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Taxação

Sem aviso de adesão facultativa, escola não pagará taxa sindical

Juíza observou que edital de convocação para a assembleia "nada fala sobre direito à oposição".

Da Redação

domingo, 12 de maio de 2024

Atualizado em 10 de maio de 2024 17:48

Escola de tênis não precisará pagar contribuição assistencial a sindicato dos trabalhadores. Decisão é da juíza do Trabalho Patricia Birchal Becattini, da 4ª Vara de Brasília/DF, baseada na ausência de ampla divulgação sobre a possibilidade de os funcionários se oporem à taxação.

O Sindicato dos Trabalhadores de Entidades Recreativas, Assistência, Lazer e Desportos do Distrito Federal ajuizou uma ação contra a escola, exigindo o pagamento da contribuição assistencial para funcionários, fossem eles sindicalizados ou não. O sindicato alegou que nenhum funcionário se opôs à taxa.

Em defesa, a escola argumentou que não recebeu a lista de funcionários com cartas de oposição e que não houve uma assembleia específica para discutir a cobrança da taxa.

 (Imagem: Freepik)

Juíza negou pedido de sindicato que cobrava taxa assistencial de escola de tênis.(Imagem: Freepik)

Ao avaliar a ação, a juíza ressaltou a recente decisão do STF (Tema 935), que definiu ser "constitucional a instituição, por acordo ou convenção coletiva de trabalho, de contribuições assistenciais a serem impostas a todos os empregados da categoria, ainda que não sindicalizados, desde que assegurado o direito de oposição".

No entanto, ao analisar o caso em questão, observou que o edital de convocação para a assembleia "nada fala sobre direito à oposição, mas sim que seria para aprovação da CCT".

"A decisão do STF condiciona a validade da cobrança à ampla e prévia informação dos trabalhadores sobre o direito de oposição, o que não ocorreu."

Além disso, a magistrada ressaltou que o edital foi publicado dois dias antes da assembleia, em desacordo com o art. 12 do estatuto, que prevê cinco dias. Também observou que a ata da assembleia não informa o número de trabalhadores presentes, nem em primeira, nem em segunda chamada.

Assim, a juíza negou os pedidos autorais, pois "não houve ampla divulgação da taxa e da possibilidade de oposição".

O advogado Mauricio Corrêa da Veiga, sócio do Corrêa da Veiga Advogados, atua pela escola.

Leia a decisão

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