Lula escolhe Wellington Lima e Silva para o ministério da Justiça
O anúncio vem após uma reunião no Planalto, onde Lima e Silva, atualmente chefe do jurídico da Petrobras, substituirá Manoel Carlos de Almeida Neto.
Da Redação
terça-feira, 13 de janeiro de 2026
Atualizado às 18:15
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva escolheu o advogado Wellington César Lima e Silva para comandar o ministério da Justiça e Segurança Pública. O convite foi feito nesta terça-feira, após reunião no Palácio do Planalto.
Lima e Silva assume a pasta, que vinha sendo conduzida interinamente por Manoel Carlos de Almeida Neto.
Perfil e trajetória
Considerado homem de confiança do presidente, Wellington Lima e Silva atualmente ocupa o cargo de chefe do departamento jurídico da Petrobras, função para a qual foi indicado por Lula.
Antes disso, exerceu o posto de secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, entre janeiro de 2023 e julho de 2024, período em que foi responsável pela análise jurídica de atos do Executivo, como decretos, portarias e projetos de lei, além de atuar diretamente na preparação de despachos e avaliações de indicações.
O novo ministro também mantém proximidade com figuras centrais do governo, como o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e lideranças políticas como o senador Jaques Wagner.
Passagem anterior pela Justiça
Esta não é a primeira vez que Lima e Silva esteve à frente do Ministério da Justiça. Em 2016, durante o governo Dilma Rousseff, ele chegou a ser nomeado para o cargo, mas permaneceu por cerca de duas semanas.
A nomeação foi anulada pelo STF, sob o entendimento de que integrantes do Ministério Público não podem exercer funções no Poder Executivo sem o desligamento formal da instituição. Lima e Silva ingressou no MP/BA em 1991, com atuação em comarcas do interior e, posteriormente, em Salvador.
Bastidores e cenário de reestruturação
Nos bastidores, o nome do advogado já havia sido cogitado anteriormente para uma vaga no STF aberta com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, mas a escolha acabou recaindo sobre Jorge Messias.
Além da definição do novo titular, a escolha ocorre em meio à possibilidade de reestruturação ministerial, com a hipótese de divisão do atual ministério e recriação de uma pasta específica para segurança pública, tema que dependeria da tramitação da PEC da Segurança, atualmente na Câmara dos Deputados.




