Sexta-feira, 24 de maio de 2019

ISSN 1983-392X

Estudantes da PUC/SP definem hoje se mantêm invasão da reitoria

quinta-feira, 8 de novembro de 2007


Ocupação

Estudantes da PUC definem hoje se mantêm invasão da reitoria

Os alunos que invadiram a reitoria da PUC/SP na segunda-feira à noite decidem hoje, em horário a definir, se irão manter a ocupação. Eles protestam contra as alterações na estrutura administrativa que a instituição quer implementar.

Na internet, no blog do movimento, o grupo afirma que a reitoria fez um "pedido de reintegração de posse, que foi aceito pelo juiz". "Isto significa que a reitoria da PUC/SP (gestão Maura Pardini Bicudo Véras) escolheu a repressão ao invés de escolher o diálogo." A assessoria de imprensa da PUC/SP não confirma a informação.

Cerca de 150 estudantes que participam do protesto decidiram, em assembléia, reivindicar que não haja a votação da reestruturação, marcada para 12 de dezembro. Segundo eles, não houve discussão suficiente.

Estão em análise na universidade três propostas de reestruturação -da reitoria, do Centro de Educação e da Faculdade de Economia e Administração. A reitoria propõe, entre outras coisas, a criação de institutos, que eliminaria a existência de centros e faculdades. A intenção é agrupar áreas semelhantes de conhecimento, além de integrar a graduação e a pós-graduação -hoje separadas.

Os alunos pedem também a abertura dos livros de contas da universidade, a rematrícula imediata dos inadimplentes e a não punição dos estudantes e apoiadores da ocupação.

Na opinião da assistente da vice-reitoria acadêmica, Sônia Igliare, a invasão é "um ato de violência numa instituição em que as pessoas são respeitadas". Ela pediu que os alunos deixassem a reitoria, garantindo que a negociação continuará depois que eles saírem.

Outra assessora, Neusa Bastos, disse que a invasão tem prejudicado o trabalho na universidade, justamente no período que antecede o vestibular. Apesar da invasão, as aulas continuam normalmente.

Comunicado do vice-reitor, João Décio Passos, afirma que a universidade poderá entrar na Justiça caso ocorram danos ao patrimônio. Também está prevista a punição administrativa dos envolvidos.

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Fonte: Folha de S. Paulo
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