Barroso alerta para desafios éticos diante da aceleração tecnológica
Ministro aposentado do STF destacou velocidade das inovações, desafios regulatórios e necessidade de trilha ética para o avanço da inteligência artificial.
Da Redação
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026
Atualizado às 15:18
Durante o II Congresso Ibero-brasileiro de Governança Global, o ministro aposentado do STF Luís Roberto Barroso concedeu entrevista à TV Migalhas e abordou os impactos da transformação tecnológica acelerada sobre a sociedade e o Direito.
Ao destacar a velocidade das mudanças, Barroso comparou a expansão de diferentes tecnologias: o telefone fixo levou 75 anos para alcançar 100 milhões de usuários; o celular, 16 anos; a internet, 7 anos; e o ChatGPT atingiu a mesma marca em apenas dois meses.
Segundo ele, essa rapidez torna mais complexa a tarefa de regulação, diante da constante inovação no setor de semicondutores e inteligência artificial.
Barroso apontou que as transformações trazem benefícios relevantes em áreas como medicina, linguagem e no próprio campo jurídico.
Por outro lado, mencionou riscos associados ao uso bélico das tecnologias, à disseminação massiva de desinformação, à invasão de privacidade e à chamada “singularidade”, hipótese em que máquinas desenvolveriam autonomia superior à humana.
Para ele, não é possível interromper o avanço tecnológico, mas é necessário assegurar que ele siga uma trilha ética, voltada à promoção da humanidade e à mitigação de riscos.
Confira:
O evento
Entre os dias 23 e 25 de fevereiro de 2026, a cidade de Salamanca recebe o II Congresso Ibero-brasileiro de Governança Global. Com o tema “Jurisdição e segurança jurídica”, o encontro reúne especialistas para debater os desafios contemporâneos da atuação jurisdicional e seus impactos na estabilidade institucional. O evento é promovido pelo IBDL – Instituto Brasileiro de Direito Legislativo, em parceria com a tradicional Universidade de Salamanca.






