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Agressão

Homem xinga e cospe em filha de Fachin na UFPR: "Lixo comunista"

Agressão ocorreu em meio a clima de tensão após cancelamento de evento na Universidade.

Da Redação

segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Atualizado às 16:33

A professora e diretora do Setor de Ciências Jurídicas da UFPR - Universidade Federal do Paraná, Melina Fachin, sofreu uma agressão na última sexta-feira, 12, ao deixar a instituição em Curitiba/PR. Um homem branco, não identificado, abordou a filha do ministro do STF Edson Fachin chamando-a de "lixo comunista" e cuspiu em seu rosto. Até o momento, a identidade do agressor não foi confirmada.

 (Imagem: Reprodução/Instagram)

Filha do ministro do STF Melina Fachin é agredida após cancelamento de palestra na UFPR.(Imagem: Reprodução/Instagram)

O advogado Marcos Gonçalves, marido de Melina, classificou a conduta como "uma agressão covarde" e ressaltou que o episódio não deve ser visto de forma isolada, mas como parte de uma "escalada de violência física e política" no país, sobretudo contra pessoas ligadas a instituições democráticas.

Segundo o causídico, o caso estaria relacionado ao cancelamento, pela UFPR, da palestra "Como o STF tem alterado a interpretação constitucional?". O evento, que aconteceria na terça-feira, 9, na Faculdade de Direito, foi suspenso após alertas de risco à segurança, mas a tentativa de apoiadores de mantê-lo provocou confronto no campus e levou estudantes contrários à atividade a ocupar o prédio. 

Veja a publicação:

 (Imagem: Reprodução/Redes sociais)

Nota publicada pelo advogado Marcos Gonçalves, marido de Melina Fachin.(Imagem: Reprodução/Redes sociais)

Professores da Faculdade de Direito da UFPR divulgaram nota em solidariedade à diretora. Os docentes ressaltaram que divergências políticas e ideológicas são legítimas, mas não podem, em hipótese alguma, justificar agressões ou intimidações, reiterando a defesa do respeito, do diálogo e da liberdade acadêmica.

CCONS - Centro de Estudos da Constituição, do qual a professora faz parte, também repudiou o ataque, afirmando que a violência física e verbal representou uma tentativa covarde de intimidação e um sintoma grave da intolerância que ameaça transformar a universidade em palco de silenciamento. 

Na mesma linha, a OAB, por meio da Comissão Nacional de Direitos Humanos, repudiou a agressão e destacou que "violência, intolerância e silenciamento não podem ter espaço, sobretudo em instituições de ensino superior".

Leia a nota completa dos professores da UFPR.

Leia a nota completa do CCONS.

Leia a nota completa da OAB.

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