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Dados

8 de janeiro: Maioria dos condenados à prisão teve pena de 1 ano

52% das pessoas já condenadas não receberam pena de prisão.

Da Redação

segunda-feira, 31 de março de 2025

Atualizado às 15:29

 (Imagem: Gabriela Biló/Folhapress)

Maioria dos condenados à prisão pelos atos de 8 de janeiro teve pena de 1 ano.(Imagem: Gabriela Biló/Folhapress)

De acordo com dados do STF, 542 condenados por envolvimento nos atos antidemocráticos do 8 de janeiro receberam penas diversas da prisão, como prestação de serviços à comunidade, multa ou restritiva de direitos.

Os beneficiados pelas punições alternativas representam mais da metade do total de condenados: 52%.

 (Imagem: Arte Migalhas)

52% dos condenados do 8 de janeiro não receberam pena de prisão.(Imagem: Arte Migalhas)

A PGR denunciou, ao todo, 1.682 pessoas por envolvimento no 8 de janeiro.

Até o momento, 1.039 pessoas receberam condenação.

Dos 497 condenados à prisão, 240 deles receberam pena de apenas 1 ano.

Outros 251 respondem por crimes graves, com penas que vão de 3 a 17 anos e seis meses de prisão.

Veja os números:

 (Imagem: Arte Migalhas)

Maioria dos condenados à prisão pelos atos de 8 de janeiro teve pena de 1 ano.(Imagem: Arte Migalhas)

Idade e gênero

Com base nos dados, é possível perceber que a grande maioria dos condenados à prisão são homens: 337 homens, e 160 mulheres. Apenas 43 pessoas têm mais de 60 anos. 

 (Imagem: Arte Migalhas)

Maioria dos condenados à prisão pelos atos de 8 de janeiro tem entre 51 e 60 anos.(Imagem: Arte Migalhas)

Acordo de não persecução penal

Os 542 réus que receberam penas alternativas à prisão firmaram ANPP – acordo de não persecução penal. Nestes casos, o réu confessa o crime e se compromete a cumprir medidas impostas pela PGR. A ação penal fica suspensa, e só é retomada em caso de descumprimento dos termos.

Há seis meses, ministro Luís Roberto Barroso falou, em sessão do STF, que o ANPP é uma importante inovação para diminuir as pressões sobre o sistema prisional.

Segundo o ministro, houve a oferta de mais de 1.200 acordos de não persecução penal, com termos que o ministro considerou “bastante razoáveis”: seria aplicada uma multa de R$ 5 mil reais a quem pudesse pagar; o réu deveria ficar 2 anos sem utilizar redes sociais, e fazer um curso de formação democrática no Ministério Público.

No entanto, mais da metade negou a oferta.

“É uma opção, as pessoas têm o direito de fazer suas escolhas na vida. Mas é para deixar claro esse mito de que é um conjunto de pessoas inocentes úteis, que estavam lá sem saber bem o que estava acontecendo. Estão recusando o ANPP, que envolve a devolução do passaporte e a retirada da tornozeleira. Parece claramente uma manifestação ideológica de permanecer preso, ou ser condenado, em lugar de aceitar uma proposta de acordo que me parece bastante moderada.”

Assista:

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