Quarta-feira, 16 de outubro de 2019

ISSN 1983-392X

Magistrado x Advogada

de 25/2/2018 a 3/3/2018

"Nenhuma novidade (Migalhas nº 4.303 - 26/2/18 - "Magistrado x Advogada" - clique aqui). Retrata somente a realidade do Judiciário cearense. Morosidade, desrespeito para com os advogados e superioridade dos juízes e servidores. Esse caso, por sorte gravado, é apenas um dentre os que acontecem todos os dias. O juiz (que se preocupa mais em ser chamado de Vossa Excelência), para não ter que prestar contas de sua atuação (ou omissão) para a sociedade, escolhe atacar e apequenar a advogada."

Camila Maia - 26/2/2018

"Despreparado está esse magistrado (Migalhas nº 4.303 - 26/2/18 - "Magistrado x Advogada" - clique aqui). Aliás, como quase a totalidade deles, que saem das deficientes faculdades e o papai desembargador já os instala em alguma vara. Envolvimento pessoal é o juiz achar que a advogada poderia ser filha dele. O Judiciário está em petição de miséria."

Nereu Augusto Tadeu de Ganter Peplow - 26/2/2018

"Esses juízes realmente envergonham cada dia mais (Migalhas nº 4.303 - 26/2/18 - "Magistrado x Advogada" - clique aqui). Primeiro exige ser tratado por 'senhor' ou 'Excelência', quando, a todo tempo, trata a advogada por 'você'. Isso, por si só, já demonstra que tenta se colocar acima das partes. Sinto dizer, 'juiz': você não está acima da dra. advogada. Torço veementemente para que toda essa arbitrariedade seja punida e que vocês passem a trabalhar com respeito. Enquanto forem protegidos, blindados com essa estabilidade e benefícios exagerados e demasiados, continuarão. Então que percam tudo isso. É minha opinião!"

Hugo Vilela Crespi - 26/2/2018

"Nosso Judiciário tem se revelado o resultado do despreparo elevado à prepotência (Migalhas nº 4.303 - 26/2/18 - "Magistrado x Advogada" - clique aqui). Semideuses com todos os poderes dos deuses mais todos os defeitos humanos. 'Você poderia ser minha filha'. 'Você se queimou comigo'. Quer mais envolvimento pessoal do que esse? Quer mais despreparo?"

Nereu Augusto Tadeu de Ganter Peplow - 26/2/2018

"Que atitude desrespeitosa (Migalhas nº 4.303 - 26/2/18 - "Magistrado x Advogada" - clique aqui). Um juiz que se julga tão gabaritado mas não sabe como conduzir uma situação dessa com excelência, sem abusar da autoridade, ultrapassando sua competência. A OAB precisa mesmo tomar providências junto ao CNJ. Foi-se a época desses abusos."

Christine Brum - 26/2/2018

"É lamentável o ocorrido com a nobre colega e afimo que de fato existe uma dificuldade enorme no dia a dia da praxis forense de acesso aos magistrados, em descumprimento ao que determina o Estatuto da OAB, ferindo as prerrogativas dos advogados no que tange o interesse de defesa e atuação de suas causas (Migalhas nº 4.303 - 26/2/18 - "Magistrado x Advogada" - clique aqui)!"

Anderson Alcântara Lima - 26/2/2018

"Será que o mui digno magistrado que estava sempre ocupado demais para atender a advogada num caso de urgência está capacitado para exercer sua profissão (Migalhas nº 4.303 - 26/2/18 - "Magistrado x Advogada" - clique aqui)? Parabéns à colega que honra a classe e à aOAB do Ceará!"

Eva Ingrid Reichel Bischoff - 26/2/2018

"O juiz fez questão de ser chamado de senhor e Excelência mas trata a advogada de você (Migalhas nº 4.303 - 26/2/18 - "Magistrado x Advogada" - clique aqui). Lamentável a atitude do juiz em todos os sentidos!"

Roberto Lins - 26/2/2018

"Considerando apenas as informações que constam no texto, é possível vislumbrar alguns pontos que, em principio, sugerem erros de ambas as partes - advogada e juiz (Migalhas nº 4.303 - 26/2/18 - "Magistrado x Advogada" - clique aqui). Com uma ressalva: mais erros do juiz. Explico. Em primeiro lugar lembremo-nos do caput do art. 227, da Constituição, c/c art. 4º do ECA. A prioridade que a sociedade e o Estado deve dedicar às crianças é absoluta. Sem tergiversação. Entretanto, decorridos quase 30 anos da Carta Magna, o Judiciário - mormente as varas de Família - desprezam solenemente o significado do 'superior interesse da criança'. São raras as honrosas exceções. Nesse caso, demonstrado está que a advogada pediu várias tutelas de urgência, sem êxito. Essa é circunstância que cabe ao CNJ investigar, literalmente, o que ocorre nas varas de Família do Judiciário brasileiro, responsabilizando magistrados, pois é sempre a mesma toada: quedam-se absolutamente inertes (por evidente despreparo, inaptidão, desconhecimento - quando não parcialidade) para tratar casos que envolvem menores. Desconhecem por completo o corolário derivado do referido art. 227, que se irradia em várias leis infraconstitucionais (incluindo no CPC). Somente essa não priorização de feitos que envolvem crianças já justificaria a ação da Corregedoria, seja do TJ local, seja do CNJ. Por outro lado, a Associação Cearense de Magistrados poderia ter ficado em silêncio, em vez de agravar a situação: a suposta 'independência funcional da magistratura' não é um cheque em branco dado pelo legislador, autorizando que juízes façam o que bem entenderem, inclusive violando a lei e seus deveres e não dando satisfações a ninguém. Ledo engano. Independência funcional relaciona-se com questões relacionadas à inexistência de subordinação hierárquica entre magistrados, bem como a liberdade do magistrado conduzir o processo, dentro das prerrogativas e balizas que lhe são postas. Ou seja: no caso, cabe avaliar que tutelas de urgência foram requeridas e se de fato eram urgentes. Naturalmente, deve ser verificado se o atendimento da(s) tutela(s) mitigaria a possibilidade do óbito de uma das crianças. Por sua vez a advogada pode ter exagerado em acusar a demora da prestação jurisdicional pela morte da criança, pois é possível que uma coisa nada tem a ver com a outra. Da mesma forma, não me parece correto divulgar conversa que trata de processo que corre em segredo de Justiça. Por outro lado, há que se reconhecer que é justamente esse conveniente 'segredo de Justiça' o responsável pela consolidação e ocultação de graves injustiças e sérias ilegalidades perpetradas nas masmorras do Judiciário brasileiro, em especial nas varas de Família - produzindo milhões de vítimas que não tem voz - as crianças. Lembremo-nos que o menino Bernardo, de Três Passos/RS, foi vítima de grave omissão do Judiciário e do Ministério Publico."

Milton Córdova Júnior - 26/2/2018

"Pelo áudio é facultado dizer que a advogada teve sim o acesso ao juiz dificultado pelas assessoras (Migalhas nº 4.303 - 26/2/18 - "Magistrado x Advogada" - clique aqui). Se por um lado houve (é de fato houve) imaturidade por parte da procuradora em imputar a morte da criança às doutoras Lidiane e cia (e óbvio não se pode precisar se, de fato, foi a omissão delas em relação ao caso que levou a óbito a criança), por outro o juiz não se pronunciou sobre o problema de não ter julgado a tutela de emergência e sequer ter lido o pedido; ficou o tempo inteiro preocupado com o pronome de tratamento 'Vossa Excelência'; se empenhou em defender seu gabinete (a qualquer preço); e a desqualificar a advogada (que deixou a 'emoção' dominar a 'técnica'), que, vamos deixar claro, errou sim ao imputar a morte da crianças às assessoras, contudo, não precisava de todo aquele circo e toda a falta de respeito do magistrado que poderia ter resolvido a situação com bom senso. 'Vossa Excelência' pode até ter técnica, mas empatia; compaixão e humanidade? Tenho minhas dúvidas. PS: Não é porque alguém pertence a nossa categoria que temos o dever de apoiar a qualquer custo. PS2: Muito feio os magistrados emitirem nota de repúdio contra a OAB por ter vindo em auxílio da advogada. PS3: 'Vossas Excelências' têm problemas auditivos? Faço votos que sim, pois se não for o caso, estaremos perdidos com o Judiciário na figura do juiz."

Karla Duarte - 26/2/2018

"Vergonha a atitude do Juiz, a advogada demonstrando o despreparo da vara no procedimento que não dava andamento em uma tutela de urgência e o juiz (o homem da lei) desconstruindo os fatos e culpando a advogada (Migalhas nº 4.303 - 26/2/18 - "Magistrado x Advogada" - clique aqui). O Brasil desse jeito não vai para frente. Espero que a OAB não desista de defender esta advogada."

Gabriel Fernando Leitão Nunes - 26/2/2018

"Mais uma vez um magistrado na certeza de ser Deus (Migalhas nº 4.303 - 26/2/18 - "Magistrado x Advogada" - clique aqui). A colega deveria ter dirigido diretamente a sala do magistrado (art. 7º, VII da lei 8.906/94) e caso não o atendesse, redigir representação por escrito."

Célio Oliveira de Souza Júnior - 26/2/2018

"Meu respeito e solidariedade à dra. Sabrina Veras (Migalhas nº 4.303 - 26/2/18 - "Magistrado x Advogada" - clique aqui). Matheus 5, 10 - Bem aventurados os que sofrem perseguição por causa da Justiça. A situação nos remete a Rui Barbosa na Oração ao Moços: 'Entre vós, porém moços, que estais me escutando, ainda arde em toda a sua energia o centro de calor, a que se aquece a essência d'alma. Vosso coração ainda está incontaminado; e Deus assim o preserve'."

Johan Albino Ribeiro - 26/2/2018

"Há aqueles que acham que são deuses e outros têm certeza (Migalhas nº 4.303 - 26/2/18 - "Magistrado x Advogada" - clique aqui). Este enquadra-se na ultima categoria! Que absurdo!"

Jane Vargas - 26/2/2018

"Esta é a realidade do Judiciário, magistrados 'esquecem' que já foram advogados, e que absoltamente nao existem regras hierárquicas entre o trânsito de advogados na defesa de seus representados (Migalhas nº 4.303 - 26/2/18 - "Magistrado x Advogada" - clique aqui). Portanto, me resta lembrar a frase da ex-ministra Eliana Calmon: 'Lembram? No mais... Parabéns doutora, em nome da força, coragem e sensibilidade de uma verdadeira representante da mulher em um universo, que ainda não despertou, para importância e o valer de uma advogada?'."

Margareth Cátia Barbosa da Costa - 26/2/2018

"Independente de qualquer fato acontecido ou que possa vir a acontecer, a ética profissional sempre deverá estar acima de qualquer ato ou palavra que agrida a consciência e o sentimento humano (Migalhas nº 4.303 - 26/2/18 - "Magistrado x Advogada" - clique aqui)."

Célia Carvalho - 26/2/2018

"Incompetente (Migalhas nº 4.303 - 26/2/18 - "Magistrado x Advogada" - clique aqui). Como chamar um ser como esse de V. Excelência? Aceita que dói menos, irresponsável. CNJ, nele! Qual sua resposta em relação a morte de uma das crianças, autoridades que pensam ser Deus?"

Gisleine Fernandes - 26/2/2018

"Absurda a atitude desse sr., que exerce função pública como magistrado (Migalhas nº 4.303 - 26/2/18 - "Magistrado x Advogada" - clique aqui)! Que o Judiciário brasileiro está sucateado, isso todos sabemos, mas em casos de urgência e emergência, a atenção deve ser muito maior! Ademais, os juízes devem atender os advogados, independente de qualquer coisa! Não são melhores que ninguém! Nós advogados, temos que nos unir! Esse senhor exigiu respeito, mas não agiu conforme deveria com uma advogada! Ameaçou a advogada claramente! Merecia ter ouvido em bom tom uma voz de prisão, por abuso de autoridade! Chega dessas atitudes autoritárias!"

Ana Maria Amaral Peixoto Da Porciuncula Mizuki - 26/2/2018

"E a OAB/CE vai ficar nisso (Migalhas nº 4.303 - 26/2/18 - "Magistrado x Advogada" - clique aqui)? Nota de repúdio? A postura desse juiz, frente uma advogada competente e dedicada sim, mas jovem e amedrontada diante de ameaças, arrogância e prepotência, exige rigorosa investigação por parte do CNJ, a respeito também das causas da morte da criança e a possível e participação para isso de serventuários e do próprio juiz. Migalhas, por outro lado, que gosta de defender os corruptos investigados pela Lava Jato, não foi além de dar notícia, sem uma palavra sequer em defesa das prerrogativas da advogada. Ah! Como eu gostaria de estar naquela audiência! Com 40 anos de trepidante exercício profissional, 13 dos quais como juiz de Direito, quatro como promotor de Justiça, um como delegado de Polícia e o restante como advogado, tenham certeza de que teríamos um futuro desembargador cearense banguela."

Ronaldo Tovani - 26/2/2018

"O fato mais importante era a vida de uma criança, e não deram a devida importância, e até morte da referida criança pelo visto, ficou em segundo plano (Migalhas nº 4.303 - 26/2/18 - "Magistrado x Advogada" - clique aqui). O magistrado não se importa, o importante é receber o salário. Lamentável. Ele exige ser chamado de Excelência, mas chama a advogada de você."

Rosana Aparecida Alves Ribeiro Carvalho - 27/2/2018

"Que país é esse (Migalhas nº 4.303 - 26/2/18 - "Magistrado x Advogada" - clique aqui).? Mais constrangedor ainda, é a ratificação da inércia desse juiz cearense pela associação dos magistrados desse Estado. Infelizmente, o Brasil, continua sendo um país de tupiniquins!"

Luís Roberto Macaneiro Santos - 27/2/2018

"O advogado não pode ser coagido a agir de acordo com o que pensa o juiz (Migalhas nº 4.303 - 26/2/18 - "Magistrado x Advogada" - clique aqui). É evidente que a morosidade e o descaso para com o direito de uma criança, levaram ao caos da morte. É impossível defender o indefensável, correta a posição da OAB, porque a Justiça deve servir, e bem, o povo e não o contrário."

José Aparecido Pereira - 27/2/2018

"Indignada com essa história (Migalhas nº 4.303 - 26/2/18 - "Magistrado x Advogada" - clique aqui). Que postura é essa do magistrado dizer que a advogada deve favor às suas assistentes."

Andréia Denadai - 27/2/2018

"O máximo que poderá acontecer com este senhor juiz será obrigá-lo a aposentar-se com vencimentos integrais (Migalhas nº 4.303 - 26/2/18 - "Magistrado x Advogada" - clique aqui). Triste Justiça a nossa - na realidade a deles, dos brasileiros privilegiados."

Claudio B. Marques - 27/2/2018

"Realmente abaixo da crítica a posição adotada pelo magistrado (Migalhas nº 4.303 - 26/2/18 - "Magistrado x Advogada" - clique aqui). Note-se que ele exige ser chamado de Excelência, mas refere-se à advogada usando o pronome você, o que, por si só, demonstra que se sente superior. Outro fato interessante é que ele preocupa-se intensamente com a imagem de suas assessoras, mas em momento sequer refere-se ao processo que deu causa à polêmica. Ou seja, a menor sobrevivente, desassistida e maltratada pela mãe, provavelmente merecerá o mesmo tratamento desidioso e irresponsável dispensado à sua falecida irmã. Finalmente, o comportamento da advogada é digno de elogios. Primeiramente, porque, ao contrário do que o juiz lhe disse, o advogado deve, sim, ser apaixonado pelas causas que defende, e mais, deve revoltar-se com a injustiça e toda sorte de defeitos que infestam, infelizmente, a prestação jurisdicional no Brasil, porque ele é a única voz do seu cliente. Além disso, mesmo recebendo severa e injustificada admoestação do togado, manteve-se calma e serena, agindo com respeito (à Justiça) e profissionalismo. Espero, sinceramente, que este caso seja completamente apurado e que sejam impostas as responsabilidades administrativas e cíveis contra aqueles que, de uma forma ou de outra, levaram a um desfecho terrível contra uma criança e ainda pretendem prejudicar uma advogada combativa e, acima de tudo, humana!"

Marco Antonio Busto de Souza - 27/2/2018

"Os tristes e graves motivos que levaram a morte da criança ainda são nebulosos, mas, certamente, serão investigados com a seriedade merecida (Migalhas nº 4.303 - 26/2/18 - "Magistrado x Advogada" - clique aqui). Com a notícia e ouvindo o palavreado do magistrado com a advogada, não consegui tirar uma conclusão perfeita de quem tem razão, mas acho que no tempo dos tupiniquins haveria algum cacique que pudesse tratar melhor o caso. Isso porque penso com humildade que, nas antigas tabas, se preservava mais o culto do humanismo que desgraçadamente o 'civilizado' pensa que foi ele que trouxe às brasílicas terras."

Eldo Dias de Meira - 27/2/2018

"Por se tratar de processo em segredo de Justiça, a advogada agiu em legítima defesa de seu mister e funcionalidade, mas pela razão exposta, entendo, não deveria ser exposto a público, mas repassado à OAB/CE para as providências cabíveis (Migalhas nº 4.303 - 26/2/18 - "Magistrado x Advogada" - clique aqui). Quanto à postura do MM. juiz, entendo, se excedeu no seu mister, adentrando em área de valor íntimo da profissional, e deveria ter direcionado sua inconformidade à própria OAB/CE, assim como à sua Associação de Classe, jamais intimidar a profissional e sequer 'marcá-la' em sua agenda como persona nom grata, um verdadeiro descalabro. Faltou, também, habilidade para lidar com a diversidade de conhecimentos que cada profissional domina. Postura que em nada engrandece ou enobrece a classe que tanto admiramos (eu), merecendo uma boa reciclagem, para lidar com fatos tão diversos, não importando sua idade ou vivência, mas tão somente seu preparo para enfrentar e equilibrar as relações diversas que enfrenta. Quanto à tecnicidade aconselhada à profissional, discordo não haja com a razão e paixão. Somos profissionais e pessoas das mais diversas criações. Não podemos ser robôs diantes da realidade cruel que o mundo nos trás à baila. Somos ponta e dotados de técnicas diversas, mas também de sentimentos e não podemos deixar de consolidar os mais diversos interesses envolvidos em cada caso, pois cada caso é um de inteiro teor e independência, afetando todo um círculo social, ainda que independente, na medida das qualificações de cada caso."

Heuler José Pretti - 27/2/2018

"Na esteira da nota de repúdio já lançada pela OAB/CE, vimos externar nosso sentimento de solidariedade para com a colega advogada, bem como total descontentamento pela postura desprimorosa e antiética do magistrado da 2ª vara de Família do Fórum Clóvis Beviláqua, na tarde da última quarta-feira (21/2) (Migalhas nº 4.303 - 26/2/18 - "Magistrado x Advogada" - clique aqui). Primeiramente, é necessário perceber, no atual cenário do país, onde se deseja romper com a 'velha ordem' e suplantar a institucionalização da desonestidade, que o episódio comentado não é fato pontual, e sim, retrata o drama da realidade cotidiana enfrentada pelos advogados e advogadas no exercício de seu mister. Há muito a advocacia brasileira vem entonando um grito de liberdade para a profissão obstada pelas amarras do Poder Judiciário, sustentadas, dentre outros, pelo empoderamento de parcela considerável de magistrados, que se julgam superiores pelos direitos e garantias que lhes são assegurados pela Constituição Federal. É bem verdade que não podemos estender a crítica a todos os membros da magistratura, eis que vários juízes, desembargadores, promotores e procuradores de Justiça, defensores públicos e demais servidores, desempenham com esmero suas funções, entregando a prestação do legítimo serviço público à sociedade, até mesmo porque o acesso à Justiça vai muito além do ajuizamento da ação, sendo imprescindível a atuação de todos os envolvidos, de maneira plena e eficaz. Portanto, o dia a dia do advogado é marcado pela parcial letargia e inacessibilidade ao Poder Judiciário Estadual, dificultando desde análises de simples pedidos à obtenção de despachos para tutelas de urgência, sem ser redundante mencionar que os prazos para sentenças se perdem no latifúndio do tempo, tornando direitos inexequíveis. Então, pela sua demora e pela não prestação do serviço público a contento, descumpre o magistrado a lei? Comete crime de Improbidade Administrativa? O magistrado é ou não um servidor público? Aqui, faz-se um comentário acerca da frieza do infeliz magistrado ao restringir à atividade advocatícia a uma assessoria técnica. Ledo engano Excelência! Ao advogado cabe entrar no âmago mais profundo da existência de seu cliente, o que deixa a porta aberta para um misto de emoção e razão, um envolvimento não acobertado por sentimentalismos toscos, mas na busca incessante e profícua do bem-estar do cliente, da efetiva prestação de seu justo direito e, por que não dizer, da sua felicidade. A audiência transmitida fere nossas veias auriculares, estampando a covardia impingida à advogada, a qual perante outros membros da advocacia e servidores públicos, foi aviltada com deboche e desrespeito, tendo o magistrado cobrado neutralidade, ao mesmo tempo em que intitulou a profissional de mal-educada, irresponsável, criminosa, imatura e desqualificada, e sob ameaça chula, verbera ter a advogada 'se queimado com ele e com outros colegas', demonstrando despreparo profissional e total parcialidade no caso, inclusive, cerceando o direito de defesa, ao não permitir a manifestação da colega, após sua falsa 'lição de moral', sendo ali palco de um julgamento pessoal e desarrazoado. O direito requestado pelo advogado não é pessoal, não é para ele, e sim para seu cliente. O advogado não é parte! É oportuno relembrar a esse magistrado, o que preceitua o Estatuto da Advocacia, no art. 6° da lei 8.906/94, 'Não há hierarquia nem subordinação entre, advogados, magistrados e membros do Ministério Público, devendo todos tratar-se com consideração e respeito recíprocos' e ainda, o que dispõe a lei complementar 35/79 no seu art. 35, inciso IV: Art. 35 - 'São deveres do magistrado, IV - tratar com urbanidade as partes, os membros do Ministério Público, os advogados, as testemunhas, os funcionários e auxiliares da Justiça, e atender aos que o procurarem, a qualquer momento, quanto se trate de providência que reclame e possibilite solução de urgência'. Relembremos que o sistema inquisitivo, oriundo do Direito Canônico e incorporado pelos monarcas absolutistas, há muito não mais existe no Judiciário, não podendo o magistrado ser ator único processual, exatamente pelo perigo de malferimento à parcialidade do julgamento proferido. E, finalizando, acaso tivesse o magistrado proferido sua decisão, em breve ou médio espaço de tempo, toda esta celeuma – para não dizer tragédia – teria sido evitada, e o melhor, ter-se-ia alcançado a prestação judicial, efetivando-se o direito para consagração do bem maior – a vida, que deve ser, incessantemente, buscada e amada por todo ser humano."

Fábio Timbó - 28/2/2018

"Ainda que a conduta da advogada tenha sido desencadeada pela forte emoção atribuída à urgência do caso, o tratamento dispensado pelo juiz é terrível, visto que a problemática em se analisar uma tutela de urgência foi criada, ao arrepio da situação que demandava urgência e foi ignorada, para se dar 'lições de moral' e trazer a parcialidade para com a advogada, algo que, em tese, deveria ser impraticável pela magistratura (Migalhas nº 4.303 - 26/2/18 - "Magistrado x Advogada" - clique aqui). Vivemos tempos tristes, de assombro, onde os orgulhos se sobrepõem aos interesses coletivos e reais."

Janice Schmitd - 1/3/2018

"Me parece que a reclamação disciplinar formalizada pela OAB/CE ao CNJ está incompleta, representando um 'minus' em relação ao 'pano de fundo', ou seja, o que efetivamente aconteceu (Migalhas nº 4.307 - 2/3/18 - "Procedimento disciplinar" - clique aqui). Considero, inclusive, que a violação mais grave cometida pelo juiz não é - nem de longe - a sua critica à advogada, mas a negligência e imprudência (para ficar apenas nesses termos) em relação à flagrante violação do dever de conferir absoluta prioridade ao elevado princípio de proteção superior do menor, plasmado no art. 227, caput, da Carta Magna, e espraiado pela legislação infraconstitucional, como os arts. 4º (que reproduz o texto do art. 227) e o art. 70, ambos do Estatuto da Criança e do Adolescente. O art. 70 tem a seguinte redação: 'É dever de todos prevenir a ocorrência de ameaça ou violação dos direitos da criança e do adolescente'. Omitir-se em relação à tutelas de urgência requeridas pela advogada, em beneficio dos menores, nas circunstâncias noticiadas, é gravíssimo. Recomendo que a OAB/CE faça um aditamento à sua representação."

Milton Córdova Júnior - 2/3/2018

"No meio dessa briga de notas da OAB e da ACM só tenho um comentário a fazer: muita dó da pobre criança que faleceu (Migalhas nº 4.303 - 26/2/18 - "Magistrado x Advogada" - clique aqui)! Ao invés de investigarem quem agrediu quem, deviam investigar quem foi responsável (indireta ou diretamente) por tal morte. Que pena!"

Rui Gomes - 2/3/2018

"E um sujeito desses ainda tem a pachorra de dizer que a advogada agiu com imaturidade e inexperiência ao se ver chocada com a morte de uma criança, que talvez pudesse ter sido evitada se ele e sua 'laboriosa' equipe tivesse agido com presteza, educação e civilidade, não se escondendo atrás da toga e dos cargos que ocupam (Migalhas nº 4.303 - 26/2/18 - "Magistrado x Advogada" - clique aqui). Esse 'juiz' e sua equipe são um exemplo de falta de ética, sensibilidade e respeito aos jurisdicionados. Uma vergonha!"

Amauri Roberto Balan - 2/3/2018

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