Segunda-feira, 15 de julho de 2019

ISSN 1983-392X

Argentina dá calote de US$ 2,9 bi no FMI

Los hermanos declaram moratória

quarta-feira, 10 de setembro de 2003

Argentina dá calote de US$ 2,9 bi no FMI

A Argentina anunciou, nesta terça-feira, que não vai pagar a parcela de US$ 2,9 bi ao FMI. O prazo para o pagamento da dívida vencia ontem. De acordo com o Gabinete de Governo do presidente Nestór Kirchner, o país resolveu declarar moratória porque as negociações para um acordo de refinanciamento com o FMI não foram acertadas. Outro motivo alegado pelo governo argentino foi que o pagamento da dívida comprometeria 25% das reservas internacionais, sem garantia de que o acordo poderia ser fechado.

O jornal Folha de São Paulo apurou que as negociações desse novo acordo fracassaram devido às imposições do FMI de estabelecer uma meta alta de superávit primário, de permitir a correção das tarifas de serviços públicos, congeladas desde janeiro de 2002, além de aprovar compensações financeiras aos bancos, que tiveram perdas com a desvalorização do peso.

Mas a Argentina não vai ter complicações agora. Segundo o jornal Estado de São Paulo, daqui a um mês, se confirmado o não pagamento da dívida, as entregas de empréstimos concedidos pelo Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) ficarão bloqueadas. Entre 60 e 90 dias depois do calote, todos os créditos de organismos internacionais à Argentina ficarão suspensos. Se não houver pagamento, um ano depois do default o país será declarado como "impossibilitado" de receber empréstimos. Um ano e meio após o calote, a Argentina ficará sem direito a voto no FMI. Dois anos depois do não pagamento, o organismo iniciará a cobrança compulsiva da dívida.

A Argentina possui US$ 13,6 bilhões disponíveis nas reservas internacionais do Banco Central. De acordo com a agência internacional Reuters, a dívida de US$ 2,9 bi ao FMI é considerada o maior calote da história do órgão.

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