Sexta-feira, 24 de março de 2017

ISSN 1983-392X

2006

Distrito criado com a denominação de Casa Branca, por Resolução Regia de 15 de março de 1814 e Alvará de 25 de outubro de 1814, no Município de Mogi-Mirim. Ficou pertencendo à comarca de Itu; termo de Mogi Mirim, 3ª comarca (Campinas), pelo Alto do Presidente da Província, em Conselho, de 23 de fevereiro de 1833; termo de Mogi-Mirim, 7ª comarca (Franca), pela lei nº 7, de 14 de março de 1839.

Elevada a vila em 1841, fez parte do termo composto de Mogi-Mirim e Casa Branca, 7ª comarca, pelo Ato de 8 de março de 1843; comarca de Franca, pela lei nº11, de 17 de julho de 1852, tendo, porém, o termo de Casa Branca, continuado a fazer parte do termo de Mogi-Mirim, do qual foi separado pelo decreto nº 1.941, de 4 de julho de 1857; termo de Casa Branca, comarca de Mogi-Mirim, pela lei n. 3, de 24 de fevereiro de 1863; termo de Casa Branca, comarca de Casa Branca, pela lei nº 46, de 6 de abril de 1872.

Cidade por Lei Provincial nº 22, de 27 de março de 1872.

Esta comarca foi criada com os termos de Casa Branca, Caconde e São Simão. Foram incorporados os municípios de: Mococa, pela lei nº 29, de 24 de março de 1871; S. José do Rio Pardo, pela lei nº49, de 20 de março de 1885 e Tambaú, pela lei n. 559, de 28 de agosto de 1898.

Foram desmembrados os municípios de Caconde, pela lei nº 10, de 24 de março de 1874; S. Simão, pela lei nº 63, de 12 de maio de 1877; Mococa, S. José do Rio Pardo e Palmeiras, pela lei nº 80, de 25 de agosto de 1892.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o Município de Casa Branca se compunha de 2 Distritos: Casa Branca e Itobi. Assim permanecendo em divisão administrativa referente ao ano de 1933.

Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, bem como no quadro anexo ao Decreto-lei Estadual nº 9073, de 31 de março de 1938, o Município de Casa Branca compreende o único termo judiciário da comarca de Casa Branca e se divide em 3 Distritos: Casa Branca, Itobi, e Lagoa.

No quadro fixado, pelo Decreto Estadual nº 9775, de 30 de novembro de 1938, para 1939-1943, o Município de Casa Branca, é composto dos Distritos de Casa Branca, Itobi e Lagoa, e é termo da comarca de Casa Branca, formada de 1 único termo, Casa Branca, termo este formado por 2 Municípios: Casa Branca e Tambau.

Em virtude do Decreto-lei Estadual nº 14334, de 30 de novembro de 1944, que fixou o quadro territorial para vigorar em 1945-1948, o Município de Casa Branca ficou composto dos Distritos de Casa Branca, Ipaobi (ex-Lagoa) e Itobi, e constitui o único termo judiciário da comarca de Casa Branca, a qual é formada pelos Municípios de Casa Branca e Tambaú.

Na divisão para vigorar em 1949-53, fixada pela Lei nº 233, de 24 de dezembro de 1948, Ipaobi tem sua denominação alterada para Lagoa Branca. Permanece formado dos Distritos de Casa Branca, Itobi e Lagoa Branca, comarca de Casa Branca, no quadro fixado pela Lei Estadual nº 2456, de 30-XII-1953, para vigorar em 1954-58. Lei Estadual nnº 5285, de 28 de fevereiro de 1959, desmembra do Município de Casa Branca o Distrito de Itobi.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o Município de Casa Branca é formado dos Distritos de Casa Branca e Lagoa Branca. Lei Estadual nº 3198, de 23 de dezembro de 1981, cria o Distrito de Venda branca e incorpora ao Município de Casa Branca.

Em Divisão Territorial datada de 01-VI-1995, o Município de Casa branca é constituído de 3 Distritos: Casa Branca, Lagoa Branca e Venda Branca.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 15-VII-1997.

Casa Branca ficou pertencendo à comarca de:

Itú – 1814

3ª Comarca (Campinas) – 1833

7ª Comarca (Franca) – 1839

Franca – 1839

Mogi-Mirim – 1863

Casa Branca – 1872

A comarca de Casa Branca consta atualmente dos seguintes municípios:

Itobi.

Advogados de destaque na década de 50:

  • Dr. Paulo Lopes da Silva
  • Dr. Teóphilo Siqueira Filho
  • Dr. Pedro Thomaz Paulo de Oliveira
  • Dr. Antônio Flores Panico
  • Dr. Cornélio Martins

Alguns juízes que passaram pela comarca :

  • Dr. Joaquim Cordeiro Coelho Cintra -1892 a 1901
  • Dr. Manuel da Costa Manso -1903 a 1918

    Filho de Eduardo da Costa Manso e D. Ana Isabel Marcondes da Costa Manso, nasceu a 23 de agosto de 1876, em Pindamonhangaba, SP. Descendentes de velhos troncos do vale do Paraíba foram seus avós paternos Manoel da Costa Manso e sua mulher, D. Ana Antônia de Toledo, e maternos Alexandre Marcondes do Amaral e sua mulher, D. Carolina Leopolda Amélia Correia de Melo. Havendo cursado o Colégio Ivaí, ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo, onde colou grau, em Ciências Jurídicas, a 21 de janeiro de 1895, bacharelando-se em Ciências Sociais em dezembro do mesmo ano. Depois de haver advogado em Mogi-Mirim, foi nomeado, em 9 de março de 1903, Juiz de Direito da comarca de Casa Branca, onde por longos anos exerceu a judicatura.

Em 23 de dezembro de 1918, foi nomeado Ministro do então TJ/SP, do qual foi Presidente. Estabelecido, na reforma constitucional de 1921, que o Procurador-Geral do Estado seria um dos Ministros do Tribunal de Justiça, foi designado Costa Manso para esse cargo, em 28 de dezembro de 1921. Em 1º de maio de 1924, deixou a Procuradoria-Geral, passando para a Câmara Criminal e de Agravos. Em 23 de julho de 1927, voltou a ocupar o cargo de Procurador-Geral do Estado, no qual se manteve até 31 de dezembro de 1931, para assumir, a 1º de janeiro de 1932, a presidência do Tribunal de Justiça, para que fora eleito. Em 24 de julho de 1933, foi eleito, por unanimidade, para o Supremo Tribunal Federal, como sucessor do Ministro Soriano de Souza, que se aposentara. Diante dessa eleição, fato único na história do Supremo Tribunal Federal, foi nomeado Costa Manso para Ministro do referido tribunal, em decreto de 2 de agosto de 1933; tomou posse a 28 desse mês. Foi aposentado, a pedido, em decreto de 3 de maio de 1939. Publicou notáveis trabalhos. Faleceu em 28 de maio de 1957, na cidade de São Paulo.

  • Dr. Urbano Junqueira  - 1919 a 1922
  • Dr. Junior Soares Caiuby  - 1922 a 1923
  • Dr. Joaquim Gomes Pinto  - 1923 a 1927
  • Dr. Damasco Corrêa Coelho - 1927 a 1932
  • Dr. Alfredo de Lima Camargo  - 1932 a 1938
  • Dr. Paulo Ferreira de Castilho  - 1939 a 1946
  • Dr. Mário Hoeppner Dutra  - 1946 a 1952
  • Dr. Leôncio Cavalheiro Neto  - 1952 a 1954
  • Dr. Miguel René da Fonseca Brasil  - 1954 a 1956
  • Dr. Victor Tieghi  - 1956 a 1960
  • Dr. Cláudio César Machado de Araújo  - 1960 a 1963
  • Dr. Jacinto Elias Rocha Brito - 1963 a 1966
  • Dr. Milton Theodoro Guimarães - 1966 a 1967
  • Dr. Wladimir Valler  - 1967 a 1969
  • Dr. Lauro Paiva Restiffe - 1970 a 1979
  • Dr. Edgar Antônio de Jesus  - 1979 a 1983
  • Dr. Alberto Gentil de Almeida Pedroso Neto - 1983 a 1983       
  • Dr. José Roberto de Vasconcelos  - 1983 a 1983
  • Dr. Wilson Frezza  - 1983 a 1986
  • Dr. Júlio Osmany Barbin  - 1986 a 1989
  • Dr. José Roberto Pereira  - 1989 a 1994
  • Dr. Milton Coutinho Gordo - 1994 a 1996
  • Dr. Marcello do Amaral Perino  - 1996 a 1997
  • Dra. Julieta Maria Passeri de Souza  - 1998 a 2000
  • Dr. Mário Sérgio Menezes  - 2000 a 2004
  • Dra. Raquel Machado Carleial - 2004 a 2005  

Primeiro promotor público da cidade:

  • Dr. Fernando Antônio de Barros

Fundadores: Cap. Orias Gonçalves dos Santos, Antônio José Correia (Barão do Rio Pardo), Capitão Vicente Ferreira de Silos Pereira (Barão de Casa Branca), José Caetano de Lima (Barão de Mogi-Guaçu), Comendador Francisco Nogueira de Carvalho.

Data da Fundação: 25 de fevereiro de 1841.

Conta-se que foi Bartolomeu Bueno da Silva, O Anhanguera, o primeiro homem civilizado que percorreu a região, ainda selvagem, onde iria surgir, muitos anos depois, o pouso da Casa Branca. Esse bandeirante, acompanhado de seu filho de igual nome, que contava na ocasião 12 anos de idade, embrenhou-se pelo sertão dos Guaiases “pelo lado do poente”, lá por 1682, abrindo à civilização, segundo tudo indica, “a grande estrada que procura a ponte do Jaguara”.

Afora o pormenor acima, também de grande valia, é possível citar mais três documentos, aliás igualmente valiosos, como fontes esclarecedoras da história do distante passado casabranquense.

Dessa documentação, a referência mais remota figura na “Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo”, vol. XXIV, “consagrado à questão de limites entre São Paulo e Minas Gerais”. Encontra-se nessa publicação, sem outros esclarecimentos, breve referência ao arraial de Casa Branca (1728).

Outra importante informação foi fornecida pelo Sr. Davi Jorge (Aimoré), jornalista e funcionário do Arquivo do Estado. Figura a mesma no caderno de recenseamentos de Mogi-Mirim, onde o bairro de Casa Branca aparece citado pela primeira vez (1783), como possuindo um fogo apenas, ou seja, uma morada de casa, pertencente a João de Franca, de 41 anos de idade, que ali vivia com sua mulher Maria de Almeida, de 37 anos, e seis filhos.

A última citação é a que se encontra no “Mapa Geográfico da Capitania de São Paulo”, organizado pelo ajudante de engenheiros Antônio Ruiz Montezinho, conforme suas observações realizadas em 1791 e 1792, e que faz parte da “Coleção de Mapas da Cartografia Paulista Antiga”, de Afonso de E. Taunay. Na referida carta geográfica vem assinalada a fazenda Casa Branca.

Lafayette de Toledo, nome de relevo na histografia casabranquense, acredita que a cidade “tem sua origem em um pequeno rancho caiado que existia neste lugar e que era ponto de descanso dos tropeiros que demandavam Minas e Goiás”. Nada esclarece, porém, quanto a possível localização do rancho ou a identidade de seus moradores. Apenas deixa escrito em seu “Dicionário Topográfico da Comarca de Casa Branca” que a referida habitação ficava aquém do Espraiado que banha a cidade.

Deixando a época brumosa da história de Casa Branca, bem mais abundantes se tornam os dados referentes as várias etapas de sua evolução. Assim é que, com referência a esse passado menos remoto, é possível contar com os depoimentos de Saint’ Hilaire, Luiz d’Alincourt e, mais recentemente, com os do Visconde de Taunay.

Núcleo de tradição e cultura, possui um dos mais antigos e reputados estabelecimentos de ensino oficial. A cidade figura ainda entre um grupo das primeiras que foram iluminadas por eletricidade, mesmo antes do Rio de Janeiro.

___________

  • Origem do nome

Existem duas versões:

1ª – Casa Branca é o nome dado pelos tropeiros e carreiros à casa caiada, unida ao rancho ao pouso, localizado no setor de confluência dos Córregos Palmeiras (Espraiado) e Frutuoso (Pingo ou Desterro), ou aquém do Espraiado.

2ª – Casa Branca é corruptela da expressão tupi haçá-bang-ca, que significa caminho torcido, implicando fuga da estrada real para ludibriar a fiscalização.

_____________

  • Personagens

Francisco Thomaz De Carvalho

O Dr. Francisco Thomaz de Carvalho nasceu em Casa Branca, São Paulo, em 21 de setembro de 1860. Pertenceu a uma das mais numerosas e distintas famílias do Oeste Paulista: dentre elas as de Jerônimo José de Carvalho, João Evangelista de Carvalho - barão de Carmo Formoso, Francisco Tomaz de Carvalho, Gabriel Garcia de Figueiredo - barão de Monte Santo, Joaquim Garcia de Figueiredo e Diogo Garcia de Figueiredo. Pelo lado paterno, sua família era oriunda de São João D'el Rei, filho do coronel Jerônimo José de Carvalho e neto de Manuel Tomás de Carvalho, primeiro presidente da Câmara Municipal de Casa Branca, eleito em 1841. Pelo lado materno descendia da família Figueiredo, também de Minas Gerais. Filho de Inocência Constância de Carvalho - baronesa de Mogi Guaçu e neto de Joaquim Garcia de Figueiredo. O Dr. Francisco Tomás de Carvalho fez seu curso de Humanidades no Seminário Episcopal de São Paulo e no Colégio Moretzsohn. Formou-se em 2 de março de 1886 pela Faculdade de Direito de São Paulo, foi o primeiro casabranquense que recebeu o grau numa escola superior. Ingressando na política foi, no ano seguinte, 1887, eleito deputado da Assembléia Provincial de São Paulo, pelo Partido Conservador. Apesar de pertencer a uma família de fazendeiros, possuidora de numerosos escravos, alistou-se desassombradamente, entre os abolicionistas prestando os melhores serviços a essa causa e merecendo os maiores elogios dos principais chefes da grande campanha, entre eles, Antonio Bento. Proclamada a República, foi eleito deputado da Constituinte Paulista. Terminado esse mandato, restringiu sua atividade política dedicando-se a lavoura e a advocacia; publicou diversos trabalhos na "Gazeta Jurídica". Continuou a trabalhar com bravura pelo engrandecimento de sua terra natal, onde foi vereador e juiz de paz. Quando em 1913, o governo do Conselheiro Rodrigues Alves, tratou de criar uma Escola Normal no Oeste de São Paulo, o Dr. Francisco Tomás de Carvalho bateu-se ardorosamente para que esse estabelecimento de ensino fosse localizado em Casa Branca. Graças aos seus esforços obteve essa cidade grande melhoramento. Paraninfou a primeira turma da Escola Normal de Casa Branca. Ao noticiar esse fato, dizia um órgão da imprensa: "A escolha não poderia ser mais acertada e feliz. O Dr. Carvalho é o verdadeiro patriarca daquele estabelecimento, foi ele o baluarte invencível que não esmoreceu um momento sequer para obter essa preciosa jóia tão almejada dos casabranquenses". Em 1914 voltou ao Congresso Estadual como representante do 7º distrito, seu mandato foi renovado até 1922. Nesse ano, ao realizar-se a previa do 7º distrito, para organização da chapa de deputados, o Dr. Francisco Tomás de Carvalho apesar de contar com o voto de diversos diretórios, declarou não desejar ser reeleito. Afastou-se então da Política. Faleceu em 1930.

______________

  • Locais históricos

Estação original de Casa Branca

A estação original de Casa Branca foi aberta em 1878 como ponta de linha do tronco, assim permanecendo até 1882, quando foi inaugurado o trecho Casa Branca-São Simão. Funcionou como estação principal da cidade até o ano de 1951. Segundo o relatório da Mogiana de 1890, nesse ano "concluiu-se a estação de Casa Branca", eliminando-se a estação de madeira. Dela saía o ramal que levava a Mococa e a Guaxupé. Em 1951, foi inaugurada a estação nova da cidade, que passou a atender ao tronco, e para a saída do ramal. A estação antiga, então, ficou sendo a primeira do ramal de Mococa, que passou a ter como ponto inicial Casa Branca-nova, e passou a ser chamada de Casa Branca Ramal. Nos últimos anos, a estação de Casa Branca-Ramal esteve serviu de sede para o pessoal da eletrificação do trecho Campinas-Ribeirão Preto, e para estocagem de material elétrico. Essa eletrificação, entretanto, nunca passou de Casa Branca. O ramal, depois de uma reativação em 1986, foi logo desativado, e os trilhos retirados; entretanto, manteve-se a ligação entre a estação e a de Casa Branca-nova. Hoje o prédio é ocupado pela Prefeitura Municipal.

Histórico da Linha: A linha-tronco da Mogiana teve o primeiro trecho inaugurado em 1875, tendo chegado até o seu ponto final em 1886, na altura da estação de Entroncamento, que somente foi aberta ali em 1900. Inúmeras retificações foram feitas desde então, tornando o leito da linha atual diferente do original em praticamente toda a sua extensão. Em 1926, 1929, 1951, 1960, 1964, 1971, 1973 e 1979 foram feitas as modificações mais significativas, que tiraram velhas estações da linha e colocaram novas versões nos trechos retificados. A partir de 1971 a linha passou a ser parte da Fepasa. No final de 1997, os trens de passageiros deixaram de circular pela linha.

Estação de Casa Branca-nova

A estação de Casa Branca-nova foi inaugurada oficialmente em 1951, para substituir a estação mais antiga, que seguiu em atividade, mas passando a fazer parte do ramal de Mococa com o nome de Casa Branca-ramal. Porém, segundo relatos de velhos ferroviários da região, a estação teria começado a funcionar somente em 1956, quando nesse ano a linha velha do tronco original teria sido retirada entre Lagoa e Casa Branca-velha. Casa Branca-nova fica afastada da cidade, num bairro pobre chamado de Desterro, e muito próxima da estação do tronco antigo, Briaréu. Da nova estação passou a sair o ramal de Mococa e Guaxupé, de 1951 até a desativação em 1989. Até meados dos anos 90, a estação ainda trocava staff. Está hoje exposta ao vandalismo, fechada e abandonada.

Histórico da Linha: A variante construída pela Mogiana foi entregue parte entre 1948 e 1951, sendo trerminada somente em 1959. Começando na estação de Lagoa Branca, ela seguiu a oeste do tronco original e atingiu Baldeação, deixando na primeira fase as estações de Cocais, Papagaios, Casa Branca, Briaréu e Cel. Correa fora dos trilhos. Por outro lado, criou na variante três estações novas, Joaquim Libânio, Casa Branca e Cel. Correa. Em 1959, foi a vez das estações de Brejão, Baldeação, Cel. J. Egidio e Tambaú ficarem fora da linha, que passou pelo norte da linha original e se ligou à estação de Faveiro, ainda na linha antiga. Baldeação, por sua vez, ficou ligada por um curto ramal à estação de Cel. Correa-nova, até 1967, quando esse ramal desapareceu de vez. Cel. J. Egidio e Tambaú ganharam versões novas na variante.

Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores

Majestosa construção localizada na praça central foi iniciada em 1843 e destruída em 1889 por um incêndio. Reconstruída a partir de 1893, possui estilo eclético neo-renascentista.





Boçorocas

Escavações profundas no solo, ocasionadas pela erosão, estão espalhadas por todo o município. Algumas estão "vivas" e outras estão "mortas" ou estabilizadas. São comparadas a "mini canyons" e chegam a ter mais de 50 metros de profundidades, 1000 metros de comprimento e 610 metros de largura. O município possui aproximadamente 332 boçorocas.

Santuário de Nossa Senhora do Desterro

Oriundo de pequena capela construída por João Gonçalves dos Santos no fim do século passado e reconstruída diversas vezes. Possui amplo centro pastoral, salões para festas e confraternizações, livraria católica e sala de milagres. Durante o mês de agosto promove a Festa de Nossa Senhora do Desterro há mais de 70 anos, recebendo milhares de fiéis.

Marco Comemorativo da Guerra do Paraguai

Monumento em granito construído em 1938, homenageia o Visconde de Taunay e os Heróis da Guerra do Paraguai, que aqui acamparam em 1865.

Edifício da Escola Normal (EEPSG Dr. Francisco Thomaz de Carvalho)

Construído no final da década de 20 e inicio da década de 30, está passando por ampla reforma e recuperação de suas características arquitetônicas. Embeleza a Pça Dr. Carvalho.

Casarão dos Vilela

Sobrado construído no século passado, localizado na Pça Barão de Mogi Guaçu, próximo à Igreja Matriz. Era primitivamente edificado na Fazenda Santana, tendo sido transplantado em 1890 para o local onde se encontra hoje.



Sobrado dos Guerreiros

Casarão do Prof. Edgar de Alcântara Guerreiro, localizado na Praça Ministro Costa Manso, ao lado do Fórum. Construção centenária cujas linhas arquitetônicas remetem ao passado tradicional e cultural da cidade.

Agricultura

Propr. agríc. existentes - 735
Propr. agríc. com menos de 20 alqueires - 399
Propr. agríc. de 20 a 50 alqueires – 192
Propr. agríc. de 50 a 100 alqueires – 73
Propr. agríc. de 100 a 200 alqueires – 38
Propr. agríc. de 200 a 500 alqueires – 21
Propr. agríc. de mais de 500 alqueires - 12

Variedade de culturas praticadas: Algodão, milho, café, cebola, arroz, cana, jaboticaba, figo laranja, etc.

Valor global aproximado das propriedades agrícolas: Cr$ 80.000.000,00.

Comércio

Número de firmas taxadas no Imposto de Indústrias e Profissões: 268.

Relação das consideradas grandes firmas:

Padaria e Confeitaria: Panifício Brasileiro, Irmãos Furlani (Padaria Casa Branca).

Secos e Molhados: Casa Astolfi, Casa Conti, Casa Lima, Casa Palhavam, Casa Horta.

Tecidos e Armarinhos: A Principal, Casa Carlos, A Vantajosa, Casa Carneiro, Casa Vicenza.

Livrarias: Casa Renascença e Casa dos Estudantes.

Roupas Feitas para Crianças: Paraíso das Crianças.

Material Elétrico: Casa Rádio.

Ferragens: Casa Mista.

Cristais, Louças e Artigos para Presentes: Casa Cristal.

Indústria

Números de indústrias taxadas no Imposto de Indústrias e Profissões: 79.

Número de operários trabalhando nas indústrias: 240.

Capital invertido na indústria no município: Capital realizado: Cr$ 4.901.453,30; Capital aplicado: Cr$ 7.300.276,00.

Relação das consideradas grandes indústrias:

Fábrica de tecidos de Algodão: Tecelagem “Nossa Senhora do Desterro”.

Fábrica de Queijos e Manteiga: Fábrica de Laticínios “Casa Branca”, Cia. Brasileira de Laticínios Polenghi (Distrito de Itobi).

Fábrica de Manteiga e Caserna: Fábrica de Laticínios “Ararat”, Industrial e Comercial de Laticínios S/A.

Fábrica de Queijos e Requeijões: Irmãos Polizzi & Cia. Ltda. (Distrito de Lagoa Branca).

Fábrica de Pães, Sequilhos, Macarrão e Doces em Massas: Pastifício “Brasileiro”, Fábrica de Doces “Mira”.

Fábrica de Tijolos e Telhas: Cerâmica “Santa Maria”.

Fábrica de Vassouras e escovas: Indústria Sasso & Dorta Ltda.

Fábrica de Macarrão: Pastifício Itobiense.

Bancos

Agências ou filiais de bancos no município: Banco Moreira Salles S. A., Banco do Estado de São Paulo.

Caixa Econômica Estadual

Número de depositantes: 5.287 (31-5-1949)

Montante dos depósitos: Cr$ 6.589.164,60.

Coletoria Federal

Arrecadação em 1948: Cr$ 1.165.151,10.

Selo de Educação e Saúde: Cr$ 50.856,20.

Imposto de renda: Cr$ 431.329,20.

Correios e Telégrafos

Classe de agência: 1ª

Montante da última arrecadação: Cr$ 151.722,50.

Serviço de Reembolso Postal: Tem.

Montante da arrecadação de taxas de Reembolso Posta: Cr$ 234.336,30.

Outras agências postais existentes no município: Agência Posta do Distrito de Itobi (4ª classe) e Agência Postal do Distrito de Lagoa-Branca (4ª classe).

Estradas de Ferro

Estradas de ferro que servem o município: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro.

Distância entre o município e a capital: 274 quilômetros.

Tempo médio de viagem: 6 horas e 30 minutos.

Custo de passagens entre a capital e o município: 1ª classe, ida e volta: Cr$ 150,60; 2ª classe, ida e volta: Cr$ 80,60; ida e apenas, de 1ª classe: Cr$ 94,10; de 2ª classe: Cr$ 50,40. Excursão: Cr$ 125,50.

Número de trens diários entre o município e a capital: 3.

Estradas de Rodagem

Estradas Estaduais que cortam o município: Casa Branca à Mococa, Casa Branca à Vargem Grande do Sul, Casa Branca a Santa Cruz das Palmeiras, Casa Branca ao Sanatório Cocais.

Distância entre o município e a capital: 286 quilômetros.

Tempo médio de viagem: 4 horas e 30 minutos a 5 horas.

Estradas Municipais que cortam o município: Cas Branca a Tambaú, Casa Branca a São José do Rio Pardo, Casa Branca a Aguai, Distrito de Itajobi a Grama, Itobi a Vargem Grande do Sul, Distrito de Lagoa-Branca ao Povoado de Venda Branca, Casa Branca aos distritos de Itobi e Lagoa-Branca.

Transportes Rodoviários: Casa Branca a Mococa (Linha de Araraquara a Poços de Caldas), Casa Branca a Santa Rita do Passa Quatro, Vargem Grande do Sul a Santa Cruz das Palmeiras. Todas essas linhas passam por Casa Branca, mas nenhuma delas tem sede no município. Empresas de Transporte de Cargas: Transporte “Expresso Tambaú”, com sede naquele município.

Aviação

Localização do campo de pouso: 2 quilômetros do centro da cidade. Localização NO. Localização das pistas: NE-SW, E-W, NW-SE, N-S.

Número de pistas: 4, sendo duas de 1250 por 80 e duas de 650 por 50.

Capacidade das pistas e tipo:Capacidade para receber aviões de carreira. As pistas são de terra.

Aero Clube: Tem.

Número de aviões de treinamento: 2 Paulistinhas, cujos prefixos são PP-RDA e PP-HBY.

Alunos Inscritos: 1.

Pilotos já brevetados: Pelo Aero-clube de Casa Branca 6, e mais 6 que fizeram o curso em Casa Branca mas foram brevetados pelo Aero-Clube de São João da Boa Vista.

Orçamento Municipal:

Orçamento Municipal para 1949: Cr$ 1.650.00,0.

Arrecadação em 1948:Cr$ 866.178,70.

Despesa em 1948: Cr$ 927.896,70.

Informações Político-Administrativas

Atual prefeito municipal: Sylvestre Francisco Puglia.

Vereadores municipais: Antônio Carvalho Nogueira, Antônio Costa Vieira, Luís Gonzaga de Carvalho, Waldemar Panico, João Conti, Manuel Rodrigues de Paula, Sebastião Armando Antonialli, Jorge Keberg, Querubim Fuginett, Theophilo Filho, Luís Gonzaga de Silos, João Aurélio Miliam e Moisés Vilella de Andrade.

Realizações da atual administração: Construção da Ponde do Desterro, construção da Ponte de Venda Branca, aquisição de uma moto-niveladora para reparos e construções de estradas, aquisição de um caminhão Doge para o serviço de transporte, retificações e melhorias nas ruas das cidades e dos distritos, criação do grupo escolar da Lagoa Branca, plano de ajardinamento da parte da Praça Barão de Mogi-Guacú.

Número de eleitores qualificados: 4.432..

Zona Eleitoral: 39ª.

Seções Eleitorais: 12.

Número de Eleitores que compareceram ao último pleito: 3.526.

Educação

Escolas secundárias: Escola Normal “Dr. Francisco Thomaz de Carvalho”. Ginásio Estadual e Colégio Estadual.

Escolas primárias: Grupos Escolares: Grupo Escolar “Dr. Rubião Júnior”, Grupo Escolar “Francisco Eugênio de Lima”, Curso de Aplicação, anexo à Escola Normal, Grupo Escolar do Distrito de Itobi, todos eles perfazendo um total de 983 alunos; particulares: 5, número de alunos matriculados: 300 (aproximadamente).

Escolas urbanas: Mantidas pelo Estado: 4 (incluindo o Jardim de Infância).

Escolas isoladas: Mantidas pelo Estado: 18. Pelo Município: 3; matriculados: 664.

Alfabetização de adultos: Número de cursos: 24 (1949); matriculados: 600 (aproximadamente).

Associações Culturais: Centro Cultural Casa branquense.

Associações esportivas: Associação Casabranquense de Cultura Física, Esporte Clube Mogiana e Clube Recreativo Esportivo Itobense.

Associações recreativas: Clube Casa Branca.

Associações Profissionais: Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Mogiana – Delegação de Casa Branca, Associação Comercial de Casa Branca.

Saúde

Hospitais existentes no município: Santa Casa de Misericórdia e Sanatório Cocais. Mantidos pelos departamentos públicos: Posto de Puericultura, Sanatório Cocais e Dispensário de Tuberculose.

Subvenções que recebem: municipal: Cr$ 16.101,00.

Serviços de Saúde: Mantidos pelo Estado: Centro de Saúde e Posto de Puericultura.

Montante da arrecadação do selo de educação e saúde no último exercício: Cr$ 50.856,20

Verbas federais aplicadas nesse setor no último exercício: Cr$ 15.000,00, exclusive a verba para o Sanatório Cocais.

Informações Urbanas

Número de prédios existentes: 1.308.

Edifícios Públicos:Escola Normal “Dr. Francisco Thomaz de Carvalho”, Prefeitura Municipal, Fórum, Matriz da Cidade, Estação da Cia. Mogiana de Estradas de Ferro, Delegacia Regional do Ensino, Santa Casa de Misericórdia, Clube Casa Branca, Centro de Puericultura, Grupo Escolar “Dr. Rubião Júnior”, Igreja Cristã Presbeterianan, Centro de Saúde e Dispensário de Tuberculose.

Número de ruas: 40.

Número de praças e largos: 5.

Número de jardins: 3.

Atrações Turísticas: Bosque Municipal, Bossorocas (depressões de grande profundidade causadas pela erosão, as quais circundam a cidade), Sanatório Cocais e Santuário de Nossa Senhora do Desterro.

Hotéis: Moffa, do Comércio, Alonso e Pensão Coelho.

Imprensa: “O Casa Branca”, fundado em 1.° de junho de 1903. Diretor: Silvio Romero de Castro. “Sete de Abril”, fundado em 7 de abril de 1945. Direção a cargo do Grêmio 7 de Abril. “Folha de Cocais”, fundado em 25 de janeiro de 1940. Direção a cargo da Caixa Beneficente do Sanatório Cocais. “Ecos Estigmatinos”, fundado em 12 de junho de 1945, direção a cargo da Assoc. dos Estigmt. para a Educação e Instrução Popular.

Rádio: Rádio Brasil (A voz da Esperança), Potência alimentadora da estação: 200 watts, Potência da antena: 70 watts.

Veículos licenciados: a motor: 162; tração animal: 404.

Monumentos: Marco Comemorativo à Retirada da Laguna, Monumento Comemorativo ao Centenário da Elevação de Casa Branca à categoria de Cidade, Busto do “Dr. Francisco Thomaz de Carvalho” e Monumento a Cristo Redentor.

Serviços Públicos

Abastecimento de água: Serviço da Prefeitura Municipal, ligado a 1.352 residências.

Rede de Esgotos: Serviço da Prefeitura Municipal, ligado a 954 residências.

Iluminação: Serviço a cargo da Empresa Força e Luz de Casa Branca, cuja base de cobrança a “Forfait” por vela-mês é de Cr$ 0,083.

Energia Elétrica: A cargo da Empresa Força e Luz de Casa Branca, cuja cobrança proporcional ao consumo (medidores) é de Cr$ 0,75 no máximo e Cr$ 0,50 no mínimo. A “Forfait” por velas-mês é cobrada à razão de Cr$ 0,25 no máximo e Cr$ 0,15 no mínimo.

Telefones: Em Casa Branca (sede municipal) são 224 aparelhos ligados. No distrito de Itobi são 28, perfazendo um total no município de 252 aparelhos. O serviço de telefones é explorado pela Cia. Telefônica “Oeste Paulista” de Casa Branca.

Calçamento: A cidade possui uma área aproximada de 24.200 metros quadrados de calçamento a paralelepípedos.

Matadouro municipal: Movimento de 1948: Abatidos na sede municipal: 1441 bovinos, 360 suínos e 5 leitões. No distrito de Lagoa Branca: 120 bovinos e 25 suínos. Total no município: 1647 bovinos e 602 suínos.

Cemitérios: Cemitério Municipal de Casa Branca, Cemitério Municipal do Distrito de Itobi, Cemitério Municipal do Distrito de Lagoa-Branca e Cemitério do Sanatório Cocais.

Bibliotecas: Escola Normal “Dr. Francisco Thomaz de Carvalho”, Infantil do Curso de Aplicação, anexo à Escola Normal, Centro de Estudos Educacionais (Clube de Sociologia).

Museus: Museu de Ciências Naturais da Escola Normal “Dr. Francisco Thomaz de Carvalho”.

Guarda noturna: Mantida pela população

Informações Religiosas

Organização da Igreja Católica: Paróquia de Nossa Senhora das Dores.

Obras assistenciais mantidas pela Igreja Católica: Associação das Damas de Caridade, Conferência S. Vicente de Paula e Colégio do Desterro.

Organização da Igreja Protestante: Igreja Cristã Presbiteriana de Casa Branca e Congregação Cristã do Brasil.

Organização dos Centros Espíritas: Centro Espírita Paz Consoladora, Centro Espírita do Distrito de Itobi e Centro Espírita do Sanatório Cocais.

Obras assistenciais mantidas pelo Espiritismo: Albergue Noturno, Abrigo “Padre Victor” (Distrito de Itobi).

Informações Diversas

Médicos: Drs. Ari Pinto Lipperlt, Sebastião Augusto de Castro, Estevam de Almeida Neto, Adolfo Teixeira de Menezes, Sérgio Caruso, Oswaldo Cambiaghi, Mário Muller, André Cano Garcia, Ewaldo de Azambuja Neves, Élbio Vaz de Camargo, Joaquim Cândido Pereira, Fábio B. Amaral, Albecir Neptuno Marques, Cândido Libânio.

Engenheiros: Drs. Carlitos Marranghello, Aristides Dias Pinheiro, José Olímpio de Castro.

Dentistas: Drs. Antônio Carvalho Nogueira, João Xavier, Sebastião Horta de Macedo, José Alberto de Souza Oliveira, Alcides Ramos, Querubim Fuginett, Alfredo Cintra Rodrigues, Raul Eustáquio de Araújo, Romeu José de Araújo, Eduardo de Oliveira Horta.

Farmácias: Santa Catarina, Santa Terezinha, Central, Musa, Itobi (Distrito de Itobi), Nossa Senhora de Lourdes (Distrito de Itobi) e Santo Antônio (Distrito de Lagoa-Branca).

Laboratório de Análises: Laboratório de Análises do Centro de Saúde, Dispensário de Tuberculose, Santa Casa de Misericórdia e Sanatório Cocais.

Instalações de Raios X: Santa Cadsa de Misericórdia, Dispensário de Tuberculose e Cirurgião-Dentista José Alberto de Souza Oliveira.

Teatros: Salão Paroquial “São José”, com capacidade para 480 pessoas.

Cinemas: Cine Cultural, com capacidade para 600 pessoas, Cine Arte (Distrito de Itobi) com capacidade para 150 pessoas), Cine Teatro Cassino (Sanatório Cocais), com capacidade para 548 pessoas.

Corporações Musicais: 1.

Conjuntos Orquestrais: 3.

Grupos amadores teatrais: Grêmio “7 de Abril”, da Escola Normal, “Dr. Francisco Thomaz de Carvalho”.

Filhos Ilustes do Município: Dr. Sebastião Nogueira de Lima, ex-interventor do Estado e presidente atual do Tribunal de Contas, Geraldo de Carvalho Silos, diplomata de quadro efetivo do Ministério das Relações Exteriores e ex-secretário da embaixada brasileira na França.