Terça-feira, 26 de setembro de 2017

ISSN 1983-392X

2010


O distrito do Espírito Santo do Prata deve sua criação à Provincial 2.087, de 24 de dezembro de 1891, subordinado ao município de São Sebastião do Paraíso. Por força do decreto-lei estadual 148, de 17 de dezembro de 1938, que estatuiu a divisão territorial do Estado, a vigorar no quinquênio 1939-1943, o distrito de Espírito Santo do Prata passou a denominar Pratápolis

Pela divisão territorial do Estado vigente no quinquênio 1944-1948 e fixada pelo decreto-lei estadual 1.058, de 31 de dezembro de 1943, o município de Pratápolis, criado por esse decreto-lei, jurisdicionava ao termo e à comarca de São Sebastião do Paraíso.

Desembargador Argemiro Otaviano Andrade, presidente do egrégio TJ/MG, para, em sessão solene, instalar a comarca de Pratápolis. Criada pela lei nº 9.548, de 4/1/1988.

A instalação da comarca se deveu ao esforço comum do governo do Estado e do povo de Pratápolis, sendo:

  • Prefeito Municipal: Francisco A. Novelli de Souza
  • Juiz de Direito – Dir. do Foro: José Antônio de Faria
  • Vice-prefeito: Paulo Cardoso Coelho
  • Presidente da Câmara: Romildo Soares Brazão

A comarca de Pratápolis consta atualmente do município de Itaú de Minas.

Juízes titulares que passaram pela comarca

Frederico do Espírito Santo Araújo – 22/11/90 a 2/4/93
Carlos Henrique Perpétuo Braga – 1/7/93 a 14/5/94
Fernando de Vasconcelos Lins – 17/5/94 a 1/7/95
Marcos Francisco Pereira – 1/8/95 a 4/4/98
Evaldo Elias Penna Gavazza – 6/4/98 a 24/9/99
Andréa Cristina de Miranda Costa – 27/9//99 a 20/5/00
Luiz Carlos Cardoso Negrão – XX/X/XX a 20/3/00
Fabiano Garcia Veronez – XX/X/XX a 2/8/05
Janete Gomes Moreira – XX/X/XX a 30/6/06

Promotores que passaram pela comarca

Décio Monteiro Moraes – 25/10/90 a 27/4/92
Carlos Alberto Valera – 12/6/92 a 30/3/99
Samuel da Rocha Oliveira - XX/X/XX a XX/X/08

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Denominações anteriores
: Espírito Santo do Prata

Data da Fundação: 14 de Setembro de 1891

Com o declínio da atividade extrativista em Minas Gerais, sobretudo em Jacuí, os moradores passaram a se dedicar a outras atividades como a agricultura e a pecuária. Nas fazendas daquela região havia um córrego bastante utilizado pelos boiadeiros para dar de beber aos animais. Havia também um fazendeiro chamado Sebastião Prata, que permitia que tais homens vindos de lugares como Mato Grosso, Goiás e São Paulo pernoitassem em suas terras para descanso, sem cobrar nada por isso. Em sua homenagem, a região passou a ser chamado de Prata.

Tempos depois, por volta de 1860, outro grande fazendeiro, João Evangelista de Pádua, dá a sua contribuição para a cidade que viria a se chamar Pratápolis. Ele doa uma parte de suas terras para a construção de uma capela dedicada ao Divino Espírito Santo. Seu objetivo era facilitar a vida religiosa dos colonos e negros de algumas senzalas que moravam no local, evitando que tivessem de se deslocar até Jacuí para manter viva a fé. Na propriedade doada, ao redor da capela, formou-se um povoado que passou a ser conhecido como Espírito Santo do Prata.

Em vista da localização estratégica do povoado, o fazendeiro Izaías José Ribeiro também doa terras para que o povoado cresça, se desenvolva e emancipe, pois fazia parte ainda do município de Jacuí. Isso acontece com a criação da lei provincial 2087 de 24 de 1874, confirmada pela lei estadual 2, de 14 de setembro de 1891. Assim é criado o distrito Espírito Santo do Prata, subordinado ao município de São Sebastião do Paraíso.

Também faz parte da história da cidade a estação ferroviária de Pratápolis, inaugurada em 1919. A Mogiana teria sido responsável pela criação do nome da estação. Este passou a vigorar oficialmente como nome da cidade pelo decreto-lei estadual 148, de 17 de dezembro de 1938. E em dezembro de 1943 o distrito se emancipa de São Sebastião do Paraíso, pelo decreto-lei estadual 1.058. Assim é criado um novo município, que tem como sede Pratápolis.

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Origem do nome

Trata-se de uma homenagem ao fazendeiro Sebastião Prata, que permitia que boiadeiros vindos de diversos lugares do país desse de beber ao animais nas águas do córrego que passava por suas terras e lá pernoitassem em descanso sem cobrar nada por isso.

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Personagens

Consuelo de Paula

Cantora, compositora, poeta, diretora artística e produtora musical de seus três cds: Samba, Seresta e Baião (1998), Tambor e Flor (2002), Dança das Rosas (2004). Em junho de 2008 foi lançada, no Japão, coletânea dessas três obras, batizada de Patchworck. São quinze faixas escolhidas pela equipe da Koala Records, com encarte primoroso e letras traduzidas. Seus três cds estão articulados a partir de uma unidade conceitual a nos revelar uma trilogia. Todos foram reeditados recentemente pela Tratore, com distribuição para todo o Brasil e também para o exterior. Radicada há mais de 20 anos em São Paulo, é uma das poucas artistas de sua geração que possui, de fato, uma obra auto-referente na forma e no conteúdo. Sua experiência profissional está marcada por profunda coerência e dedicação aos elementos da cultura musical brasileira, com tudo o que ela tem de particular e de universal. Minas Gerais, onde nasceu, deu-lhe o chão e São Paulo, o norte. Minas ofereceu-lhe a fonte e São Paulo, o apuro estético, o amadurecimento, a troca, os encontros. É natural de Pratápolis, cidade cortada pelo rio Palmeiras e córrego do Prata, ladeada pelo rio São João e cravada próxima ao rio Grande e à nascente do rio São Francisco. Não por acaso sua obra é permeada de referências ao movimento e efeito das águas. Suas composições são surpreendentes, pictóricas; coloca-se como herdeira da arte musical brasileira e mantém compromisso com a contemporaneidade; revela, com sutileza, a marca de um trabalho inovador na maneira de compor, harmonizar e interpretar. Refinamento erudito, elegância popular e boas idéias são elementos constantes em sua obra e lhe asseguram profundo respeito e reconhecimento do público e da crítica especializada. Aprofunda relações sonoras entre a música brasileira e latina e o olhar para o continente africano, sem deixar em nenhum momento de ser pratapolense, mineira e brasileira, estabelecendo relações atávicas e futuras com os universos citados, além de mais uma vez afirmar sua proximidade com a poesia, particularmente aquela que se coloca a serviço da canção.

José Vicente Neto (Zezinho)

Poeta e artista plástico, sua obra é de estilo livre, criativa, eclética, elaborada, enigmática e despretensiosa. Marcou história lançando o primeiro livro Pratapolense. José Vicente, tornou-se conhecido nacionalmente, recebendo a Medalha jornalista D'Almeida Vitor, da Revista Brasília, em Brasília, pelos relevantes serviços prestados à Cultura Nacional, pelo conjunto de sua obra.

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Locais históricos

Centro Cultural de Pratápolis

Instalado no local da antiga estação ferroviária, construída em 1930, assim como na história, que o trem levava e trazia progresso e cultura, o Centro Cultural de Pratápolis promove oficinas literárias, aulas de música e cursos técnicos. Incentiva a leitura por meio de uma biblioteca à disposição da população e mantém acesa a memória da cidade em museu que resgata suas antiguidades.

Igreja do Rosário

Construção clássica. Período de construção 1920 autor desconhecido. Local onde se realiza desde 1896 a festa das congadas - maior festa do município.

Igreja Matriz de Pratápolis

Posicionada de frente para o sol nascente no final de uma ala ecológica exuberante. Tem seu interior todo emoldurado de vitrais artistícos. A construção é em estilo neoclássico. A pintura do interior foi feita por Agostinho Ferrante 1946 a 1960.

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Curiosidades

Fórum

No local onde hoje está situado o fórum da comanca, anteriormente funcionava uma Escola de 1º grau. A construção é em estilo neoclássica - data de 1930. Autor - Glasdstorre Bartollyzs. No local, estudaram várias gerações de Pratápolis e também foi local de trabalho dos pioneiros da educação.

Hino

Vai o corrego da prata pequenino
Por etapas ele chega lá no mar
Ó, Pratápolis querida teu destino
É viver em plenitude o verbo amar

Potência do níquel, rainha do milho
Pastagens benditas ! Santana... Palmeiras...
Amor e carisma na alma do filho
É gloria suprema, riqueza primeira

Espírito Santo, protege teu povo.
Na fraternidade constroi nossas vidas
A cada momento, dá animo novo
A todas as nossas famílias queridas

No dia catorze do mês de setembro
A flor gratidão aos herois lutadores
A chama da Prata reluz em dezembro
Coragem, amigos. Sereis vencedores

Um dia seremos a prata sonhada
A obra conjunta de mãos amorosas
Ó pura ternura de ternos eternos !
Ó bençãos de Deus sobre nós generosas

Letra e música: João de Deus Rezende Costa e Randolfo Augusto de Oliveira.

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De acordo com os dados do recenseamento geral de 1950, a população do município de Pratápolis era de 8.875 habitantes. A estimativa do Departamento Estadual de Estatística de Minas era que em 1955 a população viesse a ser 9.946, com densidade demográfica de 25 habitantes por quilômetro quadrado.

Em 1950, de acordo com os dados do censo, a população se distribuía da seguinte forma :

LOCALIZAÇÃO

POPULAÇÃO PRESENTE (1/7/1950)

Homens

Mulheres

Total

Números absolutos

% sobre o total geral

Sede

1.298

1. 402

2. 700

30.42

Vila de Itaú de Minas

996

964

1.960

22.08

Quadro rural

2.178

2.037

4.215

47.50

TOTAL

4.472

4.403

8.875

100.00

De acordo também com o recenseamento de 1950, a população de dividia nos seguintes ramos de atividade :

RAMOS DE ATIVIDADE

POPULAÇÃO PRESENTE DE 10 ANOS E MAIS

Homens

Mulheres

Total

Números absolutos

% sobre o total geral

Agricultura, pecuária e silvicultura

11.338

8

1.346

22.02

Indústrias extrativas

12

_

12

0,19

Indústria de transformação

756

3

759

12,40

Comércio de mercadorias

89

2

91

1,48

Comércio de imóveis e valores imobiliários, crédito, seguros e capitalização

8

_

8

0,13

Prestação de serviços

89

135

224

3,66

Transporte, comunicações e armazenagem

116

2

118

1,92

Profissões liberais

6

_

6

0,09

Atividades sociais

26

33

59

0,96

Administração pública, Legislativo e Justiça

27

_

27

0,44

Defesa nacional e segurança pública

7

_

7

0,11

Atividades domésticas não remuneradas e atividades escolares discentes

319

2.714

3.033

49,62

Condições inativas

269

158

427

6,98

TOTAL

3. 062

3.055

6.117

100,00

Agricultura, pecuária e silvicultura – a produção agrícola no município, em 1955, foi expressa pelos dados que seguem :

CULTURAS

ÁREA

PRODUÇÃO

VALOR

Unidade

Quantidade

Cr$ 1.000

% sobre o total

Arroz

1.609

Saco 60 kg

28.600

10.010

46,01

Milho

1.133

> > >

41.200

6.592

30,29

Café

176

Arroba

4.700

2.820

12,95

Algodão

315

>

9. 860

863

3,96

Outras

134

---

---

21.764

100,00

TOTAL

3.367

---

---

21.764

100,00


Quanto ao rebanho no município, em 1955, a situação era a seguinte :

REBANHOS

CABEÇAS

VALOR

Cr$ 1.000

% sobre o total

Asininos

8

28

0,08

Bovinos

16.200

27.540

83,13

Caprinos

100

10

0,03

Equinos

1.000

1.500

4,52

Muares

200

440

1,32

Ovinos

130

20

0,06

Suínos

4.000

3.600

10,86

TOTAL

33.138

100,00

A organização industrial da cidade, em 1955 ser revela nos dados que seguem:

TIPO DE INDÚSTRIA

Nº de estabelecimentos

Pessoal empregado

CAPITAL EMPREGADO

FORÇA MOTRIZ

Cr$ 1.000

% sobre o total

Nº. de motores

Potencia em c.v.

Indústria extrativa mineral

14

609

302.455

99,88

101

35,33

Indústria de transformação e beneficiamento da produção agrícola

14

14

1.832

0,60

11

1,16

Indústria manufatureira e fabril

8

67

979

0,32

16

1,34

TOTAL

36

690

305.266

100,00

128

37,83

Meios de transporte

O território de Pratápolis, na década de 50, era cortado por 141 km de estradas de rodagem, dos quais 3 se achavam sob a administração estadual, 135 sob a municipal e os restantes pertencem a particulares. Era servido também pela estrada de ferro Mogiana. Em 1955, os veículos registrados na prefeitura municipal eram 30 automóveis, 12 camionetas e 36 caminhões.

Comércio e bancos

Na década de 50, a cidade possuía 10 estabelecimentos comerciais atacadistas, dos quais 7 eram situados na cidade sede, e 123 varejistas; 70 se localizavam na cidade. O município dispunha de 3 agências e um correspondente bancário.

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