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Furto qualificado

MP/RJ pede prisão preventiva de ex-CEO da Hurb após violar cautelares

Em liberdade provisória por furto qualificado, João Ricardo Rangel Mendes foi detido com documento falso e tornozeleira descarregada.

Da Redação

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Atualizado às 08:42

MP/RJ pediu a decretação da prisão preventiva de João Ricardo Rangel Mendes, ex-CEO da agência de viagens Hurb (antigo Hotel Urbano), por descumprimento de medidas cautelares impostas pela Justiça.

O requerimento foi apresentado após o empresário ter sido preso na noite de segunda-feira, 5, no Aeroporto Regional de Jericoacoara, no Ceará. Na ocasião, ele portava documento falso e estava com a tornozeleira eletrônica descarregada.

Segundo a Promotoria, o episódio evidencia o descumprimento das condições fixadas quando a prisão foi substituída por medidas cautelares, entre elas a monitoração eletrônica, a proibição de se ausentar do local autorizado sem prévia autorização judicial e a obrigação de apresentar relatórios médicos mensais nos autos.

O MP/RJ também destacou a ausência de juntada de relatório médico desde setembro, o que, segundo o órgão, reforça o desrespeito às determinações judiciais.

O ex-CEO foi liberado após audiência de custódia realizada na terça-feira, 6.

 (Imagem: Reprodução/Instagram)

MP pede prisão preventiva de João Ricardo Rangel Mendes, ex-CEO da Hurb, por descumprir medidas cautelares.(Imagem: Reprodução/Instagram)

Relembre o caso

João Ricardo Mendes foi preso preventivamente em abril de 2025, após ser acusado de furtar uma obra de arte e três esculturas do Hotel Hyatt, localizado na Praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. No dia seguinte, ele também teria subtraído dois quadros do escritório Duda Porto Arquitetura, além de um iPad e da carteira do proprietário, em estabelecimento situado no Casa Shopping, no mesmo bairro.

Os fatos ocorreram nos dias 25 e 26 de abril daquele ano. De acordo com a denúncia apresentada pelo MP/RJ em maio de 2025, em um dos episódios o empresário teria se passado por entregador de aplicativo para furtar um quadro, escondendo a obra em uma bolsa de entregas.

Já no escritório de arquitetura, ele teria se apresentado como eletricista para furtar quadros, uma mesa digitalizadora, duas carteiras com dinheiro e outros itens.

Em razão desses fatos, Mendes foi denunciado pelos crimes de furto qualificado e adulteração de identificação de veículo. Após cerca de três meses em prisão preventiva, ele obteve liberdade provisória em agosto de 2025, mediante imposição de medidas cautelares. Também teve de entregar o passaporte e ficou proibido de sair do estado do Rio de Janeiro sem autorização judicial.

Conforme divulgado pelo G1, a Justiça determinou ainda a instauração de incidente de insanidade mental para apurar a condição psicológica do empresário à época dos crimes. Segundo a defesa, ele apresenta evolução de um quadro de bipolaridade para psicose maníaco-depressiva.

Com o novo pedido de prisão preventiva, o MP/RJ sustenta que o comportamento recente do ex-CEO demonstra descumprimento reiterado das condições impostas, o que justificaria o restabelecimento da custódia cautelar.

Informações: Agência Brasil.

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