Quarta-feira, 23 de outubro de 2019

ISSN 1983-392X

Advogado comenta sobre crescimento do ramo consultivo do Direito

O advogado Daniel Alves Ferreira, do escritório Mesquita Pereira, Marcelino, Almeida, Esteves Advogados comenta sobre a aposta do escritório em direito societário e contratos.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Direito societário

Advogado comenta sobre crescimento do ramo consultivo do Direito

O advogado Daniel Alves Ferreira, do escritório Mesquita Pereira, Marcelino, Almeida, Esteves Advogados comenta sobre a aposta do escritório em direito societário e contratos.

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Escritório deixa contencioso e opta pelo direito societário

Mesquita Pereira, Marcelino, Almeida, Esteves Advogados aposta em direito societário e contratos; demanda pode ser forte em setor imobiliário

SÃO PAULO - O escritório foi fundado em 1948 e tem atualmente forte no contencioso, especialmente o de massa em telecomunicações, onde atende diversas empresas do setor. Mas, seguindo a tendência de grande parte do mercado da advocacia, o Mesquita Pereira, Marcelino, Almeida, Esteves Advogados quer tirar o foco dos processos e do Judiciário para atuar no consultivo e preventivo empresarial, área que cada vez mais cresce no país.

"A aposta do escritório hoje não é mais no contencioso, e sim nos contratos, direito societário e mercado de capitais. Há muitas atividades nesse segmento", afirma um dos sócios do escritório, Daniel Alves Ferreira. Segundo ele, o contencioso de massa vem sendo desprestigiado porque há muitos escritórios no mercado aviltando preço. "A concorrência se torna complicada. Não é possível competir com escritórios que colocam o preço em um patamar extremamente baixo e fora do padrão", afirma. Hoje, cerca de 70% dos casos do escritório são de contencioso e a ideia é diminuir bastante a porcentagem. "Vamos ter o contencioso de massa, mas não tão forte como fazemos hoje. O contencioso deve se tornar uma estratégia de negócio, e não necessariamente um foco do escritório", destaca Ferreira. Hoje o escritório conta com seis sócios, cem advogados e uma rede de escritórios parceiros (em torno de 220) espalhados por todos os estados, que atuam em todas as áreas de contencioso. Há também correspondentes em Portugal, Argentina e Uruguai. O escritório cuida de 45 mil processos, número que já chegou a 100 mil.

A forte atuação do escritório, que atende principalmente pessoas jurídicas, em contencioso em telecomunicações é acompanhada também pela área trabalhista e penal empresarial, além de tributário e societário. Na parte de mercado de capitais, o escritório tem como cliente os cinco maiores bancos nacionais, além de construtoras, incorporadoras e lojas de departamento.

A "migração" para a parte consultiva do direito é o maior desafio hoje. "Queremos desenvolver um novo segmento de trabalho e nos fortalecer como um escritório reconhecido nisso. Além disso, o desafio é ter profissionais com capacitação para a execução dessa tarefa", afirma Daniel Ferreira.

Entre as dificuldades de se trabalhar com contencioso de massa está o desequilíbrio entre serviço prestado e receita das empresas disponível para isso. "As empresas exigem muito do escritório, atividades que não são meramente técnicas, ou seja, há uma demanda, uma estrutura paralegal muito forte, mas não há receita para isso. Os valores propostos são cada vez mais baixos", afirma Ferreira, justificando a tendência do escritório em desviar seu alvo para outra área.

O sócio aposta em um forte crescimento no ramo imobiliário. "O crescimento imobiliário, as facilidades de crédito e os imóveis cada dia mais caros podem gerar em um determinado momento uma inadimplência e essa pode ser uma demanda forte no futuro", diz.

De acordo com o sócio do escritório, as empresas exigem muito mais de um escritório de advocacia do que meramente um controle de processos. "Hoje há uma amplitude de serviços agregados muito grande. O advogado já não é mais só advogado. Ele tem que ter uma familiaridade com contabilidade, com direito financeiro. Deve ter maior abrangência e visão da atuação da empresa e não é só do ponto de vista jurídico", afirma.

O objetivo é se sobressair em meio à forte concorrência. "O escritório tem de ter diferenciais, como conhecimento do direito financeiro e da área contábil. Além disso, devem ter ferramentas que deem suporte às empresas para que consigam fazer o gerenciamento dos processos", explica o sócio, que ressalta ainda que o profissional tem que estar focado no atendimento de um cliente, e não disperso, atendendo diversas empresas.

Uma ferramenta foi desenvolvida com exclusividade pelo escritório para assembleias de acionistas. "O acionista, local ou estrangeiro, com ações no país, pode executar seu direito de voto pelo sistema, eletronicamente", diz.

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Fonte : DCI
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