Domingo, 26 de maio de 2019

ISSN 1983-392X

Homenagem

APAMAGIS homenageia magistrados cassados

terça-feira, 19 de outubro de 2004

Homenagem

APAMAGIS homenageia magistrados cassados pelo regime militar

  • Data: 19 de outubro
  • Horário: 19h
  • Local: APAMAGIS, na rua Dom Diniz, 29, Jardim Luzitânia, SP

A Diretoria Executiva da APAMAGIS prestará uma homenagem em memória dos magistrados Dácio Aranha de Arruda Campos, Edgard de Moura Bittencourt e José Francisco Ferreira, em razão da passagem do 40.° aniversário da cassação de seus direitos civis e políticos.

“A APAMAGIS pensa no presente e no futuro, mas também sabe que tem de resgatar as injustiças do passado, essa é a razão da homenagem a esses três magistrados que lutaram em defesa da liberdade de expressão e contra o poder político vigente da época”, declarou o des. Celso Luiz Limongi, presidente da APAMAGIS.

Na ocasião serão descerradas as placas comemorativas à memória dos homenageados, que terão seus nomes gravados para sempre na história da magistratura paulista.

Conheça um pouco mais da vida dos homenageados:

Edgard de Moura Bittencourt — Socialista, autor de vários livros, e extremamente avançado, em tema de Direito de Família, para a época. O que escreveu sobre concubinato e outros temas dessa espécie de Direito, hoje a Constituição Federal e o Código Civil o acolheram. Homem íntegro, juiz moral e tecnicamente capacitado, foi vítima da Revolução de 1964, tendo seus direitos cassados em razão de ideologia.

Dácio Aranha de Arruda Campos — Era confessadamente comunista. Mas, do mesmo modo que o des. Edgard M. Bittencourt, era um juiz trabalhador e rigoroso consigo próprio. Dono de uma vasta cultura humanística era redator de “O Estado de S. Paulo” e assinava seus artigos com o pseudônimo de “Matias Arrudão”.

José Francisco Ferreira — Outro cassado pela Revolução. No dia 1.º de abril de 1964, não se conformando com a quebra da ordem política hasteou a bandeira a meio-pau, em frente ao Fórum de Pacaembu. Não deixou o recinto, mesmo instado pelos advogados da Comarca, preocupados com possível represália. E, de fato, foi preso, levado para São Paulo, e solto já de madrugada. Nenhuma pecha poderia imputar-se a sua pessoa, juiz que se pautava pelos mais rigorosos ditames da moral.

O evento acontecerá às 19 horas, na sede social da APAMAGIS, na rua Dom Diniz, 29 — Jardim Luzitânia, e será seguido de coquetel aos convidados.

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