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TJ/SP

App de mensagens é condenado por não fornecer dados de conta falsa

Magistrado considerou que a empresa acabou contribuindo com a perpetuação do ilícito e atraiu a sua responsabilidade em relação à reparação dos danos causados à vítima da fraude.

Da Redação

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

Atualizado às 18:28

Após vítima de golpe via aplicativo de mensagens procurar a Justiça, o juiz de Direito Mauricio Martines Chiado, da 2ª vara de Bariri/SP, condenou a empresa mantenedora do app e a titular da conta banca bancária utilizada no esquema a restituírem, solidariamente, os R$ 9,9 mil que foram perdidos pelo autor da ação.

A empresa também foi condenada a pagar à vítima R$ 10 mil por perdas e danos decorrentes do descumprimento de decisão judicial que determinava o fornecimento dos registros de acesso e outros dados do responsável pela conta falsa.

 (Imagem: Freepik)

Empresa dona de aplicativo de mensagens indenizará vítima de golpe, decide juiz de SP.(Imagem: Freepik)

Consta dos autos que, depois de receber mensagem de número desconhecido, mas com a foto de seu filho, solicitando ajuda para realizar um pagamento, a vítima transferiu a quantia de R$ 9,9 mil para uma conta em nome de outra pessoa. A fraude foi constatada somente depois de enviado o comprovante da operação para o número correto do filho.

Para o magistrado, restou comprovada a fraude, assim como o prejuízo suportado pela vítima. O magistrado não acatou a defesa da titular da conta utilizada no golpe, que alegou que os valores foram transferidos exclusivamente por culpa da vítima e que sequer tinha acesso à conta.

O juiz lembrou que, em geral, o ordenamento jurídico não permite a responsabilização dos provedores de aplicação em casos de golpes desse tipo. No caso em questão, entretanto, ao não cumprir com a obrigação judicial de fornecer os endereços de IP, a empresa “retirou dos autores a possibilidade de identificação dos fraudadores".

"De sorte que assim agindo -a empresa- acabou contribuindo com a perpetuação do ilícito e atraiu a sua responsabilidade objetiva e solidária em relação à reparação dos danos causados à vítimas da fraude”, afirmou o juiz. 

Por fim, concluiu que o caso "trata-se, evidentemente, da aplicação da teoria da perda de uma chance, por meio da qual determinada pessoa acaba sendo responsável pelo ilícito praticado por um terceiro justamente por ter descumprido seus deveres legais/contratuais que acabaram retirando qualquer possibilidade de o prejudicado responsabilizar o verdadeiro causador do dano”, complementou o magistrado.

O processo corre em segredo de justiça.

Informações: TJ/SP.

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