Toffoli autoriza que PF investigue captação de influencers para difamar BC
Ministro determinou abertura de inquérito para investigar suspeita de campanha paga nas redes sociais contra o Banco Central.
Da Redação
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
Atualizado às 16:24
Ministro Dias Toffoli autorizou a PF a instaurar inquérito para apurar suspeita de ação coordenada nas redes sociais visando atacar o Banco Central, após a autoridade monetária decretar a liquidação do banco Master.
A investigação começou a partir de denúncias feitas por influenciadores digitais que afirmaram ter recebido propostas financeiras para gravar vídeos com críticas ao BC.
Entre os nomes que vieram a público está o vereador Rony Gabriel, de Erechim/RS.
Em entrevista ao jornal O Globo, ele relatou ter sido procurado neste mês por executivos supostamente vinculados a Daniel Vorcaro, controlador do Master.
Segundo o parlamentar, a intenção seria questionar a decisão de liquidar o banco e colocar em xeque a credibilidade da autoridade monetária.
O banco Master é alvo de apuração no Supremo, em inquérito também sob relatoria de Toffoli, que investiga possíveis fraudes financeiras em operações relacionadas à tentativa de aquisição da instituição pelo BRB, banco público do Distrito Federal.
O negócio foi interrompido pelo Banco Central diante da suspeita de que o BRB estaria assumindo carteiras de crédito consideradas problemáticas, sem lastro em ativos reais.
Diante das denúncias sobre uma possível campanha difamatória nas redes, a PF elaborou um relatório preliminar e o encaminhou ao ministro.
Após analisar publicações e informações reunidas, Toffoli autorizou a abertura de um novo inquérito específico para apurar a eventual articulação da ofensiva digital.
Informações: Agência Brasil.




