Baú migalheiro

Em 26 de outubro de 1942, há 79 anos, nasceu o cantor, compositor e multi-instrumentista brasileiro, Milton Nascimento. É considerado um dos maiores artistas da música popular brasileira. Também conhecido como Bituca, o cantor nasceu no Rio de Janeiro mas com dois anos foi morar com sua avó em Juiz de Fora, em Minas Gerais, após ficar orfão de mãe. Aos 15 anos, Milton criou com Wagner Tiso, seu amigo de infância, o grupo vocal Som Imaginário. Logo depois criaram o W's Boys, com Milton, Wagner, e seus irmãos Wesley e Wanderley. A primeira canção gravada profissionalmente por Milton Nascimento foi Barulho De Trem, em 1962. Em 1967, Bituca teve três músicas classificadas no Festival Internacional da Canção da TV Globo, que consagrou o cantor como o melhor intérprete, e a música "Travessia", composta em parceria com Fernando Brant, conquistou o segundo lugar no festival. Em 1972, Milton Nascimento e Lô Borges lançam o LP duplo Clube da Esquina, O álbum trouxe importantes inovações para a música brasileira, sendo reconhecido internacionalmente e se tornando um dos mais influentes da história.
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Em 25 de outubro de 1975, há 46 anos, morreu o jornalista, dramaturgo e professor, Vladimir Herzog, após ter sido preso pela ditadura militar. Conhecido por lutar a favor da democracia no Brasil, Herzog se tornou símbolo de resistência. No ano de 1975, o jornalista foi escolhido pelo secretário de Cultura de São Paulo, José Mindlin, para dirigir a TV Cultura. Nesse período, segundo o Instituto Vladimir Herzog, "sua postura política e seu compromisso com uma prática jornalística voltada para a divulgação das notícias do Brasil real produziram reações e denúncias por parte de acólitos da ditadura". A versão oficial da época sobre a morte de Vladimir, apresentada pelos militares, foi a de que ele teria se suicidado. Em março de 2013, o Tribunal de Justiça de São Paulo atendeu a um pedido da Comissão Nacional da Verdade e emitiu novo atestado de óbito a Herzog, em que sua morte é atribuída a "lesões e maus-tratos durante o interrogatório".
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Há 57 anos, em 22 de outubro de 1964, o escritor e filósofo Jean-Paul Sartre se recusa a receber o Prêmio Nobel de Literatura. Surpreendendo o mundo com sua decisão, Sartre escreveu uma inédita carta dizendo que não teria condições de aceitar o prêmio: "Segundo algumas informações eu teria este ano algumas chances de obter o prêmio Nobel. Ainda que seja sempre presunçoso falar de um voto antes que este ocorra, tomo a liberdade de escrever-lhe para evitar um mal entendido: por razões estritamente pessoais, não desejo figurar na lista dos possíveis agraciados."O filósofo alegou uma vez ao jornal Le Figaro, da França, que sua atuação literária ocorre essencialmente livre e não depende de instituições e julgamentos que categorizem a qualidade de seu trabalho.



