Quarta-feira, 22 de maio de 2019

ISSN 1983-392X

Juíza manda reabrir inquérito de boxeador morto em Pernambuco

sexta-feira, 4 de setembro de 2009


Novas investigações

Juíza manda reabrir inquérito de pugilista morto em Pernambuco

A juíza de Ipojuca, Andréa Calado Venâncio, acatou o pedido de investigações complementares feito pelo Ministério Público e devolveu o inquérito que investigou a morte do boxeador ítalo-canadense Arturo Gatti, ocorrida no mês de julho em Porto de Galinhas, à polícia. Em seu despacho, a magistrada enumerou as seguintes determinações: que o Instituto de Medicina Legal - IML envie à Justiça laudos dos exames toxicológico e de alcoolemia e da perícia traumatológica, que teria sido realizada na testemunha George Soares da Silva, que o Instituto de Criminalística - IC e o IML remetam a juízo, em mídia digital, as imagens coletadas por peritos e que a polícia traduza os documentos grafados em língua estrangeira constantes na caixa de correio eletrônico de Amanda Carine Barbosa Rodrigues, viúva do boxeador.

O advogado Eduardo Trindade, que representa Fabrizio Gatti, irmão do boxeador, asseverou que as investigações complementares irão auxiliar os especialistas que realizaram no Canadá uma segunda necropsia no corpo do boxeador, a redigir um laudo técnico sobre a causa mortis.

"A família de Arturo não acredita na hipótese de suicídio (revelada em laudo policial). Ele era uma pessoa de bem com a vida e que não tinha nenhuma razão para se matar. As imagens ampliadas dos exames do local da morte e do corpo do boxeador são importantes para que os peritos canadenses concluam seus trabalhos", avaliou Trindade.

O advogado Célio Avelino, que defende a viúva do boxeador, considerou as solicitações feitas pelo Ministério Público "excesso de zelo". Avelino tem convicção de que Arturo Gatti se matou e que sua cliente passou 18 dias presa como suspeita, injustamente.

Sem alteração

O delegado de Ipojuca, Paulo Alberes, garantiu que as solicitações do Ministério Público serão atendidas com brevidade e que nada do que foi requisitado irá alterar o resultado da investigação.

"Não há determinação para ouvir novas testemunhas ou novos exames. Querem apenas mais detalhes de perícias já realizadas e a tradução dos e-mails que a viúva nos apresentou espontaneamente", concluiu o delegado.

O bicampeão de boxe Arturo Gatti estava de férias com a esposa, Amanda Rodrigues, e o filho do casal, de apenas 10 meses, em Porto de Galinhas, Litoral Sul. Na manhã do último dia 11 de julho, ele apareceu morto no flat onde estavam.

Amanda se tornou suspeita do crime porque testemunhas teriam visto ela e o marido brigando na saída de um restaurante. A polícia chegou a prender a viúva em flagrante pelo suposto crime, mas depois a perícia concluiu que tratava-se de um caso de suicídio.

Pelos 18 dias que passou recolhida como suspeita do suposto assassinato do marido, Amanda vai pedir uma indenização por danos morais.

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Fonte : Jornal do Commercio

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