MIGALHAS QUENTES

  1. Home >
  2. Quentes >
  3. Governo pede que STF suspenda por 60 dias ação da reoneração da folha
Desoneração da folha

Governo pede que STF suspenda por 60 dias ação da reoneração da folha

Segundo a AGU, iniciativa tem o objetivo de viabilizar solução consensual para o impasse.

Da Redação

quinta-feira, 16 de maio de 2024

Atualizado às 08:52

A AGU pediu ao STF que suspenda, por 60 dias, a ação do governo Lula que questiona a desoneração da folha de pagamentos de 17 setores da economia e de prefeituras, prorrogada pelo Congresso Nacional.

No pedido, apresentado na noite desta quarta-feira, 15, a AGU afirma que "um intenso diálogo interinstitucional que envolveu nos últimos dias autoridades do governo Federal e parlamentares, entre os quais o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco, resultou em um acordo para solucionar a controvérsia por meio de proposições legislativas".

 (Imagem: Carlos Moura/SCO/STF)

Fachada do STF.(Imagem: Carlos Moura/SCO/STF)

A ação foi proposta pelo presidente da República no Supremo a fim de ver declarada a inconstitucionalidade dos arts. 1º, 2º, 4º e 5º da lei 14.784/23. 

A suspensão solicitada agora seria uma exigência de Pacheco para validar o acordo no STF, após o ministro da Corte, Cristiano Zanin, derrubar a desoneração por meio de uma liminar, porque não teria sido demonstrado o impacto financeiro da medida. A cautelar do ministro foi submetida a referendo do plenário, mas a análise foi interrompida por pedido de vista de Fux.

Como a liminar segue válida, as empresas em tese teriam que pagar o tributo com a volta da alíquota mais alta, de 20%, sobre a folha de salários já neste mês, no próximo dia 20.

Na peça, o governo esclarece que o ministro da Fazenda Fernando Haddad e o presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco, anunciaram a intenção de retomar a cobrança da contribuição previdenciária sobre a folha de salários de forma progressiva a partir de 2025. O plano inclui medidas compensatórias para mitigar o impacto financeiro. 

Representantes dos 17 setores econômicos afetados expressaram preocupação com os prazos iminentes e discutiram a possibilidade de um acordo para um retorno escalonado ao pagamento integral das contribuições previdenciárias. A discussão resultou na decisão de explorar propostas legislativas para uma transição gradual do modelo de desoneração da folha de pagamentos, um regime estabelecido em 2011 e estendido até 2027.

No documento enviado ao STF, o governo defende as soluções extrajudiciais por meio do processo político, estimulando decisões mais plurais e menos traumáticas. E defende que, na hipótese dos autos, essa preocupação tem lugar. Isto porque, com a imediata vigência da cautelar de Zanin, as contribuições previdenciárias a cargo dos setores beneficiados seriam exigidas no próximo dia 20.

Assim, reforçando o compromisso do Executivo para trabalhar pela aprovação das medidas legislativas, postulou que o Congresso seja ouvido sobre a petição, e que seja suspenso o processo por 60 dias para fomentar a solução compositiva a respeito da desoneração. 

Leia a peça da AGU ao Supremo.

Acordo

Nesta quarta, o senador Efraim Filho protocolou projeto de lei para validar o acordo fechado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com o Congresso e o STF.

O projeto estabelece um aumento da tributação gradual a partir de 2025 e prevê a elevação de 1 ponto percentual da Cofins-Importação para compensar a desoneração.

Esse aumento valeria até 31 de dezembro deste ano. Nos anos seguintes, passaria para 0,8% em 2025; 0,6% em 2026; e 0,4% em 2027.

Patrocínio

Patrocínio

GONSALVES DE RESENDE ADVOGADOS

ATENDIMENTO IMEDIATO

SPENASSATTO ADVOGADOS
SPENASSATTO ADVOGADOS

SPENASSATTO SOCIEDADE DE ADVOGADOS

FREDERICO SOUZA HALABI HORTA MACIEL SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

FREDERICO SOUZA HALABI HORTA MACIEL SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA