Sábado, 24 de agosto de 2019

ISSN 1983-392X

Recursos humanos na área jurídica

Vanessa Silva Scheer

A atuação do RH na área jurídica é bastante complexa. Ao contratar funcionários administrativos, como secretárias, assistentes, ou mesmo um gerente administrativo, alguns cuidados especiais devem ser tomados, porque uma excelente secretária, com vinte anos de experiência em empresas comerciais, quando não treinada adequadamente, poderá apresentar deficiências quando integrada à área jurídica.

segunda-feira, 8 de novembro de 2004

Recursos humanos na área jurídica


Vanessa S. Scheer*

Atualmente, quais são os parâmetros que o fazem contratar um funcionário, faça ele parte da equipe administrativa ou da jurídica de seu escritório ou sociedade de advogados?

Como anda a rotatividade de sua equipe?

A atuação do RH na área jurídica é bastante complexa. Ao contratar funcionários administrativos, como secretárias, assistentes, ou mesmo um gerente administrativo, alguns cuidados especiais devem ser tomados, porque uma excelente secretária, com vinte anos de experiência em empresas comerciais, quando não treinada adequadamente, poderá apresentar deficiências quando integrada à área jurídica. E isto porque a área jurídica apresenta uma especificidade ímpar, que exige tratamento diferenciado, não só por parte do selecionador, mas também pelo responsável pelo treinamento do funcionário.

Estes funcionários (que se comunicarão diretamente com clientes) devem ser selecionados com a maior cautela e rigor, pois são funcionários-chaves para qualquer escritório de advocacia.

Os ocupantes destes cargos devem ser treinados conforme as necessidades da área ou contratados com algum tipo de experiência adquirida na área jurídica, pois um deslize no contato com um cliente, por exemplo, ocasiona um grande estrago. Estes funcionários devem conhecer o funcionamento de um escritório de advocacia; este conhecimento será refletido diretamente em seu desempenho.

Hoje em dia contrata-se muitos advogados sob a forma de “advogados associados”, como um meio de diminuir os altos encargos sociais, mas muitas vezes esse advogado associado não se empenha de forma satisfatória, não “veste a camisa” do escritório, o que desencadeia o problema da rotatividade funcional. Essa rotatividade pode ser evitada com a instituição de um eficiente plano de benefícios, sem aumentar demasiadamente o custo do escritório.

Como encontrar o funcionário certo?

Uma seleção mal feita reflete-se no desempenho do profissional. Na maioria das vezes os “selecionadores” são os próprios sócios (especialmente em escritórios de pequeno a médio porte). Logo após a contratação, aparece a decepção: “aquele funcionário realmente não serve para meu escritório”. Apesar desta constatação, muitas vezes os sócios protelam o desligamento de tal funcionário pura e simplesmente por não terem tempo para fazer outra seleção.

Para escritórios de pequeno e médio porte, torna-se inviável a criação de um departamento de Recursos Humanos, o que faz com que esses escritórios contratem empresas de Recrutamento e Seleção.

Muitas vezes essa contratação não surte os efeitos esperados, pois é necessário lembrar que para o recrutamento ser eficiente, é preciso que o recrutador, além de possuir os conhecimentos e experiências de Recursos Humanos, seja conhecedor das necessidades e especificidades da área jurídica.

Especializada em recrutamento e seleção voltados para a área jurídica, a Central Prática, ao realizar esse serviço, une a experiência na área psicológica, verificando aspectos comportamentais, com a análise da experiência jurídica do candidato, respectivamente, através de testes psicológicos e de conhecimento específico (de acordo com a área do direito em que o candidato for atuar).
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* Diretora Executiva e membro do Central Prática Consultoria e Treinamento







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