Durante julgamento no plenário do STF nesta quinta-feira, 12, ministro Gilmar Mendes brincou com o uso da expressão “ritornelo”, ao sugerir que a palavra agora estaria “liberada”, se referindo à saída do ministro aposentado Luís Roberto Barroso, que defendia o uso da linguagem simples na Corte.
Ao iniciar sua manifestação, Gilmar afirmou que havia preparado uma reflexão sobre a demora processual e a repetição de discussões que se arrastam ao longo do tempo no Judiciário. Nesse contexto, S. Exa. recorreu à expressão para descrever a recorrência de temas que retornam ao plenário.
Na sequência, o ministro ironizou o próprio vocabulário e sugeriu que o termo voltasse a ser aceito no ambiente da Corte: “Acho que ritornelo passa agora na linguagem”, disse.
Ao final, ministro Alexandre de Moraes entrou na brincadeira e confirmou que agora o uso estaria liberado.
Confira:
Pacto pela linguagem simples
Durante sua presidência no STF, Luís Roberto Barroso se destacou como um dos principais defensores da linguagem simples no Judiciário, proposta voltada a aproximar as decisões da população por meio da redução de jargões técnicos e de expressões excessivamente rebuscadas.
Nesse contexto, o ministro idealizou o Pacto pela Linguagem Simples, iniciativa que, segundo ele, foi uma das “meninas dos olhos” de sua gestão à frente da Corte.
Ao longo do período em que comandou o STF, Barroso ressaltou a importância de aprimorar a comunicação do Judiciário, com foco em torná-la mais clara e acessível, de forma a fortalecer a relação entre Justiça e sociedade e consolidar a clareza como valor institucional no tribunal.