Quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

ISSN 1983-392X

Lula dá aula pública na Inglaterra

Migalheiro João Dácio Rolim participa da aula

terça-feira, 15 de julho de 2003

 

Migalheiro na palestra

Ontem, na palestra proferida por Lula na London School of Economics, na Inglaterra, havia muitos migalheiros. O dr. João Dácio de Souza Pereira Rolim, que por lá estava, gentilmente atendeu nossa equipe, via satélite, para uma curta entrevista. 

 

Migalha entrevista

M - Como foi a chegada de “Lula lá”, na London School of Economics ?

João Dácio Rolim  - Ele foi aplaudido de pé na entrada e na saída. Foi também ovacionado pela platéia durante seu discurso, que foi em parte lido e em parte com intervenções de improviso, incomum para um auditório inglês. Mas a festa foi brasileira, pois pelos comentários muitos na platéia eram brasileiros e poucos estavam usando fone de ouvidos para a tradução simultânea. 

M - E de fato estava lotado o auditório ?

João Dácio Rolim  - O teatro ao lado da London School of Economics – LSE - teve que ser utilizado para abrigar umas duas mil pessoas, enquanto que o Old Theatre da LSE (350 pessoas mais ou menos) ficou reservado para um telão para aqueles que não conseguiram os tickets.

M - E Lula estava bem à vontade?

João Dácio Rolim  - Após uma entrada tímida ele começou a ficar a vontade para já tirar o paletó e deixar na cadeira sendo polidamente seguido pelo anfitrião, bem como pelo ministro das relações exteriores do Brasil que foi embaixador em Londres e acostumado a etiqueta inglesa. Lula até vestiu o boné com o timbre da LSE (parece que houve uma discussão no migalhas sobre a expressão “vestir” o boné ser correta ou não).

M - E como foi a palestra? Sobre o que ele falou?

João Dácio Rolim - Lula começou seu discurso com o papel histórico da LSE no contexto de um centro de estudos do socialismo inglês e repetiu as idéias que vem falando em vários foros internacionais: fome zero, papel dos países emergentes, pleito do Brasil no Conselho de Segurança da ONU, relação de confiança nos governantes, compromisso e obrigação moral do Brasil com a África (muito aplaudido) e negociações multilaterais e bilaterais. No contexto de negociações se referiu ao casamento com sua mulher Marisa que estava presente (a quem se referiu no início agradecendo a presença e procurando-a na platéia para que nenhum inglês a levasse..) no sentido de que as partes precisam querer negociações para que todos tenham superávit e déficit comerciais e não somente superávit como no casamento dele e Marisa, que há 30 continuam negociando, mas que “o superávit era só da Marisa”.

M - Qual foi a imagem passada por Lula ?

João Dácio Rolim - A conclusão checada com alguns presentes, inclusive ingleses, é que foi uma das melhores palestras da LSE no sentido de emotiva e com bom conteúdo, apesar de proferida por um politician.

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