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Exemplos concretos

Ia à Jovem Pan e era coach: Moraes cita condutas incompatíveis de juízes

Relator afirmou que condutas como comentarismo político e autopromoção são incompatíveis com a magistratura.

Da Redação

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Atualizado às 16:40

Durante julgamento no STF quanto à validade das regras impostas pelo CNJ para o uso de redes sociais por magistrados, ministro Alexandre de Moraes citou exemplos para sustentar que determinadas condutas já são vedadas pela CF e pela Loman, independentemente da existência da resolução questionada.

Segundo o relator, houve casos de magistrados que, embora não comparecessem regularmente à comarca para trabalhar, participavam diariamente de programas de rádio e televisão para comentar o cenário político e apoiar candidatos.

"Havia, naquela época, magistrados e magistradas, inclusive um magistrado, que na comarca não aparecia para trabalhar, mas no programa todo dia da Jovem Pan, para comentar o cenário político e apoiar um determinado candidato", afirmou.

Para Moraes, esse tipo de atuação configura atividade político-partidária incompatível com a função jurisdicional. "Isso é vedado pela Constituição e pela Loman, não precisaria nem dessa resolução", disse.

Veja o momento:

"Não era professor, era coach"

O ministro também mencionou outro episódio envolvendo juiz que utilizava redes sociais para fazer propaganda e oferecer orientações pagas a advogados sobre como atuar perante magistrados.

"Ele não era um professor, ele era um coach", declarou Moraes, ao criticar a transformação da função judicial em instrumento de autopromoção.

O relator ainda apontou a existência de magistrados que buscavam se projetar como "influencers", prática que classificou como "absolutamente incompatível" com o cargo.

Ao final, Moraes reforçou que, mesmo que a resolução do CNJ fosse afastada, as vedações constitucionais e legais continuariam válidas, pois tais condutas já são proibidas pelo regime jurídico da magistratura.

"Se nós pegarmos hoje e rasgarmos essa resolução ou declararmos inconstitucional, as mesmas redações permanecem", concluiu.

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