Sexta-feira, 23 de agosto de 2019

ISSN 1983-392X

Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia podem ter metralhado casal em Pirituba/SP

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quinta-feira, 6 de julho de 2006

Assassinato

Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia podem ter metralhado casal em Pirituba/SP

Matéria publicada no caderno Metrópole do jornal O Estado de S. Paulo de hoje diz que as Farc podem ter executado brutalmente a advogada criminalista Sandra Medeiros Rodrigues, grávida de dois meses, e seu marido, o corretor de seguros Adriano Peixoto Rodrigues. Veja abaixo.

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As Farc podem ter matado em SP

Casal foi metralhado em Pirituba; pai de vítima tentou ligar para o presidente da Colômbia

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) podem ter executado brutalmente anteontem a advogada criminalista Sandra Medeiros Rodrigues, de 29 anos, grávida de dois meses, e seu marido, o corretor de seguros Adriano Peixoto Rodrigues, de 33.

O casal foi metralhado dentro do carro, um Vectra preto, por dois motoqueiros, às 8h30, na Rua Stefano Mauser, no Jardim Regina, em Pirituba, zona oeste de São Paulo. No começo deste ano, após descobrir ter sido enganada por um casal de colombianos por acreditar que integrava as Farc, Sandra fez a denúncia à Polícia Federal. Teria, no entanto, se recusado a entrar no Programa de Proteção a Testemunhas. O duplo homicídio está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que já está com um dossiê da investigação, enviado pela Polícia Federal.

As famílias das vítimas já foram ameaçadas pela quadrilha fortemente envolvida no tráfico internacional de drogas. 'Eles deixaram um filho de 2 anos, que sobreviveu porque não estava no carro', disse um amigo da família à polícia.

Anteontem, ao ver morta a filha que sonhava ser juíza, o pai de Sandra, que também teme ser executado, tentou ligar para o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, pedindo socorro.

A Polícia Civil já descobriu que, há cerca de três anos, as vítimas se envolveram com um rico casal de colombianos, primeiro identificado como Humberto e Beatriz Parra. Articulados, esses colombianos se diziam vítimas de estelionatários do país de origem. Rapidamente, o casal e as vítimas se tornaram amigos íntimos.

Os colombianos chegaram a comprar uma casa vendida pela imobiliária Peixoto, propriedade dos pais de Adriano. 'Eles eram verdadeiros artistas. Pediam ajuda para Sandra e Adriano, seus únicos amigos no Brasil. Garantiam estar com problemas de documentos na Justiça. Sandra foi induzida a colocar carros e casas no nome dela. Daí, quando descobriu que estava sendo usada pelas Farc, buscou a PF', contou outro familiar.

Há algum tempo, a família de Adriano suspeitou que o casal estava sendo usado pelos colombianos. Mas Sandra defendeu os dois e discutiu com os pais do marido. O casal suspeito está desaparecido. Na PF, Sandra reconheceu fotos do homem. Ele já estaria sendo investigado na Colômbia, México e Espanha e é suspeito de pertencer ao terceiro escalão das Farc. O casal foi enterrado ontem no Cemitério da Lapa.

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