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Defesa internacional

AGU contrata escritório nos EUA para atuar em sanções contra o Brasil

Escritório Arnold & Porter poderá representar o Estado brasileiro, órgãos públicos e agentes em litígios relacionados a medidas punitivas.

Da Redação

quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Atualizado às 13:24

A AGU contratou o escritório de advocacia Arnold & Porter Kaye Scholer LLP, sediado nos Estados Unidos, para atuar na defesa do Estado brasileiro no âmbito das sanções impostas pelo governo estadunidense.

A banca atuará perante órgãos e autoridades judiciais norte-americanas, sempre sob instruções exclusivas da AGU, na proteção dos interesses da República Federativa do Brasil.

O contrato prevê a atuação em casos de medidas punitivas aplicadas contra o Brasil, empresas e agentes públicos brasileiros, como tarifas, restrições financeiras, bloqueio de ativos e denegações de visto.

A AGU também poderá determinar que o escritório represente órgãos da administração pública federal, estados e municípios, além de agentes públicos quando as sanções decorrerem do exercício da função pública.

 (Imagem: Daniel Estevão/AscomAGU)

AGU contrata escritório de advocacia para defender Brasil contra sanções nos Estados Unidos.(Imagem: Daniel Estevão/AscomAGU)

Entre as atividades previstas estão a consultoria jurídica, elaboração de pareceres, representação perante autoridades judiciais e administrativas, avaliação de cenários sobre aplicação de sanções e contestação dessas medidas, bem como assessoria em litígios envolvendo tarifas nos tribunais norte-americanos.

O contrato foi firmado por inexigibilidade de licitação, conforme o art. 4º da lei 8.897/94 e a lei 14.133/21, em razão da notória especialização do escritório e de sua experiência prévia na defesa do Brasil em disputas internacionais.

O valor máximo previsto é de US$ 3,5 milhões em até 48 meses, com pagamentos proporcionais às demandas apresentadas. A AGU adotará medidas para buscar ressarcimento junto a eventuais responsáveis por danos ao Brasil.

A contratação de bancas jurídicas estrangeiras é necessária porque os advogados da União, em regra, não têm capacidade postulatória em jurisdições internacionais. Nesses casos, escritórios privados atuam sob estrita orientação da AGU e em coordenação com órgãos do Estado brasileiro.

Atualmente, a AGU mantém 17 contratos com escritórios em 11 países para representar o Brasil em casos de extradição, recuperação de ativos no exterior, arbitragem internacional e disputas comerciais.

Entre os casos mais recentes, a atuação dessas bancas ocorre no processo de repatriação da Esmeralda Bahia e nos pedidos de extradição de condenados pelos atos de 8 de janeiro.

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