sexta-feira, 27 de maio de 2022

MIGALHAS QUENTES

fechar

Cadastre-se para receber o informativo gratuitamente

  1. Home >
  2. Quentes >
  3. Polícia pede prisão de suposta falsa jurista Cátia Raulino
Inquérito

Polícia pede prisão de suposta falsa jurista Cátia Raulino

Segundo inquérito, mulher que dá aulas de Direito não tem sequer graduação.

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

A Polícia Civil pediu a prisão da suposta jurista Cátia Raulino. Com expressivo número de seguidores nas redes sociais, a professora e pós-doutora teve seus títulos contestados e é investigada por plágio. Prisão preventiva foi pedida pelo delegado Antônio Carlos Magalhães Santos, titular da 9ª delegacia, responsável pelo caso. A informação foi divulgada pelo jornal local Correio 24 Horas.

A polícia concluiu inquérito do caso, e aponta que a acusada deve responder a pelo menos cinco crimes: estelionato; uso de documento falso; exercício ilegal do Direito; falsidade ideológica; e plágio.

(Imagem: Reprodução / Plataforma Lattes)

(Imagem: Reprodução / Plataforma Lattes)

O delegado informou que Cátia Raulino não tem o diploma de bacharel em Direito pela Universidade Federal do Maranhão que ela alega ter, o que já invalida a comprovação dos outros títulos, como o de mestrado, doutorado e pós-doutorado na área. No fim de setembro, Antônio Carlos já afirmava haver indícios de que o diploma usado por ela era falso.

"A conclusão é que a senhora Cátia Raulino não tem diploma de bacharel na Universidade do Maranhão. (...) A faculdade que ela diz ter o diploma, a gente tem certeza absoluta que ela nunca esteve naquela instituição de ensino. Sequer ela tem o diploma de bacharel em Direito."

Apesar de informar que o inquérito seria remetido ao Ministério Público ainda na terça-feira, 13, o delegado falou também que há uma suspeita de que Cátia Raulino tenha cometido crime cibernético. "Também tem o crime cibernético que a gente já descobriu, que ela utilizou a rede social, mas a gente precisa de uma prova concreta, uma perícia. Por isso, foi solicitada a busca nos equipamentos eletrônicos dela."

Publicidade

Suspeita

Pelo extenso currículo, que foi possível consultar pela Plataforma Lattes (mas que foi excluído da plataforma após reportagens), Cátia chegou a ser coordenadora do curso de Direito de uma faculdade em Salvador, onde ministrou aulas de Direito Administrativo e Direito Tributário.

Nas redes sociais, Cátia ostentava palestras, cursos e aulas sobre Direito com larga experiência. Mas, em agosto, ela passou a ser acusada de incongruências no currículo. Hoje, seus perfis nas redes sociais estão desativados.

(Imagem: Reprodução / Instagram)

(Imagem: Reprodução / Instagram)

Matérias jornalísticas informam que as universidades citadas por ela não a reconhecem como discente. Segundo as denúncias, ela não teria nem mesmo graduação em Direito. Além da falta de títulos, a suposta jurista é acusada de plágio por ex-alunas.

O Ministério Público da Bahia investiga o caso, que tem ao menos seis denúncias: duas referentes a suposta prática de exercício ilegal da advocacia e quatro referentes a suposto crime de violação de direito autoral.

Por: Redação do Migalhas

Atualizado em: 14/10/2020 10:05