MIGALHAS QUENTES

  1. Home >
  2. Quentes >
  3. PL do licenciamento ambiental traz insegurança jurídica, alerta IASP
Meio ambiente

PL do licenciamento ambiental traz insegurança jurídica, alerta IASP

O texto pode ser votado na Câmara dos Deputados antes do início do recesso legislativo, previsto para 17 de julho.

Da Redação

quarta-feira, 16 de julho de 2025

Atualizado às 16:19

O IASP - Instituto dos Advogados de São Paulo manifestou preocupação com o projeto de lei 2.159/21, que trata da lei geral de licenciamento ambiental e pode ser votado na Câmara dos Deputados antes do início do recesso legislativo, previsto para 17 de julho. Segundo a entidade, o texto em discussão apresenta riscos de retrocesso na proteção ambiental e insegurança jurídica, especialmente em razão da tramitação acelerada e da exclusão de temas sensíveis da norma.

Entre os pontos destacados pelo IASP está a retirada, com base no parecer da CMADS - Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, aprovado no dia 8 de julho, das atividades minerárias de grande impacto da abrangência do projeto. Embora o Senado Federal tenha sugerido a inclusão desses empreendimentos, a versão atual indica que eles ficarão de fora da norma.

Outro aspecto apontado pela entidade é a previsão de diversas hipóteses de dispensa de licenciamento ambiental e a ampliação de procedimentos simplificados, como a LAC - Licença por Adesão e Compromisso. De acordo com o texto, os critérios para definir os tipos de empreendimentos enquadrados nesse modelo e seu grau de impacto serão estabelecidos pelos Poderes Executivos da União, dos Estados e dos municípios, sem a exigência de participação dos conselhos de meio ambiente. 

Para o IASP, essa possibilidade pode gerar instabilidade regulatória, com mudanças a cada nova gestão governamental, e violar o princípio da participação popular previsto na legislação ambiental.

 (Imagem: Freepik)

Projeto propõe novas regras para o licenciamento ambiental.(Imagem: Freepik)

O projeto também contempla a LAE - Licença Ambiental Especial, incluída pelo Senado, aplicável a projetos estratégicos, ainda que com potencial de impacto significativo. Nesses casos, o licenciamento deve ser concluído em até 12 meses, mediante emissão de uma única licença, sem a obrigatoriedade de realização de audiência pública.

Outro ponto criticado pela entidade é a ausência, no texto, da exigência de consulta livre, prévia e informada (CLPI), conforme prevê a Convenção 169 da OIT - Organização Internacional do Trabalho, da qual o Brasil é signatário. O instrumento é obrigatório para medidas que afetem diretamente comunidades indígenas e povos tradicionais, e a falta de sua previsão no PL tem sido argumento para pedidos de suspensão de licenciamentos feitos pelo Ministério Público.

O PL 2.159/21 tramita no Congresso Nacional desde 2004. Foi aprovado na Câmara em 2021 e, mais recentemente, no Senado, em 21 de maio deste ano, com a incorporação de diversas emendas. Após retornar à Câmara, teve sua urgência aprovada no dia 8 de julho.

"Morosidade e burocracia da legislação atual não podem justificar o apressamento da aprovação sem o devido debate público. Embora o PL traga avanços ao buscar consolidar uma norma geral, o texto atual apresenta graves fragilidades. O IASP segue acompanhando a tramitação dessa legislação tão sensível ao meio ambiente e aos direitos coletivos e conclama o Congresso Nacional a discutir o tema com profundidade e diálogo, para evitar insegurança jurídica e intensa judicialização”, afirmou Diogo Leonardo Machado de Melo, presidente do instituto.

IASP - Instituto dos Advogados de São Paulo

Patrocínio

Patrocínio

GONSALVES DE RESENDE ADVOGADOS

ATENDIMENTO IMEDIATO

ANDRIA ARAUJO SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA
ANDRIA ARAUJO SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

ANDRIA ARAUJO SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

instagram
SPENASSATTO ADVOGADOS
SPENASSATTO ADVOGADOS

SPENASSATTO SOCIEDADE DE ADVOGADOS