Durante julgamento de restrições ao transporte por fretamento da Buser, nesta quarta-feira, 28, no STF, ministro Edson Fachin e ministra Cármen Lúcia brincaram sobre a distância entre Espinosa/MG e Brasília/DF, após Alexandre de Moraes citar linhas de ônibus mineiras.
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Moraes mencionou dados apresentados pela Confederação Nacional do Transporte para ilustrar os possíveis impactos econômicos do modelo utilizado por plataformas como a Buser sobre as empresas concessionárias do transporte público regular.
Segundo o ministro, a linha entre Belo Horizonte/MG e Montes Claros/MG, considerada economicamente viável, conta com nove horários oferecidos pelo transporte regular e sete pela Buser. Já o trajeto entre Montes Claros e Espinosa/MG, menos rentável, é atendido pela mesma concessionária, com três horários.
Na avaliação de Moraes, a concorrência nos trajetos mais lucrativos pode comprometer o equilíbrio econômico-financeiro das concessionárias, que também precisam manter linhas de menor rentabilidade.
Ao ouvir o exemplo, ministro Fachin comentou:
"Espinosa. Vossa Excelência foi longe no exemplo."
Ministra Cármen Lúcia, então, respondeu:
"Espinosa não é longe, o que é longe é Brasília."
Cidade que rende assunto
Não foi a primeira vez que a cidade mineira de Espinosa foi mencionada em uma sessão do STF.
Em setembro de 2025, durante discussão sobre críticas às decisões monocráticas da Corte, ministro Flávio Dino afirmou que o termo havia se tornado "quase xingamento".
Na ocasião, Dino fez referência à cidade ao comentar:
"A ministra Cármen, com sua habilidade literária única, vai lembrar de algum momento em que em Espinosa/MG alguém foi xingado de monocrático, porque se criou essa história de que monocrático é como se fosse um pecado presente no Supremo".
Cármen Lúcia respondeu:
"Fomos defendidos, eles são outra coisa, mas monocráticos, não".
Dino, então, acrescentou:
"Graças a Deus, a gente tem amigos em Espinosa".
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