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Vandalismo

Da sala dos bustos à ruína: escultura de 1975 também foi vandalizada

A obra "A Justiça", que fica na sala de bustos do STF, foi mais uma escultura que não passou ilesa pelos vândalos.

Da Redação

terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Atualizado em 11 de janeiro de 2023 14:18

Muito se viu da destruição que aconteceu no último domingo, 8, em Brasília. Uma das esculturas, no entanto, passou despercebida.

A obra "A Justiça", que fica na sala de bustos do STF, foi mais uma escultura que não passou ilesa pelos vândalos.

A peça foi retirada do painel que compunha e encontrada do lado de fora do prédio, no chão, depredada e de ponta cabeça. Ainda não se sabe o nível dos danos da obra.

Trata-se de uma escultura feita em bronze. Tem cerca de aproximadamente 70 centímetros e ficava fixada em uma barra também de bronze. Foi criada em 1975 pelo artista belo-horizontino Alfredo Ceschiatti.

 (Imagem: Arte Migalhas/STF)

(Imagem: Arte Migalhas/STF)

Alfredo Ceschiatti é o mesmo criador da estátua "Justiça", que fica em frente ao edifício da Suprema Corte e também foi vandalizada.

A estátua foi pichada com a frase "perdeu mané". A expressão faz referência a uma fala do ministro Barroso, quando foi importunado por bolsonaristas em Nova Iorque. 

 (Imagem: Reprodução/Arte Migalhas)

Escultura "Justiça" é pichada por vândalos.(Imagem: Reprodução/Arte Migalhas)

O criador

Escultor, desenhista e professor, Alfredo foi um dos principais colaboradores de Oscar Niemeyer na realização de projetos de integração arte-arquitetura.

Em 1940, ingressou na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Em 1944, realizou o primeiro projeto em colaboração com Oscar Niemeyer, o baixo-relevo do batistério da Igreja de São Francisco de Assis, Pampulha, em Belo Horizonte.

Em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial, no Rio de Janeiro, executando o conjunto alusivo às Três Forças Armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960.

De 1963 a 1965 lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Além das esculturas que foram depredadas, das suas esculturas em Brasília, destacam-se "As Banhistas", em frente ao Palácio da Alvorada, "Os Anjos e Os Quatro Evangelistas", na Catedral, e "As Gêmeas", na cobertura do Palácio do Itamaraty.

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