Migalhas

Segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

ISSN 1983-392X

Pena

CNJ confirma aposentadoria compulsória de juiz do AL

Penalidade foi imposta por agressão física cometida contra sua ex-companheira e por abuso de poder contra policiais.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Os integrantes do CNJ rejeitaram o Processo de Revisão Disciplinar que questionava a aplicação da pena de aposentadoria compulsória ao juiz José Carlos Remígio, de AL, por agressão física cometida contra sua ex-companheira e por abuso de poder contra policiais.

A penalidade foi imposta ao magistrado pelo TJ/AL no ano passado. O relator do processo no CNJ foi o conselheiro Marcelo Nobre. Na decisão do conselheiro do CNJ, pesou o fato de a conduta de José Carlos Remígio não corresponder às expectativas e obrigações necessárias ao exercício profissional da magistratura.

"Nessa profissão, não há impor uma fronteira entre a vida privada e a vida pública”, afirmou Marcelo Nobre. “Busca-se no magistrado equilíbrio emocional, serenidade. Não esperamos que ele não cometa erros, como ocorre com todos os seres humanos, mas espera-se um esforço superior para manter-se acima dos padrões de conduta que é levado a julgar. Não podem haver atos incompatíveis com a nobre missão de julgar", concluiu o conselheiro relator.

O caso

Após ter sido pego em flagrante espancando, em via pública, sua ex-companheira – na época, namorada –, o juiz ainda teria tentado intimidar a autoridade policial que o abordou.

No PAD que apurou a conduta do magistrado, este alegou que agiu em legítima defesa, após ter sido agredido pela companheira. Ao votar, o desembargador Sebastião Costa afirmou que "embora inicialmente pudesse se tratar de um incidente particular da vida pessoal do magistrado, tornou-se um episódio vergonhoso e humilhante para ele enquanto figura pública, configurando infração disciplinar merecedora de reprimenda exemplar por parte desta Corte."

  • Processo : 0002365-71.2011.2.00.0000

patrocínio

últimas quentes