MIGALHAS QUENTES

  1. Home >
  2. Quentes >
  3. Governo de SP não terá acesso à investigação do Cade sobre cartel em obras do metrô
Suspeitas de cartel

Governo de SP não terá acesso à investigação do Cade sobre cartel em obras do metrô

O juiz Queiroz Neto entendeu que a ausência de documentos do Cade não impede que o estado de SP promova suas próprias investigações.

Da Redação

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Atualizado às 08:08

A 2ª vara Federal da seção judiciária do DF indeferiu o pedido de liminar do governo de SP, pelo qual o Estado solicitava acesso aos documentos do Cade referentes ao procedimento investigativo que apura formação de cartel em licitações para aquisição de trens e construção de linhas de metrô e trem. O governo paulista alegava o direito de acessar a documentação, porque tem o dever de apurar as mesmas ilegalidades que o Cade está investigando.

O juiz Gabriel José Queiroz Neto, ao analisar o pedido, destacou que o Cade ainda está investigando e apurando informações, o que resultaria na dificuldade de preestabelecer os documentos sigilosos. Dessa forma, o juiz argumentou que "o CADE não negou propriamente o acesso do Estado aos documentos. Na verdade, o que o CADE está fazendo é analisando a documentação, para aí, sim, poder verificar o que deve ser mantido em sigilo, ou não".

O magistrado ainda lembrou que parte da documentação em poder do Cade foi obtida via ordem judicial, sendo esta a ordem que determinou o sigilo dos documentos.

Na conclusão, Queiroz Neto afirmou que o Estado de SP pode, a todo instante, fazer suas investigações, independentemente das investigações realizadas pelo Cade. "Não vejo como a falta dos documentos em poder do CADE possam inviabilizar sua atividade investigativa. Quando muito, os documentos poderiam apenas facilitar sua atividade", afirmou.

Em nota oficial divulgada nesta segunda-feira, 5, o Cade esclareceu que o art.49, da lei 12.529/11, determina que seja dado tratamento sigiloso aos documentos da investigação, e afirmou que caso a Justiça determine o compartilhamento, ele prontamente atenderá a decisão. Veja a íntegra abaixo.

Investigação

A investigação, chamada de "Operação Linha Cruzada" e conduzida pela Superintendência-Geral do Cade em conjunto com a PF, apura se as mesmas empresas participaram de diversos contatos e acordos anticompetitivos em licitações para metrôs e trens e sistemas auxiliares no Brasil. O conluio teria sido praticado de diversas formas, sempre com o objetivo de falsear a livre concorrência. Ao menos cinco licitações teriam sido alvo do suposto cartel.

Acusações

Durante as investigações, o governo de SP, por meio do secretário-chefe da Casa Civil, Edson Aparecido, acusou o Cade de sonegar informações sobre a investigação enquanto faz um "vazamento seletivo" à imprensa. De acordo com a Folha de S.Paulo, Edson foi escalado para responder a acusação de que o governo paulista deu aval à formação de cartel para licitação de linhas de metrô no ano 2000, na gestão de Mário Covas.

O Cade, por meio de nota oficial divulgada na última sexta-feira, 2, negou qualquer "acusação de instrumentalização política das investigações conduzidas por este órgão para apuração de um suposto cartel em licitações de linhas de trens e metrôs no Brasil".

Veja a íntegra da decisão.

Patrocínio

Patrocínio

GONSALVES DE RESENDE ADVOGADOS

ATENDIMENTO IMEDIATO

ANDRIA ARAUJO SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA
ANDRIA ARAUJO SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

ANDRIA ARAUJO SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

instagram
FREDERICO SOUZA HALABI HORTA MACIEL SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

FREDERICO SOUZA HALABI HORTA MACIEL SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA