Domingo, 25 de agosto de 2019

ISSN 1983-392X

Francenildo Costa conta sua versão dos fatos na OAB/SP

terça-feira, 28 de março de 2006


Francenildo Costa conta sua versão dos fatos na OAB/SP


O caseiro Francenildo dos Santos Costa - que afirmou ter visto o ministro da Fazenda Antônio Palocci em uma casa em Brasília usada para distribuição de propina e que teve seu sigilo bancário irregularmente quebrado - participa na próxima quinta-feira (30/3), às 11h, no Salão Nobre da OAB/SP (Praça da Sé, 385, 1° andar), de um ato público.“Francenildo passou de testemunha a acusado e viu seus direitos desrespeitados e foi desqualificado como testemunha e até intimidado. O povo brasileiro clama pela verdade, por investigações céleres, aprofundadas e transparentes, dentro dos limites da lei, refutando toda e qualquer forma de impunidade, principalmente dos agentes públicos. A OAB/SP e o Movimento da Indignação à Ação abrem espaço para que Francenildo exponha publicamente à sociedade sua versão integral dos fatos”, afirma o presidente da OAB/SP.


Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo em 14 de março, o caseiro contou que a mansão, no Lago Sul, alugada por Vladimir Poleto - ex-assessor da prefeitura de Ribeirão Preto, era usada para organizar a distribuição de dinheiro e que o ministro esteve no local diversas vezes (entre 10 e 20, segundo ele) dirigindo um Peugeot prata. A casa era também palco de festas com a presença de garotas de programa contratados por Jeany Mary Corner.


O caseiro diz ter presenciado malas e maços de dinheiro administrado por Poleto, dinheiro esse enviado de São Paulo por Rogério Buratti, secretário de governo de Palocci em seu primeiro mandato de prefeito em Ribeirão. O imóvel foi usado por um período de oito meses, até o início de 2004.


Francenildo foi à Polícia Federal prestar depoimento e foi convidado a comparecer à CPI dos Bingos no dia 16 de março para confirmar o que havia dito em entrevistas, Francenildo foi impedido de falar por um pedido do PT acolhido pelo ministro Cezar Peluso, do Supremo Tribunal Federal, suspendendo o depoimento. Dois dias após a tentativa fracassada de falar na CPI, dados bancários da conta de Francenildo na Caixa Econômica Federal foram divulgados pela imprensa. Os extratos bancários mostravam que o caseiro havia recebido R$ 30 mil em depósitos desde janeiro.


O Ato Público, que irá reunir advogados, políticos e representantes de diversos segmentos da sociedade civil foi convocado pelo movimento Da Indignação à Ação, coordenado pelo jurista Miguel Reale Jr, em parceria com o movimento Pró-Congresso, com apoio da OAB/SP.
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