MIGALHAS QUENTES

  1. Home >
  2. Quentes >
  3. OAB Nacional oficia o STF por Código de Ética
Ética e Transparência

OAB Nacional oficia o STF por Código de Ética

Entidade defendeu transparência e integridade institucional sem restrições às garantias constitucionais nem prejuízos à advocacia.

Da Redação

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Atualizado às 08:53

A OAB apresentou ao STF um conjunto de balizas institucionais para orientar a elaboração de um Código de Ética destinado aos ministros da Corte, defendendo que a futura norma fortaleça a integridade e a transparência do Tribunal sem impor restrições indevidas às garantias constitucionais ou impactos negativos ao exercício da advocacia.

As diretrizes foram encaminhadas ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, e à ministra Cármen Lúcia, relatora da proposta, por meio de ofício assinado pelo presidente nacional da OAB, Beto Simonetti, e pela diretoria do Conselho Federal.

O documento foi construído com a participação dos 27 presidentes de seccionais da Ordem e sustenta que o processo de elaboração do Código de Ética deve ocorrer com prudência, método e densidade normativa, afastando soluções apressadas ou meramente simbólicas.

 (Imagem: Raul Spinassé/CFOAB)

OAB apresenta balizas ao STF para Código de Ética de ministros.(Imagem: Raul Spinassé/CFOAB)

No texto, a OAB defendeu que o debate resulte em parâmetros claros e estáveis, capazes de qualificar a governança institucional do Supremo, sem comprometer garantias constitucionais nem a qualidade da prestação jurisdicional.

Entre os eixos centrais apresentados está a orientação de que o Código se baseie em objetivos substantivos, como promoção da transparência, responsabilidade institucional e confiança pública, e não em restrições genéricas que possam reduzir direitos fundamentais ou afetar o funcionamento da Justiça.

A manifestação também ressaltou o papel constitucional da advocacia no sistema de justiça e a necessidade de participação efetiva da classe no processo de construção normativa. Nesse ponto, a Ordem registrou expressamente.

“A Ordem dos Advogados do Brasil não se coloca como observadora externa, mas como instituição constitucionalmente essencial à administração da justiça. Por isso, entende que a advocacia deve ser ouvida de forma efetiva e qualificada, contribuindo com perspectivas técnicas e práticas sobre o funcionamento do sistema e, sobretudo, sobre a preservação das garantias que asseguram paridade de armas, acesso à justiça e efetividade do contraditório.”

Outro aspecto destacado foi a preservação das prerrogativas profissionais e das garantias de defesa, apontadas como baliza inegociável. Segundo o ofício, mecanismos relacionados à transparência, à interlocução institucional ou às rotinas de trabalho não podem gerar retrocessos no exercício da advocacia nem criar barreiras indevidas ao direito de audiência e à atuação técnica da defesa.

A OAB também rejeitou soluções imediatistas, sustentando que a integridade institucional do STF deve ser construída a partir de desenho normativo consistente, processos decisórios transparentes e mecanismos aptos ao escrutínio público equilibrado.

Por fim, o documento anunciou a criação de um fórum permanente no âmbito do Sistema OAB, com o objetivo de promover reflexão continuada, reunir subsídios técnicos e assegurar unidade nacional na participação institucional da advocacia.

Patrocínio

Patrocínio

ANDRIA ARAUJO SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA
ANDRIA ARAUJO SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

ANDRIA ARAUJO SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

instagram
FREDERICO SOUZA HALABI HORTA MACIEL SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

FREDERICO SOUZA HALABI HORTA MACIEL SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

GONSALVES DE RESENDE ADVOGADOS

ATENDIMENTO IMEDIATO