Terça-feira, 22 de janeiro de 2019

ISSN 1983-392X

Praça René Thiollier

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terça-feira, 6 de maio de 2008


"Praça René Thiollier"

Recente decreto da prefeitura de SP criou um Parque Municipal na avenida Paulista, no exato local onde outrora foi a "Villa Fortunata", construção erigida no início do século XX, mais precisamente em 1903, por Alexandre Honoré Marie Thiollier, dono da primeira livraria de São Paulo, a CASA GARROUX.

Diferente do que esperava a intelectualidade paulista, ansiosa por ver ali a justa homenagem ao filho do construtor da Villa, e que a imortalizou na história brasileira, René Thiollier, da Academia Paulista de Letras, o prefeito deu ao local o nome de Parque Municipal Prefeito Mario Covas.

Sem nenhum desmerecimento ao falecido governador paulista, a notícia vem provocando inúmeras manifestações de respeitáveis migalheiros que sugerem que o local seja batizado como Parque Municipal René Thiollier.

Confira abaixo as diversas cartas enviadas à Redação e a íntegra do Decreto 49.418, que cria e denomina o Parque Municipal Prefeito Mario Covas.

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 Veja também :

  • Íntegra de artigo de Alexandre Thiollier sobre o seu pai René Thiollier publicado em uma separata da "Revista da Academia Paulista de Letras" - clique aqui.
  • Artistas lançam página na internet para difundir o manifesto e anunciam manifestação - clique aqui.

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Em 2008...

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  • Migalhas dos leitores

Envie sua Migalha

"Sr. Diretor, Migalhasnão noticiou, mas o prefeito de SP, Gilberto Kassab, por decreto, criou o Parque Municipal Prefeito Mario Covas, no exato local onde outrora foi a Vila Fortunata - avenida Paulista esquina com alameda Ministro Rocha Azevedo. Para quem não sabe, essa construção foi erigida no início do século XX a mando de René Thiollier. Posteriormente, derrubada, restou ali um cobiçado terreno com centenas de árvores de todo tipo e valia que integrou o rol de bens do falido BANERJ. Certamente, foi ali que o infante Alexandre Thiollier passou dias de sua infância, subindo em jabuticabeiras, sentado à sombra de jatobá, lendo os clássicos."

Antonio Claret Maciel Santos

"Subscrevo as palavras do assinante Antonio Maciel dos Santos, Na área, objeto do Decreto Municipal nº 49.418, de 18.4.2008, criando o 'Parque Municipal Prefeito Mario Covas', localizada na Avenida Paulista, com Alamedas Rocha Azevedo e Santos, existia, e os que minha idade têm, 68 anos, lembrarão, da Vila Fortunata, construída pela Familia Thiollier. Ali viveram René Thiollier e Dna. Silvinha e nasceram e foram criados os dois únicos filhos do casal, Nazareth e Alexandre Thiollier, este nosso colega que tanto contribuiu no segmento da advocacia. Freqüentei a casa nos idos de 1965 e era um marco na nossa cultura, local onde foram criados a 'Semana de Arte Moderna de 1922', o 'TBC' - Teatro Brasileiro de Comédias, e outros tantos eventos da nossa paulicéia. Nada mais digno, portanto, que 'batizar' o logradouro com o nome de quem construiu, viveu e fez historia no local. Consigno, ainda, que fui sempre 'fã de carteirinha' e eleitor do nosso saudoso Mario Covas, um dos mais respeitáveis políticos brasileiros, mas, nem por isso, deixarei de consignar esta minha posição."

Orlando Di Giacomo Filho - advogado

"O terreno na avenida Paulista, 1.853, esquina com alameda Ministro Rocha Azevedo, foi a moradia do intelectual René Thiollier por 55 anos, meu pai. Muitos perguntam: "Quem foi esse homem ? Fez o que por São Paulo ? Porque mereceria ele ter o nome em uma praça". Amou tanto São Paulo que lutou de arma na mão na trincheira do facão em Cunha na Revolução de 1932. Nasceu no final do século 19, em 29 de janeiro de 1882, numa travessa da Sé. Seu pai, Alexandre Honoré Marie Thiollier, dono da primeira livraria de São Paulo, a CASA GARROUX, foi quem construiu no ano de 1903 a "VILLA FORTUNATA", na Paulista, no número 1.853. Era somente uma casa de campo onde passavam os fins de semana, pois moravam no centro, na rua XV de Novembro. Em 1909, por problemas de saúde, foi fazer tratamento na Europa e alugou a Villa para um casal com três filhos, sendo que a mulher grávida da quarta criança que lá nasceu, recebeu o nome de Roberto Burle Marx. Moraram na Villa por somente quatro anos, e em 1913 se mudaram para o Rio de Janeiro. No mesmo ano morreu o pai de René. Ele mudou-se para Villa Fortunata com a mãe e a esposa. A Villa que foi o palco de muitos encontros literários, saraus musicais, jantares e comemorações da saudosa sociedade paulista. René deu sua contribuição à história de São Paulo, participando na: Fundação e construção da sede da Academia Paulista de Letras; Escritor de vários livros e colaborador de todos os jornais e revistas paulistas de sua época; Fundação do TBC - Teatro Brasileiro de Comédia; Patrocinador, articulador e organizador no Teatro Municipal na SEMANA DE ARTE MODERNA EM 1922; Participante da viagem histórica de dona Olívia Guedes Penteado, oferecida a Blaise Cendrars, poeta suiço, a Minas Gerais em 1924, juntamente com Mario de Andrade, Tarsila do Amaral , e outros; Fundador com Julio Prestes da Revista "A MUSA" em 1906; Organizador do Batalhão de homens de 30 a 50 anos - Liga da Defesa Paulista; Membro fundador da Ordem dos Advogados de São Paulo; Membro do conselho do Liceu de Artes e Ofícios; Secretário perpétuo da Academia Paulista de Letras e Fundador e diretor da Revista da Academia Paulista de Letras por 15 anos. Eu, filha de René, Maria Nazareth de Carvalho Thiollier, hoje com 88 anos, luto para que na Villa Fortunata onde nasci em 1920, seja feita a homenagem ao grande homem que foi René, meu pai, falecido em 1968. Como escultora, já tenho pronto o busto de meu pai, que está sendo fundido em bronze para homenageá-lo no recanto que ele mais amou, a sua pequena floresta da "VILLA FORTUNATA". Não descansarei em paz se essa PRAÇA tiver o nome de um homem que nasceu em Santos, Mario Covas, sem tirar os méritos de tudo que fez por SP. Mas René Thiollier fez muito por São Paulo, sempre fugindo aos holofotes, e merece ter hoje esse reconhecimento de SÃO PAULO por ter colocado sua vida para defender a cidade que tanto amou, na revolução de 1932. As árvores preservadas nesse terreno, só existem hoje por que meu irmão Alexandre Honoré Marie Thiollier e eu lutamos para que fossem tombadas. Afinal, nós dois nascemos lá. Estou escrevendo um livro já há três anos e meio sobre a história de meu pai René Thiollier com a sua querida São Paulo, baseado em toda documentação e fotografias por ele deixados. O lançamento está previsto para esse ano de 2008. Gostaria de contar com a real sensibilidade do Senhor Prefeito Gilberto Kassab e com toda sua boa vontade para que possamos juntos fazer jus a um Paulista que realmente merece ter o seu nome naquele lugar sagrado para mim. Mesmo eu, com 88 anos, estando de andador, pois quebrei a perna há 7 anos, não medirei esforços para me deslocar e ir à luta por uma causa que me parece muito justa. Antecipadamente agradeço,"

Maria Nazareth de Carvalho Thiollier

"A manifestação da filha de René Thiollier é de uma sensibilidade sem limites. É maravilhoso ver uma filha enaltecer a memória do pai como foi exposto. Foi emocionante."

João Bittar Filho - advogado

"A infeliz edição de decreto municipal denominando Praça Mario Covas ao imóvel da Avenida Paulista antes ocupado pela Villa Fortunata, onde viveu por mais de 55 anos o intelectual e mecenas René Thiollier, suscita indignação a todos que têm respeito à história da cidade de São Paulo. Em primeiro lugar agride a memória do suposto homenageado. Sim, Mario Covas é ofendido na medida em que ele é feito instrumento de oportunismo de ocasião. Mario Covas tem um passado reto de luta contra a ditadura militar, prefeito da Capital, foi duas vezes eleito governador de São Paulo. Neste cargo, governou os paulistas com tirocínio, mas também com desprezo à sabujice e aos bajuladores - disso podem testemunhar aqueles que o conheceram. Por isso, o governador Covas é credor de muitas homenagens. No entanto, ele não compactaria com o esbulho cultural que significa atribuir seu nome ao sítio da Villa Fortunata. Jamais. Covas sempre foi cioso com o patrimônio alheio, não aceitaria locupletar-se de bem cultural de outrem, ainda que sob a forma de homenagem. Villa Fortunata evoca a memória paulistana da Casa Garroux, sua primeira e principal livraria, a Semana de Arte Moderna cujos desdobramentos repercutem por todo o século XX. Enfim, a Villa Fortunata vincula-se a René Thiollier, o morador que a transformou ponto de encontro de artistas e intelectuais e, até, trincheira contra a ditadura Vargas. Além desses fatos e circunstâncias, o dever pessoal de lealdade e de gratidão faz-me juntar ao coro daqueles que esperam que o equívoco seja desfeito: o nome da praça seja corrigido. Isto porque, na condição de afilhado e sobrinho, da escultora Nazareth Thiollier, eu freqüentei bastante a Villa Fortunata, em meados dos anos sessenta. Na companhia de minhas primas mais velhas fui regular freguês dos almoços na 'Avenida' (assim chamávamos a casa), aos sábados durante o ano letivo. Aliás, uma dessas primas possuía a singular habilidade de acumular grande quantidade d'água na boca e, então, com potência incrível, alvejar suas irmãs e a mim, nas distrações dos avôs e da mãe, durante as refeições. Ficávamos encharcados. Muitas vezes, depois de saborear o café, produzido na própria Villa Fortunata, eu conversava um pouco com o Dr. René no 'living' e, daí, saia às carreiras, para atender ao 'retido' a que estava condenado pela tirania jesuítica. Era preciso chegar ao Colégio São Luiz às 15 horas para cumprir uma ou duas horas de jornada, conforme a gravidade do castigo. E mais, confesso que algumas vezes fui 'salvo' pela solidária lhaneza da Dª Sylvinha Thiollier, que assinava minha caderneta, cientificando-se como responsável das minhas punições escolares. Por conseguinte, eu era eximido de punições domésticas, uma vez que meus pais eram mantidos desinformados das mazelas disciplinares. Em suma, confio que o atual prefeito, Gilberto Kassab, terá a grandeza de rever sua decisão. Com efeito, reverter uma atitude é atributo das pessoas superiores. O Nosso prefeito saberá demonstrar que não é liliputiano. Por isso o prefeito mudará seu decreto primitivo, 'suum cuique tribuere' (dar a cada um o que é seu), designando o indigitado sítio 'Praça Villa Fortunata'. Eu prefiro esta designação. É poética e foneticamente mais eufônica. E mais, terá as vantagens da desfulanização. Por outro lado, faz tríplice homenagem ao pai - livreiro construtor da casa, a mãe Dª Fortunata - a xará, homenageada original, e ao filho René Thiollier - que fez da Villa Fortunata, pólo da vida cultural paulista. Helás. Viva a Praça Villa Fortunata!"

Luiz Baptista Pereira de Almeida Filho - escritório Do Val, Pereira de Almeida, Sitzer e Gregolin Advogados

"Gostaria de deixar aqui meu apoio ao manifesto realizado pela sra. Nazaré Thiollier, denominando o parque, localizado na esquina da Av. Paulista com a Ministro de Rocha Azevedo, René Thiollier, ao invés de Mario Covas livro. Obrigado pela atenção. Cordialmente,"

Renato de Sá Lorenzon

"Essa praça tem que se chamar 'Praça René Thiollier'. A Luta da D. Nazareth é muito justa e sua historia comovente. Com 88 anos, numa lucidez invejável e com essa força dantesca, mostra que a União faz açúcar, mas também a união faz a força mais doce. Por isso juntaremo-nos a ela para a revogação desse decreto que pode ser legal, mas é imoral. Não pelo Sr. Mário Covas, que mereceria ter sim o nome nesse Parque, se não fosse a importância histórica para São Paulo do escritor, advogado e jornalista, sr. René Thiollier, que foi um dos principais pilares para que a semana de Arte Moderna em 1922 tivesse acontecido, pois foi seu principal organizador. Como artista plástica e diretora do portalartes.com.br, mobilizarei se possível toda a classe artística para dar o apoio necessário para que o sr. René Thiollier tenha essa homenagem tão merecida. Vamos a luta D. Nazareth. Vamos a luta porque de agora em diante essa luta não é mais só sua. Grande abraço,"

Di Bonetti

"Precisamos juntar forças para sensibilizar nossos políticos da importância de atribuir o nome de René Thiollier à praça situada na Av. Paulista esquina com a Alameda Ministro Rocha Azevedo, porque se trata do reconhecimento ao imenso trabalho desse homem para a cultura de nossa terra e, em especial, à cultura jurídica. Aliás, ali ficam as sedes da Justiça Federal de 1ª. e 2ª. instâncias de São Paulo. Aproveito para felicitar d. Maria Nazareth de Carvalho Thiollier por sua diligência e empenho em ver prestigiado o nome de seu honrado pai, augurando-lhe o maior sucesso na empreitada de editar seu livro."

Maurimar Bosco Chiasso

"Caros, venho demonstrar meu apoio ao manifesto organizado por Nazaré Thiollier, cujo objetivo é nomear de 'René Thiollier' o Parque recentemente idealizado pela Prefeitura de São Paulo, na esquina da Rua Ministro Rocha com a Avenida Paulista. Grato desde já. Abraços,"

Matheus Fellipe Oliveira Machado

"Uma cidade sem História não tem Presente, quiçá um Futuro! Aqui faço meu protesto e representando também Betty Malfatti! Meu nome Stella Maria de Mendonça, sobrinha de Elisabeth Cecília Malfatti, Betty é sobrinha e herdeira de Anita Malfatti, indignada se solidariza, juntas somos solidárias a voz solitária de Maria Nazareth Thiollier. Sou restauradora de obras de arte e preservo o acervo da artista plástica expressionista Anita Malfatti a 'Mãe do Modernismo', mais de vinte cinco anos e atualmente tenho me aprofundado em sua biografia que representa uma genuína parte da história cultural da cidade de São Paulo e do Brasil. René Thiollier um nome vivo no 'Cenário Cultural Paulista', com sua atuação no passado de uma fundamental importância para a historia atual na cidade de São Paulo, deveria ser reverenciado, pois graças á contribuição efetiva desse aristocrata, temos hoje o privilégio e orgulho da nossa história cultural. Podemos começar a dizer aos quatro cantos do planeta, que Isadora Duncan a célebre bailarina moderna norte-americana, estivera na cidade de São Paulo no Teatro Municipal, graças a Anita Malfatti e René Thiollier. Anita Malfatti que introduziu a Arte Moderna no Brasil em 1917, anteriormente, durante a I Guerra, na sua permanência em Nova York desde 1914 até 1916, participou de um intenso convívio com os modernistas americanos, franceses e russos, tendo o privilégio de presenciar o nascimento da Arte Moderna nos Estados Unidos da América do Norte, onde freqüentou extasiada ativamente, os ensaios do Balé de Isadora Duncan. Nas vésperas de sua partida, em Nova York, Anita ainda chegou a ver, Isadora Duncan bailar 'a Iphygenie de Tarsus', em um teatro ao ar livre, no estádio da Universidade de Columbus. Anita em agosto de 1916, já no Brasil, sabendo que a consagrada bailarina Norte Americana estaria na América do Sul, na Argentina, pediu apoio imediato a um único homem paulistano, sensível e capaz de viabilizar este evento, René Thiollier. Amigo da família Malfatti, fora um personagem de extrema relevância na cultura e sociedade paulistana, criando convenientemente as peças, trazendo Isadora Duncan para apresentar-se também em São Paulo. Mobilizou sem medir esforços, os contatos com o Balé de Isadora Duncan, reservando o Teatro Municipal. Em setembro, nos dias, 2, 3 e 5 de 1916, estreou nesta cidade o majestoso recital, Anita Malfatti fizera uma caricatura de Isadora Duncan no teatro Municipal de São Paulo, para registrar este notável acontecimento, graças ás medidas de René Thiollier. Chamado de 'O Empresário da Semana de 22', René Thiollier, amigo do prefeito na época, solicitou o Teatro Municipal, para acontecer o Manifesto Modernista, A Semana de Arte Moderna em São Paulo. Cuidou da licença, alugara o Teatro, pagou do próprio bolso e dera como garantia seus bens pessoais. Reunindo e organizando um comitê patrocinador composto por Antônio Prado Junior, Paulo Prado, Edgard Conceição, Armando Penteado, José Carlos de Macedo Soares, Oscar Rodrigues Alves, Alberto Penteado, Franco Zampari e Alfredo Pujol, que custearam as despesas dos artistas que vieram do Rio e o aluguel do Teatro Municipal por uma semana para a realização do evento. Defensor de Anita Malfatti após a chegada da Arte Moderna, Thiollier era grande entendedor dos fundamentos da Arte Moderna, já fizera contato com o Modernismo em Paris bem antes da Semana de 22, isso não era novidade para ele. Em sua casa na Villa Fortunata na Avenida Paulista, nº. 1853, abriu seu salão, para os encontros intelectuais, culturais e sociais, muito freqüentado. No final de 1921, os modernistas como: Paulo Prado, Mário e Oswald de Andrade, Luís Aranha, Sérgio Milliet, Tácito de Almeida, Ribeiro Couto, Plínio Salgado, Agenor Barbosa, Di Cavalcanti e Anita Malfatti, entre muitos outros organizaram o programa do Manifesto Modernista tão comemorado por nós brasileiros. Anita Malfatti em seus manuscritos preservados pelo Instituto de Estudos Brasileiros, USP, escreveu seu depoimento sobre a Histórica 'Semana de Arte Moderna'. Depoimento de Anita Catharina Malfatti:

'Foi com a chegada ao Rio de Janeiro do escritor Graça Aranha, que René Thiollier com Paulo Prado conseguiram alugar o Teatro Municipal por uma semana para os artistas.'

'Foi em São Paulo que soou o toque do clarim que rompeu as amarras do velho barro acadêmico, lançando os artistas ao mais agitado, à precursora de novos horizontes artísticos. Ninguém teve tempo de preparar algo novo, mas a idéia moderna estava viva no coração deste pequeno grupo de artistas brasileiros, tinta indelével que marcaria época a dirigir uma geração de paulistas'.

'Foi em 9 de fevereiro de 1922 com a inauguração da S.A.M. que se afirmou á nova era artística no Brasil. O teatro Municipal, pois era cedido ao grupo dos artistas por uma semana inteira coisa nunca alcançada no Brasil. Ainda guardo carinhosamente o catálogo da Semana'.

Através da soma de conhecimentos literários, teatrais, óperas e artes cênicas adquiridas e vivenciadas em Berlim e Nova York, como os Balés russos de Sergei Dhiaghilev’s e o cenógrafo Léon Nikolayevich Bakst, também professor de Marc Chagall, para apresentação no Metropolitan Opera House, como também a francesa Stacia Napierkowska, atriz que inaugurou um gênero de espetáculos novos com apresentações da peça War’s Bride, como os grandes literatos premiados com o premio Nobel de literatura, Máximo Gorki, Romain Rolland e Selma Langerloff, Anita, despojava um repertório riquíssimo, digno de interesses mútuos, René e Anita conduziam conversas intermináveis sobre teatro e literatura, no salão da casa Fortunata. René Thiollier o escritor, em suas matérias publicadas, sobre os encontros com os modernistas não se referia a Anita Malfatti, pois na época, não seria visto de bom-tom uma senhorinha conspirando no meio de intelectuais. Um verdadeiro gentleman, um intelectual habilitado, onde muito prestigiou e valorizou a nossa cultura em todos os seus feitos com muita sutileza e discrição, para que hoje São Paulo se tornasse o Símbolo Cultural do nosso País. Acredito plenamente no equivoco impulsivo dos representantes da nossa Prefeitura da capital de São Paulo, de cunho sensível e mãos confiáveis que preservam nossos bens culturais, protegem e promovem a cultura e o Patrimônio Histórico da nossa cidade, não acredito que cometam propositadamente um lapso histórico de tamanha proporção tão ante-cultural e cívico. O histórico casarão da Villa Fortunata, infelizmente não existe hoje, mas sua história esta impregnada naquele terreno e em sua majestosa floresta. Esperemos que nesta atual gestão se faça jus á 'Praça René Thiollier' de uma nobilíssima família que com seu legado preservou e tombou a essência fundamental da vida no meio da Avenida Paulista, uma parcimoniosa floresta erguida, massacrada pelo concreto armado. Esta paisagem esplendorosa e sobrevivente cultivada pelas mãos do nosso compatriota visionário e mecenas cultural, que tanto fez e amou São Paulo, René Thiolier. Estimadíssima, Sra. Maria Nazareth Thiollier não a conhecemos pessoalmente, saiba, entretanto que abraçamos sua causa, e somos solidárias, conte com o nosso apoio. Obrigada pela atenção,"

Stella Maria de Mendonça e Elisabeth Cecília Malfatti

"Sra. Maria Nazareth, tenho certeza que sua luta não será em vão, tenha em mente, o que é do homem o bicho não come, desde já tem meu total apoio."

Gilson Mazzin

"Prezados Senhores, escrevo para apoiar a srª Nazaré Thiollier com relação a troca do nome do 'Parque Governador Mário Covas' para 'Parque René Thiollier' como forma de homenagear um homem que tanto fez para a cultura e literatura paulistana, inclusive sendo um dos idealizadores e organizadores da Semana de Arte Moderna de 1922. Não acredito ser uma forma de justiça a determinação do prefeito Kassab, através de um decreto municipal, que o terreno que fica na Avenida Paulista esquina com a Ministro Rocha Azevedo e que será transformado em um parque, ser denominado Parque Governador Mário Covas. O aludido terreno foi, durante muitos anos, a casa do sr. René Thiollier e onde ele, seus filhos e netos foram criados e lá passaram muitos anos de suas vidas. Informo que não tenho absolutamente nada contra o nosso saudoso e querido ex Governador Mario Covas, mas ele já foi homenageado com seu nome no Rodoanel viário que está sendo construído e circunda a capital paulista. Atenciosamente,"

Guilherme Filardi

"Prezados leitores, fiquei surpreso ao me deparar com o texto transcrito neste site sobre a questão de dar ou não o nome de 'Praça René Thiollier' na Avenida Paulista X Rua Ministro Rocha Azevedo onde hoje há um terreno vago e vizinho à mansão tombada da família Franco de Mello, cujo casarão está às moscas. Venho dar o meu total apoio a esta senhora com todo o conhecimento de causa, não tão somente na questão do nome, mas pelo fato dessa família estar ligado diretamente com a história da Avenida e a Cidade de São Paulo. Sou apenas um dos milhões de anônimos desta cidade grande no meio de uma multidão de pessoas onde me diferencio por um pequeno detalhe, conhecer muita das histórias da Avenida, assim como as histórias de alguns de seus antigos ex-moradores e ex-proprietários e, apesar de eu ser relativamente novo, 35 anos de idade, pesquiso solitariamente sobre a Avenida e seus antigos habitantes há pelo menos uns 7 anos, passando de família por família, história por história para conhecer um pouco da cultura e costumes daquela época na Avenida e seria leviandade minha não dar o apoio devido a Senhora Thiollier nesta questão se não conhecesse a história da família e o legado deixado por eles desde o fim do século XIX e princípio do século XX aqui em São Paulo. E para aqueles que conhecem toda a história do René e a importância que a Villa Fortunata teve para São Paulo, com certeza farão um coro em favor a causa, mas o problema, e nós sabemos, é que a maioria mal conhece a história dele, esta geração é pobre em cultura, infelizmente. Traçaria um paralelo da existência da Villa Fortunata/René Thiollier com a Villa Kyrial/Senador Freitas Valle, ambos, por serem contemporâneos, tiveram sua importância para São Paulo do início do século com reflexos até hoje, irradiando pelo tempo, mas isso daria um livro entanto. E digo! Não deixemos a Avenida ser conhecida apenas como a Avenida dos barões do café, dos industriais, dos banqueiros, mas também como de muitos intelectuais! Quem disse que a Avenida se reduz a apenas aos Matarazzo, Crespi, Wazsflog, Pinotti Gamba, Siciliano, Von Bülow, Numa de Oliveira e tantos outros ? A Avenida também tinha seus pensadores, seus cientistas, seus doutores, professores e seus quase anônimos, ou seja, era também povoado com vários grupos cultural-sócio-econômicos 'anônimos' como citado pela própria senhora Thiollier em sua carta. Não é por que eram 'anônimos' que estes não tenham dado a sua contribuição para São Paulo, mas como diz uma das passagens na própria Bíblia, 'Que a mão esquerda não saiba o que faz a mão direita'. Pois bem! Hoje estamos em época de eleições municipais, propostas mil virão, promessas então, nem fale! E que tal inauguração de obras públicas! Prato cheio, não é? São nessas ocasiões que os políticos de hoje querem aparecer para angariar votos, custe o que custar! E o fato de dar um nome para bens públicos para homenagear políticos é uma das formas encontradas.Sabemos que existe muita politicagem nesse meio. Espero que o Senhor Prefeito Kassab abra a mente dele e de toda sua acessoria para esta situação e, se realmente ele for uma pessoa de cultura e conhecimento dos valores culturais desta cidade, como paulistano, possa entender a proposta assinalada na carta da Senhora Thiollier e ver que ela não é de cunho político, mas sim de direito! Torço francamente para que este seja o final correto em se dar o nome a Praça a quem tanto fez por e amou São Paulo. O Rodo-Anel 'Mário Covas' já recebeu seu nome, não há mais necessidade de se repetir exaustivamente uma homenagem ao Sr. Mário Covas em outras obras...Ultimamente somente os políticos são homenageados, muitos sem mesmo por merecê-los, mas não é o caso deste, porém, como dito acima, ele já recebeu sua justa homenagem numa obra de grandíssimo porte e isso já basta. Ainda por cima vemos as autoridades mudando, como se tem visto ultimamente, nomes dados pelo próprio povo paulista á obras existentes na cidade há anos para agraciar um grupo interessado em troca de apoio político ou financeiro! Que se dê o nome de 'Praça René Thiollier' e ponto final. São Paulo precisa é de homenagear seus antigos e quase esquecidos heróis! Estes que vieram dar a luz da cultura ao povo de São Paulo por amor e não por interesse. Grato àqueles que tiveram a paciência de ler até aqui."

Paulo Castagnet

"Apoio total e irrestrito à aprovação, muito justa, da homenagem e nome à Praça René Thiollier."

Cecilia Silva Ramos

"Esse país está ficando burro. Uma cidade não se constrói com políticos e que tais, tão-somente, super-expostos na mídia, mas com o trabalho e sobretudo os sonhos dos seus habitantes. É o caso de René Thiollier, como nos informa em sensível e acachapante texto a Senhora Maria Nazareth de Carvalho Thiollier. Vençamos o vezo torto da homenagem fácil e façamo-lá mais justa nomeando o espaço da Paulista 'René Thiollier', um dos muito que sonhou essa cidade."

Vicente Caricchio

"Apoio calorosamente o manifesto elaborado pela sra. Nazaré Thiollier, filha do brilhante René Thiollier. Nada mais justo que local de tamanha importância para a Cidade de São Paulo carregue o nome de um de seus maiores admiradores, René Thiollier, que tanto contribuiu para o desenvolvimento cultural do país (para não dizer apenas da capital paulista). Saudações,"

Luis Guilherme Alves e Cruz

"Como residente nesta urbe há mais de cinqüenta anos, solidarizo-me com a ilustre senhora Maria Nazareth de Carvalho Thiollier que busca o reconhecimento e a justa homenagem ao seu não menos ilustre genitor para que seja dado o seu nome ao imóvel no qual residiu e cuidou com tanto carinho em nossa cidade. Não obstante minha admiração pelo saudoso ex-prefeito e ex-governador Mário Covas, creio que nesta especial circunstância nada mais justo do que atribuir ao renomado paulistano René Thiollier o nome daquela reserva florestal agora transformada em praça pública. Associo-me aos demais missivistas que concordam com a homenagem e aguardo com expectativa que o nosso alcaide altere o seu decreto, nominando um outro logradouro de igual importância com o nome do saudoso burgomestre e consignando aquele parque com o nome do nobre paulistano."

Clênio Falcão Lins Caldas

"Com a devida licença do grande homem público Mário Covas, o excesso de nomeação de bens públicos com seu nome está comprometendo a próprio austeridade que sempre pautou a vida do homenageado. São tantos auditórios, praças, ruas, museus, escolas, pontes, viadutos, tudo ostentando (e ostentar é exibir em excesso) seu nome que chega a tirar a referência do ponto onde se quer chegar. A persistir este excesso, entendo ser cabível ação popular diante do dano histórico, patrimonial e de notória desproporção diante de outros grandes homens públicos."

Carlos Jose Marcieri

"Apóio o manifesto realizado pela Sra. Nazaré Thiollier, no sentido de que o terreno que fica na Avenida Paulista esquina com a Ministro Rocha Azevedo, que será transformado em um parque seja denominado Parque René Thiollier, como forma de homenagear um homem que tanto fez para a cultura e literatura paulistana, inclusive sendo um dos idealizadores e organizadores da Semana de Arte Moderna de 1922 e que residiu nesse local por vários anos."

Denise de Sousa e Silva Alvarenga

"Como neta de René Thiollier gostaria de repetir o que vem sendo dito. 'Mario Covas já tem sido merecidamente homenageado'. O espírito de Mario Covas não está presente na Av. Paulista 1853. Meu avô está em todos os lugares daquele terreno. Basta que eu feche meus olhos e eu o vejo andando pelo seu parque, subindo as escadas para seu quarto, pedindo um cafezinho para o Martins, fazendo com que ficássemos quietas pois 'mamana' com chamávamos nossa avó, estava tocando piano. Fomos nós que choramos quando mamãe e Tio Alexandre venderam a casa, pois lá estavam nossas melhores lembranças. Naquele terreno está o espírito dos Thiollier. Mario Covas sentir-se-ia estranho. Peço a mudança do nome da Praça para Praça Rene Thiollier."

Maria Cristina Pereira de Almeida Manzano

"Obviamente que deveria se chamar Parque Municipal René Thiollier, nada mais justo que prestar esta homenagem a quem morou e cuidou deste espaço por tanto tempo com amor e dedicação, fora os inúmeros feitos pela cultura e pela cidade de São Paulo...."

Marcelo Zenobio de Vasconcellos

"Gostaria de fazer eco a todas as manifestações a favor do Parque René Thioliier, principalmente aos testemunhos de D. Maria Nazareth e do dr. Luiz Baptista Pereira de Almeida Filho. Quem conheceu Mario Covas, sabe que o seu grande legado foi uma personalidade forte, que não levava desaforo para casa, mas com um senso de justiça digamos incomum, dentro da classe política brasileira. Em situação semelhante, Covas, com sua personalidade ímpar, repudiaria a idéia de se homenagear alguém, passando por cima da história e das maiores e melhores tradições Paulistanas. A personalidade do ex-governador, o seu grande legado, ainda está por aí e nos acompanha, e é só o prefeito Kassab perguntar a ela. Espero que tenha sensibilidade para isso. Como sou casado com uma Pereira de Almeida, Irene Maria, escritora e sobrinha de Abílio Pereira de Almeida, advogado e teatrólogo dos melhores que já tivemos (e que hoje também anda meio esquecido) e do próprio Dr. Luiz Baptista, sinto como é importante defendermos as tradições da velha São Paulo, que teve em René Thiollier um de seus maiores defensores, além de ter sido um mecenas e participante ativo da Semana de Arte Moderna de 1922, cujos frutos de avanço e modernidade o Brasil inteiro colheu e ainda colhe. Como diria meu sogro, o saudoso José Luiz Pereira de Almeida, a gente 'nunca sabe' (ou num Kassab) o que sai da caneta de um prefeito. Esperamos que o ato seja revisto, por respeito a René Thiollier, sua a família e a todos os paulistas."

Rui Dell'Avanzi Júnior

"O povo brasileiro já está 'cheio' de homenagens a políticos que fazem o que hoje estamos vendo, e que nos envergonham com seus atos corruptos e sujeira com que impregnam quase todas as suas ações. Por favor, vamos fazer um abaixo assinado para colocar nesse logradouro o nome correto do mesmo, pois o Sr. Mario Covas já é nome de rodovia, viaduto ruas e outros."

Jose Mello Campos

"A polêmica em torno do Decreto Municipal nº. 49.418 de 18.4.2008, decorre da ação realizada pelo dr. Alexandre H. M. Thiollier e sua irmã d. Nazareth de Carvalho Thiollier, que gravaram as árvores existentes em torno do palacete 'Villa Fortunata' que foi durante mais de 50 anos a residência de René Thiollier que cultivava hábitos de mecenas. Nada mais correto que dar ao parque o nome de René Thiollier. A memória do governador Mario Covas deve ser preservada em razão de suas realizações, e não locupletada indevidamente."

Geraldo Agosti Filho - advogado

"O prefeito e governador Mario Covas, já foi objeto de inúmeras homenagens (rodo-anel, viadutos, etc), por isso, acompanho todos os migalheiros que são favorável a homenagem ao cidadão René Thiollier na nova praça na Avenida Paulista."

João Luiz Alves Mantovani

"Uma Avenida Paulista, impregnada de histórias maravilhosas não pode ter seus fatos relevantes levianamente alterados em detrimento de jogadas políticas, ainda mais, alimentadas diretamente num período eleitoral. Sou Paulistano da Vila Mariana e como tal, prezo pela memória histórica da minha cidade. Solidarizo-me com essa mais que perfeita homenagem. Sou a favor da revogação para 'Praça René Thiollier'."

Paulo Will

"Apoio o manifesto a favor da praça René Thiolier."

Geovani Abreu de Araújo

"Apoio total e irrestrito ao manifesto. Quem não tem passado não temo como ter futuro!"

Paulo José Rocha

"Senhores, não sou destaque da vida cultural da cidade nem sou destaque social. Sou apenas um cidadão comum. Paulistano tardio e, por adesão. Mas estou a favor de batisar o parque recém criado por nome que ele merece: Parque René Thiollier. Tenho certeza absoluta que o Sr. Mário Covas também concordaria com este batismo de praça, afinal, ele já foi homenageado com muitas nomeações de "logradoros" de todos os típos e acreditar conhecer o seu temperamento alturísta e reservado, tenho certeza que não concordaria com a maioria destes "homenageamentos" e utilizações de seu nome (em vão?)".

Lajos Attila Sarkozy

"Senhores, estou aqui para pedir a vocês que nos ajudem na luta para que a praça que será construída na Avenida Paulista 1853 tenha o nome de René Thiollier, sendo que este senhor viveu 55 anos neste endereço e sempre preservou a pequena floresta Villa Fortunata, e também deu sua valiosa contribuição para a historia de São Paulo, como escritor de vários livros, no Teatro Brasileiro de Comédia, na Revolução de 32, na Ordem dos Advogados de São Paulo, na Academia Paulista de letras e outras mais. Não que Mario Covas não mereça ter seu nome nesta praça, mas tenho certeza que René Thiollier neste local e mais importante que Mario Covas, e depois já temos em São Paulo varias homenagens a Covas como o Rodoanel Mario Covas e outros mais que levam seu nome. Seria injusto com um cidadão que nasceu e se criou aqui na nossa cidade e que tanto fez por ela, que no local onde ele viveu por tanto tempo, criou seus filhos e ensinou a eles a importância de se preservar este local, preservar a pequena floresta que ali ate hoje existe graças a seu filho que lutou muito para tombá-la, coloquem o nome de outra pessoa nesta praça, mesmo que esta pessoa seja um ex-governador, e que tenha feito coisas pela nossa cidade, mas também como já citei acima, já foi homenageado com outros locais. Desde já agradeço a ajuda para homenageamos esse cidadão paulistano que tanto lutou pela nossa cidade, mas como ele não aparecia sempre em fotos, jornais e televisão não ficou conhecido por todos, ele sempre fugiu das lentes, pois o que ele queria era trabalhar para a melhoria da cidade e não aparecer para se promover, então amigos vamos ajudar essa família que esta lutando para que a praça leve o nome de René Thiollier. Obrigada a todos que lutarem para essa justa homenagem."

Angela Andrade

"Declaro por este que apóio sem restrições o manifesto realizado pela sra. Nazaré Thiollier. Atenciosamente,"

Bruno Igel

"Acho um absurdo o parque da Vila Fortunata chamar-se Mario Covas em vez de Praça René Thiollier. Acho Mario Covas um ótimo político cheio de qualidades pessoais mas já é bastante homenageado haja vista o Rodoanel. Dr. René deve ser lembrado justamente entre as árvores que ele amou e preservou. É uma questão de justiça!"

Maria Regina Azevedo Villela de Andrade

"Por que dar ao terreno transformado em praça, da família Thiollier o nome de Mario Covas? Sempre o admirei e respeitei, mas sei que em vida, recusaria uma homenagem falsa, pois Mario Covas não era um homem tão vaidoso a ponto de impedir que o palco de atuação de outrem, palco que desconhecia, ao qual nunca deu importância, levasse o seu nome. Afinal René Thiollier não foi pequeno homem, foi em seu tempo e ainda o é, considerado Grande Homem, tanto por sua atuação pública, como privada. Será que é pouco ser fundador da Academia de Letras, ou incentivador e fundador da OAB, será que a memória pública é tão curta, que a história de São Paulo, (cidade) conte tão pouco, que em nossos quadros de vida pública tenhamos tão poucos nomes que tenhamos que buscar em Santos um nome para perpetuar a última área verde do centro de São Paulo e mantida pela vontade de uma família cujo expoente foi Dr. René Thiollier? Meu Deus, onde estamos nós? Para onde vamos com tanta ignorância tomando conta do poder público? Deveria haver um basta, pois nem sempre ser apenas o foco da mídia traz resultados. Da Câmara Municipal atual o que podemos esperar?"

Mercedes Pacheco e Chaves Lunardelli

"Achei muito justa a reivindicação de Nazareth, mas pelas cópias dos e-mails recebidos parece que não vai ser possível (Migalhas dos leitores - "Praça René Thiollier" - clique aqui). É uma injustiça, mas acontece todos os dias. Eu mesma fui vítima de uma dessas. Lutei muito para que fosse colocado o nome de meu marido, José Villela de Andrade Junior, na estrada que liga a Anhanguera á estrada Araraquara/Ribeirão Preto e no entanto nada consegui . Essa estrada de numero 253 SP corta o município de Luiz Antonio para o qual muito trabalhou José Villela, principalmente nos idos 1960 quando foi criado o município, desmembrado de S. Simão. Foi José Villela que conseguiu através do Conselho Rodoviário do Estado de São Paulo que a dita estrada fosse asfaltada quando foi desativado o ramal ferroviário da CIA. Mogiana de Estrada de Ferro que servia a mesma região. Posto de Saúde, ambulâncias, ginásio e outros melhoramentos foram conseguidos para Luiz Antonio através do trabalho de José Villela junto ás autoridades competentes. No entanto a estrada chama-se hoje; Rodovia Deputado Antonio da Cunha Bueno , que não tem nada a ver com o município de Luiz Antonio e talvez nem nunca tenha ido lá. Se propuserem a Nazareth colocar um busto do dr. René acho que deve aceitar, mas que seja ás custas da prefeitura, pois um busto de bronze custa caro. Em todo o caso isso ela resolve. Enfim, esperemos que de alguma maneira René Thiollier seja lembrado por todo o amor e serviços prestados a São Paulo bem como por sua personalidade de intelectual que ajudou a tirar São Paulo do marasmo de cidadezinha provinciana para mais altos pontos de cultura proporcionando na Vila Fortunata reuniões da intelectualidade paulista e mesmo européia."

Maria Regina Azevedo Villela de Andrade

"Triste o povo que não cultua sua memória (Migalhas dos leitores - "Praça René Thiollier" - clique aqui). O governador Mário Covas tem seu nome perpetuado, entre outros locais, no Anel Viário, justa homenagem a quem tanto fez pela sua implantação. Já o novo parque da avenida Paulista deveria homenagear a memória de René Thiollier. Embora o casarão da Villa Fortunata não exista mais, tendo sido infelizmente demolido como tantos outros da avenida Paulista, seu solo e a vegetação que permaneceu são testemunhas de uma época importante para a cultura e história de São Paulo e do Brasil. Além disso, ao batizar o novo parque com o nome de René Thiollier estaremos transmitindo às futuras gerações a memória daqueles tempos heróicos".

Avelino B. Schmitt - advogado

"Ao parque René Thiollier resta apenas a existência. A pedido de Dona Stella Maria de Mendonça e de Elizabeth Cecília Malfatti resolvi deixar claro meu pensamento, no que se refere aos bens culturais e monumentos arquitetônicos que deveriam ser preservados para a cultura do povo paulistano. É tradicional neste logradouro derrubar o antigo para erguer o novo, sempre mais monumental que o seu antecedente. Aos olhos do leigo nada se perdeu e sim o melhor, o novo, o limpo se ergueu. Mas os antigos costumes foram se esvaecendo no passado recente e os valores deixados para o total esquecimento. E nós vamos-nos formando como um povo sem a tradição como alicerce sólido para sustentar tudo o que está no porvir. Povo sem tradição ! Então pessoas ligadas aos bens de valores culturais ficam abismadas com o total desleixo daqueles que deveriam zelar por esses bens. Eu sou uma destas pessoas, tanto que em 1984 publiquei a obra intitulada São Paulo de Piratininga, em formato de álbum, que serviu para surpreender a todos aqueles que de alguma forma cultuavam a velha São Paulo dos idos de 1800. Lembro do Professor Pietro Maria Bardi, que se referindo a obra, afirmara : "Mas que bela lembrança de São Paulo caro Líbano", no mesmo momento em que me convidava para deixar alguns dos exemplares em exposição no Masp para aqueles que visitassem o museu. Meu pai sempre lamentava o fato de o paulistano não dar a devida atenção ao seu passado, dizia também que o progresso poderia ter dado a volta e não se sobrepor ao passado inocente. Colecionamos toda uma biblioteca "Paulística", ainda em nosso poder, para pesquisar e para deleite de nossos familiares, tanto que ainda hoje sou, também, um artista iconografista especializado em São Paulo. É tão tradicional, o gosto pelas coisas de São Paulo, que mantenho em minha residência uma sala para abrigar objetos, quadros, medalhas, livros, gravuras, etc. em homenagem a minha querida cidade, onde nasci, São Paulo. Meu pai, o afamado livreiro Líbano Calil, afirmou ainda, com muita sabedoria, quando se referia a atual São Paulo, "logo aqui se constrói outra". O dr. Alexandre Thiollier foi um de meus primeiros clientes quando então eu tinha ainda dezesseis anos e já dirigia em nome de meu pai a editora, Ementário Forense em São Paulo, e que tinha sede na cidade do Rio de Janeiro. Eu vi a casa erguida na avenida Paulista na época em que por ali bem no centro da via ainda passava os bondes. Conheço bem o Renato Franco de Mello e seu esforço para manter em pé o casarão de seu pai. Eu mesmo opinei a ele que deveria ceder o terreno a um parque de estacionamento para poder fazer frente aos impostos e não perder a propriedade. Conheço bem o terreno, não tenho dúvidas que é importante aos paulistanos de ontem, hoje e de amanhã e que nunca é tarde para se preservar. Desta feita o nome de René Thiollier a quem Dona Tarsila se referiu, em uma conversa comigo, com muita gratidão e respeito. "Ele patrocinou a Semana de Arte Moderna de l922", afirmara ela. Todos os brasileiros logo em seus primeiros meses de aula, na escola, aprendem sobre o evento no teatro Municipal. Ouvem falar dos artistas, mas o nome de Thiollier fica no esquecimento. Não pode isso continuar. Quero salientar que eu conheço o prefeito Kassab e sei que fará o possível para reverter o nome do Parque para o de René Thiollier, o modernista. Aguardemos".

Líbano Montesanti Calil Atallah - professor

"Magnífico editor, tenho acompanhado a discussão a respeito da Vila Fortunata que o Prefeito Kassab pretende denominar Parque Mario Covas. Quer me parecer que Mario Covas já foi devidamente homenageado. Agora, em oportunismo a toda prova, o sr. Alcaide, que foi secretário do Sr. Maluf e do Sr. Pita, pretende homenagear mais uma vez o sr. Covas. O povo tem memória curta, mas parece que o nosso Alcaide nem ouviu falar na Semana da Arte de 22. Gostaria de sugerir ao sr. Alcaide que volte aos bancos escolares para aprender a quem homenagear. A Vila Fortunata é um símbolo da cultura Paulistana e René Thiollier o seu representante, como bem expressou Dna. Nazareth. O sr. Alcaide deveria, pelo menos uma vez, deixar de lado o oportunismo e a vingança barata, para homenagear quem deve ser homenageado! Com os meus cumprimentos cordiais,"

Fernando B. Pinheiro - escritório Fernando Pinheiro - Advogados

"Conheço D. Maria Nazareth, avó de minha esposa. Sou um bebê de fraldas perto de tudo que ela conhece e viveu da história de São Paulo, além do carinho que ela tem por nossa cidade. Esta cidade que fascina, borbulha e emprega, mas que também insistentemente ignora e se esquece de seu passado. Por vezes a cidade consegue manter seus nomes que remetem a tempos passados. Ainda é assim, por exemplo, com a Rua Lava-pés e com o bairro do Cambuci. Ao menos, meus filhos ainda poderão saber que havia um córrego onde se lavava os pés para entrar na cidade, e que existe uma fruta chamada Cambuci... Porém muitas outras referências vão se perdendo; eles dificilmente saberão, por exemplo, que perto de onde moram, outrora passava boiadas na avenida que liga Pinheiros à Lapa... Será que eles saberão que numa linda praça de árvores tombadas na av. Paulista, tempos atrás, viveu um grande defensor da cultura e da arte paulistana ? Dou meu total apoio à 'Praça René Thiollier'".

Marcio Schmitt

"Eu como bisneta de René Thiollier concordo 100% com minha avó Maria Nazareth Thiollier. Ainda há tempo de mudar e fazer jus a quem realmente morou e amou aquele lugar. Mario Covas não tem nenhuma ligação com aquele terreno que um dia e durante 50 anos foi o lar de uma pessoa muito importante para a Academia Paulista de Letras e que incentivou o teatro e a cultura."

Alexandra Pereira de Almeida Manzano Schmitt

"Vila Fortunata! Quem caminhou pela Avenida Paulista nos anos sessenta e conhece um pouco da história da cidade de São Paulo, sabe quem foi René Thiollier e o que significou aquela casa antiga no meio de tantas árvores que ainda estão lá, na esquina do Ministro Rocha Azevedo. Homenagear René Thiollier e a imorredoura Vila Forntunata é um dever cívico de São Paulo e de quem a governa."

Cássio Portugal Gomes Filho

"Prezados senhores, gostaria de manifestar meu apoio ao manifesto realizado pela sra. Nazaré Thiollier, divulgado no Migalhas, para que o parque na Avenida Paulista esquina com a Ministro Rocha Azevedo seja denominado 'Parque René Thiollier'. Saudações,"

Priscila Bastazin

"Senhor redator, o prefeito Gilberto Kassab, ao que tudo indica, não conhece a história de sua cidade. É uma pena! Não que sejamos contrários a que Mario Covas receba mais uma merecida homenagem, apenas pedimos bom senso ao nosso Prefeito. De fato, não é justo que se dê ao terreno onde existiu a 'Villa Fortunata', propriedade de René Thiollier, o nome de 'Parque Mario Covas', quando São Paulo, até hoje, não prestou a René Thiollier a homenagem que ele de fato e de direito sempre mereceu. Não podemos esquecer a visão de futuro do grande paulista, que foi um dos fundadores da Academia Paulista de Letras, além do grande incentivador do movimento modernista de 22. Se não fosse o mesmo, provavelmente viveríamos até hoje sob a influência do parnasianismo! Como paulista de velho costado, filho de um ex-presidente da Academia Paulista de Letras, Péricles Eugênio da Silva Ramos, e contemporâneo de faculdade de um dos netos de René Thiollier, Alexandre Honoré Marie Thiollier Filho, não poderia me calar, pois cabe a todos nós exigir que a Justiça seja restabelecida."

Clóvis F. da Silva Ramos - General Motors do Brasil Ltda.

"Senhor editor, morador das imediações da Vila Fortunata, foi com indignação e imensa tristeza que vi aquela bela construção ser demolida. Embora o poder público não tivesse agido a tempo de impedir sua destruição, redimiu-se em parte ao desapropriar a área e, agora, implantar ali um parque. Menos mal. Confesso que conhecia apenas superficialmente, por referências, o papel desempenhado por René Thiollier no início do século passado, relativamente à cultura paulistana. Somente me inteirei plenamente agora, por meio do Migalhas. Acresça-se a isso o fato de ali ter nascido o grande paisagista Burle Marx. Diante do conjunto ali representado, considero plenamente justificado o pleito de que seja dado o nome de Parque Vila Fortunata à área em questão, como acertadamente propôs Luiz Baptista Pereira de Almeida Filho, a fim de despersonalizar a homenagem, mantendo, porém, viva na memória dos paulistanos uma parcela importante de sua história. Atenciosamente,"

Alfredo Spínola de Mello Neto - OAB/SP 50.097

"Parque Thiollier

Os desfiles da Paulista
vão ficar dignos de ver
quando o Parque Thiollier
se escrever assim na lista.
Seu patrono foi jurista,
desportista, grão-senhor,
ninguém mais seria melhor
prá dar nome ao que foi seu.
Se a Câmara lho deu
viva cada Vereador
e o Prefeito, se assim for,
o alto cargo mereceu!"

Ontõe Gago - Ipu/CE

"Parque Thioller

Eu fui fão do Maro Cova
Çuarenço é cabra macho
Mas seu nome aqui acho
Neste parque é uma ova!
Causo a câmara resorva
Dar tal nome a quem foi dono
Não vai ter cova abandono
Botem cova ali adiente
Usem outros acidente
Prá botar cova no trono."

Ontõe Gago - Ipu/CE

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  • Íntegra do Decreto 49.418

DECRETO Nº 49.418, DE 18 DE ABRIL DE 2008

Cria e denomina o Parque Municipal Prefeito Mario Covas.

GILBERTO KASSAB, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, e à vista dos elementos constantes do processo administrativo nº 2008-0.054.621-7,

D E C R E T A:

Art. 1º. Fica criado e denominado o Parque Municipal Prefeito Mario Covas, em área com 5.396,00m2 (cinco mil, trezentos e noventa e seis metros quadrados), situado na Avenida Paulista, nº 1853, na Subprefeitura de Pinheiros.

Parágrafo único. O Parque ora criado fica vinculado ao Parque Municipal Tenente Siqueira Campos.

Art. 2º. Caberá à Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente - SVMA, por meio do Departamento de Parques e Áreas Verdes - DEPAVE, a gestão e administração do Parque Municipal Prefeito Mario Covas, dotando-o dos recursos materiais e humanos necessários.

Art. 3º. Caberá, ainda, ao DEPAVE a aprovação do regulamento de uso do Parque ora criado.

Parágrafo único. O regulamento a que se refere o “caput” deverá ser distribuído pelo DEPAVE a todos os servidores do Parque, bem como ser afixado em locais visíveis ao público, a critério e sob responsabilidade da administração da unidade.

Art. 4º. As despesas com a execução deste decreto correrão por conta das dotações próprias, suplementadas se necessário.

Art. 5º. Este decreto entrará em vigor na data de sua publicação.

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, aos 18 de abril de 2008, 455º da fundação de São Paulo.

GILBERTO KASSAB, prefeito de São Paulo

EDUARDO JORGE MARTINS ALVES SOBRINHO, Secretário Municipal do Verde e do Meio Ambiente

CLOVIS DE BARROS CARVALHO, Secretário do Governo Municipal

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