que os escravos foram libertados em Itatiba, foi marcado por uma atitude audaciosa dos vereadores itatibenses. Em sessão da Câmara Municipal, foi declarada a independência de Itatiba em relação ao regime monárquico, ou seja, a cidade passava a não mais aceitar as ordens do Imperador D. Pedro II. Conseqüentemente, colocava fim à escravidão.

No final do século XIX, os poços perfurados nos quintais eram a principal fonte de água potável para os moradores. O esgoto era depositado em fossas, quando não escorria a céu aberto pelas ruas. Em junho de 1898, com as casas já preparadas, Itatiba ganhava a sua rede de distribuição de água encanada.

Na segunda metade do século XIX, Itatiba, que fazia parte da área pioneira do plantio fora do Vale do Paraíba, alcançava uma grande produção cafeeira. A partir da década de quarenta do século XIX, a cultura do café começa a ser introduzida vindo a se tornar a principal cultura da cidade. Em 1886, alcançava a marca de 373.333 arrobas, superada na região apenas por Campinas.

A prosperidade econômica demandava uma ferrovia. Com efeito, o crescimento era de tal ordem que os grandes fazendeiros passaram a sonhar com a estrada de ferro, solução mais viável para o transporte do café, na época realizado em lombos de burros. A Companhia Estrada de Ferro Itatibense foi inaugurada oficialmente em 10 de agosto de 1899 com vinte e um quilômetros de linhas. A estação ocupava um lugar central na cidade, na atual avenida Marechal Deodoro, antiga rua da Cascata. Era o primeiro indício de modernidade para Itatiba.

No início do século XX, a grande novidade era a luz elétrica e os itatibenses começaram a sonhar com ela. Em 1906 houve uma grande festa em comemoração a chegada da energia elétrica. Na fazenda Salto Grande, foi feita uma barragem para a construção de uma usina hidrelétrica no rio Atibaia, na divisa entre Itatiba e Campinas.

No mesmo ano, após fazer vários orçamentos, a Câmara deu inicio à obra da rede de esgoto, inaugurada em dezembro de 1906.

Era, digamos, uma cidade moderna.

Entretanto, “havia uma pedra no meio do caminho”. Sucessivas crises, dentre elas a de 1929, e a descoberta das terras vermelhas da mogiana e da alta mogiana, a produção foi decaindo e Itatiba teve de rever seu caminho, adotando um perfil mais industrial.

Em Itatiba, a primeira indústria foi uma fábrica de cerveja e refrescos gasosos (refrigerantes) de Jacques Perousel. Depois, veio a indústria de fósforo fundada em 1893 por Salvador Oddone e Luiz Scavone. Esta empresa controlava, além da fábrica de fósforos Santa Rosa, um curtume com seções de beneficiamento de arroz e torrefação de café.

A empresa possuía ainda uma importadora que trazia alimentos e ferramentas da Europa. Em 1914 foi inaugurada a Companhia Indústria Têxtil Itatibense. Outra indústria que se destacou na história de Itatiba foi a têxtil Paulo Abreu S.A, fundada por volta de 1936 pelo Senador Paulo Abreu. A Têxtil Duomo foi fundada em 1950. As indústrias têxteis inauguraram uma nova era em Itatiba.

A partir dos anos 60, a cidade conheceu um novo surto de desenvolvimento: data dessa época a instalação das primeiras indústrias ligadas ao ramo moveleiro, que tinham como característica principal a produção de móveis em estilo colonial. Por essa especialidade, Itatiba passou a ser conhecida como “a Capital Brasileira do Móvel Colonial”.

Atualmente, a indústria se diversificou e, com a instalação de um moderno Distrito Industrial, a cidade segue esse caminho não se esquecendo, no entanto, da agricultura que ainda hoje é bastante importante, transformando Itatiba no primeiro produtor nacional de vagem - “Vagem Itatiba”.

Itatiba é conhecida como a “Suíça Paulista”, devido ao excelente clima.

Localizada na Serra da Jurema, Itatiba é carinhosamente chamada por seus moradores de “Princesa da Colina”, título que conquistou por seu relevo acidentado. Com potencial turístico muito grande, a cidade tem recebido a cada ano novos admiradores.

Motivos não faltam: Itatiba possui o 3º melhor ar do mundo em quantidade de oxigênio dissolvido.

  • Educação

Em 1844, foi criada na cidade uma "Cadeira de Primeiras Letras para o Sexo Masculino". O primeiro estabelecimento de ensino, efetivamente chamado de escola, é de 1852. A mais antiga e conhecida instituição de ensino público da cidade é o Grupo Escolar Julio César. Inaugurado no dia 13 de maio de 1896 o atual prédio da lendária escola teve sua pedra fundamental lançada em dezembro de 1906. Dois anos depois, em 1908, o prédio era inaugurado com marcantes características arquitetônicas.

  • Personagens e locais históricos

Antonio de Lacerda Franco

Político e agricultor, nasceu em Itatiba, em 13/6/1852 e faleceu em São Paulo em 19/5/1936. Era um dos doze filhos de Bento de Lacerda Guimarães e D. Manoela Assis de Cássia Franco de Camargo, respectivamente Barão e Baronesa de Araras, e herdou o gosto pelas terras e o espírito político da família. Antonio Seu pai e seu tio José de Lacerda foram os doadores das terras para a construção da capela de Nossa Senhora do Patrocínio, ponto de partida para o surgimento de um vilarejo que daria início, em 24 de março de 1871, à cidade de Araras. Foi eleito Presidente da Câmara de Araras em 1880, época em que o cargo acumulava também a responsabilidade pela administração do município. Entregou-se, entretanto, muito jovem, à propaganda republicana e à campanha abolicionista. Inconformado com a situação dos escravos, Antonio pediu que os empregados da fazenda fossem libertados. O Barão de Araras, então Conselheiro de Estado, aproveitou a visita de D. Pedro à cidade, no Natal de 1887, e aboliu a escravidão em suas terras. Era a primeira manifestação de liberdade aos negros, antes da assinatura da lei Áurea. Tendo passado a mocidade em Araras, onde residiam os pais, transferiu, mais tarde, sua residência para Itatiba e aí organizou o diretório do Partido Republicano e, em pleno regime monárquico, elegeu-se vereador á Câmara Municipal. Mudando-se para Santos, em companhia de Antônio Carlos da Silva Teles veio a fundar o Partido Republicano local. Proclamada a República, passou a morar na capital, sendo, desde logo eleito membro da Comissão Permanente do Partido e, depois, da Comissão Diretora. Em carta aberta ao presidente Campos Sales, estudou a criação das sociedades cooperativas no Brasil e, sobre o assunto, redigiu um projeto de lei, cuja exposição de motivos foi considerada modelar. Eleito senador federal, teve seu mandato truncado pela Revolução de 1930. Homem de múltiplas atividades dirigiu o Correio Paulistano, foi diretor proprietário do Comércio de S. Paulo e agricultor em Araras. Fundou, em Santos, a casa comissária e exportadora J. F. Lacerda & Cia.; Fundou e presidiu o Banco União de S. Paulo e a Companhia Telefônica de S. Paulo; criou a Fábrica de Tecidos Votorantim e a Fábrica Japi S.A.; diretor da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, em 27/10/1899 e seu presidente em 1928. Tomou parte da fundação da Escola de Comércio Álvares Penteado e do Conservatório Dramático e Musical de S. Paulo.

Anna Paulina de Lacerda Álvares Penteado (Condessa Álvares Penteado)

Nasceu em Itatiba, em 22/6/1862, e faleceu e São Paulo em 21/10/1938. De espírito humanitário e profundos sentimentos religiosos assistiu a várias instituições de caridade, entre as quais a Santa Casa de Misericórdia, onde há um pavilhão com seu nome, a Liga das Senhoras Católicas, o Leprosário de Santo Ângelo, a Liga Paulista Contra a Tuberculose, o Hospital São Paulo, a Cidade dos Menores Abandonados, a Cruzada Pró-Infância, o Orfanato Cristóvão Colombo e a Comissão de Socorros Públicos.

Anna Paulina casou-se com Antonio Alvares Leite Penteado e tiveram os seguintes filhos:

  • Eglantina Penteado - nasceu em 12 outubro 1883 e faleceu em 22 abril 1931.
  • Antonieta Alvares Penteado - nasceu em 1 junho 1880
  • Stella Penteado - nasceu em 7 dezembro 1886.

Uma das filhas de Anna, Antonieta Alvares Penteado, casou-se com o ilustre Caio da Silva Prado e tiveram os seguintes filhos:

  • Eduardo da Silva Prado - nasceu em 8 maio 1902 e faleceu em 25 novembro 1940.
  • Ana Iolanda da Silva Prado - nasceu em 12 junho 1903.
  • Caio da Silva Prado Júnior - nasceu em 11 fevereiro 1907.
  • Carlos da Silva Prado - nasceu em 4 junho 1908.

Caio Prado Júnior, neto de Anna, se destacou no cenário político e jurídico nacional. Foi criado por governantas alemãs sob rígida disciplina, que foi reforçada no colégio jesuíta São Luis. Quando ingressou na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, em São Paulo, em 1924, o pai lhe deu de presente a preciosa biblioteca de um jurista que acabara de morrer. Depois de uma viagem que fez sozinho ao Oriente Médio, aos 18 anos, sentiu necessidade de conhecer o próprio País. Diante da miséria que lhe saltou aos olhos, rompeu com a oligarquia. "Eu era um burguês rico e até então ignorava a nossa realidade", disse, então. Em 1926, estreou na política filiando-se ao mesmo partido de seus professores universitários, o Partido Democrático (PD), recém-fundado por seu tio-avô, o conselheiro Antonio da Silva Prado.

Quando se formou em Direito, Prado Júnior até tentou investir na carreira de advogado, trabalhando com o jurista Abraão Ribeiro, mas já estava decidido: a prioridade seria lutar para amenizar a precariedade da vida de milhões de brasileiros. A esta altura, estava decepcionado com a atuação do PD, na verdade, uma dissidência do não menos oligárquico Partido Republicano Paulista (PRP). Mesmo desanimado, se manteve firme na Revolução de 1930, que acabou conduzindo Getúlio Vargas ao poder.

Entretanto, em 1931, ingressou no Partido Comunista Brasileiro e procurou em vão nas livrarias paulistanas a bíblia da esquerda, O capital, de Karl Marx. A solução foi importar a obra da Europa e o resultado de sua leitura foi publicado no livro Evolução política do Brasil, em 1933. O engajamento logo foi reconhecido pelos camaradas, que o escolheram como vice-presidente da Aliança Nacional Libertadora (ANL). As arbitrariedades do Estado Novo, que perseguia esquerdistas, o levaram para a cadeia em 1935. Ficou encarcerado dois anos em São Paulo, até ganhar liberdade e exilar-se na França, regressando ao Brasil somente em 1939. Apesar de comunista, em 1945 Prado Júnior se transformou em um dos principais mentores da criação da União Democrática Nacional (UDN). No breve período em que o PCB saiu da ilegalidade (de 1945 a 1947), integrou a bancada do partido na Assembléia Legislativa de São Paulo.

O mandato foi cassado com o cancelamento do registro do PCB. Paralelamente à militância política, cuidava dos negócios. Em 1944, havia fundado a Editora Brasiliense com o escritor Monteiro Lobato. Nos anos 50, Prado Júnior criou a revista Brasiliense, que debatia as causas do atraso econômico do Brasil. A revista fechou em 1964, ano do golpe militar, e ele passou uma semana detido no Dops. Em 1968, Sérgio Buarque de Holanda aposentou-se e chamou Prado Júnior para assumir a cátedra de História do Brasil na USP em seu lugar. Mas no mesmo ano foi cassado e aposentado por decreto. Em 1970, exilou-se de novo, dessa vez no Chile, retornando no mesmo ano para ser julgado pelo Tribunal Militar. Foi condenado e preso na Casa de Detenção de Tiradentes, em São Paulo e, em 1971, absolvido por falta de provas pelo Supremo Tribunal Federal. Casou três vezes e teve dois filhos e sete netos. Morreu de insuficiência pulmonar a 23 de novembro de 1990, prestes a completar 84 anos.

Basílica Menor Nossa Senhora do Belém

Terceira Igreja construída na cidade entre 1833 e 1853. A construção de sua torre foi iniciada em 1874 e concluída em 1880 pelo Padre Francisco de Paula Lima - o "Padre Lima" - patrono de nosso Museu Municipal.

O relógio da torre foi doado em 1878 pelo Senhor José Manuel de Castro. O relógio é de procedência francesa, funcionando por um sistema mecânico de manivelas e pesos de ferro. O carrilhão do relógio, instalado no campanário superior da torre, sob a cúpula, possui três sinos de Bronze. No campanário inferior encontramos um grupo quatro sinos. O maior, de três toneladas, foi doado em 1880 por Tomé D'ávila Neto.

Passou o Edifício por três transformações. A primeira em 1925, a segunda em 1937 e finalmente a terceira em 1964, sob o paroquiato do Monsenhor Anatólio Brasil Pompeu, que lhe conferiu a atual estrutura arquitetônica das Basílicas Cristãs. Nestas três reformas, a magnífica torre original não foi alterada. Em 1991 o Vaticano oficializou o título de "Basílica. Alguns dos vitrais que ornamentam a Basílica foram feitos pelo artista plástico Arystarch Kaszkurewicz, polonês, que chegou ao Brasil fugido da Segunda Guerra Mundial no ano de 1952. Arystarch era formado em Direito e tinha um curso de Belas Artes.

Durante a guerra, ele teve as duas mãos mutiladas e perdeu a vista esquerda. Ele usava os tocos dos dois pulsos para segurar o lápis, pincel ou caneta e trabalhava tão eficientemente e rápido quanto pessoas que tenham as mãos e a visão normais.

Já no Brasil, começou a trabalhar numa casa especializada em vitrais na cidade de São Paulo. Além dos vitrais, o artista se dedicou à execução de mosaicos, técnica em que se utiliza fragmentos de diversos materiais na composição dos trabalhos.

Atualmente, Arystarch é reconhecido como um dos mais importantes artistas sacros do país, suas obras estão espalhadas por todo o Brasil em catedrais, basílicas e igrejas. Parte de suas obras podem ser conhecidas através do livro "Arystarch, O Arquiteto dos Deuses", da jornalista Raquel Bueno e do fotógrafo Gustavo Olmos.

O artista faleceu em São Bernardo dos Campos, no ano de 1989, aos 77 anos.

Praça da Bandeira

Vinculada à Igreja Matriz, sua construção se deu no século passado, projetada por Antonio Ferraz Costa.

Durante muitos anos serviu como ponto de encontro dos casais da cidade, atraindo jovens de toda a região. Atualmente, nesse mesmo espaço, são realizadas promoções da cidade, dentre elas, os desfiles de escolas tradicionais da cidade no carnaval. E também não tem nada melhor do que se sentar a praça e desfrutar de sua tranqüilidade.



Paço Municipal Prefeito Roberto Arantes Lanhoso

Construído em 1927, na gestão do Prefeito Benedito Franco de Godoy, o prédio foi erigido para ser sede da Câmara Municipal de Itatiba, baseado na lei número 55, que com o tempo também foi ocupado pela prefeitura, sendo então necessária a mudança da Câmara para outro prédio.

Atualmente no prédio é possível encontrar em suas instalações o Gabinete do Prefeito e a Biblioteca Municipal Francisco da Silveira Leme - Chico Leme.



Praça João Bonifácio (Jardim da Cadeia)

A Praça João Bonifácio é mais conhecida pelos moradores por “Jardim da Cadeia”, pois no século passado abrigava o Fórum e a Cadeia Pública, onde atualmente acomoda a Biblioteca e o Paço Municipal da cidade. O prédio da Câmara e Cadeia funcionou durante muito tempo como Delegacia de Polícia, Câmara e Fórum. Depois de quase 100 anos, acabou sendo demolido.




Asilo São Vicente de Paulo

A conferência de São Vicente de Paulo, destinada à abrigar idosos desvalidos, foi criada em 1883 pelo Padre Fr. de Paula Lima. O prédio do Asilo já se localizou na rua Campos Sales e em 1910 foi transferido para a av. Barão de Itapema, onde hoje é o fórum de Itatiba. Atualmente, o Asilo São Vicente de Paula se localiza na Av. da Saudade, em prédio próprio, onde acolhem os idosos com carinho e dedicação, fazendo um trabalho maravilhoso e recompensador.




Santa Casa de Misericórdia de Itatiba

Fundada em 1899, por iniciativa do honrado Capitão Dr. Alfredo Perroud, fora instalada primeiramente no Largo da Matriz na casa de D. Francisca L. de Godoy e após algum tempo, fora transferida para Rua Campos Salles, para casa dos herdeiros de Affonso Joly e, finalmente, para a Praça José Bonifácio ( onde hoje está instalada a Corporação Santa Cecília). O prédio definitivo da Santa Casa de Misericórdia, onde hoje está instalada, foi inaugurada em 1922, tendo à frente das obras o Dr. Luiz de Mattos Pimenta, médico fluminense, que muito fez pela nossa cidade. No ano de 1999, passou por uma restauração de sua fachada, tornando-se mais um dos cartões postais da cidade.




Mercado Municipal – Maria Elias de Godoy Camargo

Inaugurado em 1° de novembro de 1984, o “Mercadão”, como é mais conhecido pela população local, serve a cidade com mais de 40 boxes. Dentre os seguimentos do mercado encontramos: peixaria, açougue, casa de frios, agropecuária, mini mercado, perfumaria e etc.








Paço Paroquial Monsenhor Anatólio Brasil Pompeu


Este prédio histórico da cidade foi edificado no ano de 1850 e sua restauração foi dada pela Paróquia de Nossa Senhora do Belém em 1996, durante o pontificado de SS. O Papa João P. II, sendo Bispo Diocesano S. Exª Reunª D. Bruno Gamberini.





Solar dos Alves Lanhoso

O Casarão Colonial foi construído em 1859. Pertenceu ao Sr. Bento de Lacerda Guimarães, Barão de Araras, e depois às tradicionais famílias itatibenses: “Alves Cardoso” e “Lanhoso”. É um prédio tombado pelo CONDEPHAAT/SP.

Atualmente funciona no local, uma choperia/pizzaria, preservando as características originais da época. Essa edificação faz parte do patrimônio histórico da cidade.



Palacete Damásio

Este prédio, que hoje é ocupado pela Prefeitura, funciona como Centro Administrativo, englobando várias Secretarias e Departamentos Municipais. Já foi no passado a residência do Sr. Manoel Franco Damásio e família, importante cafeicultor e benemérito da cidade.






Hino Oficial de Itatiba


Música de Ulisses Bohac Vedovello

Letra de Adriano de Palma

No coração destas colinas

Povos de coragem e valor

Trouxeram sonhos e costumes

Semearam trabalho e amor

A liberdade logo raiou

Antes de a Lei Áurea ser firmada

E os escravos libertou

Irmanando com júbilo as raças

Itatiba, terra amada!

Da pedra vem o seu nome

Pedra bruta, lapidada

Por mãos nobres e valentes

È Princesa das Colinas

Terra de nossa gente!

Da madeira arte brotou

E dos móveis fez-se capital!

Mão hábil a história entalhou

Construindo um nobre ideal

Tem seu comércio, suas indústrias,

Suas frutas, doce paladar

Ao som da Banda vamos todos

Orgulhosos na Praça celebrar

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Fontes : "Enciclopédia dos Munícipios Brasileiros" (IBGE, Vol. XXVIII),  "Itatiba na História de 1804 a 1959", de Lucimara Rasmussen Gabuardi  (Pontes Editora), site da Prefeitura Municipal de (http://www.itatiba.sp.gov.br/), site Diocese de Bragança Paulista (http://www.diocesedebraganca.org.br/site/).

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Agricultura

Propr. Agric. Existentes - 946
Propr. Agric. Com menos de 20 alqueires - 768
Propr. Agric. de 20 a 50 alqueires - 95
Propr. Agric. de 50 a 100 alqueires - 27
Propr. Agric. de 100 a 200 alqueires - 35
Propr. Agric. de 200 a 500 alqueires - 21

Variedade de culturas praticadas: Tomate, uvas, milho, arroz, laranja, etc.

Valor global aproximado das propriedades agrícolas: Cr$ 17.300.000,00.

Comércio

Numero de firmas taxadas no Imposto de Indústrias e Profissões: 307 ( Indústria e Comércio)

Relação das consideradas grandes firmas:

Secos e Molhas e Ferragens: Ermano Degani, José Carbonaro & Filho, Domingos Pretti, Fiovavante Mazzutti, Pascoal Scavone.

Fazendas e Armarinhos: Amadeu Parodi, Salomão Baladi, Elias Andraus, Nema Euzébio, Irmãos Feres, Américo Sickler.

Calçados: Amadeu Parodi, Salomão Balardi, Elias Andraus, Nema Euzébio, Irmãos Feres, Américo Sickler, Gervásio Dian, Casa Nossa Senhora do Belém.

Selaria: Feres Tanus Feres.

Rádio e material elétrico: João Pretti, A Elétrica Santo Antônio.

Livros e Revistas: João Pântano.

Alfaiatarias: Armando Geanini.

Artigos para cavalheiros: Gervásio Gian, Casa Nossa Senhora do Belém.

Artigos para presentes e Perfumaria: Casa dos Presentes.

Bares: Bar e Restaurante do Ponto, Bar 15 de Novembro, Bar Paratodos, Bar e Restaurante Jardim.

Indústria

Número de indústrias tachadas no imposto de indústrias e profissões: 307 (Comércio e Industria)

Número de operários trabalhando nas indústrias: 11.185.

Capital invertido na indústria no município: Cr$ 92.233.552,30.

Relação das consideradas grandes indústrias:

Tecidos e fiação: Têxtil Paulo Abreu S/A, Indústria de Tecidos São Sebastião S/A, S/A Fabril Scavone, Indústria de Tecidos Cioffi & Schramm, Tecelagem Santa Anastácia, Indústria de Tecidos Itatiba Ltda., Cia. Têxtil Brasileira, Angelon, Ferreira Ltda., Com. Indústria de Tecidos São Giovani, Morungaba Industrial Ltda.

Fósforos: Cia. Brasileira de Fósforos, Eleutério Rela & Ribas Ltda., Fosmade.

 Fábrica de Calçados: Calçados Paulo Abreu S/A, Ferrari & Cia. Ltda., Rafael Ordine & Filhos Ltda., Borges & Cia., Vicente Mecca.

Produtos Químicos: Cícero Sales Barbosa.

Fábrica de Correias: Cia. Industrial e Exportadora de Couros e Peles Itatiba.

Lacticínios: Indústria de Lacticínios Santo Antônio.

Móveis: Urbana Bezana, Domingos Bedani e Rela & Irmãos Ltda.

Vinhos e Bebidas: Antônio Canale e Paulo Pezotto.

Produtos Alimentícios: Aldo Sccardi.

Fecularias: Irmãos Corradini, Guido Monti, José Ceolin, Benedito Tinelo, João Martinucci.

Padarias: Pedro de Assis, Paulo Polesi, José Buso, Vitório Polesi, José Rosa, Guierino Coleti, João Medeiros.

Oficinas Mecânicas: A. Rela & Irmãos Ltda., Antônio Leone.

Bancos

Agências ou Filiais de bancos no município: Banco Moreira Sales S/A. Correspondentes: Ermano Degani (Banco Comércio e Indústria de São Paulo), José Ferrari (Banco Comercial do Estado de São Paulo S/A), Fabril Scavone ( Banco do Brasil)

Caixa Econômica Estadual

Numero de Depositantes: 5.140.
Montante dos Depósitos: Cr$23.000.000,00.

Coletoria Estadual

Arrecadação em 1948: Cr$ 2.665.509,20.

Coletoria Federal

Arrecadação em 1948: Cr$ 23.280.738,70.
Total da arrecadação do Imposto de Renda: 812,642,90.
Idem do Selo de Educação e Saúde: Cr$ 43.534,20.
Adicional: Cr$ 3.396,20.

Correios e Telégrafos

Classe de Agencia: 3a.
Outras Agências postais existentes no município: Agencia do Distrito de Morumgaba e Tapera Grande.

Estradas de Ferro

Estradas de ferro que servem o município: Cia. Estrada de Ferro Itatibense.

Distancia entre o município e a capital: 60 quilometros.

Tempo médio de viagem: 2 horas e 30 minutos.

Custo de passagens entre a capital e o município: 1a classe, ida: Cr$ 29,90; ida e volta: Cr$ 47,70. 2a. classe, ida: Cr$ 19,40; ida e volta: Cr$ 25,900; Excursão, 1a classe: Cr$ 39,70; 2a classe: Cr$ 25,90.

Numero de trens diários entre o município e a capital: 2.

Estradas de Rodagem

Estradas estaduais que cortam o município: São Paulo-Serra Negra.

Distancia entre o município e a capital: 85 quilômetros, sendo 60 quilômetros pela via Anhanguera e 25 entre Jundiaí e Itatiba.

Tempo médio de viagem: 1 hora e 40/50 minutos.

Estradas municipais que cortam o município: Campinas a Itatiba, Bragança Paulista a Itatiba.

Transporte rodoviário: Linhas de ônibus existentes: 3, sendo 1 com sede no município, ligando Jundiaí a Itatiba. Número de viagens diárias nesse percurso: 2. Preço de passagem: Cr$ 7,00. Linhas de ônibus servindo a linha São Paulo-Serra Negra-Termas de Lindóia, com viagens diárias em diversos horários e serviço de expressinhos: diversas. Empresas de transporte de carga: 2, sendo 1 com sede no município e outra na Capital.

Informações Político-Administrativas

Atual prefeito municipal: Erasmo Chrispim.

Vereadores Municipais: Benedito Dutra, Rafael Ferrari Neto, José Ordine, Adelermo Corradine, Fiovarante Polesi, Evaristo Silva, Luís Emanuel Bianchi, Pedro Mascagni, Ranulfo Rodrigues Fão, Romildo Prado, Evilário Frare, Benedito de Godói Camargo, Antônio Frare.

Realizações da atual administração: Reajustamento do imposto predial e territorial, aumento de vencimentos dos funcionários, reforma nos baixos do paço municipal, remodelação das avenidas da Saudade, Barão de Itapema, Senador Lacerda Franco, reconstrução da casa de máquinas destinada ao abastecimento de água para a cidade, colocação do novo transformador de 200 K. V. A., aquisição de 1 caminhão Chevrolet-Gigante para os serviços de conservação das vias públicas e estradas municipais, reforma radical no matadouro municipal, remodelamento do cemitério, completa e radical reforma na biquinha situada na entrada da cidade, nivelamento e apedregulhamento  nas estradas intermunicipais, com a colaboração da D. E. R., aumento de mais classes no grupo escolar, e instalação da Escola de Curso Prático Profissional.

Número de eleitores qualificados: 3.619.

Zona eleitoral: 58.ª.

Seções eleitorais: 9.

Número de eleitores que compareceram ao último pleito: 2.765.

Educação

Escolas primarias: grupos escolares: 2; sendo 1 na sede e outro no distrito de Morungaba, ambos com um total de 1.424 alunos matriculados. Particulares: 1; número de alunos matriculados: 38.

Escolas urbanas: 34.

Escolas isoladas: 19, com 670 alunos matriculados.

Número de crianças em idade escolar afastadas das escolas: 3.431.

Alfabetização em adultos: número de cursos: dois; sendo um no Grupo Escolar e um na Liga da Mocidade Itatibense, com um total de 158 alunos matriculados.

Associações esportivas: Itatiba Esporte Club, São Paulo Futebol Club, Morumgaba Futebol Club, Itatiba Tênis Club.

Associações recreativas: Grêmio Cívico Literário Itatibense.

Associações profissionais: Sindicato dos trabalhadores na Industria de Fósforos, Sindicato dos trabalhadores na Indústria de Cortimento de Couros e Peles, Sindicato dos trabalhadores nas Indústrias de Mármores, Calcários e Pedreiras, Sindicato dos trabalhadores nas Indústrias de Fiação e Tecidos de Itatiba.

Saúde

Hospitais existentes no município: Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, mantida por instituições beneficentes.

Subvenções que recebe: Cr$ 88.611,00 (municipal, estadual e federal).

Serviços de saúde: Centro de Saúde, mantido pelo governo do Estado.

Informações Urbanas

Numero de prédios existentes: 1.050.

Edifícios públicos: Prefeitura Municipal, Cadeia Pública, grupo Escolar Cel. Júlio César,Grupo Escolar de Morungaba, Mercado Municipal, Igreja Matriz, Igreja do Rosário, Igreja Matriz de Morungaba, Cine Santa Rosa, Prédio São Joaquim, onde encontraram instalados a Coletoria Federal e Caixa Econômica Estadual, Casa de Misericórdia.

Número de ruas: 43.

Número de praças: 3.

Número de jardins: 2.

Hotéis: Itatiba e Colina.

Imprensa: “O Progresso de Itatiba”, semanário, fundado em 1894. Diretor-Redator: Romil Prado.

Veículos licenciados: a motor: 166; a tração animal: 982.

Monumentos: Monumentos de Expedicionários Brasileiros, busto do Snr. Luis Scavone.

Serviços Públicos

Abastecimento de água: Tem.

Rede de esgotos: Tem.

Iluminação: Serviço da Cia. Campineira de Tração, Luz e Força.

Telefones: Centro Telefônico com mesa para 100 aparelhos em funcionamento.

Calçamento: Tem.

Matadouro Municipal: Reses abatidas em 1948: bovinos: 1.781; suínos: 1.532.

Cemitérios: 2, sendo um na sede e outro no distrito de Morungaba.

Bibliotecas: Chico Leme, Liga da Mocidade Itatibense e Grupo Escolar.

Museus: Grupo Cel. Júlio César.

Guarda noturna: Sob a direção da Delegacia de Polícia e mantida pela população.

Informações Religiosas

Organização da Igreja Católica: Pertence ao Bispado de Bragança Paulista.

Informações Diversas

Médicos: Drs. José Franchardo Junqueira, Carlo Pitombo, Ramiro de Araújo Filho.

Dentistas: Drs. Celso Pupo, Mário M. Fróris, Júlio Godói, Francisco R. Guilherme.

Farmácias: Nossa Senhora do Belém, Muniz.

Laboratórios de análise: Sta. Casa de Misericórdia.

Instalações de Raios X: Sta. Casa de Misericórdia.

Cinemas: Cine Santa Rosa, com capacidade para 707 pessoas.

Corporações musicais: 1.

Grupos amadores teatrais: 1.

Filhos ilustres do município: Francisco Alves Cardoso (Barão de Itapema), Senador Antônio de Lacerda Franco.