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Barbárie

Cármen cobra providências sobre estupro e morte de menina yanomami

"As mulheres indígenas são massacradas sem que a sociedade e o Estado tomem as providências suficientes", lamentou a ministra Cármen Lúcia.

Da Redação

quinta-feira, 28 de abril de 2022

Atualizado às 16:23

No início da sessão plenária desta quinta-feira, 28, a ministra Cármen Lúcia, do STF, pediu a palavra para tratar sobre o caso de uma menina indígena de 12 anos que foi estuprada até a morte por garimpeiros na comunidade Aracaçá, na terra indígena Yanomami, em Roraima.

A ministra cobrou que o caso seja investigado e que medidas cabíveis sejam adotadas, pois, segundo Cármen, mulheres indígenas são massacradas sem que a sociedade e o Estado tomem as providências suficientes.

"Ocorre que a violência e a barbárie praticada contra os indígenas estão correndo há 500 anos, não diferente a violência que vem ocorrendo especialmente contra as mulheres no Brasil de uma forma cada vez crescente. Parece que a civilização tem significado apenas a um grupo de homens."

A vice-procuradora-geral da República Lindôra Araújo e o presidente da Corte, ministro Luiz Fux, lamentaram o ocorrido e concordaram integralmente com a ministra.

Assista ao discurso:

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