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Busca e apreensão

PF faz operação contra vazamento de dados de ministros do STF e parentes

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

Da Redação

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Atualizado às 16:35

Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, a Polícia Federal cumpriu, nesta terça-feira, 17, quatro mandados de busca e apreensão nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

Segundo informado pela PF, a ação ocorre no âmbito de investigação que apura possíveis vazamentos de dados sigilosos da Receita Federal envolvendo ministros do STF e parentes.

A operação foi autorizada por Moraes a partir de representação apresentada pela PGR.

 (Imagem: Wilson Dias/Agência Brasil)

PF cumpre mandados por vazamento de informações da Receita ligadas a ministros do STF.(Imagem: Wilson Dias/Agência Brasil)

Além das buscas, o ministro determinou a adoção de medidas cautelares contra os servidores públicos investigados, cujos nomes não foram divulgados.

Entre as medidas estão: monitoramento por tornozeleira eletrônica, afastamento do exercício da função pública, cancelamento de passaportes e proibição de saída do país.

O que diz a Receita?

Após a deflagração da operação, a Receita Federal admitiu que houve desvios no acesso a informações fiscais de ministros da Corte e parentes.

Em nota, o órgão afirmou que "não tolera desvios, especialmente relacionados ao sigilo fiscal, pilar básico do sistema tributário", e destacou que seus sistemas são totalmente rastreáveis, permitindo a detecção e punição de qualquer uso indevido, inclusive na esfera criminal.

Segundo o Fisco, o STF solicitou, em 12 de janeiro, auditoria completa nos sistemas da Receita para identificar acessos suspeitos realizados nos últimos três anos.

A Corregedoria do órgão já havia instaurado procedimento investigatório interno no dia anterior, motivado por notícias veiculadas pela imprensa.

A auditoria segue em andamento e os desvios já identificados foram comunicados ao ministro Alexandre de Moraes.

As investigações apontam que o sigilo fiscal da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, teria sido quebrado indevidamente.

Também foi identificado acesso não autorizado à declaração de Imposto de Renda do filho de outro integrante do STF.

O caso tramita no Inq 4.781, conhecido como inquérito das fake news.

A Receita ressaltou ainda que, desde 2023, ampliou mecanismos de controle e restrição de perfis de acesso a dados fiscais.

No período, sete processos disciplinares foram concluídos, resultando em três demissões e sanções administrativas aos demais envolvidos.

O órgão afirmou que manterá o rigor na apuração e que novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das investigações.

Informações: Receita Federal do Brasil.

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