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Securitização: Entenda o que é

Securitização converte ativos financeiros em títulos negociáveis, permitindo captação de recursos por empresas e acesso a novas oportunidades para investidores.

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Atualizado às 10:39

O que é securitização?

A securitização é o processo de transformar direitos creditórios (como financiamentos ou recebíveis) em títulos financeiros fungíveis, ou seja, instrumentos financeiros com características padronizadas que podem ser negociados em mercados públicos ou privados.

A palavra tem origem no inglês securitization, que se refere à criação de um security (ou título financeiro). Em outros países, como Portugal e França, termos equivalentes como titularização e titrisation também são utilizados para descrever esse processo.

No Brasil, a securitização geralmente ocorre em um regime de oferta pública, o que permite maior transparência e regulamentação. Entretanto, existem também negociações privadas, realizadas entre duas partes, sem registro em entidades reguladas, o que as caracteriza como operações mais exclusivas e menos acessíveis.

Como funciona a securitização?

No processo de securitização, uma instituição financeira ou companhia especializada reúne uma carteira de ativos financeiros, como financiamentos, empréstimos ou recebíveis. Esses ativos servem de base para a emissão de títulos, que serão vendidos a investidores.

Esses títulos podem ser negociados em mercados públicos, como bolsas de valores, ou em mercados privados, onde as negociações acontecem diretamente entre as partes interessadas. O objetivo é permitir que os investidores adquiram direitos sobre os fluxos financeiros futuros desses ativos.

Conceitos importantes na securitização

1. Fungibilidade dos títulos

2. Títulos fungíveis são aqueles intercambiáveis entre si, com valor e características padronizadas. Isso facilita sua negociação e aumenta sua liquidez, permitindo que sejam comprados e vendidos com facilidade.

3. Tranches explícitas e implícitas

  • Tranches explícitas: representam diferentes níveis de risco e retorno dentro de uma emissão, como tranches sênior e subordinadas.
  • Tranches implícitas: não estão diretamente materializadas em diferentes títulos, mas sim em mecanismos internos, como garantias excedentes (overcollateral), que protegem os investidores.

4. Non-recourse

Um ponto essencial da securitização é que as operações devem ser autoliquidáveis, ou seja, os pagamentos aos investidores vêm exclusivamente dos fluxos financeiros dos ativos securitizados. Garantias de terceiros podem ser usadas, mas apenas em casos específicos, quando os fluxos primários falham.

5. Carteiras estáticas e revolventes

  • Estática: definida no início da operação, sem alterações nos ativos que a compõem.
  • Revolvente: adiciona novos ativos à carteira ao longo do tempo, seguindo parâmetros pré-estabelecidos.

6. A importância da securitização

A securitização é um mecanismo poderoso para conectar empresas e investidores. Para as empresas, ela permite captar recursos de maneira eficiente, utilizando seus ativos como garantia. Para os investidores, oferece oportunidades de investimento em ativos estruturados, diversificados e, muitas vezes, de baixo risco.

Keila Martins de Almeida

VIP Keila Martins de Almeida

Especialista em atividade financeira da Contabilizaibank.