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Operação Máximus

Filho de desembargador suspeito de negociar sentenças é preso pela PF

As investigações revelam um esquema de corrupção no Tocantins, voltado para a venda de sentenças e lavagem de dinheiro.

Da Redação

domingo, 25 de agosto de 2024

Atualizado em 26 de agosto de 2024 13:13

Em uma operação que investiga um suposto esquema de venda de sentenças no âmbito da Justiça do Tocantins, a Polícia Federal efetuou a prisão preventiva do advogado Thales André Pereira Maia na sexta-feira, 23. Thales é filho do desembargador Helvécio de Brito Maia Neto, ex-presidente do TJ/TO.

A ação faz parte da Operação Máximus, que também decretou a prisão preventiva do advogado Thiago Sulino de Castro, também suspeito de intermediar negociações relacionadas a decisões judiciais.

Além das prisões, estão sendo cumpridos 60 mandados de busca e apreensão no Tocantins e em outros Estados, incluindo Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Distrito Federal. Dos mandados, 46 têm como alvo advogados e escritórios de advocacia suspeitos de envolvimento no esquema.

As diligências foram autorizadas pelo STJ, e as investigações correm em sigilo na corte de Brasília, onde os desembargadores investigados possuem foro privilegiado. A lista completa de alvos não foi divulgada, mas sabe-se que entre os investigados estão outros magistrados do TJ/TO, além de procuradores de Estado.

 (Imagem: Paulo Carneiro/Ato Press/Folhapress.)

Além do Tocantins, foram cumpridos também mandados em outros Estados.(Imagem: Paulo Carneiro/Ato Press/Folhapress.)

Um dos alvos da operação é o desembargador João Rigo Guimarães, que teve sua residência, localizada no município de Araguaína, norte do Tocantins, vasculhada pela PF. O magistrado já ocupou o cargo de presidente do TJ/TO e atualmente preside o Tribunal Regional Eleitoral do Estado.

A PF informou que, além dos crimes de corrupção ativa e exploração de prestígio, também investiga a possível existência de uma organização criminosa e atos de lavagem de dinheiro.

“As investigações apuram suposta negociação para compra e venda de decisões e atos jurisdicionais, bem como condutas que visam lavar o dinheiro oriundo da prática criminosa investigada.”

A defesa de Thiago Sulino de Castro afirmou que não se manifestará no momento, pois ainda não teve acesso aos autos do processo. O advogado Leandro Manzano, representante de Thales André Pereira Maia, também informou que só se manifestará após ter acesso à investigação.

Com informações da Agência Brasil.

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