Wellington Lima e Silva toma posse como ministro da Justiça
Cerimônia reservada no Planalto contou com Lewandowski; nomeado por Lula, jurista já comandou a pasta em 2016 por breve período.
Da Redação
quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
Atualizado às 19:16
O advogado Wellington César Lima e Silva tomou posse nesta quinta-feira, 15, como novo ministro da Justiça e Segurança Pública. A cerimônia foi realizada de forma reservada no Palácio do Planalto e contou com a presença do ex-titular da pasta, Ricardo Lewandowski, que deixou o governo alegando motivos pessoais e familiares.
Lima e Silva foi escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última terça-feira, 13. Ele retorna ao comando do ministério após já ter ocupado o cargo em 2016, durante o governo Dilma Rousseff, quando permaneceu por cerca de 11 dias.
Trajetória
À época, sua nomeação foi anulada pelo STF, sob o entendimento de incompatibilidade entre o exercício de função no Executivo e a atuação como procurador do Ministério Público da Bahia, sem desligamento formal.
Nos últimos anos, o novo ministro esteve à frente da Secretaria Especial de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, entre 2023 e 2024, órgão responsável por assessorar diretamente o presidente da República na análise de projetos de lei, medidas provisórias, sanções, vetos e demais atos do Executivo. Atualmente, ele chefiava o departamento jurídico da Petrobras, função para a qual foi indicado por Lula.
Considerado um nome de confiança do presidente, Lima e Silva mantém interlocução com integrantes do núcleo político do governo, como o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e lideranças como o senador Jaques Wagner.
Gestão
Na primeira entrevista coletiva após a posse, o novo ministro da Justiça afirmou que a tônica de sua gestão será o fortalecimento do combate ao crime organizado, com atuação coordenada entre os órgãos de Estado.
Lima e Silva explicou que durante o encontro com Lula, foram mencionados diferentes setores e práticas ilícitas - como lavagem de dinheiro, fintechs, indústria de bebidas e de cigarros, mas ressaltou que essas referências ocorreram de forma contextual, sem direcionamento específico.
O ministro destacou que o objetivo central foi discutir como envolver o MP, o Judiciário e demais instituições em uma atuação sincronizada.
"Esse debate ocupou 99,9% do tempo da reunião", frisou, ao afirmar que a iniciativa partiu diretamente do presidente da República e representa uma ação de Estado "do mais alto significado".
Veja o trecho:
Na coletiva, Lima e Silva também ressaltou a continuidade administrativa da gestão anterior e elogiou o trabalho conduzido por Ricardo Lewandowski.
Segundo ele, a orientação é preservar o que vem funcionando e introduzir ajustes pontuais.
"Toda ação de governo, sobretudo no mesmo governo, deve ter uma linha de continuidade, acrescida de iniciativas novas para incrementar os resultados", afirmou.
Sobre a equipe, o ministro informou que o diretor-geral da PF e o diretor-geral da PRF serão mantidos. Em relação aos secretários nacionais, disse que fará uma avaliação individual.





