Quarta-feira, 23 de outubro de 2019

ISSN 1983-392X

Advocacia de mãos dadas com a tecnologia

Gabriela Oliveira da Silva

Está no papel dos profissionais da área de direito, terem um novo olhar sobre as mudanças que estão ocorrendo, enxergar novas possibilidades de crescimento profissional, com gestão de tempo, melhoria no desempenho de equipes e a busca da plena satisfação dos clientes.

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Não é de agora que ouvimos falar que as profissões atuais serão ‘atropeladas’ pela tecnologia, há uma grande necessidade de adaptação em um cenário que vem mudando cada vez mais rápido, num processo de disruptura onde as mudanças impõem um olhar para nossas forças, oportunidades, fraqueza e ameaças. Falar em advocacia é ter uma forte lembrança da tradição, e como diria Heráclito F. Sobral Pinto (1893-1991) “A advocacia não é profissão de covardes” e, em dias atuais a coragem que se exige, é também, no enfrentamento de mudanças de postura profissional, e desenvolvimento de novas habilidades, inclusive tecnológicas. 

Falar em tecnologia nos remete a um futuro com forte desenvolvimento cientifico, dois caminhos que gradativamente estão ligados. A advocacia em sua ciência nasce de situações vivenciadas no cotidiano, carregada por um modelo pronto, que há anos vem seguindo um mesmo perfil baseado nas tradições que agora colidem com o “novo”, e que por isso se vê forçado a se adaptar ou se reinventar à essa nova Era que trás consigo um grande impulsionamento, num mundo sem fronteiras e que exige a busca por novas formas de se fazer as coisas, e sempre com mais qualidade de tempo e forma.

É notório que com os avanços tecnológicos, o meio jurídico como um todo vem sendo influenciado. A chegada de processos eletrônicos que trouxeram grandes mudanças como a economia de tempo, principalmente ao manusear os processos, evitando dispêndio de tempo com as infindáveis “idas ao fórum”, sendo hoje possível o peticionamento de qualquer lugar sem ser necessário sair do próprio escritório. A tecnologia tornou-se uma grande aliada na rotina da advocacia, somando infinitas formas de melhoria, com os usos de softwares e parâmetros específicos que vão desde coletar informações dos processos, buscar intimações, jurisprudências, doutrinas, controles de agendamentos via smartphone, chegando até aos sistemas de compilação de informações e análise de viabilidade de ações, a partir de estudos jurisprudenciais. 

Com ela a seu favor, estando de mãos dadas com o advogado, é fato que trás um resultado mais satisfatório, que pode desenvolver tarefas que a inteligência artificial não pode, tal como ter mais tempo para seu networking, seu marketing digital, gerindo com qualidade sua equipe e principalmente seus clientes, cativando, proporcionando à ele uma sensação única com o seu atendimento, tendo empatia no serviço que você presta, sabido que seu foco está naquilo que só humanos podem fazer, e o que é impossível de ser robotizado. 

Com todos os desafios atuais, é importante se perguntar: qual é o sentimento de experimentação que você proporciona ao seu cliente/parceiro? Qual é o seu diferencial enquanto prestador de serviço? Uma máquina é capaz de substituir o que você faz? Sua atuação é única? 

A expressão ‘sair da caixinha’ nunca foi tão real para a Era que estamos caminhando, a advocacia mesmo trazendo consigo a sua tradição milenar, vem agora acompanhada de uma nova dinâmica. Está no papel dos profissionais da área de direito, terem um novo olhar sobre as mudanças que estão ocorrendo, enxergar novas possibilidades de crescimento profissional, com gestão de tempo, melhoria no desempenho de equipes e a busca da plena satisfação dos clientes.

Reinvente-se! 

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*Gabriela Oliveira da Silva é controller jurídico no escritório Peixoto & Cintra Advogados Associados.

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