Sábado, 17 de agosto de 2019

ISSN 1983-392X

Saddam Hussein volta ao tribunal para 2º julgamento

segunda-feira, 21 de agosto de 2006


Crimes de guerra
 

Saddam Hussein volta ao tribunal para 2º julgamento e diz preferir fuzilamento à forca se for condenado

O ex-presidente do Iraque, Saddam Hussein, vai a julgamento novamente na capital do país, Bagdá, nesta segunda-feira, para responder à acusação de envolvimento em uma ofensiva contra os curdos em 1987 e 1988.

Acredita-se que cem mil pessoas tenham morrido no que ficou conhecido como Operação Anfal.

Sete réus - inclusive Ali Hassan al-Majid (apelidado de "Ali Químico"), enfrentam acusações de crimes de guerra e genocídio e enfrentam a pena de morte se condenados.

Também deverão responder a acusações o ex-ministro da Defesa, Sultan Hashim Ahmed, ex-chefe da inteligência, Saber Abdul Aziz, ex-comandante da Guarda Republicana, Hussein Rashid al-Tikriti, um ex-governador de Nineveh, Taher Muhammad al-Ani e o ex-comandante militar Farhan al-Jibouri.

Saddam e sete réus diferentes já foram julgados pela morte de 148 xiitas em Dujail, em 1982. Um veredicto deve ser anunciado no dia 16 de outubro.

Irã

A Operation Anfal (que significa "Espólios de Guerra") teve como alvo milicianos pela independência curda. O presidente iraquiano acreditava que eles estavam ajudando o seu inimigo, o Irã.

'Ali Químico' é um dos réus neste segundo julgamento de Saddam Hussein

Sobreviventes dizem que foram atacados com gás, embora este novo julgamento não lide com o caso de Halabja, em 1988, onde 5 mil curdos teriam sido mortos dessa forma. Um outro tribunal está examinando o caso.

Nesta segunda-feira, a defesa deverá representar a campanha contra os curdos como uma operação de contra-insurreição contra os milicianos, acusados de ajudar o Irã na guerra contra o Iraque.

A promotoria vai argumentar que a ação se tratou de genocídio.

Entre as evidências a serem apresentadas deverão estar documentos do governo e depoimento de sobreviventes.

O xiita Abdullah al-Amiri vai presidir um painel de cinco membros no mesmo tribunal na fortificada Zona Verde de Bagdá vista durante o caso de Dujail.

Ativistas pelos direitos humanos levantaram dúvidas sobre a lisura do sistema judicial iraquiano e disseram que há graves problemas no caso de Dujail.

Três advogados de defesa foram assassinados e o primeiro chefe dos juízes foi substituído.

A promotoria quer a pena de morte para Saddam Hussein e dois dos sete outros réus no caso de Dujail. Todos negam as acusações.

Se Saddam for condenado e sentenciado a pena de morte, ele ainda poderá apelar, levantando a possibilidade de que uma execução ainda demore muitos anos.

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