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Segurança da informação

CNJ sofre tentativa de expedição de mandado de prisão contra Lula e Moraes

Conselho afirma que não houve invasão aos sistemas e que dados foram alterados com logins comprometidos de usuários de tribunais.

Da Redação

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Atualizado às 10:07

O CNJ informou ter identificado uma alteração indevida de dados no BNMP - Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões, com tentativa de expedição de mandado de prisão de autoridades brasileiras, como o presidente Lula e o ministro do STF Alexandre de Moraes.

O Conselho destacou que não houve invasão, violação ou comprometimento dos sistemas, mas sim uso indevido de credenciais de acesso pertencentes a usuários de tribunais, obtidas por meio de roubo.

 (Imagem: G. Dettmar/ CNJ)

CNJ sofre tentativa de expedição de mandado de prisão contra Lula e Moraes.(Imagem: G. Dettmar/ CNJ)

Segundo o CNJ, a alteração consistiu na substituição irregular de informações vinculadas a um mandado judicial por dados associados a autoridades. Apesar disso, o órgão ressaltou que a modificação não resultou na expedição de mandados de prisão contra os nomes mencionados.

A análise conduzida pela Divisão de Segurança da Informação apontou que as ações foram realizadas com logins comprometidos, utilizados de forma indevida no sistema.

O CNJ afirmou ainda que o incidente foi identificado e tratado, e que os dados do BNMP foram devidamente corrigidos após a detecção do problema.

Veja a nota:

"O Conselho Nacional de Justiça identificou alteração indevida em dados do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP). A alteração consistiu na substituição indevida de dados vinculados a um mandado judicial por dados associados a autoridades brasileiras. A apuração da Divisão de Segurança da Informação do Conselho indicou que as ações foram realizadas por meio de credenciais de acesso comprometidas, pertencentes a usuários de tribunais, em decorrência de roubo de credenciais, utilizadas de forma indevida no sistema. Não houve invasão, violação ou comprometimento dos sistemas do CNJ. A alteração não resultou na expedição de mandados contra as autoridades mencionadas. O incidente foi identificado, tratado e os dados foram devidamente corrigidos."

Mandado de prisão

O caso não é inédito. Em janeiro de 2023, surgiu no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, supostamente assinado por ele mesmo.

A ex-deputada Carla Zambelli teria contratado e financiado o hacker Delgatti para acessar ilegalmente os sistemas do CNJ e inserir documentos ideologicamente falsos, entre eles o mandado de prisão forjado contra o ministro.

O hacker Walter Delgatti Neto acabou condenado a 8 anos e 3 meses de reclusão pelos crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica, em razão de acessos indevidos aos sistemas do CNJ e da inserção de documentos ideologicamente falsos. A ex-parlamentar foi condenada a 10 anos de prisão. 

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