Quinta-feira, 19 de outubro de 2017

ISSN 1983-392X

2011

2006

Elevada a freguesia em 1874, no município de Jaboticabal, ficou pertencendo à comarca de Araraquara.

Elevada a vila em 1885, fez parte do termo de Araraquara e Jaboticabal, da comarca de Araraquara; do termo de Jaboticabal, da comarca de Jaboticabal, pela Lei n. 112, de 21 de abril de 1885; constituiu-se em termo reunido ao de Jaboticabal, por Ato de 20 de janeiro de 1890; do termo de Espírito Santo de Barretos, comarca de Jaboticabal, pelo Dec. n. 180, de 24 de Janeiro 1890; do termo de Barretos, comarca de Barretos pelo Dec. n. 98, de 26 de novembro de 1890.

Esta comarca foi criada com o município de: Barretos.

A lei n. 2.096, de 24 de dezembro de 1925, incorporou o município de: Colina.

Barretos ficou pertencendo à comarca de:

Comarca de Araraquara – 1874
Comarca de Jaboticabal – 1885
Comarca de Barretos – 1890

Juízes que passaram pela comarca :

  • Dr. Alcides da Silveira Faro














  • Dr. Álvaro Luiz Damasio Galhanoni
  • Dra. Ana Maria Brugim
  • Dr. Aniceto Lopes Aliende
  • Dr. Antônio Carlos Alves Almeida
  • Dr. Antônio Carlos Alves Braga
  • Dr. Antônio Roberto Borgatto
  • Dr. Arnaldo Pupulin
  • Dr. Caio Eduardo Canguçu de Almeida
  • Dr. Carlos Bortoletto Shimitt Corrêa
  • Dr. Carlos Eduardo Reis de Oliveira

  • Dr. Carlos Gomes dos Reis













  • Dr. Celso de Camargo

  • Dr. Cícero Leonel















  • Dr. Cláudio Antônio Marques
  • Dr. Cláudio Antonio Marques da Silva
  • Dr. Diniz Fernando Ferreira da Cruz
  • Dr. Djalma Rubens Lofrano
  • Dr. Fábio de Oliveira Quadros

  • Dr. Geraldo de Farias Lemos Pinheiro

















  • Dr. Geraldo Gomes Corrêa
  • Dr. Gilberto Carvalho Diniz Junqueira
  • Dr. Hélio Rubens Pereira Navarro

  • Dr. Hildebrando Dantas Freitas
















  • Dr. João Baptista Martins de Menezes

Formado em 1884, pela Faculdade de Direito de S. Paulo, nomeado ano tinha sido nomeado Promotor Público de Paranaguá, exercendo depois esse cargo em Pindamonhangaba e mais tarde o de Juiz de Direito de Socorro. Em seguida abriu escritório de advocacia em Santos, onde foi também Curador de Órfãos, Vereador e Inspetor Literário. Em 1916 é promovido da Comarca de Barretos para a 2ª Vara Cível desta Capital e finalmente para o tribunal como Desembargador.

A 28 de julho, com efeito um grande grupo de cava leiros composto de representantes do Fórum. Municipalidade, comércio e de todas as classes, foi encontrar o dr. Menezes, na Areia, a uma légua e pouco da cidade. Lá chegados, logo que avistaram poeira puseram-se uma extrema fila. Quando o digno magistrado apontou na curva da estrada, acompanhado do Zeca Miquelino, daqueles peitos partiu uma viva entusiástico, que parecia o grito do Ipiranga. O dr. Menezes também gritou com toda a força.

- Viva o povo de Barretos!

O eco da sua voz integérrima reboou ao longo das invernadas do Urias, onde o capim gordura mirrava, torrado pelas soalheiras, e foi quebrar-se além, muito além daquele morro do Campo Redondo.

Depois foi uma festa tão grande e tão brilhante, que a gente nem sabe contar.

Naturalmente sensibilidades pelo calor daquele viva do dr. João Batista Martins de Menezes, às gentes barretenses, a luzida centúria que o foi encontrar na Areia prorrompeu numa formidável salva apresentar a s. Excia e sua Exma. família boas vindas e amistosos cumprimentos.

A tarde era linda. A chuva da noute anterior lavara as folhagens, fazendo desabrochar as primeiras flores dos ipês e das laranjeiras do Urias. No céu de um azul puríssimo flutuavam novenzinhas brancas e cor de pérola, umas aqui, mesmo por cima da cabeça do pessoal, outra ali, outra mais para lá. Cantavam os passarinhos e havia no ar um vago aroma.

Essa poesia toda, porém, não conseguiu prender por muito tempo manifestantes e manifestado, cada um dos quais estaria por certo pensando no seu íntimo, à maneira do poeta Ascenso Ferreira.

Vou correndo pr’os Barretos
Tou com pressa de chegar!

Trataram, pois, de realizar o desejo coletivo cavalgando rumo à Capital do Boi, seguindo o dr. Juiz de Direito de perto os dois troles que conduziam sua numerosa família, e vindo na retaguarda os outros cavaleiros, cujo número aumentava a cada passo, orçando por uns cento e cinqüenta ao entrar na cidade.

Barretos engalanara-se de arcos, flores folhagens e bandeirolas. “era magnífico, surpreendente, - diz a crônica da época – ver-se desligar mansamente através das ruas assim enfeitadas a multidão de cavaleiros” o cortejo entrou pela rua Alfredo Ellis e quebrou à mão direita na Avenida José Pedro, indo parar na Rua Prudente de Morais, à porta do hotel das famílias de Luiz Ribeiro Borges. A banda estava tocando no coreto do Largo, à passagem do ilustre hospede, veiu aboletar-se no outro coreto defronte ao hotel e continuou a tocar.

Depois serviu-se vasta Cerveja, e o Intendente Municipal dr. Pedro Paulo de Souza Nogueira saudou o intefro magistrado, (a quem o benemérito Governo do estado, em boa hora confiara os destinos judiciários desta comarca) o dr. Menezes agradeceu, (com a voz embargada pela comoção).

Às 6 horas da tarde foi o Banquete, de 60 talheres (mesa em forma de I), no centro recreativo, estabelecimento de bilhares e outras diversões, de propriedade do tenente Dermeval Castilho (pai do Zezinho). Em uma sala contígua, a Euterpe Barretense ia passando o seu grande repertório.

Houve os seguintes brindes: do dr. Anhaia, juiz de Direito de Bebedouro: do dr. Antônio Olímpio, Promotor Público da comarca; do padre Valente, em nome da sociedade “Unione e Fratellanza”; do cel. Pinto, do dr. Antônio Terra Pereira, advogado do fórum de Jabuticabal que aqui viera requerer as falência de uns turcas; do capitão Lacerda, diretor do colégio da Rua 12, e de João Machado, representado a folha O Sertanejo.

O homenageado respondeu, agradecendo, com especial menção a cada um dos oradores.

No dia seguinte o Zequinha Gomide e o Alarico Lex ornamentaram o salão da Câmara e à noite houve ali um grande baile oferecido ao dr. Meezes, Naquele tempo dançava-se bravamente e por isso o baile só terminou às 4 horas da madrugada.





  • Dr. João Flávio Andrade de Castro
  • Dr. João Roberto Martins
  • Dr. José Cardoso Filho
  • Dr. José Eduardo Bomfim
  • Dr. José Guy Carvalho Pinto
  • Dr. José Luiz Dias Filho

  • Dr. José Renato Nalini

Professor de Ética Profissional na FAAP e de Filosofia Geral e Jurídica no Centro Universitário Padre Anchieta – Unianchieta. Mestre e Doutor em Direito Constitucional pela USP, secretário geral da Academia Paulista de Letras e desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo. Foi promotor de justiça e presidente do Tribunal de Alçada Criminal do Estado de São Paulo.









  • Dra. Leyla Maria da Silva Lacaz
  • Dr. Lothário Otaviano Diniz Junqueira
  • Dr. Luiz Augusto Jorge Estevão
  • Dr. Luiz Henrique Cunha
  • Dr. Luiz Nazareno
  • Dr. Luiz Nazareno Silva
  • Dr. Luiz Roberto Sabbato
  • Dr. Marcius Geraldo Porto Oliveira
  • Dr. Marcos César Muler Valente
  • Dr. Marcos Vinícius dos Santos
  • Dr. Moacir Braido da Silva
  • Dr. Nilvaldo Balsano
  • Dr. Osmar Bossi

  • Dr. Ovídio Rocha Barros Sandoval

Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie (1962), foi professor regente de Ciência Política, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Marília (1965-1966) e professor titular de Introdução à Ciência do Direito da Faculdade de Direito de Marília, bom como, professor assistente de Direito Civil na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (1967-1968). Antes de ingressar na Magistratura paulista, foi companheiro de escritório de advocacia dos professores José Frederico Marques e Vicente Ráo, e dos Doutores Saulo Ramos e Manuel Alceu Affonso Ferreira, atuando também como conselheiro da Associação dos Advogados de São Paulo. Foi juiz de Direito no Estado de São Paulo por quase vinte anos, exercendo a jurisdição em diversas comarcas especialmente em Barretos e Ribeirão Preto, tendo se aposentado como Juiz titular da comarca da Capital. Foi juiz corregedor da Corregedoria Geral da Justiça (1986) e Juiz,Auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça de São Paulo (1987 e 1988). É sócio da Advocacia Rocha Barros Sandoval & Ronaldo Marzagão.

  • Dr. Oswaldo Pinto do Amaral




















  • Dr. Paulo Sergio da Silva
  • Dr. Rafael de Barros Monteiro
  • Dr. Renato Torres de carvalho Filho
  • Dr. Roberto Rodrigues
  • Dr. Ronaldo Sérgio Moreira da Silva
  • Dr. Rubens Morais Salles
  • Dr. Sergio Godoy Rodrigues de Aguiar

  • Dr. Washington de Barros Monteiro















  • Dr. Yung da Costa Manso


Alguns advogados da década de 50
:

  • Dr. Aloísio M. B. Ferreira
  • Dr. Atair Rios
  • Dr. Ayr de Araújo
  • Dr. Francisco de Assis Bezerra Filho
  • Dr. Francisco de Assis Bezerra Menezes
  • Dr. Francisco Lucas Ferreira Penna
  • Dr. Garibaldi de Melo Carvalho
  • Dr. Jarbas Pinheiro Landin
  • Dr. José Bernardes
  • Dr. José Olintho Andrade Junqueira
  • Dr. Osório Rocha Rachid Aluani
  • Dr. Rubens Baroni
  • Dr. Sebastião F. Pires de Campos
  • Dr. Umberto de Melo Carvalho

Denominações Anteriores: Amaral dos Barretos, Espírito Santo de Barretos ou Espírito Santo dos Barretos.

Fundadores: Francisco José Barreto e seu irmão.

Data da Fundação: 25 de agosto de 1854.

Segundo a tradição, dois afamados desbravadores do sertão da zona Oeste de São Paulo, o alferes João José de Carvalho e seu cunhado, tenente Antônio Francisco Diniz Junqueira, ambos mineiros, vindos de Caldas e Aiuruoca, respectivamente, iniciaram o povoamento da vastíssima região banhada pela parte baixa do Rio Pardo, a jusante da confluência do Mogi-Guaçu, região essa outrora conhecida por “Sertão de São Bento de Araraquara”.

O alferes João José de Carvalho, logo após a proclamação da Independência do Brasil, tomou posse da fazenda Palmeiras, latifúndio de mais de 1200 quilômetros quadrados, dos quais 700, aproximadamente, constituíam, na década de 50, a maior e melhor porção do município de Colina. Nessa mesma época, o tenente Francisco Antônio Diniz Junqueira tomava posse, não só de muitas léguas quadradas de terras de matas às margens direita e esquerda do Rio Pardo, como também da fazenda Pitangueiras, situada em ambas as margens do ribeirão que passava junto ao “Frigorífico Anglo”.

Com esses dois desbravadores do sertão paulista vieram, também de Minas Gerais, como capatazes, Francisco José Barreto e um irmão, aos quais permitiram, talvez, como recompensas aos seus serviços, tomar posse das terras ao longo e à margem esquerda do ribeirão Pitangueiras, “da beira da mata para cima”, terras essas que denominaram “Fortaleza”.

Em 1845, Francisco José Barreto apossou-se da Fazenda Fortaleza, onde faleceu em 1848 e sua mulher, Ana Rosa, em 1852. Em virtude da vontade manifesta de Francisco José Barreto, antes de morrer, seus filhos doaram, por escritura de 25 de agosto de 1854, sessenta e dois alqueires em campos e serrados e culturas da Fazenda Fortaleza, que reunidos a vinte outros doados por Simão Antônio Marques, da Fazenda Monte Alegre, constituíram o Patrimônio do Divino Espírito Santo de Barretos. A primeira Capela foi erigida em 1856, servindo de marco inicial do povoado nascente.

A Paróquia do Divino Espírito Santo de Barretos foi criada, ao que parece, conjuntamente com o distrito de paz, por Lei n.° 42, da Assembléia Provincial, de 16 de abril de 1874, confirmada e era canonicamente, por provisão de Dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho, Bispo de São Paulo, em 2 de julho de 1877, vinte e um anos, portanto, depois da construção da primeira capela e quinze anos depois da primeira missa rezada pelo Padre Manoel Euzébio, em 1862.

Em 10 de março de 1885, pela Lei n.° 22, foi criado o município de Barretos, cujo perímetro circundava os terrenos que constituíam os municípios de Barretos, Olímpia, Colina, Cajobi e parte do de Monte Azul Paulista, numa extensão aproximada de 14.000 quilômetros quadrados. A Lei n.° 1571, de 7 de dezembro de 1917, desmembrou-lhe Olímpia a que passou a pertencer o distrito de Cajobi, e as povoações de Icem, Guaraci, Paulo de Faria e Riolândia, todos, na década de 50, emancipados politicamente. Depois, pela Lei n.° 2906, de 29 de 1925, Colina foi desmembrada de Barretos, passando, por sua vez, a constituir município. Ficou Barretos reduzido a pequena parte da sua primitiva superfície.

Na década de 50 o município era integrado pelos distritos: Barretos – criado pela Lei n.° 42, de 16 de abril de 1874; Ibitu (Ex-Itambé) – criado pela Lei n.° 1141, de 16 de novembro de 1908 e ratificado pelo Decreto-lei n.° 14334, de 30 de novembro de 1944; Alberto Moreira – criado pelo Decreto-lei n° 14334, de 30 de novembro de 1944, em virtude do Decreto Federal 1202, de 8 de abril de 1939 e Colômbia – criado conjuntamente com Alberto Moreira. Pelo Decreto Estadual n.° 9775, de 30 de novembro de 1938, que fixou o quadro da divisão territorial administrativo-judiciária do Estado de São Paulo, o distrito de Barretos foi subdividido em duas zonas que se denominavam, na década de 50, Barretos e Fortaleza.

A cidade foi considerada a "Capital da Pecuária Nacional" e é conhecida atualmente como a "Capital do Country Brasileiro". A origem da "Capital da pecuária nacional" devem-se à excelência de suas pastagens, surgida por um acidente da natureza, através de uma forte geada no mês de junho de 1870, "queimando" por conta da intensidade do frio a fechada mata existente.

Após a geada, no dia 24 de agosto do mesmo ano, dia de São Bartolomeu, a vegetação ressequida foi devorado por um incêndio de grandes porções acabando com a mata fechada existente. Com a chegada da primavera e das chuvas, surgiram imensas pastagens naturais, estabelecendo excepcionais condições para a engorda de gado. Fazendas foram estabelecidas e grande contigente foi atraído pelas possibilidades de ganhos que a atividade pecuária passou a propiciar na região. A melhoria nas condições de transporte permitiram a ocupação acelerada do território e a consolidação de uma rede urbana que continuamente atraia imigrantes.

Em 1909 a ferroviária chegou a Barretos e redimensionou o crescimento da cidade. Entrepostos, depósitos e unidades de beneficiamento de grãos foram construídos. A disponibilidade de transporte eficiente a existência de boas condições para o desenvolvimento e expansão da pecuária permitiram que em 1913 instala-se na cidade a Companhia Frigorífica Anglo Pastoril. Além de suas instalações industriais foram também construídos uma vila operária e um ramal ferroviário às margens do Ribeirão Pitangueiras.

A infra-estrutura de transporte continuou desempenhar importante papel no desenvolvimento econômico que se seguiu. O asfaltamento da via Washington Luiz e posteriormente a Rodovia Brigadeiro Faria Lima foram fundamentais para a atração de indústrias e novas contingentes migratórios, consolidando não apenas importantes centros urbanos, como Campinas e Ribeirão Preto, mas também centros menores como Barretos.

Durante muito tempo Barretos foi o centro da pecuária nacional, ocorrendo aqui os vultuosos negócios graças a quantidade e a excelente qualidade de seus rebanhos levados à mostra nas exposições de animais e produtos derivados tendo como palco o recinto Paulo de Lima Correia Inaugurado no ano de 1.945. A cidade ostentou durante muito tempo um outro título: vitrina da pecuária brasileira.

Novas atividades agrícolas foram adquirindo importância durante este processo. Dentre elas destaca-se a heveacultura e a citricultura, que cresceu na região durante as décadas de 60 e 70. Nesse período assistiu-se também a um intenso processo de modernização da agricultura, expandindo-se a produção mecanizada de grãos, especialmente de soja. Nos anos 80 o cultivo de laranja assumiu grande importância e passou a disputar com a cana-de-açúcar a posição de principal produto agrícola regional.

Cidade festeira por natureza, Barretos ainda guarda muitos traços de sua cultura caipira, sertaneja e interiorana. O rico folclore desenvolvido na região tem característica peculiares. A própria fala do Barretense traz um sotaque caboclo, que acabou invadindo a urbanidade aparente. Tradições presentes nas folias de Reis, grupo folclórico, músicas típicas, comida feita no fogão de lenha.

Atualmente Barretos é conhecido internacionalmente por sediar a festa do peão de boiadeiro. O evento tem hoje grande importância para a dinâmica da economia do município, pois tem permitido o crescimento dos setores ligados ao turismo e à produção de artigos country, com enorme efeito multiplicador em termos de geração de renda e emprego.

_____________

  • Origem do nome

A origem do nome da cidade de Barretos se liga aos seus fundadores, os irmãos Barreto, um dos quais tem perpetuado o seu nome na praça principal. Foram seus primeiros povoadores, Francisco José Barreto, posseiro da fazenda Fortaleza; alferes João José de Carvalho, fazenda Palmeiras; tenente Francisco Antônio Diniz Junqueira, fazenda Pitangueiras; Rodrigo Corrêa de Moraes, fazenda Rio Velho; Irmãos Marques, fazenda Monte Alegre; Manoel Serafim Barcelos, fazenda Macaúbas e Vicente Mesquita, fazenda da Prata.

______________

  • Personagens

Francisco José Barreto e Antônio Barreto

Chico Barreto nasceu na cidade de São José da campanha, estado de Minas Gerais. Mudou-se de sua terra natal e fixou residência em Caldas velhas, também no estado de Minas. Lá casou-se com Ana Rosa. Do casamento nasceram oito filhos, naquele ano de 1831, Francisco José Barreto e seu irmão acompanhados de toda a sua família, decidiram vir para o norte do Estado de São Paulo e tomar posse de uma gleba de terras à margem esquerda, entre a confluência dos rios Grande e Pardo. Cindo dos filhos de Francisco José Barreto já estavam casados. O local escolhido passou-se a denominar Fazenda Fortaleza. A região pertencia ao município de Araraquara e chamava-se Sertão de São Bento de Araraquara. Algum tempo depois da chegada de Chico Barreto chegou Simão Antônio Marques e sua família que também era da cidade de caldas velhas. A sua propriedade chamava-se fazenda Monte Alegre. No ano de 1.845 as duas famílias pioneiras, os Barreto e os Marques, instituíram o povoado delimitando uma área comum às duas fazendas, doada à igreja, recebendo o nome de "Patrimônio do Divino Espírito Santo de Barretos" .

***

Auro Soares de Moura Andrade

Nasceu em Barretos, São Paulo, no dia 19 de setembro de 1915, filho de Antônio Joaquim de Moura Andrade e de Guiomar Soares de Moura Andrade. Em fins de 1932, concluiu o curso de Psicologia, na Escola Caetano de Campos. Em 1934, reiniciou os estudos ingressando na primeira turma da Faculdade de Direito, da Universidade de São Paulo. Em janeiro de 1947, elegeu-se deputado à Assembléia Constituinte paulista na legenda da União Democrática Nacional (UDN), e, em 1950, a deputado federal, também pela UDN.
Em outubro de 1954, concorreu ao Senado pela legenda do PTN, Partido Trabalhista Nacional. Foi eleito e tomou posse em 1o de fevereiro de l955. Em março de 1961, assumiu o posto de Vice-Presidente do Senado Federal, que correspondia de fato à presidência da Casa, exercida formalmente pelo Vice-Presidente da República. Em 25 de agosto daquele ano, recebeu a carta-renúncia do Presidente Jânio Quadros e convocou reunião extraordinária do Congresso, para dar conhecimento da renúncia. Em 7 de setembro, empossou João Goulart na Presidência da República, já sob o sistema parlamentarista, recém-instituído. A presidência do Senado deixou de ser atribuição do Vice-Presidente da República, com as modificações introduzidas pelo novo regime. Meses depois, em 11 de março de 1962, Moura Andrade foi eleito Presidente do Senado Federal, ocupando esse cargo pela segunda vez. Em outubro de 1962, Moura Andrade reelegeu-se senador por São Paulo. No Senado, foi reeleito Presidente da Casa, sucessivamente, em 1963, 1964, 1965, 1966 e 1967. Em 12 de agosto de 67, perdeu, através de uma reforma do regimento comum do Congresso Nacional, a sua presidência, que passou a ser exercida pelo Vice-Presidente da República, à época, Pedro Aleixo. Em junho de 1968, assumiu o posto de embaixador do Brasil na Espanha, tendo permanecido no cargo até 29 de outubro de 1969, quando retornou e reassumiu o mandato de senador da República. Encerrado seu mandato em 31 de janeiro de 1971, retirou-se da vida pública, dedicando-se a atividades empresariais. Em 1980 foi nomeado pelo Governador Paulo Maluf presidente do Banco de Desenvolvimento do Estado de São Paulo. Faleceu em São Paulo no dia 30 de maio de 1982. Foi casado com Beatriz Estela Prado de Andrade, com quem teve três filhos.

***

Bezerra de Menezes

Bezerra de Menezes - Perfil De São Paulo

Não mudou, não se acabou a tua sedução

A garoa cai à toa, pra guardar a tradição

São Paulo, num só minuto, é o Brás, Tietê, Viadutos

Barraca de flores e a multidão

Os pardais em madrigais, o sol rasgando a cerração

E a noite, com seus pintores, apagando e acenando em cores

Teu nome no meu coração

São Paulo tem suas melodias. "Sampa", "Ronda", "Lampião de Gás", "Bonde Camarão" ...Há o "Hino do Quarto Centenário", um dobrado do nível de John Phillip de Souza, de autoria de Garoto e Chiquinho do Acordeon, e ainda um outro hino de Mário Zan, que muitos confundem com o de Garoto. Mas talvez a música mais bonita já composta para a cidade seja "Perfil de São Paulo", de um compositor de Barretos, falecido em 30 de junho de 1995, Francisco de Assis Bezerra Menezes, advogado boêmio, formado no Largo São Francisco, integrante das caravanas musicais dos tempos de estudante e, depois, compositor com alguns sucessos expressivos.

Na Faculdade de Direito, Bezerrinha (como era chamado) fazia parte de um grupo eclético, que incluía Paulo Autran, Renato Consorte, Paulo Vanzolini, todos envolvidos com arte, nenhum pensando em ser profissional. Semanalmente se reuniam na casa de Inezita Barroso, cujo marido era da faculdade.

Antes disso, nos anos 40, Bezerrinha decidiu ser expedicionário para conhecer a Itália. Voltou, entrou na faculdade e na boemia. Em novembro de 1953 -me informa o meu amigo Pelão-, venceu o concurso de Hino do Quarto Centenário promovido pela rádio Excelsior, hoje CBN. O primeiro intérprete desse clássico foi Silvio Caldas. O segundo, a Orquestra de Luiz Arruda Paes. Depois, Inezita, Agnaldo Rayol, Jair Rodrigues.

Bezerrinha voltou para Barretos e sua casa se tornou centro de boemia de todos os cantores que se apresentavam na cidade. Vez por outra Inezita ia para lá e varavam a noite, Bezerrinha ao piano e sua mulher Lígia, carioca de erre puxado e boa cantora.

Antes mesmo do prêmio, em 1952, visitando Barretos, antes de uma síncope nervosa com a notícia da morte de Francisco Alves, Isaurinha Garcia conheceu e depois gravou "Estava Escrito" ("Estava escrito / desde o começo / que eu te amaria / a qualquer preço"). Ela aprendeu a música por meio de um alfaiate da cidade, metido a maestro, que depois se transformaria em um dos principais arranjadores brasileiros, o rei dos metais Élcio Álvares.

A primeira música gravada de Bezerrinha foi com Albertinho Fortuna, cantor de voz aveludada que fez sucesso no início dos anos 50. Foi "Triste Quarta-Feira" ("Eu sinto que entre nós / nada mais existe nesta quarta-feira"). Depois, a belíssima vedete Luely Figueiró foi inaugurar uma loja em Barretos, conheceu o repertório de Bezerrinha e gravou "Miragem", regravada depois por Rosana Toledo e pelo Conjunto Farroupilha, segundo me conta o radialista José Vicente Dias Leme, memória viva da cidade.

Emérito boêmio, Bezerrinha compunha desde músicas da noite, sambas canções, até modas de viola divertidíssimas, como "Burro Chucro" ("Amontei num burro chucro / mode uma aposta ganhá"). É dele também "A Festa do Peão", que se transformou no hino oficial de Barretos.

O nome de Bezerrinha não consta de nenhuma enciclopédia de música. Pelão promete um CD com músicas dele. Dias Leme é o grande defensor de sua memória. Ambos concordam que uma de suas músicas inéditas, "Bom dia São Paulo", é o clássico definitivo sobre a cidade.

Ainda dá tempo de algum artista sensível correr até Barretos, atrás da família, recuperar o "Bom Dia São Paulo" e, no dia 25, oferecer a primeira audição para a cidade:

"Boa noite meu viaduto do Chá / vou chegar até o Paysandu / o Ponto Chic me espera por lá / o chopp gelado e o bauru / São pequenas coisinhas / que prendem São Paulo no coração".

"Boa noite Bexiga / cigarra boêmia / de um mundo bonito demais / e antes que pinte o amanhã / um chateaubriand no velho Morais".

___

A arte musical de Bezerra de Menezes precisa de um estudo mais amplo. Falta até mesmo a edição do conjunto de sua obra, com gravações produzidas com talento. Talvez um dia o Pelão tome coragem e execute o projeto.

Com toda certeza, Francisco de Assis Bezerra de Menezes será sempre o principal compositor da terra, não apenas como o autor consagrado de Perfil de São Paulo. Há uma cumplicidade entre os barretenses e as muitas facetas do advogado e compositor e sua veneração pela noite. A noite na obra de Bezerra de Menezes é tempo de luz de amor e vida.

Até mesmo quando a canção fala do dia, Bezerra de Menezes começa homenageando a noite. É o que acontece em “Meu boa noite viaduto do Chá, vou chegar até o Paissandu”.

- Sou madrugada sem sono, sem rumo sem dono – diz a letra de Bom Dia São Paulo.

A gravação doméstica de Garçom de Bar, feita por Lígia Guerra Bezerra, conta o drama de um freguês em busca de um amigo para “me desabafar”. Por fim, o garçom lembra que também ama e “noite após noite, o bar fechado, não sei quanto desgraçado eu servi para consolar”.

- Hoje, afinal, sou eu quem digo, eu preciso de um amigo, para me desabafar – conclui o garçom.

Mas é com Zé Madrugada que Bezerra de Menezes introduz o personagem eterno da noite barretense. Ao narrar a morte do boêmio “sem uma vela, sem ninguém”, o autor relata a trajetória de José Batista de Andrada, vulgo Zé Madrugada, cuja riqueza era a lua e as estrelas do céu. Homem, portanto, da noite plena.

- Foi-se Zé Madrugada, de mãos com a noite morreu, morreu.

O passamento é coroado pelo sentimento de perda da própria noite, na visão melódica de Bezerra de Menezes. Quando Zé Madrugada morreu, “os astros nem mais brilharam, de luto até se apagaram e a lua no céu se escondeu!”.

A paixão do compositor pela noite é tão forte que transformou a função do sistema estrelar. Em Sol de Boêmio, Bezerra de Menezes deu nova forma poética ao astro rei.

- Sol de boêmio é a lua. Boêmio vive na rua, mais feliz do que ninguém! – enfatizou.

O barretense diz que a noite imensa, estrelada, o luar, a madrugada, não custa um só vintém para o boêmio. E por isso mesmo, tem uma filosofia existencialista vivendo com intensidade:

- Só quem morre um pouco cada dia sabe realmente o que é viver!

Se impossível concluir a magnitude da obra de Bezerra de Menezes e sua eterna relação com a noite, é admissível entretanto completar o painel artístico co barretense com uma composição incomparável. Afinal “um milhão de madrugadas” só pode ser atingido por um ser mitológico divino. O barretense encontrou na música a maneira de atingir a marca histórica.

- Hoje eu completo um milhão de madrugadas. A noite se enfeitou para me esperar!

A intimidade de Bezerra de Menezes com a noite é tão grande que chega a ser chamado de “velho camarada”, na melhor condição de membro de uma irmandade ideológica.

- A noite é velha companheira, mas faz lembrar antigas madrugadas – confessa na melodia.

Depois de dizer que a “lua querida, minha namorada”, Bezerra de Menezes completa a canção com festival de imagem poética para comemorar “um milhão de madrugadas”:

- No céu há um milhão de estrelas, que se acenderam para me esperar. Vou apaga-las uma a uma, assim que o dia clarear!

Na obra de Bezerra de Menezes, existem “tantos contrastes, vivendo em plena harmonia”. Mas assim como “noite sem dia decerto não existiria”, também Barretos não haveria de ser o que é sem a música de Bezerra de Menezes.

Luiz Antonio Monteiro, especial para O Diário.

***

Ruy Menezes

Serviu como vereador, durante 23 anos, em períodos descontínuos, tendo ocupado, em 1948, 49 e 50, o cargo de 1º Secretário da Mesa, e seu presidente em 1964, 65 e 66. Nesta época, com sua luta e esforço, Barretos ganhou a Fundação Educacional, tendo feito parte do seu primeiro Conselho Diretor. Foi o 2º presidente da entidade, depois de Olivier Waldemar Heiland. Filho de Eleaser de Menezes, que também foi vereador em 1915. Deixou viúva, Gilda Ponzo Menezes e os filhos Guadalupe, Roxane, Ruy Júnior, Sulamita, Solange e Gilda Rosa. Maria Celina, Eduardo e Antonio Cândido. Na noite de segunda-feira, do dia 4 de setembro de 2003, por volta de 22 horas, na mesa de cirurgia, morreu o jornalista Ruy Menezes. Vitimado por uma obstrução intestinal, causada por um tumor, ele foi à cirurgia. Permaneceu lúcido até momentos antes de sofrer complicações circulatórias. Não resistiu e faleceu nos braços de seu filho, Dr. Ruy Menezes e de seu amigo Luis Spina.

***

Marques Sovela

Joaquim Marques de Oliveira, vindo de Perdões, onde nascera em 1824, e segundo marido da primeira Maria Jacinta, parece ter sido um dos primeiros, senão o primeiro sacristão de Barretos. Quando o cel. Fausto Junqueira Diniz e Souza veio para a escola de Herculano Rodrigues Alves, com oito anos de idade, já aqui estava o Marques Sovela – alcunha resultante da sua profissão de sapateiro. Era uma figura popularíssima. Feio, curso, derramadas barbas amarelas de rapé, dirigia às crianças que encontrava sempre os mesmos gracejos:

- Mandigua de sapo seco!

As crianças (Eleazar, Joaquim Toledo, José Salustiano, Lindolfo, Nanácio, etc), fitavam-no meio assustadas, com o espanto nos olhos inocentes. Ele retrucava:

- Urina de serelepe!

O Marques “não suportava” o clima de Barretos, os costumes e os tão apregoados defeitos dos paulistas. Contava façanhas da mocidade, serenatas saudosas em que tomara parte, tocando clarineta, e enaltecia a terra natal longínqua.

- Qual! É à toa pelejar! Eu não me acostumo mesmo! Pois isto é lá terra de gente? Vou me embora, vou para Perdões, para encontrar aquela rapaziada boa...

Mas foi ficando por lá mesmo, e morreu em Barretos, onde passara a maior parte de sua longa existência, vindo a ser enterrado no antigo cemitério da avenida 21.

***

Jerônimo de Almeida Silvares

Negociante português, viera de Uberaba para a vida de Barretos e mais tarde, em 1° demarco de 1890, regularizou a sua atividade, outorgando procuração a Carvalho Filho & Cia., do Rio para, em seu nome requerem perante a Junta da Higiene licença para a abertura de uma farmácia. Era casado com D. Lucrecia, uma senhora muito gorda. Em 1896, quando da moléstia grave que acometera sua filha Benvinda, um dia, ela correu ansiosa a buscar um chá. Rolou pela escada e em conseqüência dessa queda morreu no momento. Deixou os filhos Francisco de Almeida Silvares, Antônio José, Maria Amélia, Joana e dita Benvinda.

Chico Silvares foi casado com D. Vitória Ozória, filha de José Nunes Brigagão e D. Maira Ozória da Conceição. Foi primeiro Tabelião da comarca, tendo em 2 de junho de 1890 dado procuração a João Antonio Julião para receber do Governo o seu título de nomeação para esse cargo e o de Escrivão de Órfãos e Ausentes. Nascera em Uberaba e em 1885 contraíra casamento com D. Vitória, deixando as suas atividades de guarda-livros para trabalhar no Fórum. Antônio de Oliveira Silvares casou com Maria Garcia de Oliveira, filha de Gabriel Garcia da Rocha e D. Maria Luiza de Jesus. Faleceu em 27 de maio de 1896, deixando três filhos e uma casa comercial, casa e terreno adquiridos de José de Godoi Macota e sua mulher, à Rua Almeida Pinto, esquina da Avenida 13 de Maio, e ainda outra casa, datas, e terras na fazenda Laranjeira. A viúva casou com Afonso José Alves.

Juca Silvares foi genro do Inácio Carpinteiro, que morava com a Olaia (Eulália) do outro lado do córrego. No dia 29 de junho de 1895 casaram-se as duas filhas, Joana e Benvinda, de Jerônimo Silvares, com José Maria Alves de Carvalho e Antônio José de Queirós. Na noite do casamento o Queirós não queria que a esposa dançasse, e ficou zangado, por causa do “miudinho”. D. Benvinda faleceu pouco depois de. D. Lucrecia Maria de Oliveira Silvares.

Maria Amélia de Oliveira fora a primeira a casar-se, a 11 de fevereiro de 1881, com João Carlos de Almeida Pinto.

***

Almeida Pinto

Vindo de Campinas, nascido em 21 de abril de 1885, bem cedo partira para o sertão, que ajudou a desbravar, com a sua inteligência fora do comum, trabalhando infatigavelmente no fórum e na imprensa e lecionando. Primeiro em São Bento de Araraquara, onde foi Promotor Público. Depois, na vila de Jabuticabal em cujo meio também exerceu vários cargos de responsabilidade, notadamente o de Presidente da Câmara Municipal.

Referiu o Dr. Juvenal de Carvalho, antigo Juiz de Direito de Jabuticabal a Silvestre de Lima, o seguinte episódio, que mostra o espírito pugnaz e mesmo aloucado de Almeida Pinto: Durante uma audiência do Juiz Municipal da dita cidade, surge um incidente, violenta altercação entre essa autoridade e Almeida Pinto. Este deixa irritado o recinto e logo volta empunhando um cabresto, com o qual avança para o Juiz, aos gritos, tentando enfiar-lhe o cabresto na cabeça.

- Quero embuçalar este burro!

***

José Nunes Brigagão

O saudoso José Nunes Brigagão era natural de S. Gonçalo, Estado de Minas, pequena distância de Campanha. Seu avô era um português, que deixou oito filhos e duas filhas. Estas, quando Brigagão ainda era menino, moravam em Carmo do Pouso Alto; e ele aos 12 anos, costumava fugir de S. Gonçalo e ir para junto das tias, no Carmo.

Todos os Brigagãos de Minas tinham gosto em das a seus filhos uma perfeita educação.

- Eu sou o mais atrasado da minha família, costumava dizer o Sr. Brigagão de Barretos, e a gente lhe respondia com sinceridade:

- Isto é modéstia da sua parte, Sr. Brigagão.

***

Dr. J. Fernando de Barros

No dia 31 morre o Juiz de Direito da comarca. O Dr. J. Fernando de Barros, nascido em Capivari a 11 de julho de 1844 e filho de Francisco Fernando de Barros e d. Ângela Guilhermina de Mesquita barros. Deixou viúva d. Maria Cândida de Barros e 4 filhos. Formado pela Faculdade de Direito de São Paulo, pouco depois fora eleito Deputado Provincial pelo partido liberal, mas logo renunciara a essa cadeira, filiando-se francamente às falanges republicanas. Depois de exercer o cargo de Promotor Publico de Faxina, foi nomeado Juiz de Barretos tomando posso em 1896.

Teve solenes e concorridos funerais no cemitério local, ornado no momento em nome da Câmara Municipal do fórum, da loja maçônica e d’O Sertanejo, respectivamente, Silvestre de Lima, Almeida Pinto, Antônio Olimpio, Francisco de Paula Nogueira.


***

Agnaldo Moreira

O farmacêutico e ex-vereador por três mandatos vivenciou momentos difíceis durante o Regime Militar. Nascido em Barretos, no dia 22 de julho de 1924, formou-se em Farmácia. Na política, foi vereador por dois mandatos na sua cidade natal – 1956-1959 e 1964, ano quando foi cassado pelo Ato Institucional nº 1 – e uma vez em Catanduva (1983-1988). Preso pelo Dops e acusado de subversivo, foi torturado e ficou preso por dois meses. Veio para Catanduva há 25 anos, sendo chefe do INSS local por 15 anos. Casado com Maria Marçal Moreira desde 1947, ajudou a construir a história do país, lutando por ideais e pensando no bem estar da população.

***

Adriano Martins de Oliveira

Nascido em Barretos, em 24/12/1971, Adriano gostava de imitar seus ídolos, Donizeti Alves e Barra Mansa. Com grande paixão pelo rodeio, resolveu pedir uma oportunidade para o tropeiro Gilberto Mega, em 1991, quando foi para Passos, Sul de Minas Gerais, narrar algumas provas de montaria. Naquele momento nasceu mais um dos grandes nomes do rodeio: Adriano do Vale, como ficou conhecido em todo o país.

____________

  • Locais históricos

Marco Histórico


Situado à Rua 8, esquina com a Avenida 13. É o marco inicial e geográfico da cidade. Ou seja, todas as distâncias são medidas a partir deste ponto. Ali surgiram as primeiras residências da Fazenda Fortaleza de Francisco Barreto, que deram origem a cidade. Mural com sete metros de altura, construído com projeto e consultoria de Cesário Ceperó e Pedro Pedozzi, tem em relevo as imagens da Família Barreto, do Divino Espírito Santo, padroeiro do município,e do brasão da cidade, com o lema: “Frates Sumus Omnes” (Somos Todos Irmãos).

Museu Municipal, Artístico e Cultural “Ruy Menezes”



Situado a Avenida 17, esquina com a Rua 16. Foi criado em abril de 1974 e recebeu como doação todo o acervo do Museu Ana Rosa, que funcionava em uma das salas do Colégio Mário Vieira Marcondes. A construção com data de 1907, já foi Prefeitura e sede do Poder Legislativo. É conhecido como o “Palácio das Águias”.


Catedral do Divino Espírito Santo

Situada na Praça Francisco Barreto, s/nº (Centro da Cidade). Por serem os fundadores devotos do Divino Espírito Santo, doaram oitenta e dois alqueires de terra à igreja e construiram a primeira capela. No final do século XIX, deu-se início a construção da catedral, tendo a frente o mestre Pagani Fioravante. A obra obedece o estilo romano de linhas soberbas com colunas olímpicas e imagens de santos, bem como obras de arte pintadas em vitrais e nas paredes.




Recinto Paulo de Lima Correia




Situado a Praça Nove de Julho. Foi inaugurado em março de 1945, servindo de palco para as grandes exposições agropecuárias e produtos derivados. É uma obra arquitetônica de beleza singular e considerada uma raridade no gênero, dado seu estilo ímpar. O recinto foi escolhido pelo Clube Os Independentes para ser o palco da Festa do Peão desde 1956 até 1984, sendo então o berço do Rodeio Brasileiro.




Região dos Lagos





Situado à Avenida Centenário da Abolição s/nº. Conjunto de três lagos ornamentais, abastecidos pelo Córrego do Aleixo, contando com ciclovias e amplas calçadas para a prática de atividades esportivas.






Praça da Primavera





Situado à Rua 18 com as avenidas 33 e 35.Com um bonito projeto paisagístico, esta praça é considerada a mais bela da cidade por exibir um clima de tranqüilidade. Tem coreto, passagem de córrego com pontes e fonte luminosa.




Calçadão


Situado à Praça Francisco Barretos, s/n.º. Espaço no centro da cidade para circulação exclusiva de pedestres, com planejamento paisagístico, infra-estrutura de bancos telefones públicos, bancas de revistas e quiosques. Centro da cidade.







Cidade de Maria








Sítio à Vicinal Nadir Kenan, Km 11. Foi inaugurado em 1981. Local erigido para abrigar congregações católicas e formar religiosos.





Museu Histórico e Folclórico do Peão de Boiadeiro

Situado à Praça Francisco Barreto n.º 116. Telefones: (17) 3323 2127 (17) 3323 3211. Construção com data de 1912, foi residência e Cartório de propriedade do Sr. Major Eliseu Ferreira de Menezes. Mantém linhas romanas na sua arquitetura. Em 1967, o casarão foi adquirido pelo Clube Os Independentes para ser Sede Administrativa da Festa do Peão de Boiadeiro. O Museu do Peão, fundado em 20 de abril de 1984, foi aberto em caráter definitivo em 15 de julho de 2000 e mantém viva a história da Festa do Peão de Barretos, abrigando peças alusivas aos usos e costumes do Peão de Boiadeiro.




Parque do Peão de Boiadeiro de Barretos



Sito à Rodovia Brigadeiro Faria Lima, Km 428. Telefone: (17) 3321 0000. Inaugurado em 1985, o Parque do Peão de Barretos é uma área de aproximadamente cinqüenta alqueires destinados a realização da Festa do Peão de Barretos, na segunda quinzena de Agosto. O local impressiona por sua grandiosidade e encantamento, contando com uma área para Feira Comercial, estacionamento para 10 mil veículos, Berrantão, Rancho do Peãozinho, Área de Camping, Rancho da Queima do Alho, Fazendinha, Hípica e o magnífico Estádio polivalente de Rodeio, projetado por Oscar Niemeyer, com capacidade para trinta e cinco mil pessoas sentadas.

_____________

  • Curiosidade

Barretos de Outrora

A Lei n° 42, de 16 de abril de 1874 ratifica a escolha do padroeiro da capela do Divino Espírito Santo de Barretos, erigindo-a em freguesia, aliás de acordo com a Lei de 8 de março do mesmo ano, sendo Presidente da Província o dr. João Teodoro Xavier. A paróquia foi canonicamente instituída por Provisão de 2 de julho de 1877, de d. Lino Deodato Rodrigues de Carvalho, Bispo, com as mesmas divisas do município determinadas pelo Ato governamental de 3 de outubro do ano anterior. O 1° casamento religioso foi de Manoel Francisco dos Santos e Maria Rosa de Jesus, a 11 de julho; e o 1° óbito verificado, o de José Joaquim dos Passos, a 15 do mesmo mês, em 1877, mas só a 1° de setembro o padre Felipe Ribeiro da Fonseca Rangel, Vigário da “Vara da Comarca de Araraquara” lavrou o termo de abertura do respectivo livro, entregando-o ao padre Sassi.

Os barretenses achavam muito arrevesado o nome desde seu pastor, e o professor e boticário Ferreirinha, anotando em seu livro íntimo o nascimento de um filho, acrescentou, com ortografia que seus descendentes com a devida vênia impugnaram: “Foi baptisado pelo Padre Scy”. Não obstante haver assinado os assentamentos desde 1877, padre Sassi só foi nomeado Vigário em março de 1878, servindo até 1880, quando foi substituído pelo padre Francisco Valente.

O padre Sassi era também amigo dos animais. Quando saiu de Barretos, dizem que levou uma centena de papagaios, aos quais ensinou a falar palavras de língua italiana, em vez do clássico “cá o pé, mulata”, ou o “purrutaco, tataco”.

___________

Barretos é a Chão Preto

A expressão Chão Preto nasceu num momento de arte teatral para enaltecer Barretos. Nos palcos da capital paulista, um personagem apresentava a frase para quebrar a cena, causando reação imediata na platéia.

- Eh! Chão Preto, terra boa é Barreto!

A cidade nunca foi terra de chão preto. Mas a magia da expressão ganhou encanto, retratando a paixão do homem por sua terra. A força de um hábito foi criada por um jornalista: Urbano França Canoas.

Como um barco pelas páginas da imprensa, o colunista navegou pela imaginação do barretense, formando para a expressão Chão Preto toda uma dimensão de cidadania, de bairrismo inteligente, de proximidade com o solo fértil.

Urbano fincou um marco significativo na cultura barretense, através de processos lingüísticos animadores. Com sua inteligência e arte, com sua habilidade e sutileza, valorizando o estilo primoroso e leve, que se punha sempre a executar sinfonias de amor e admiração por Barretos, a palavra Eh Chão Preto, terra boa é Barreto ganhou o coração e a mente de um povo.

A imprensa barretense nunca foi apenas um negócio empresarial. Em primeiro plano, sua vocação foi de formar e informar, defender mais do que atacar, semear a paz e animar permanentemente.

Urbano Canoas retrata bem a influência da imprensa em gerar otimismo e confiança. A palavra empregada quer sempre fortalecer a idéia de que Barretos é hoje e sempre será uma terra boa.

Uma terra boa é acolhedora e sabe repartir. Uma terra boa é generosa e conhece suas necessidades. Uma terra boa tem virtudes e propriedades geradora de vida em abundância.

A Barretos que Urbano Canoas retratada em suas crônicas é aquela cheia de esperança e bondade. A terra sem preconceito e sem ódios. Mas que ainda tem como ser mais democrática, mais fraterna e mais justa. Por isso é boa terra e não paraíso...

Chão Preto sim, porque tudo tem razão de ser numa terra com 150 anos...

___________

Barretos e o rodeio

A história de Barretos se confunde com o rodeio brasileiro. Até 1955, Barretos era uma pacata cidade que tinha na pecuária sua principal atividade econômica. Passagem obrigatória dos "corredores boiadeiros", como eram conhecidas as vias de transporte de gado entre um estado e outro, Barretos era sede também do Frigorífico Anglo, instalado em 1913 e de propriedade da família real inglesa, suas instalações lembram uma autêntica vila inglesa. Era na época o maior da América Latina. Mas eram os peões das comitivas, que reunidos para descansarem, acabavam criando mil maneiras para se divertirem. E como não podia deixar de ser, nestes encontros tentavam mostrar suas habilidades na lida com o gado. Nesta época era freqüente em Barretos a vinda de dançarinas de cabarés franceses para entreter fazendeiros e os peões de comitivas.

Em um sábado de 1947, na quermesse realizada pela Prefeitura Municipal de Barretos, na praça central da
cidade, acontece o primeiro rodeio do país, realizado dentro de um cercado com arquibancadas.

E foi assim, que em 1955, nasceu numa mesa de bar, o lendário CLUBE OS INDEPENDENTES. Um grupo de rapazes solteiros e auto suficientes, como era a regra, ligados a agropecuária local, teve a idéia de promover festas inspiradas na lida das fazendas, com o objetivo de arrecadar fundos para as entidades assistenciais da região. Um ano depois, em 1956, foi lançada a 1ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos. Sob a lona de um velho circo, surgiu o modelo do evento rural de maior sucesso do país. Já na primeira festa, a principal atração foi o rodeio. E os mesmos peões que passavam
meses viajando pelos estados brasileiros, agora eram estrelas da festa do peão de Barretos.

Ninguém poderia imaginar que a partir daquele ano a história dos peões de boiadeiro mudaria para sempre, e que o destino de Barretos seria o de se tornar a capital do rodeio brasileiro. Tudo que ali era realizado servia como modelo para outras cidades que também começavam a promover suas festas.

O resultado foi que na década de 60 o número de eventos ligados ao rodeio no Brasil havia crescido muito, principalmente no estado de São Paulo. Muitos peões acabaram se transformado em competidores e corriam de uma festa para outra atrás dos prêmios. Mas era em Barretos que todos tentavam a "sorte grande". A cada ano a Festa de Barretos crescia. Em 1960, já era conhecida em todo o país. O Festival do Folclore de Barretos contava com a participação de países da América do Sul como Argentina, Uruguai, Paraguai, assim como várias regiões do Brasil.


Agricultura

Proprietário agrícola existentes - 829

Proprietário agrícola com menos de 20 alqueires - 377

Proprietário agrícola de 20 a 50 alqueires - 144

Proprietário agrícola de 50 a 100 alqueires - 96

Proprietário agrícola de 100 a 200 alqueires - 74

Proprietário agrícola de 200 a 500 alqueires - 70

Proprietário agrícola de mais de 500 alqueires – 68

Variedade de culturas praticadas: arroz, milho, feijão, amendoim, cebola, algodão, batata, mandioca, mamona, banana, laranja, café, etc.

Valor global aproximado das propriedades agrícolas: Cr$ 76.000.000,00

Comércio

Número de firmas taxadas no Imposto de Indústrias e Profissões: 502

Relação das consideradas grandes firmas:

Ferragens: Arnaldo Ciniz, Castro Gomes & Cia.

Louças: João Gai, José Canônico.

Padaria e Confeitaria: Antônio Dalla Vechia, Manuel Gonçalves Soares, Irmãos Sarri, Eduardo Afonso Viegas.

Fazendas e Armarinhos: M. Miziara & Cia., Nicolau Lian & Irmãos, Alexandre Tomé, Arthur Lundgreen & Cia. Ltda., Bogos Tonielian, Cassin Abdala, Der Bedrossian & Attarian, Fued Hayek, George Yunes Irmão & Miziara, Jamil Silva, João Barononi.

Artigos de Couro: José Galati, José Lazarini, Jefferson Reis, Walter da Mata Pinto.

Rádios: Thome & Cia., Sasdelli & Cia., Nicolau Gentil, Fuad Suaid.

Calçados: Izidoro Witzel, João Baroni, Alexandre Hayek.

Secos e Molhados: Casa Vieira, Casa Dias, Casa Franco, Casa Combate, Casa Damasco, A Vencedora, Casa São José, Armazém São Benedito, Atala & Cia., Moysés Abdala Tomé, Suleiman & Cia., Francisco Marino, Zaiden Geraige & Irmão, Sallim Haddad, Dib Elias & Irmão, Sales Samra.

Materiais Elétricos: A Instaladora, A Iluminadora, Casa Gentil.

Alfaiataria: Paim, Popular, Moderna, Reale, Mileo, Mauricio.

Livros e Revistas: Casa Tedesco, Agência de Revistas.

Indústria

Números de indústrias taxadas no Imposto de Indústrias e Profissões: 251

Número de operários trabalhando nas indústrias: 2839

Capital invertido na indústria no município: Cr$ 52.000.000,00

Relação das consideradas grandes indústrias:

Extração de Água Mineral: Horácio Pereira da Silva.

Fábrica de Bebidas: Alfredo Gori & Filhos, Pinheiro & Lemos, Antônio Strini.

Beneficiamento de Arroz: André Petroucic, Carreira & Cia., J. Augusto e Cia., Lerário e Cia.

Beneficiamento de Café: Frigorífico Wilson do Brasil S/A, Igínio Batiston e Outros, Sebastião de Almeida Prado.

Beneficiamento de Algodão: Urca S/A.

Fábrica de Calçados: Jefferson Reis, Adolfo Vicentini, Antônio Gomes da Silva, Vicente Perroni.

Carnes e Derivados: Andrade & Bernardes, Duarte & Valle, S/A Frigorífico Anglo.

Cerâmica: Antônio Almaçan Peral, Castro Gai & Cia., José Ruiz Moreno, Otorino Dal Moro.

Fábrica de Cestas: José Maria Pires.

Fábrica de Colchões: Irmãos Boston.

Construção de Prédios: Romeu Fenelon dos Santos, José Ortigosa, Antônio Almaçan Peral, Antônio Francisco Serradela, Antônio Sátiro do Nascimento, Domingos José Fontão, Flausino Gomes Ferreira, José Ruiz Moreno.

Curtume: Moreira & Carvalho Ltda.

Fábrica de Doces: Carlos Custódio de Paula, José Maruco.

Fotografias: Honório Froner, Rafael Fabrício Filho, Antônio Vignone Júnior.

Fábrica de Macarrão: Irmãos Verardino.

Fábrica de Móveis: Irmãos Toledo, Eugênio Scanavino, João Luís & Othelídio, Lázaro Vicente Cardoso, Luís C. Scannavino & Irmãos.

Carpintaria: José Ortigosa, Antônio Francisco Serradela, Pedro Ronconi Lombardi & Irmão. Olarias: Felício Casale, Guilherme Pescaroli, José das Neves Carreira, Leonel de Sousa Vieira, Peral & Cia., Vicente Nogueira da Cruz.

Padaria: Antônio Dala Vechia, Eduardo Afonso Viegas, Hermantino Sarri, Irmãos Sarri, Miguel Russo, Rita Elauyy.

Fábrica de Sabão: Dante Manarini.

Selarias: Honório José da Silva & Filhos, José Galati, José Lazarini.

Serralherias: Irmãos Vicentini, Antônio Vannucci, Avelino Jorge & Irmão.

Serrarias: Adelino Manuel de Carvalho, José Pereira Novo, José dos Santos.

Sorveterias: Abdo Zabite, Antônio Dalla Vechia, Hermantino Sarri, Lourenço Marino, Pedro Marino.

Fábrica de Tamancos: José Martins Fernades.

Tipografias: José Tedesco, S/A Gráfica Diário de Barretos Ltda., Gumercindo Ferraz.

Fábrica de Vassouras: Manuel Augusto Morgado.

Torrefação de Café: Camilo da Silva Ferreira, Irmãos Abrão, e José de Paula e Souza.

Bancos

Agências ou filiais de bancos do município: Banco do Brasil S/A, Banco do Estado de São Paulo S/A, Banco de Crédito Real de Minas Gerais S/A, Banco Hipotecário e Agrícola do Estado de Minas Gerais S/A, Banco Brasileiro para a América do Sul S/A, Banco Nacional do Comércio e Produção S/ª

Caixa Econômica Estadual

Número de depositantes: 3096

Montante dos depósitos: Cr$ 4.866.570,40

Coletoria Estadual

Arrecadação em 1948: Cr$ 12.240.277,00

Coletoria Federal

Total de arrecadação do Imposto de Renda: Cr$ 1.858.062,00

Idem do Selo de Educação e Saúde: Cr$ 161.730,40

Correios e Telégrafos

Classe de agência: 1ª

Montante da última arrecadação: Cr$ 370.792,30

Serviço de Reembolso Postal: Tem

Montante de arrecadação de taxas de Reembolso Postal: Cr$ 363.000,00

Outras agências postais existentes no município: Agência Postal de Ibitu e Agência Postal do Frigorífico.

Estradas de Ferro

Estradas de ferro que servem o município: Companhia Paulista de Estradas de Ferro.

Distância entre o município e a capital: 515,580 quilômetros.

Tempo médio de viagem: 10 horas.
Custo de passagens entre a capital e o município: 1.ª classe, ida: Cr$ 128,00; ida e volta: Cr$ 204,80. 2.ª classe, ida: Cr$ 62,30; ida e volta: Cr$ 99,70.

Números de trens diários entre o município e a capital: 6.

Estradas de Rodagem

Distância entre o município e a capital: 502,600 quilômetros.

Tempo médio de viagem: 8 horas.

Estradas municipais que cortam o município: 15.

Transportes rodoviários: Linhas de ônibus existentes: 11, ligando Barretos aos municípios vizinhos. Empresas de transportes de carga: 3, ligando o Município à Capital.

Aviação

Localização do campo de pouso: Subúrbios da cidade, a 2 quilômetros do centro.

Número de pistas: 2, sendo 1 de 1.200 X 100 metros e outra de 750 X 200 metros.

Capacidade das pistas e tipo: Pistas de terra, com capacidade para receber aviões comerciais “bi-motores”.
Aero Clube: Tem.

Número de aviões de treinamento: 9, sendo: 3 Piper-Club, 4 Paulistinhas, 1 Aeronca e 1 Tavlocraft.

Alunos inscritos: 10.

Pilotos já brevetados: 135.

Linhas aéreas que incluem o município em suas rotas: Companhia Nacional de Transportes Aéreos e Central Aérea Ltda.

Orçamento Municipal

Orçamento Municipal para 1949: Cr$ 4.542.000,00.

Arrecadação em 1948: Cr$ 3.663.789,00.

Despesa em 1948: Cr$ 3.695.527,90.

Informações Político-Administrativas

Atual prefeito municipal: Dr. João Ferreira Lopes.

Vereadores municipais: Adelino Bampa, Amazílio Almeida Leme, Evaristo Urias de Paula, Fábio Junqueira Franco, Joaquim Alves Ferreira Júnior, Joaquim Alves de Carvalho, João Evangelista de Azevedo, José Amendola Neto, Josafath Marcondes, José de Campos Tosta, Jorge de Paula Lima, Manuel Azevedo, José Tedesco, Mário Vieira Marcondes, Nelson Figueiredo, Raul dos Santos, Rodolfo Guimarães Santos, Rui Menezes, René Ferreira Penna, Salim Abdala Tomé, Teófilo Benabem do Vale, Virgílio Alves Ferreira e Vitalino Bampa.

Realizações da atual administração: Melhoramentos de caráter mais urgente estão sendo realizados, tais como: aumento área calçada, abertura de ruas nas sedes distritais, conservação de rodovias, etc. Estão previstos para futuros melhoramentos: calçamento de ruas, ajardinamento da Praça Conselheiro Antônio Prado, construção de Mercado Municipal, do Matadouro Municipal, de Estação Rodoviária, de pontes, etc.

Número de eleitores qualificados: 10.207.

Zona eleitoral: 21.ª.

Seções eleitorais: 36.

Número de eleitores que compareceram ao último pleito: 7.481.

Educação

Escolas secundárias: Ginásio e Escola Normal Estaduais, Escola Normal Maria Auxiliadora, Escola Técnica de Comércio de Barretos.

Escolas primárias: grupos escolares: 6; número de alunos matriculados: 3.075.

Escolas urbanas: Mantidas pelo estado: 2. Mantidas pelo município: 1. Mantidas por particulares: 1. Números de alunos matriculados: 524.

Escolas isoladas: Mantidas pelo Estado: 14. Mantidas pelo Município: 13. Número de alunos matriculados: 635.

Número de crianças em idade escolar afastadas das escolas: 230.

Alfabetização de adultos: número de cursos: 8; matriculados: 380.

Associações culturais: Aero Clube de Barretos, Grêmio Estudantil da Escola Técnica de Comércio, Grêmio Rui Barbosa, Sociedade Odontológica de Barretos, Rotary Club de Barretos, Loja Maçônica Fraternidade Paulista.

Associações Esportivas: Barretos Futebol Clube, Motoristas Futebol Clube, Fortaleza Esporte Clube, Juventus Esporte Clube, Associação Barretense de Cestobol, Jockey Club de Barretos.

Associações Recreativas: Grêmio Literário e Recreativo de Barretos, União dos Empregados do Comércio de Barretos, Associação Beneficente e Recreativa Estrela do Oriente.

Associações Profissionais: Associação Comercial e Industrial de Barretos, Associação Profissional de Condutores de Veículos e Rodoviários, Associação Rural do Vale do Rio Grande, Sindicato do Comércio Varejista de Barretos, Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes e Derivados e do Frio de Barretos, Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e do Mobiliário de Barretos, União dos Empregados np Comércio de Barretos.

Saúde

Hospitais existente no município: 3. Mantidos por instituições beneficentes: Santa Vasa de Misericórdia de Barretos. Mantidos por particulares: Casa de Saúde de Barretos, Casa de Saúde Dr. Andrade.

Subvenções que recebem: Federal: Cr$ 18.000,00. Estadual: Cr$ 94.575,00. Municipal: Cr$ 32.200,00.

Creches: Casa da Criança, mantida pela Associação das Damas de Caridade.

Serviços de Saúde: Centro de Saúde de Barretos, mantido pelo Estado.

Montante da arrecadação de selo de educação e saúde no último exercício: Cr$ 161.730,40.

Verbas federais aplicadas nesse setor no último exercício: Cr$ 111.120,00.

Informações Urbanas

Números de prédios existentes: 3.264.

Edifícios públicos: Prefeitura Municipal, Fórum, Igreja Matriz, Sede do Tiro de Guerra n. 9, 1.°, 2.° e 3.° Grupos Escolares, Delegacia de Polícia.

Número de avenidas: 24.

Número de ruas: 22.

Número de praças: 3.

Número de jardins: 2.

Atrações turísticas: Recinto de Exposições Paulo de Lima Correia, Estabelecimento Industrial do Frigorífico Anglo, Hipódromo do Jockey Club de Barretos, Viagens ao Rio Grande, no Porto do Cemitério, e ao Rio Pardo.

Hotéis: Central, São José, Municipal, Amaral, Carvalho, Brasil, Lusitano, Figueiredo e Glória.

Imprensa: “A Semana”, fundada em 15 de outubro de 1925: Diretor: Paulo Bezerra de Menezes. “Correio de Barretos”, fundado em 1906: Diretor: Clodoaldo Ferraz Bueno. “Diário de Barretos”, fundado em 31 de dezembro de 1946: Diretores: Rui Menezes e Izaurino de Lacerda Prado.

Rádio: S/A Rádio de Barretos (PRJ-8)

Veículos licenciados: a motor: 620; tração animal: 514.

Monumentos: Herma da Independência, altar da Pátria, com placa relacionando o nome de todas as Pracinhas Barretenses.

Serviços Públicos

Abastecimento de água: Serviço da Prefeitura Municipal, ligado a 2835 prédios residenciais.

Rede de esgotos: Prefeitura Municipal, servindo a 2176 residências.

Iluminação: A cargo da Cia. Paulista de Força e Luz, que cobra a razão de Cr$ 0.577 o quilowatt-hora.

Energia Elétrica: Fornecida pela mesma Companhia, ao preço de Cr$ 0.50 o quilowatt.

Telefones: A cargo da Cia. Telefônica Brasileira, com 936 ligações no município.

Calçamento: a cidade possui 142.818 metros quadrados de pavimentação a paralelepípedo.

Matadouro Municipal: Reses abatidas em 1948: bois: 707; vacas: 2.433; porcos: 2070.

Cemitérios: Cemitério Municipal da sede, Cemitério Municipal da Prata, Cemitério Municipal de Amoreira, Cemitério Municipal de Ibitu, Cemitério Municipal de Laranjeiras.

Bibliotecas: do Grêmio Literário e Recreativo de Barretos, Afonso de E. Taunnay, da União da Mocidade dos Empregados no Comércio de Barretos, da União da Mocidade Cristã Presbiteriana, da Sociedade Espírita 25 de Dezembro, da Loja Maçônica Fraternidade Paulista, Teotônio Alves Pereira.

Guarda noturna: Entidade particular, mantida pelo comércio, indústria, etc.

Informações Religiosas

Organização da Igreja Católica: Paróquia do Divino Espírito Santo de Barretos, Paróquia Nossa Senhora do Rosário e Paróquia de São Sebastião de Ibitu.

Obras assistenciais mantidas pela Igreja Católica: Assistência Vicentina dos Tuberculosos Pobres; Conferência Vicentina Nossa Senhora Aparecida; Conferência Vicentina do Divino E. Sto. de Barretos; Conferência Vicentina Na. Sra. Do Rosário; Conferência de S. Fco. de Assis; Conferência Vicentina de São João Bosco; Orfanato Sagrados Corações; Casa da Criança.

Organização da Igreja Protestante: Congregação Cristã do Brasil; Igreja Cristã Presbiteriana, Congregação Presbiterial do Frigorífico, Igreja Batista de Barretos.

Organização dos Centros Espíritas: Centro Espírita “Deus é Luz”, Sociedade Espírita “25 de dezembro”,, União Evangélica “Fé e Esperança”, Centro Espírita “Deus é Fé”, Centro Espírita “Amor, Fé e Caridade”, Centro Espírita “Legionárias de Esmael”, Juventude Espírita de Barretos.

Obras assistenciais mantidas pelo Espiritismo: Asilo para a velhice desamparada, Assistência aos necessitados, cômodos adaptados para albergue noturno, cozinha dos pobres, asilo Mariano Dias, para obsediados, Asilo Creche Lar da Criança.

Informações diversas

Médicos: Drs. Aldemar de Meira, Álvaro Amâncio da Silveira, Amir Cotrim, Antônio C. Buquera, Arquimedes Machado, Astolfo Araújo, Bartholomeu M. Venere, Ciro Ferreira Penna, Edson Pinho, Francolino Galvão, Gerêmaro Manhães, João de Almeida Queiroz, João Carvalho Diniz, João José de Carvalho Franco, José Conde de Sousa, José Parassu de Carvalho, José Sandoval Nogueira, Júlio Ferreira da Costa, Lotfallah Miziara, Macário de Melo Filho, Milton Baroni, Nelson Catunda, Rubens Paulo de Andrade, Sandoval Coimbra, Sérgio Nogueira Franco, Temístocles Ferreira, Wilson Ferreira de Melo, Sidônio José Gonçalves.

Engenheiros: Drs. João Ferreira Lopes, Guilherme Seráfico de Assis Carvalho, João Ribeiro, João Fabril Sereta, Hélio Vezerra de Menezes, Álvaro Andrade Lemos, Murilo Vieira, Romeu Fenelon dos Santos, Luís Scannavino.

Dentistas: Drs. Antônio Assis Canoas, Artur Garcia Lopes, Ciro Stamato, Dácio de Oliveira Martins, Fernando Fernandes, Halley Luís Spinola, João Alves Carvalho, João Batista dos Santos Júnior, José de Assis Canoas, Luís Agostinho S. Brandão, Narciso Antônio Júnior, Rubens Moni, Walter Scott dos Santos, Carlos Lafemina Neto, Décio José Pinto, Eduardo Ramos Martins. Práticos Licenciados: Cid Ferreira de Melo, Francisco Campos Sousa, José de Campos Tosta, Juventino Pereira e Otávio Marques de Oliveira.

Farmácias: Central, Santa Maria, Barretos, São José, Nova Farmácia Brasil, Romano, Glória, Popular, Fortaleza, São Paulo, Borges, Santo André.

Laboratório de Análises: da Santa Casa de Misericórdia de Barretos, do Dr. Wilson Ferreira de Melo, do Centro de Saúde de Barretos, a do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal, Frigorífico, da S/A Frigorífico Anglo.

Instalações de Raios X: Instalação de Radiologia e Fisioterapia da Santa Casa de Misericórdia de Barretos.

Cinemas: 2, com capacidade para 1640 pessoas.

Corporações musicais: 1.

Conjuntos orquestrais: 1.

Grupo de amadores teatrais: 1.

__________