Quarta-feira, 21 de agosto de 2019

ISSN 1983-392X

Câmara aprova novas regras para interrogatórios de presos

quinta-feira, 8 de março de 2007


Novas regras

Câmara aprova novas regras para interrogatórios de presos

O Plenário aprovou por unanimidade ontem o Projeto de Lei 7.227/06 (clique aqui), do Senado, que torna regra geral o uso da videoconferência nos interrogatórios e nas audiências judiciais das quais participe o juiz, o acusado preso e seu advogado. Atualmente, a prática para ouvir o acusado é transportá-lo até o fórum, devido à falta de segurança para o comparecimento do juiz ao presídio. Como foi modificado, o projeto retorna para nova análise do Senado.

A regra geral na legislação (Código de Processo Penal - clique aqui) é realizar audiências no local em que o acusado estiver preso, mas, se não houver segurança para isso, permite-se a locomoção do acusado. A intenção do projeto é evitar esse transporte, muitas vezes custoso e com risco de ações do crime organizado para libertar o acusado.

Regras

O texto do PL 7.227/06 aprovado pelo Plenário resultou de um acordo entre as lideranças partidárias e os deputados participantes das comissões de Constituição e Justiça e de Cidadania; e de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. Nos debates ocorridos em plenário, surgiu uma tendência de manter como regra geral o comparecimento do réu ao fórum, mas acabou prevalecendo a idéia da videoconferência. A matéria foi relatada pelos deputados João Campos e Neucimar Fraga em substituição a essas comissões.

Se o advogado do réu não estiver com ele na sala especial da prisão onde a videoconferência ocorrerá, o defensor terá acesso a uma linha telefônica reservada para a comunicação com o acusado.

Nos presídios, as salas reservadas para os interrogatórios e audiências serão fiscalizadas pelo Poder Judiciário, pelo Ministério Público e pela OAB.

Se não houver condições para o uso da videoconferência, deve-se adotar o comparecimento do juiz ao presídio. Com a nova redação, o preso somente irá ao fórum se não houver condições de realização de videoconferência ou se não houver segurança para a ida do juiz ao presídio.

Uma novidade do texto aprovado prevê a possibilidade de o juiz determinar a realização de videoconferência para ouvir testemunha presa, além de usar os mesmos recursos de presença virtual para que o acusado preso acompanhe entrevista com testemunhas, estejam elas presas ou não.

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