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Dano coletivo

Deputado Jair Bolsonaro é condenado por declarações contra homossexuais

Em entrevista, parlamentar afirmou que não teria um filho gay, porque seus filhos tiveram boa educação.

Da Redação

terça-feira, 14 de abril de 2015

Atualizado às 18:22

O deputado Federal Jair Bolsonaro foi condenado nesta segunda-feira, 13, ao pagamento de R$ 150 mil a título de dano moral coletivo, por declarações homofóbicas em programa de TV. Decisão é da juíza de Direito Luciana Santos Teixeira, da 6ª vara Cível do RJ.

A ACP foi proposta por grupos que atuam em defesa da diversidade sexual em razão de entrevista concedida pelo deputado em 2011 ao programa CQC, na qual "proferiu diversas frases desrespeitosas e preconceituosas contra afrodescendentes e gays".

Em sua defesa, Bolsonaro sustentou que goza de imunidade parlamentar e que a propositura da ação foi motivada por interesses políticos, tendo em vista sua atuação para "impedir a concessão de inaceitáveis privilégios em virtude de opção sexual".

Entretanto a magistrada verificou que ficou demonstrado o cunho "agressivo" das declarações do réu, sendo que a imunidade parlamentar não se aplica ao caso.

"Suas declarações não foram a respeito de qualquer proposta legislativa. Não houve tom institucional em qualquer de suas declarações. Ao contrário, as declarações do réu restringiram-se a depreciações a um grupo social, sem que fosse mencionado qualquer trâmite de lei envolvendo o grupo."

O valor da indenização será revertido em favor do Fundo de Defesa de Direitos Difusos.

"O Povo Quer Saber"

De acordo com os autos, no quadro "O Povo Quer Saber" – no qual um convidado responde perguntas de telespectadores sobre os mais variados temas –, em resposta à pergunta "o que você faria se tivesse um filho gay?", Bolsonaro disse: "isso nem passa pela minha cabeça porque tiveram uma boa educação, eu fui um pai presente, então não corro esse risco". O parlamentar afirmou ainda que não participaria de um desfile gay, se fosse convidado, para não promover "os maus costumes".

Ao ser questionado pela cantora Preta Gil sobre o que faria se seu filho se apaixonasse por uma negra, ele respondeu: "Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja, eu não corro esse risco e meus filhos foram muito bem educados, e não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu".

Jair Bolsonaro chegou a alegar que não teria entendido a pergunta formulada pela cantora e que a edição do CQC teria manipulado suas falas. Mas em outro programa – cedido para que prestasse esclarecimentos – manteve seus posicionamentos contra os homossexuais.

"Eu tenho o direito de falar né, tenho imunidade para isso, não é pra defender o que bem entender, me chamam de maluco é outra história, mas não me chama de homossexual, de racista nem de ladrão."

Confira a decisão.

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