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E os juros como andaram e como andam nesta República?

Onde tem caminhado o Brasil nesses correntes tempos?

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Atualizado em 22 de janeiro de 2026 11:10

1 - Temos nesses últimos tempos, a olho nu, procurado soluções satisfatórias “optarem por aquelas que são meramente boas ou suficientes para suprirem as necessidades da situação. Onde outros enxergam a nacionalidade econômica como exigindo uma otimização visando o melhor realizável, Simon enxergou como sendo crucial uma nacionalidade delimitada que se conforma com o que é bom o suficiente para os propósitos à mão” (a satisfação de Simon em uma viagem pela filosofia, Nicholas Rescher (1928-2024), 374.

2 - Na verdade, o povo já está cansado dos juros altos mas temos encontrado o debate, no governo populista, sustentando a máxima do Banco Central de que é preciso debelar a inflação, reduzindo o consumo popular?

Mas existe uma ficção de natureza política de que o ministro, que não é marqueteiro, mas servil político do governo reinante, joga a bola para escanteio. Numa tentativa de enganar que está tudo errado e que o povo que os juros são nominais, mas não é, porque a inflação campeia. O Banco Central alega, baseia-se em juros verdadeiros e não mera ilusão para o consumidor ver: na verdade o tema é importante.

E então tudo se faz para manutenção do poder, balançando o sino do Executivo para o Legislativo e Judiciário, tocando o sino como e quando querem.

O que acontece então: Para que serviu a lei de responsabilidade fiscal?

Nós temos tido o privilégio, nesta República e temos tido alternativa de governos gastadores e depois governos que nada podem fazer. Notem que eu falei que somos uma República e não uma democracia.

Olhando em frente, o governo posterior, quando será que se procura preservar o chamado e necessário e indispensável, preservação do equilíbrio financeiro e atuarial, em razão do que prescreve e determina o malfado art. 201 da CF/88, como nunca tão vilipendiada, amordaçada, ridicularizada e transformada por tabela Judiciário/Executivo. E, depois, aí entra o Congresso e temos o matrimônio meramente interesseiro, quando o Executivo precisa do Congresso para aprovar o seu orçamento plurianual. Então, todo mundo fecha os olhos e emitem-se todas as sortes e compromisso que endividam o governo e o povo paga, pois a dívida inteira junto com a externa em a recusa da privatização, os precatórios que se avolumam e a previdência propicia, como propiciou, as maiores vergonhas que a história política e econômica do país nos tem mostrado.

Esse é o pensamento do saudoso Stephen Kanitz que tem a honra de se trazer a público (Somos de fato uma democracia? Os 50 melhores artigos, 192).

3 - O lembrado comentarista econômico Joelmir Beting (1936-2012), depois de ter com muita paciência entrevistado Fidel Castro, chegou a algumas conclusões que hoje, 40 anos passados da 5ª edição do seu livro “Os juros subversivos”, Brasiliense, 1975, muda de ritmo. Prefere seguir a receita que Delfim Neto de que juro alto é juro caro e então é preciso um dreno fiscal exagerado, mas que, hoje, não há mais arrocho salarial nem ajuste cambial...

E ainda Delfim Neto (1928-2024) disse: “Desde o início, nos idos de 1980, eu queria executar a seguinte conta de chegar: menos 5 na despesa, mais 5 na receita. Mas não deu. Governar o governo não é um exercício natural, depois de três décadas de desvio. No balanço da coisa, consegui apenas 2 pontos de redução da despesa, o que me obrigou a executar 8 pontos de aumento da receita. Ainda assim, para tão somente conservar o déficit público próximo de um quinto do PIB, apenas isso.” (JB,id,pg.251).

4 - E coloco uma pá de cal para repetir a insustentabilidade dos juros altos, os famosos 15% cobrados enquanto o consumidor, sim o consumidor do seu cartão de crédito pagou em 11 meses a bagatela de 450% como alardearam os jornais do gostoso sábado de 27/12/25, quando ainda balançavam todas as guirlandas das árvores de natal.

Jayme Vita Roso

Jayme Vita Roso

Advogado.

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