Nesse debater nas trevas da nossa vida terrena, que é como caminhamos na nossa breve existência, sem marcos, sem certeza do que fomos, do que somos e do que seremos, a nossa mais urgente necessidade é estar bem com o mistério; e, quando as religiões não nos satisfazem, quando elas, à custa de regrarem a nossa sede e fome de Infinito e de Deus, nos abarrotam de tolices e patranhas manhosas a enfarar, é para essas pequenas e ingênuas crendices que ficaram guardadas na nossa memória, desde a meninice mais tenra, que nos voltamos para que a obscuridade do viver não nos cegue de todo, e elas nos guiem na nossa vida e nos desculpem, depois da nossa morte, perante o que vier...